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	<title>Mudanças Climáticas archivos - +COMUNIDAD</title>
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		<title>Como o Recife se prepara para as chuvas: obras com os moradores e um centro que coordena 14 órgãos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 15:38:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos morros do Recife, onde vivem 35% das famílias, a Prefeitura fornece o projeto, o material e o acompanhamento técnico, e os moradores constroem as obras de contenção. Desde 2021, foram entregues mais de 5 mil. Depois das chuvas de 2022, a cidade criou um centro de operações que coordena 14 órgãos com regras definidas antes da emergência.</p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/gestao-riscos-recife-programa-parceria-centro-operacoes/">Como o Recife se prepara para as chuvas: obras com os moradores e um centro que coordena 14 órgãos</a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-link-color wp-elements-1 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;font-size:1px">gestão de riscos no Recife</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Existe uma versão em espanhol deste artigo <a href="https://mascomunidad.org.ar/gestion-riesgo-recife-programa-parceria-centro-operaciones/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</em></strong><br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 24 e 28 de maio de 2022, caiu sobre o Recife cerca de 65% de toda a chuva daquele mês. A capital pernambucana acumulou 686,4 milímetros, mais que o dobro da média histórica de 291 milímetros, segundo dados do Centro de Operações do Recife (COP). Deslizamentos e alagamentos deixaram mais de 120 mortos na Região Metropolitana, na <a href="https://www.folhape.com.br/noticia/detalhe/maior-tragedia-do-seculo-em-pernambuco-mortes-pelas-chuvas-de-2022/228963/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">maior tragédia do século no estado</a>, e desalojaram e desabrigaram muitas famílias, sobretudo nos morros das zonas sul e oeste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tragédia expôs um risco que a cidade conhece há décadas. O Recife combina uma planície baixa, onde os alagamentos se agravam quando a chuva coincide com a maré alta, com morros densamente ocupados e sujeitos a deslizamentos. Segundo a Secretaria Executiva de Defesa Civil (SEDEC), cerca de 67,4% do território é formado por morros, onde vivem 35% das famílias. <strong>Mais de 206 mil pessoas moram em 21 áreas de risco alto ou muito alto.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para reduzir esse risco, a <a href="https://www2.recife.pe.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Prefeitura do Recife</a> atua em duas escalas. Nos bairros, a SEDEC faz ações porta a porta, forma moradores como agentes comunitários e constrói com eles obras de contenção por meio do Programa Parceria. Na gestão da cidade, o COP reúne 14 órgãos municipais que decidem com a mesma informação e sob o mesmo comando. <strong>As duas estruturas atuam com base no</strong> <a href="https://acaoinverno.recife.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/PLANO-DE-CONTINGENCIA-RECIFE-2026__final.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Plano de Contingência 2026</strong></a> <strong>da</strong> <a href="https://acaoinverno.recife.pe.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Ação Inverno</strong></a><strong>, a operação municipal para o período chuvoso.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esta matéria, o +COMUNIDAD entrevistou <strong>Anderson Soares de Freitas</strong>, secretário executivo do COP, vinculado à Secretaria de Ordem Pública e Segurança (SEOPS), e a equipe de Atenção Social da SEDEC: <strong>Maria Afra Nunes Guedes</strong>, gerente de Atenção Social; <strong>Erika Cristina Alcântara,</strong> gerente social do Programa Parceria; e <strong>Giselle Vieira</strong>, gerente geral de Atenção Social.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma Defesa Civil que se reinventou a cada tragédia</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Defesa Civil do Recife nasceu em 1986 como uma coordenadoria que funcionava nas dependências da Empresa de Urbanização do Recife (URB). No inverno, outros órgãos da Prefeitura cediam servidores para reforçar a equipe. A primeira mudança de fundo veio depois de 29 de abril de 1996, quando um deslizamento e o rompimento de uma tubulação de água no Córrego do Boleiro, no bairro de Nova Descoberta, causaram 12 mortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2001, a Defesa Civil passou a funcionar de forma permanente. No mesmo ano, foi criado o Auxílio Moradia, benefício pago às famílias retiradas de casa por risco ou desastre até que sejam atendidas por um programa habitacional. Também foram instaladas seis regionais próximas aos bairros: cinco nos morros e uma na planície. Em 2008, um concurso público permitiu formar uma equipe técnica própria, com profissionais de arquitetura, engenharia, geologia, geografia, psicologia e serviço social. Segundo a SEDEC, foi o primeiro concurso da área no país. Em 2013, a coordenadoria foi transformada em secretaria executiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipe de Atenção Social da SEDEC explicou ao +COMUNIDAD que, ao longo dessas mudanças, o órgão manteve como premissas “a proximidade com os territórios, a descentralização das ações e o trabalho permanente junto às comunidades”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Obras de contenção feitas com os moradores</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Programa Parceria é a peça mais visível desse trabalho territorial. <a href="https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/boas-praticas/008_boaspraticas_iniciativacomunidades_programa_parceria_recife_pe_fev2022.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Criado em 2001, passou em 2014 a integrar as atividades da SEDEC</a>. Executa obras de pequeno e médio porte nos morros e na planície. Para tratar encostas, usa <em>rip rap</em>, alvenaria armada e tela argamassada. Também faz drenagem, melhoria de acesso, relocação de fossa séptica e melhoria habitacional em moradias danificadas ou em situação de risco. O programa não contempla instalações hidráulicas e elétricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O programa funciona por corresponsabilidade.</strong> A SEDEC elabora o projeto, explica a metodologia às famílias e pactua com elas as responsabilidades. Depois, fornece os materiais e acompanha a obra com equipes de engenharia e de serviço social até a conclusão. As famílias entram com a mão de obra, que pode ser familiar, contratada ou mista. “A execução das obras é feita pela população com o apoio técnico da SEDEC/Recife”, resume a equipe da qual faz parte Erika Cristina Alcântara, gerente social do programa. Os pedidos chegam dos próprios moradores, de lideranças comunitárias ou do monitoramento da Defesa Civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2026, até o fim de setembro, o Parceria concluiu 733 obras, que beneficiaram 967 famílias, segundo a SEDEC. <strong>O balanço acumulado mais recente, publicado no Diário Oficial do Recife em março de 2026, soma 5.175 obras desde 2021 e 11.071 famílias beneficiadas.</strong> Em 2022, o programa recebeu o <a href="https://dome.recife.pe.gov.br/upload_dome/DO_188_23_12_2022_-_EXTRA-assinado.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pergaminho de Honra do ONU-Habitat</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal dificuldade é logística. Em encostas íngremes, com acessos estreitos ou inexistentes, é difícil levar veículos, equipamentos e materiais até cada obra.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="827" height="285" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-pantalla-2026-10-26-120454-1.png" alt="" class="wp-image-10389" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-pantalla-2026-10-26-120454-1.png 827w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-pantalla-2026-10-26-120454-1-300x103.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-pantalla-2026-10-26-120454-1-766x264.png 766w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-pantalla-2026-10-26-120454-1-36x12.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-pantalla-2026-10-26-120454-1-24x8.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-pantalla-2026-10-26-120454-1-48x17.png 48w" sizes="(max-width: 827px) 90vw, 827px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Encosta antes e depois de uma obra do Programa Parceria. Imagem: SEDEC, 2026.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Voltar para casa e aprender um ofício</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A equipe de Atenção Social destaca dois efeitos que vão além da contenção. <strong>Famílias que tinham deixado suas casas por causa de deslizamentos e recebiam o Auxílio Moradia puderam voltar depois do tratamento da encosta e da melhoria habitacional.</strong> Além disso, moradores que participaram da obra na própria casa, sem experiência prévia em construção civil, passaram a ser contratados para outros serviços na comunidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a SEDEC, essas experiências mostram “a valorização dos saberes locais, o desenvolvimento de novas habilidades e a geração de oportunidades de trabalho e renda nos territórios”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Moradores preparados para dar o primeiro aviso</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda peça territorial são os Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs). Eles formam moradores como agentes de prevenção em quatro modalidades: Comunitária, Escolar, Mulheres e NUPDECquinho, voltado às crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formação tem 32 horas, em oficinas semanais de quatro horas, sobre mudança climática, perspectiva de gênero nos desastres, suporte psicológico, primeiros socorros, evacuação de área e racismo ambiental, entre outros temas. <strong>Para receber o certificado, cada turma faz um exercício simulado em uma área de risco da cidade.</strong> A certificação é da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), como curso de extensão. Em 2026, foram formados 72 agentes em quatro núcleos, nas regionais Norte, Plana, Sul e Oeste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No inverno, os agentes monitoram suas áreas, avisam imediatamente as equipes técnicas sobre qualquer situação de risco e mantêm grupos de comunicação com a vizinhança para divulgar alertas, estágios operacionais e abrigos ativados. Falam diariamente com suas regionais pelo WhatsApp oficial dos voluntários. <strong>Hoje, também participam da revisão do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), com voz ativa nas decisões para o próximo ciclo de gestão.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="733" height="309" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-pantalla-2026-10-26-120836-2.png" alt="" class="wp-image-10390" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-pantalla-2026-10-26-120836-2.png 733w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-pantalla-2026-10-26-120836-2-300x126.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-pantalla-2026-10-26-120836-2-36x15.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-pantalla-2026-10-26-120836-2-24x10.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-pantalla-2026-10-26-120836-2-48x20.png 48w" sizes="(max-width: 733px) 90vw, 733px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup> Formatura de agentes NUPDEC em 2026. Imagem: SEDEC, 2026.<br></sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um centro de operações para decidir com as mesmas regras</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A outra escala é a coordenação da cidade. Em entrevista ao +COMUNIDAD, Anderson Soares de Freitas, secretário executivo do COP, conta que a ideia de um centro integrado já estava na agenda da gestão. “2022 mostrou que ela não podia esperar”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até então, a resposta era fragmentada. Cada órgão monitorava e agia por conta própria, a comunicação entre as áreas era falha, os processos eram manuais e não havia monitoramento contínuo nem indicadores para avaliar o desempenho. O COP foi criado formalmente em 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, 14 órgãos compartilham a mesma informação e decidem a partir do mesmo comando. Entre eles estão a Defesa Civil, o SAMU, a Emlurb, a CTTU e a Secretaria de Saúde. <strong>A cidade opera com cinco estágios operacionais padronizados: Normalidade, Mobilização, Atenção, Alerta e Alerta Máximo.</strong> Cada um diz, ao mesmo tempo, o que cada órgão deve fazer e o que a população deve esperar. Em 2026, o COP ganhou uma nova sede, com Sala de Operações funcionando 24 horas, Sala de Crise e Sala de Planejamento.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971484_9f26380e84_b-1.jpg" alt="" class="wp-image-10391" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971484_9f26380e84_b-1.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971484_9f26380e84_b-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971484_9f26380e84_b-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971484_9f26380e84_b-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971484_9f26380e84_b-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971484_9f26380e84_b-1-48x32.jpg 48w" sizes="(max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Centro de Operações do Recife (COP). Imagem: Prefeitura do Recife.</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quem decide o quê quando chove</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A divisão de papéis parte de uma diferença de natureza. O COP é uma instância de coordenação. A Defesa Civil é um órgão técnico com competência legal própria, definida pela <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12608.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei nº 12.608/2012</a>, e atua diretamente nas áreas de risco. “O COP enxerga a cidade inteira e decide em nível de gestão, enquanto a Defesa Civil vai ao território e decide tecnicamente sobre o risco de cada situação”, resume Soares de Freitas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da chuva, a meteorologia municipal acompanha chuva, maré e vento, em articulação com a <a href="https://www.apac.pe.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">APAC</a>, o <a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Inmet</a> e o <a href="https://www.gov.br/cemaden/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cemaden</a>, e traduz esses dados em impactos esperados para a cidade. Com essa leitura, o COP define o estágio operacional e convoca os órgãos para posicionar equipes e recursos antes que as ocorrências apareçam. A SEDEC, por sua vez, faz vistorias e ações porta a porta, coloca lonas plásticas e aplica geomantas nas encostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o evento, o COP pode abrir abrigos, suspender as aulas na rede municipal ou orientar que serviços não essenciais funcionem de forma remota. A Defesa Civil atende chamados 24 horas, faz vistorias, interdita imóveis e orienta ou retira famílias das áreas de risco. Depois, o COP coordena a recuperação da cidade e consolida os dados do evento, enquanto a SEDEC avalia os danos, decide sobre interdições e desinterdições e encaminha os casos de interdição definitiva para o Auxílio Moradia.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="10393" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971479_138558e21a_b-1.jpg" alt="" class="wp-image-10393" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971479_138558e21a_b-1.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971479_138558e21a_b-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971479_138558e21a_b-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971479_138558e21a_b-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971479_138558e21a_b-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55168971479_138558e21a_b-1-48x32.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>COP. Imagem: Prefeitura de Recife.</sup></em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="10394" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825172_0a3e7aabd7_b-1.jpg" alt="" class="wp-image-10394" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825172_0a3e7aabd7_b-1.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825172_0a3e7aabd7_b-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825172_0a3e7aabd7_b-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825172_0a3e7aabd7_b-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825172_0a3e7aabd7_b-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825172_0a3e7aabd7_b-1-48x32.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>COP. Imagem: Prefeitura de Recife.</em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="10392" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825177_53dcf433d9_b-1.jpg" alt="" class="wp-image-10392" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825177_53dcf433d9_b-1.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825177_53dcf433d9_b-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825177_53dcf433d9_b-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825177_53dcf433d9_b-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825177_53dcf433d9_b-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55167825177_53dcf433d9_b-1-48x32.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>COP. Imagem: Prefeitura de Recife.</sup></em></figcaption></figure>
</figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Alertas em três camadas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os avisos chegam à população por três vias complementares. A primeira é meteorológica: órgãos estaduais e federais emitem avisos de chuva forte por região. A segunda é a decisão do município. O COP comunica o estágio da cidade pelo aplicativo Conecta Recife, WhatsApp, SMS, Telegram, redes sociais da Prefeitura, site da Ação Inverno e imprensa local. No Alerta Máximo, por exemplo, ficam suspensos os serviços não essenciais e as atividades culturais e esportivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terceira camada é o alerta direto a quem está em risco, atribuição da Defesa Civil. Funciona pelo SMS 40199, em que o morador se cadastra informando o CEP, e pelo <em>cell broadcast</em> (Defesa Civil Alerta). <strong>Nesse sistema, todo celular 4G ou 5G na área de risco recebe o aviso em tela sobreposta e com alerta sonoro, sem necessidade de cadastro.</strong> “Na prática, a divisão é esta: a meteorologia diz como vai chover, o COP decide como a cidade vai funcionar e a Defesa Civil avisa quem está em risco e o que deve fazer”, sintetiza Soares de Freitas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55169112930_35bd4d787b_b-1.jpg" alt="" class="wp-image-10395" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55169112930_35bd4d787b_b-1.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55169112930_35bd4d787b_b-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55169112930_35bd4d787b_b-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55169112930_35bd4d787b_b-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55169112930_35bd4d787b_b-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/55169112930_35bd4d787b_b-1-48x32.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Monitoramento do COP durante a temporada de chuvas. Imagem: Prefeitura de Recife.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Agir no primeiro sinal</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Soares de Freitas, a principal ferramenta do COP é a Matriz de Gatilhos, alimentada pelo Observatório de Inteligência Urbana. São critérios objetivos que, a partir de dados integrados de vários órgãos, definem quando e como o centro atua. A sala de operações reúne em um único painel de telas o videomonitoramento da cidade, os radares da CTTU e as informações do SAMU, da Emlurb e da Defesa Civil, e uma central de drones monitora as áreas afetadas. Cada ocorrência passa por quatro confirmações (Acionado, Presente, Em atuação e Finalizado), o que mostra se a equipe chegou e se concluiu o atendimento. No Painel do COP, qualquer pessoa acompanha em tempo real pluviômetros, trânsito, alagamentos, abrigos e marés.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O centro também atua fora do período chuvoso, em grandes eventos como o Carnaval e o Réveillon e em problemas recorrentes da cidade. O próximo passo é medir a operação de forma sistemática, com um painel de indicadores em implantação sobre o tempo médio de resposta das equipes e o tempo para liberar vias e restabelecer serviços essenciais. Nas palavras de Soares de Freitas, “o COP passou de uma estrutura de resposta para uma estrutura de gestão da cidade, que observa, decide, age e aprende”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que ainda é difícil</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A escala do problema continua grande. Com mais de 206 mil pessoas em áreas de risco alto ou muito alto, a fiscalização, o monitoramento preventivo e qualquer desocupação em larga escala são, segundo a SEDEC, um desafio logístico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipe de Atenção Social reconhece que, mesmo com notificações, vistorias, força administrativa ou decisões judiciais, “parte dos moradores reluta em deixar suas residências, seja por pertencimento ao local, medo de perder bens ou demora/insuficiência no recebimento de auxílio-moradia”. Depois de cada chuva intensa, a alta demanda por abrigos, lonas, cadastro de famílias atingidas e ajuda humanitária gera gargalos no tempo de resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda não há uma avaliação de impacto. As respostas da Prefeitura não trouxeram registros de como as áreas com obras do Parceria ou com agentes NUPDEC se comportaram nos últimos invernos. Os dados disponíveis medem o que foi feito (obras, famílias atendidas, agentes formados) mais do que o risco evitado. O painel de indicadores do COP e o registro de cada ocorrência são o ponto de partida para começar a medi-lo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que outra cidade precisa</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">COP e SEDEC concordam que o ponto de partida é a governança. “O principal aprendizado é que a tecnologia vem depois da governança”, afirma Soares de Freitas. Um centro de operações só funciona quando os órgãos aceitam decidir juntos e cada um sabe qual é o seu papel, e isso pode começar com uma estrutura física simples. “Telas e sistemas ampliam a capacidade de uma coordenação que já existe, mas não a substituem”, acrescenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para municípios com menos recursos, as duas equipes recomendam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Definir as regras antes da crise.</strong> Estágios operacionais e critérios objetivos de acionamento reduzem o improviso. “Quando a chuva chega, a decisão já está desenhada, e o que resta é executá-la”, diz Soares de Freitas.</li>



<li><strong>Usar dados públicos e gratuitos.</strong> Como os do Cemaden, dos institutos estaduais de meteorologia e das plataformas abertas de trânsito. O valor está em integrá-los e interpretá-los com conhecimento do território.</li>



<li><strong>Falar com uma só voz.</strong> Uma orientação única, clara e amplamente difundida, inclusive pela imprensa local, funciona melhor do que vários alertas desencontrados.</li>



<li><strong>Registrar cada ocorrência desde o primeiro dia.</strong> É esse histórico que permite aprender e, mais tarde, antecipar.</li>



<li><strong>Fortalecer a Defesa Civil municipal.</strong> Com leis e decretos que estruturem as ações, orçamento próprio, equipe técnica concursada e diagnósticos participativos. A SEDEC atribui a essas condições sua capacidade de atuar o ano todo.</li>



<li><strong>Começar com um projeto-piloto.</strong> “Mesmo em municípios com menor disponibilidade de recursos financeiros e operacionais, considera-se viável replicar a experiência do Programa Parceria”, afirma a equipe da SEDEC. A sugestão é escolher um território prioritário pelo grau de risco, com equipe técnica mínima, tipos de intervenção definidos previamente e espaços comunitários já existentes, como associações de moradores, igrejas e escolas. Os NUPDECs podem começar da mesma forma, com profissionais de saúde, educação e assistência social à frente das oficinas.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Antes da próxima chuva</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência do Recife junta duas escalas que costumam andar separadas: o muro que uma família levanta na própria encosta e a decisão que 14 órgãos tomam na mesma sala. Nenhuma das duas elimina o risco de uma cidade construída entre o mar e os morros. Juntas, buscam que, quando voltar a chover como em maio de 2022, a resposta já esteja combinada.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><em><strong>Nota metodológica: Anderson Soares de Freitas, secretário executivo do Centro de Operações do Recife (COP), e a equipe de Atenção Social da Secretaria Executiva de Defesa Civil (SEDEC), formada por Maria Afra Nunes Guedes, Erika Cristina Alcântara e Giselle Vieira, responderam por escrito às perguntas do +COMUNIDAD em outubro de 2026. Os dados acumulados do Programa Parceria são do Diário Oficial do Recife (3 de março de 2026).</strong></em></h4>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta matéria faz parte do Boletim Ideias &amp; Inspiração da Rede de Inovação Local (RIL), que destaca todos os meses casos inovadores de diferentes temas em cidades de todo o mundo. Quer receber, uma vez por mês, soluções locais como as desta matéria no seu e-mail?</em></strong> <a href="https://forms.gle/fPLL1AWabbE2JYnn7" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>Inscreva-se</em></strong></a> <strong><em>gratuitamente!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><em>Imagem de capa: +COMUNIDAD</em></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Redação +COMUNIDAD</strong></p>
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		<item>
		<title>Alerta Rio, o sistema que antecipa os deslizamentos nas encostas do Rio de Janeiro</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/alerta-rio-sirenes-deslizamentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 14:51:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas encostas do Rio de Janeiro, uma chuva forte pode provocar deslizamentos em poucas horas. Desde 2011, a cidade combina a previsão do sistema Alerta Rio com sirenes em 103 comunidades de alto risco, que indicam quando os moradores devem seguir para pontos de apoio. Em fevereiro de 2026, o mês mais chuvoso em quase 30 anos, as sirenes tocaram várias vezes. O desafio agora é levar o alerta a mais bairros, enquanto a cidade se prepara para um El Niño forte.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-link-color wp-elements-2 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;font-size:1px">sistema de alerta de deslizamentos no Rio de Janeiro<br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Existe uma versão em espanhol deste artigo <a href="https://mascomunidad.org.ar/alerta-rio-sirenas-deslizamientos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Rio de Janeiro cresceu sobre montanhas. Muitas de suas favelas ocupam encostas onde o solo encharcado pela chuva pode ceder em minutos. O projeto Rio 60ºC, da organização Ambiental Media e da Universidade Federal Fluminense (UFF), <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-04/rio-precisa-ampliar-sistema-de-alerta-de-deslizamentos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estimou</a> em abril de 2025 que cerca de 599 mil domicílios da cidade estão em alto risco de desastre. Cerca de 60 mil estão sujeitos a deslizamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta municipal combina duas peças. A primeira é o <strong>Alerta Rio</strong>, sistema de previsão de chuvas intensas e deslizamentos criado em 1996 pela Fundação Instituto de Geotécnica do Município (Geo-Rio). A segunda é o <strong>Sistema de Alerta e Alarme Comunitário</strong>, uma rede de sirenes que a Defesa Civil municipal aciona quando a chuva ultrapassa limites definidos para cada comunidade. As duas operam no Centro de Operações e Resiliência (COR), a sala de onde a Prefeitura coordena a resposta a emergências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outubro de 2025, o +COMUNIDAD publicou como o Rio usa dados para coordenar sua resposta urbana por meio do COR e do programa Territórios Sociais (<a href="https://mascomunidad.org.ar/datos-que-salva-vidas-la-estrategia-de-rio-de-janeiro-para-responder-y-cuidar-mejor/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">leia a matéria</a>, em espanhol). Esta matéria se concentra em uma peça dessa engrenagem, o alerta precoce de deslizamentos. Ela se baseia em documentos oficiais, relatórios técnicos e reportagens disponíveis até 25 de outubro de 2026.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma resposta que nasceu de uma tragédia</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de risco nas encostas do Rio tem data de origem. Em janeiro de 1966, um temporal deixou a cidade em estado de calamidade. Em 12 de maio daquele ano, um decreto do então Estado da Guanabara criou o Instituto de Geotécnica, hoje Fundação Geo-Rio, para vistoriar encostas e executar obras de contenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 19 de fevereiro de 1967, a chuva provocou o deslizamento de uma pedra no bairro de Laranjeiras. O bloco derrubou dois edifícios e soterrou mais de cem pessoas. Os desastres daqueles dias deixaram quase 200 mortos, segundo o histórico divulgado nos <a href="https://temporealrj.com/geo-rio-60-anos-encostas-rio-de-janeiro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">60 anos da Geo-Rio</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O monitoramento chegou três décadas depois. Em 1996, a Geo-Rio implantou o Alerta Rio, uma rede de estações pluviométricas que transmitem dados a cada 15 minutos. Em 2010, após novas chuvas com dezenas de mortos na cidade, a Prefeitura criou o COR, e a Geo-Rio mapeou o risco geotécnico de todas as comunidades. <strong>O mapeamento identificou 117 comunidades com alto risco de deslizamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A peça que faltava chegou em janeiro de 2011. No Morro do Borel, a Prefeitura apresentou a <a href="https://www.jb.com.br/rio/noticias/2011/01/21/amp/paes-apresenta-primeira-sirene-para-avisar-populacao-sobre-perigo-de-deslizamento.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">primeira sirene</a> de um sistema pensado para avisar os moradores sobre o momento de deixar suas casas. <strong>A rede chegou a 103 comunidades.</strong> <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-04/rio-precisa-ampliar-sistema-de-alerta-de-deslizamentos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Segundo a Prefeitura</a>, elas se concentram nas zonas Norte e Sul, apontadas pelo mapeamento como as de maior risco geológico.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/cor-2048x1365-2-1024x683-2.jpg" alt="" class="wp-image-10370" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/cor-2048x1365-2-1024x683-2.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/cor-2048x1365-2-1024x683-2-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/cor-2048x1365-2-1024x683-2-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/cor-2048x1365-2-1024x683-2-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/cor-2048x1365-2-1024x683-2-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/cor-2048x1365-2-1024x683-2-48x32.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro. Foto: COR Rio.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do pluviômetro à sirene</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A cadeia começa nos pluviômetros. Os equipamentos ligados às sirenes enviam medições automáticas a cada 15 minutos, segundo <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-04/rio-precisa-ampliar-sistema-de-alerta-de-deslizamentos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">informou</a> a Geo-Rio ao Tribunal de Contas do Município (TCM). O COR soma dois radares meteorológicos próprios. O do Sumaré funciona desde 2010, e o do Mendanha, na Zona Oeste, desde 2024. O centro também integra imagens de satélite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esses dados, os meteorologistas do Alerta Rio fazem a previsão da chuva e estimam a probabilidade de escorregamentos em quatro níveis, de baixa a muito alta. Os <a href="https://www.conferencebr.com/anais/604/paperfile/604-1051735_22_09_2025_21-28-17_5627.PDF" target="_blank" rel="noreferrer noopener">critérios técnicos</a>, definidos em 2012, consideram a chuva acumulada em 1, 24 e 96 horas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Defesa Civil aciona as sirenes depois que os meteorologistas do Alerta Rio avaliam os índices críticos de chuva. As duas equipes trabalham juntas no COR. Segundo o <a href="https://cor.rio/municipio-do-rio-de-janeiro-entrou-em-estagio-2-as-08h07-deste-domingo-04-de-janeiro-de-2026/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">centro de operações</a>, em algumas comunidades as sirenes tocam quando a chuva atinge entre 40 e 55 mm por hora. <strong>Acima de 55 mm, o acionamento é feito diretamente do COR.</strong> O acumulado também conta. Em <a href="https://cor.rio/cidade-segue-de-prontidao-por-conta-das-chuvas-neste-sabado-sirenes-desligadas-na-grande-tijuca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">abril de 2025</a>, a Defesa Civil acionou sirenes no Borel e no Andaraí por causa da chuva de 24 horas, com o solo encharcado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada ator tem um papel definido. A Geo-Rio mapeia o risco, executa obras de contenção e fiscaliza os contratos do Alerta Rio e das sirenes. A Defesa Civil aciona o alarme e acompanha a desocupação. O COR define o estágio operacional da cidade, uma escala de 1 a 5 em vigor desde um <a href="https://doweb.rio.rj.gov.br/apifront/portal/edicoes/imprimir_materia/1005199/6070" target="_blank" rel="noreferrer noopener">decreto</a> de novembro de 2023.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O alerta nas comunidades</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O alerta chega por vários caminhos. A Defesa Civil envia mensagens por SMS e WhatsApp a quem se cadastra. Desde janeiro de 2025, usa também o cell broadcast, tecnologia da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) <strong>que alcança todos os celulares de uma área sem cadastro prévio.</strong> Em 29 de janeiro de 2025, a cidade recebeu <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/temporais-atingem-o-estado-do-rio" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pela primeira vez</a> um alerta extremo por esse canal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas comunidades atendidas, as sirenes têm duas funções. Primeiro, emitem um <a href="https://www.tupi.fm/?p=1789593" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aviso de aproximação</a> de chuva forte. Se a chuva atinge os limites, toca a ordem de desocupação. Os moradores seguem então para pontos de apoio definidos com antecedência. Segundo a <a href="https://prefeitura.rio/comlurb/prefeitura-do-rio-apresenta-acoes-para-possivel-intensificacao-do-el-nino/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">apresentação da Prefeitura</a> de julho de 2026, a cidade conta com <strong>225 pontos de apoio e 165 sirenes em 103 comunidades</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Prefeitura, um cadastro atualizado de idosos e pessoas com deficiência permite que a Defesa Civil as apoie quando a sirene toca. Cada comunidade conta, ainda, com lideranças treinadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A preparação se completa com simulados de desocupação, nos quais os moradores percorrem as rotas até os pontos de apoio. Os números públicos sobre esses exercícios não coincidem. Um <a href="https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2023/04/12/defesa-civil-do-rio-faz-simulado-de-desocupacao-de-areas-de-risco.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">balanço de abril de 2023</a> contava 52 simulados desde 2011. A apresentação de julho de 2026 <a href="https://vozdascomunidades.com.br/destaques/prefeitura-do-rio-se-prepara-para-enfrentar-os-efeitos-do-el-nino-com-acoes-de-prevencao-e-obras-em-comunidades/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">menciona 869</a> desde 2014.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-05-17-at-15.12.13-1-1-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-10371" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-05-17-at-15.12.13-1-1-1024x576.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-05-17-at-15.12.13-1-1-300x169.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-05-17-at-15.12.13-1-1-768x432.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-05-17-at-15.12.13-1-1-1536x864.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-05-17-at-15.12.13-1-1-24x13.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-05-17-at-15.12.13-1-1-48x27.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-05-17-at-15.12.13-1-1-36x20.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-05-17-at-15.12.13-1-1.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Simulado. Imagem: Defesa Civil Municipal.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que mudou e o que não mudou</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, o sistema ganhou camadas tecnológicas. Em 2024, foi instalado o segundo radar, no Morro do Mendanha. Em 2025, chegou o cell broadcast como canal de massa. Em novembro de 2023, a Prefeitura substituiu os nomes dos estágios operacionais por números de 1 a 5, com cores alinhadas às do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Uma <a href="https://www.tupi.fm/?p=1713101" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisa</a> havia mostrado que a população não compreendia a escala anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A inteligência artificial está em fase de testes.</strong> O consórcio <a href="https://instituto.ia.lncc.br/en/projects/rionowcast" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rionowcast</a>, formado pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), pelo CEFET-RJ, pela UFF e pelo COR, desenvolve modelos para antecipar chuvas extremas. Em 2026, pesquisadores da UFF <a href="https://www.noticiasagricolas.com.br/noticia/422209" target="_blank" rel="noreferrer noopener">apresentaram um modelo</a> que exige menos energia e menor capacidade computacional. A próxima etapa é testá-lo com dados em tempo real nos sistemas do COR e do Alerta Rio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O COR também cresceu. A matéria do +COMUNIDAD de 2025 falava em mais de 30 órgãos. Em julho de 2026, a Prefeitura informou <a href="https://digital.correiodamanha.com.br/jornalcorreiodamanha/2026/07/21/232049/pdf/2107cmanha12.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mais de 50 órgãos</a> integrados e 50 protocolos operacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cobertura das sirenes se manteve estável. Os registros públicos mencionam 103 comunidades desde pelo menos 2020, com entre 162 e 165 equipamentos, conforme o ano. Para o projeto Rio 60ºC, a rede não ganhou novas comunidades desde o lançamento. &#8220;Nunca mais instalaram sirenes&#8221;, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-04/rio-precisa-ampliar-sistema-de-alerta-de-deslizamentos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">afirmou em abril de 2025</a> seu coordenador, <strong>Miguel Vilela</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="877" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/prefeitura-rio-inaugura-radar-meteorologico-serra-do-mendanha-01-03-2024-album-01-1.jpg" alt="" class="wp-image-10372" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/prefeitura-rio-inaugura-radar-meteorologico-serra-do-mendanha-01-03-2024-album-01-1.jpg 600w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/prefeitura-rio-inaugura-radar-meteorologico-serra-do-mendanha-01-03-2024-album-01-1-205x300.jpg 205w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/prefeitura-rio-inaugura-radar-meteorologico-serra-do-mendanha-01-03-2024-album-01-1-17x24.jpg 17w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/prefeitura-rio-inaugura-radar-meteorologico-serra-do-mendanha-01-03-2024-album-01-1-25x36.jpg 25w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/10/prefeitura-rio-inaugura-radar-meteorologico-serra-do-mendanha-01-03-2024-album-01-1-33x48.jpg 33w" sizes="auto, (max-width: 600px) 90vw, 600px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Novo radar meteorológico do Sumaré ou do Mendanha. Imagem: COR Río.<br></sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fevereiro de 2026, um teste de estresse</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A última temporada de chuvas pôs o sistema sob pressão. Fevereiro de 2026 foi o <a href="https://www.climatempo.com.br/noticia/sudeste/rio-de-janeiro-tem-fevereiro-mais-chuvoso-em-30-anos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mais chuvoso desde 1997</a>, quando começou a série histórica do Alerta Rio. Até o dia 27, a média das estações marcou 354 mm, o triplo da média histórica do mês (118,3 mm). Um ano antes, fevereiro de 2025 tinha sido um dos mais secos da série, com 0,6 mm. A Prefeitura contabilizou <a href="https://diariodorio.com/fevereiro-de-2026-foi-o-mais-chuvoso-em-30-anos-no-rio-aponta-alerta-rio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">1.292 atendimentos</a> relacionados aos temporais durante o mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os registros públicos mostram acionamentos frequentes. Em <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/sirenes-sao-acionadas-apos-fortes-chuvas-no-rio-veja-imagens/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">28 de novembro de 2025</a>, a Defesa Civil acionou 11 sirenes em sete comunidades após chuvas acima de 50 mm em uma hora. Em <a href="https://cor.rio/municipio-do-rio-de-janeiro-entrou-em-estagio-2-as-08h07-deste-domingo-04-de-janeiro-de-2026/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">4 de janeiro de 2026</a>, três sirenes tocaram na comunidade da Formiga e foram silenciadas uma hora e quinze minutos depois. Em <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/rio-de-janeiro-entra-em-estagio-3-para-chuvas-e-sirenes-sao-acionadas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">9 de fevereiro</a>, com a cidade no Estágio 3, tocaram 15 sirenes em nove comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cadeia é acionada com regularidade. Seu efeito é mais difícil de medir. <strong>As fontes públicas consultadas não informam quantas pessoas chegaram aos pontos de apoio, com quanta antecedência receberam o aviso nem quantos deslizamentos ocorreram nas áreas atendidas.</strong> O indicador oficial mais recente encontrado pelo +COMUNIDAD é de fevereiro de 2023. Segundo a Defesa Civil, desde a instalação das sirenes foram registradas <a href="https://www.acessa.com/noticias/2023/02/132112-sirenes-reduzem-risco-de-mortes-em-favelas-do-rio-mas-desastres-desafiam-apos-12-anos.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">quatro mortes por deslizamentos</a> nas áreas monitoradas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que ainda falta</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O principal limite é a cobertura. Em 2022, o TCM <a href="https://ambiental.media/blog/sem-categoria/grande-parte-do-brasil-vai-passar-mais-um-verao-sem-sistema-eficiente-de-alerta-de-desastres/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">identificou</a> cerca de 400 comunidades sem sirenes nem estudos de risco geológico-geotécnico, a maioria em torno do maciço da Pedra Branca, na Zona Oeste. O tribunal determinou que a Geo-Rio concluísse o mapeamento de risco em um ano e ampliasse o sistema de alarme. O +COMUNIDAD não encontrou informações públicas sobre o cumprimento dessa determinação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Prefeitura sustenta que as comunidades da Zona Oeste têm características geológicas distintas das localizadas junto aos maciços das zonas Sul e Norte. Entre os censos de 2010 e 2022, os bairros da Zona Oeste lideraram o crescimento populacional da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo limite está na previsão. Em 29 de julho de 2026, um vendaval com rajadas de até 92 km/h atingiu a capital. A Prefeitura foi <a href="https://www.cartacapital.com.br/sociedade/cidade-do-rio-tem-alerta-severo-para-vendaval-nesta-quarta/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cobrada</a> por não ter alertado a tempo. O prefeito <strong>Eduardo Cavaliere</strong> <a href="https://www.poder360.com.br/poder-brasil/vendaval-no-rj-deixa-2-mortos-prefeito-associa-evento-ao-el-nino/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reconheceu</a> que os ventos superaram a previsão da gestão municipal. O episódio não envolveu deslizamentos, mas mostrou que o alerta depende da qualidade da previsão.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Continuidade entre gestões</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema atravessou cinco mandatos municipais e três prefeitos. Nasceu com <strong>Eduardo Paes</strong> em 2011, seguiu com <strong>Marcelo Crivella</strong> entre 2017 e 2020 e voltou a Paes. Desde março de 2026, é administrado por <strong>Eduardo Cavaliere</strong>, que assumiu após a renúncia de Paes. Em março de 2020, durante a pandemia, as sirenes das 103 comunidades <a href="https://www.agazeta.com.br/brasil/sirenes-tocam-em-favelas-do-rio-pedindo-que-populacao-fique-em-casa-0320" target="_blank" rel="noreferrer noopener">transmitiram mensagens</a> para que os moradores evitassem sair de casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A continuidade tem base institucional. A Geo-Rio existe desde 1966, o Alerta Rio desde 1996 e o COR desde 2010. Os estágios operacionais e a governança das emergências estão fixados em decreto. A Defesa Civil publica planos de contingência, como o da temporada 2025-2026, com o protocolo de acionamento das sirenes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os recursos específicos do sistema de alerta não aparecem discriminados nas fontes consultadas. Há, sim, números de investimento em redução de risco. A Geo-Rio informou R$ 460 milhões em mais de 300 obras de contenção desde 2021, com recursos municipais e federais. O PAC Encostas destina R$ 258 milhões para conter encostas e proteger 60 mil pessoas. Em 2026, a Secretaria de Conservação dobrou o investimento em drenagem, para R$ 70 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em julho de 2026, diante de uma probabilidade de 81% de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro, Cavaliere apresentou o plano de resposta da cidade. &#8220;Não conseguimos impedir que o El Niño tenha efeitos sobre o clima do Rio&#8221;, <a href="https://digital.correiodamanha.com.br/jornalcorreiodamanha/2026/07/21/232049/pdf/2107cmanha12.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">afirmou</a>, citado pelo jornal Correio da Manhã.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que outra cidade precisa</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Prefeitura, diversas cidades brasileiras adotaram o modelo, e a Geo-Rio presta consultoria a outros municípios. As fontes consultadas permitem identificar cinco condições para replicá-lo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Um mapa de risco antes da tecnologia.</strong> As sirenes do Rio foram instaladas com base no mapeamento de 2010. Onde não há mapeamento, como apontou o TCM, também não há alarme.</li>



<li><strong>Limites próprios para cada comunidade.</strong> Os índices de chuva que acionam o alarme variam conforme o terreno e são calibrados com o registro de deslizamentos.</li>



<li><strong>Um lugar onde o dado vira decisão.</strong> No Rio, meteorologistas e Defesa Civil dividem a sala do COR.</li>



<li><strong>Pontos de apoio e moradores preparados.</strong> A sirene funciona quando cada família sabe para onde ir. Os simulados e as lideranças comunitárias cumprem essa função.</li>



<li><strong>Vários canais ao mesmo tempo.</strong> Sirenes, SMS, WhatsApp e cell broadcast chegam a públicos diferentes.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para municípios sem rede de sensores, a pesquisadora <strong>Mariza Ferro</strong>, da UFF, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-04/rio-precisa-ampliar-sistema-de-alerta-de-deslizamentos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">propôs</a> em 2025 começar com ferramentas simples, como pluviômetros de garrafa PET e treinamento dos moradores. O objetivo é que as comunidades usem os dados de risco sem depender apenas do poder público. No Brasil, além disso, o cell broadcast opera em escala nacional e está disponível para as defesas civis locais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O próximo passo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quinze anos após a primeira sirene, o Rio de Janeiro tem uma cadeia de alerta acionada com regularidade em 103 comunidades. A tarefa agora é levar o mapeamento e o alarme aos bairros que cresceram depois de 2010, para que o sistema acompanhe a cidade diante de chuvas mais intensas.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><em><strong>Nota metodológica: esta matéria se relaciona com a publicada pelo +COMUNIDAD em 14 de outubro de 2025, &#8220;</strong></em><a href="https://mascomunidad.org.ar/datos-que-salva-vidas-la-estrategia-de-rio-de-janeiro-para-responder-y-cuidar-mejor/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>Datos que salvan vidas: la estrategia de Río de Janeiro para responder y cuidar mejor</em></strong></a><em><strong>&#8220;, sobre o COR e o programa Territórios Sociais. Em outubro de 2026, o +COMUNIDAD solicitou entrevistas à Geo-Rio e ao COR, sem resposta até a data de fechamento, 26 de outubro de 2026. As fontes consultadas foram comunicados e documentos da Prefeitura do Rio, do COR e da Geo-Rio, o Diário Oficial do Município, relatórios do Tribunal de Contas do Município citados pela imprensa, o projeto Rio 60ºC, o consórcio Rionowcast e reportagens da Agência Brasil, CNN Brasil, Climatempo, Poder360, CartaCapital, Correio da Manhã, Folhapress, Jornal do Brasil e Tempo Real RJ.</strong></em></h5>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta matéria faz parte do Boletim Ideias &amp; Inspiração da Rede de Inovação Local (RIL), que destaca todos os meses casos inovadores de diferentes temas em cidades de todo o mundo. Quer receber, uma vez por mês, soluções locais como as desta matéria no seu e-mail?</em></strong> <a href="https://forms.gle/fPLL1AWabbE2JYnn7" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>Inscreva-se</em></strong></a> <strong><em>gratuitamente!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><em>Imagem de capa: Ilustração +COMUNIDAD</em><em><br></em><em><br></em><strong>Redação +COMUNIDAD</strong></p>
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