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	<title>desenvolvimento econômico archivos - +COMUNIDAD</title>
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	<description>Periodismo de ciudades y soluciones. Una iniciativa impulsada por RIL (Red de Innovación Local).</description>
	<lastBuildDate>Thu, 28 May 2026 21:29:01 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Sandbox.Rio: da caixa de areia a políticas públicas com impacto econômico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 19:12:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desarrollo Económico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2024, contamos como o Rio de Janeiro implementou uma inovação regulatória para testar drones, robôs e carros elétricos em plena cidade. Quase dois anos depois, esses "experimentos" começaram a se transformar em normas, em infraestrutura e até em uma ferramenta para levar a inovação às favelas. A história de como uma autorização temporária se converte em desenvolvimento econômico.</p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/sandboxe-rio-da-caixa-de-areia-a-politicas-publicas-com-impacto-economico/">Sandbox.Rio: da caixa de areia a políticas públicas com impacto econômico</a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-ad7c27e5187a0ed9ba490bb7f411f220 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Sandbox Rio</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Existe uma versão em espanhol deste artigo <a href="https://mascomunidad.org.ar/sandbox-rio-de-la-caja-de-arena-a-politicas-publicas-con-impacto-economico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em agosto de 2024, o +COMUNIDAD publicou pela primeira vez <a href="https://mascomunidad.org.ar/?s=sandbox" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um especial sobre sandboxes regulatórios</a>: aqueles ambientes em que um governo permite testar, por um tempo e sob supervisão, inovações que nenhuma norma ainda contempla. Entre os casos em destaque estava o do Rio de Janeiro, a primeira capital brasileira a montar um a escala municipal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquele momento, o <a href="https://mascomunidad.org.ar/electromovilidad-descarbonizacion-impactos-sandbox-rio-de-janeiro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sandbox.Rio</a> era sobretudo uma promessa com bons primeiros resultados. A equipe nos contava que a cidade já abrigava estações de recarga para carros elétricos, robôs de entrega circulando pelas calçadas, drones distribuindo bebidas e até os primeiros passos de um carro voador. Tudo isso acontecia sem que o Rio tivesse que reescrever sua normativa de antemão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase dois anos depois, voltamos a bater à porta. A pergunta principal era o que havia acontecido com tudo aquilo: ficou em experimento ou se transformou em algo mais? E, sobretudo, uma pergunta que organiza esta edição do Boletim Ideias &amp; Inspiração:<strong> como se traduz um &#8220;laboratório regulatório&#8221; em desenvolvimento econômico concreto para uma cidade?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas foram dadas, como naquela ocasião, por <strong>Carina de Castro Quirino</strong>. Ela é a subsecretária de Regulação e Ambiente de Negócios da Prefeitura do Rio (<a href="https://desenvolvimento.prefeitura.rio/subsecretaria-de-regulacao-e-ambiente-de-negocios-subran/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SUBRAN</a>), cuja área conduz o programa. E deixam ver uma mudança de etapa: o sandbox deixou de ser uma vitrine de pilotos para começar a produzir aquilo que mais custa a qualquer governo gerar diante da inovação: normas com base em evidência.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="694" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2.jpeg" alt="Sandbox.Rio" class="wp-image-9581" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-300x203.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-768x521.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-48x33.jpeg 48w" sizes="(max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Drones de entrega, um dos primeiros testes realizados com o Sandbox.Rio. Imagem: Sandbox.Rio.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma caixa de areia, para quem chega pela primeira vez</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A metáfora que lhe dá nome vem do mundo do software. Quando uma pessoa dedicada à programação quer testar um código novo, não o libera direto no sistema: roda-o em um ambiente isolado, uma &#8220;caixa de areia&#8221;, onde pode falhar sem contaminar o resto. Em 2015, reguladores financeiros do Reino Unido tomaram a ideia emprestada para deixar que as fintechs testassem seus produtos em um espaço delimitado, sem exigir-lhes de entrada todas as regras pensadas para os bancos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um sandbox regulatório é isso: uma autorização delimitada no tempo, no território e em seu alcance, para testar algo novo na vida real.</strong> Não suspende os controles de segurança nem as proteções ao cidadão. Suspende, de forma temporária, normas menores que bloqueiam uma inovação que ainda ninguém regulou. O que o Rio mudou foi a escala. Uma coisa é um sandbox financeiro, com dois reguladores e um punhado de empresas. <strong>Outra muito distinta é uma cidade inteira, com ruas, vizinhos, trânsito e comércios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Rio criou seu programa em 2022 por meio do Decreto Municipal 50.697. Qualquer empresa, startup ou instituto de pesquisa pode apresentar um projeto. Se a inovação não se encaixa na normativa vigente, o município a avalia e, se tiver mérito, lhe outorga uma autorização temporária para operar com usuários reais e sob monitoramento. Ao fechar o ciclo, a Prefeitura produz um relatório técnico. E aí começa o interessante.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-1024x683.jpg" alt="Sandbox.Rio" class="wp-image-9582" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-1536x1024.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-2000x1333.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1.jpg 2048w" sizes="(max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Patinetes elétricos compartilhados estacionados em uma estação fixa no Rio. Imagem: Rio Scooter / Whoosh Project.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do experimento à norma: o caso das patinetes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se há um aprendizado que a equipe de Quirino resgata destes quase quatro anos, é que <strong>&#8220;uma regulação eficaz precisa de evidência, não de antecipação&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A subsecretária o apresenta como uma inversão da lógica habitual do Estado. &#8220;O poder público costuma regular novas tecnologias a partir de projeções e suposições&#8221;, explica. O sandbox propõe o caminho oposto: primeiro se testa em escala real, depois se regula a partir dos dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso que melhor completa essa trajetória é o do Projeto Patinete Rio, da empresa <a href="https://restofworld.org/2024/whoosh-escooter-russian-company-brazil/">Whoosh</a>. Ao longo de 19 meses de operação experimental, a Prefeitura mediu de forma contínua padrões de uso, perfil de usuários e impactos na mobilidade e no ambiente. <strong>Ao fechar o ciclo, os números eram contundentes: 2,9 milhões de viagens, 972 mil usuários ativos e cerca de 230 empregos diretos e indiretos gerados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse volume de dados foi decisivo para dois movimentos que tiveram que ocorrer em paralelo. Por um lado, a articulação com as áreas municipais, que passaram a conhecer os riscos reais —e não hipotéticos— das patinetes no espaço urbano. Por outro, o respaldo político para avançar rumo a uma regulação permanente. O resultado foi o Decreto Municipal 57.657, de 9 de março de 2026, que regula de forma definitiva as patinetes elétricas compartilhadas na cidade, após um processo que incluiu consulta pública, relatórios de monitoramento e diálogo com os órgãos envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lição que Quirino deixa é direta: <strong>sem o sandbox, o debate regulatório teria travado em intuições e em comparações com outras cidades, sem prática própria. </strong>Com ele, discutiu-se sobre evidência recolhida em um ambiente controlado. &#8220;Dados que não deixavam margem para questionar a relevância do serviço para a cidade&#8221;, resume.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que se regula e o que não: o mecanismo por trás</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O caso das patinetes é o produto de um método. Ao final de cada ciclo, de cerca de doze meses, o Sandbox.Rio produz um relatório técnico consolidado que orienta a decisão entre três caminhos possíveis: regulação definitiva, continuidade experimental ou encerramento ordenado do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As patinetes já percorreram esse caminho completo. Outros estão em pleno trajeto. O mais avançado é o <a href="https://en.prefeitura.rio/noticias/rio-de-janeiro-e-a-primeira-cidade-do-brasil-a-inaugurar-eletroposto-em-area-publica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Eletroposto Carioca</a>, a primeira estação de recarga de veículos elétricos do país, inaugurada em fevereiro de 2025 na Barra da Tijuca. Em seu primeiro ano registrou 21.179 sessões de recarga, consumiu 522.373 kWh e evitou 406 toneladas de dióxido de carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados, segundo a Prefeitura, já estão orientando uma decisão de política pública mais ampla. O Rio é a terceira cidade do Brasil em número de veículos elétricos emplacados, e a demanda cresce mais rápido que a oferta de infraestrutura: a frota eletrificada brasileira aumentou 28% somente no primeiro semestre de 2025, e as vendas cresceram 65,5% nos dois primeiros meses de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior. O país tinha cerca de 21 mil estações de recarga em fevereiro de 2026, mas os condutores seguem apontando a falta de infraestrutura como o principal gargalo da eletromobilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso a cidade avança no desenho de um Plano Municipal de Eletromobilidade, que prevê somar 15 novas estações públicas de recarga até 2028. O sandbox foi o instrumento que permitiu acumular dados reais sobre demanda, perfis de uso, localização estratégica e viabilidade econômica. Dados que agora sustentam esse plano. Nas palavras de Quirino, &#8220;o programa não existe apenas para liberar inovação, mas para produzir o conhecimento que permite ao Estado agir com precisão&#8221;.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9583" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-1536x1024.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-2000x1333.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Bicicleta movida a água recolhendo resíduos na Lagoa Rodrigo de Freitas. Imagem: Projeto Biclean.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>A inovação também para as periferias</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o caminho houve, contudo, um ponto sensível que a própria equipe detectou. Os dois primeiros ciclos haviam dado resultados sólidos, mas concentrados em zonas com melhor acesso à infraestrutura urbana: a Zona Sul e a Barra da Tijuca. A inovação chegava onde já existia, de certo modo, e não onde mais fazia falta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro ciclo, lançado em agosto de 2025, buscou corrigir esse viés. <strong>Pela primeira vez, os projetos voltados a comunidades cariocas e a áreas fora desse eixo recebem até dez pontos adicionais na seleção.</strong> A mudança se notou: 58 projetos inscritos, segundo a Prefeitura, um recorde para um sandbox municipal no Brasil, com participação inédita de iniciativas pensadas para territórios periféricos e um júri integrado por instituições como a <a href="https://www.firjan.com.br/espanol/firjan/default.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Firjan</a> e a <a href="https://ufrj.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">UFRJ</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os dez projetos do ciclo, dois mostram com clareza essa virada. Um é o <strong>Biclean</strong>, uma bicicleta aquática que se testa na Lagoa Rodrigo de Freitas como veículo de recreação e turismo sustentável, com a particularidade de recolher resíduos enquanto circula. O outro, de maior alcance social, é um CEP Digital —um sistema de endereços digitais— para as comunidades da Mangueira e do Caju, desenvolvido pela logtech de impacto social naPorta junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e à Secretaria Municipal de Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia é simples, mas nem por isso menos poderosa. Em territórios onde o sistema postal tradicional não funciona, criam-se endereços digitais precisos para cada moradia. Isso permite, por exemplo, que os agentes comunitários de saúde localizem os moradores com exatidão, melhora o acompanhamento de pacientes, a cobertura de vacinação e a eficácia dos programas de atenção básica.A tecnologia de endereços digitais já vinha sendo aplicada em favelas cariocas desde o fim de 2024; o que o sandbox aporta é articulá-la com os serviços públicos de saúde do município. É o tipo de resultado, assinala Quirino,<strong> que converte o programa em um instrumento de redução da desigualdade urbana, e não apenas de fomento ao empreendedorismo.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="632" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas.jpg" alt="" class="wp-image-9584" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas.jpg 1000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-300x190.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-768x485.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-24x15.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-36x23.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-48x30.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>A Biclean, uma bicicleta aquática que está sendo testada na Lagoa Rodrigo de Freitas como veículo para recreação e turismo sustentável, tem a característica única de coletar resíduos enquanto se move. Imagem: 10viajes.com</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Limites e diálogo com outros níveis do Estado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência carioca também deixa ver onde estão as tensões. Um sandbox municipal só pode mexer em normas municipais, e os limites aparecem quando uma inovação toca competências de outros níveis do Estado. A própria equipe reconhece: pode dialogar com reguladores federais, como a agência de aviação que intervém no caso dos drones ou dos eVTOL, mas não modificar suas regras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse atrito de competências ficou visível em abril de 2026, quando a Prefeitura publicou um decreto mais amplo —distinto do das patinetes compartilhadas— para ordenar a circulação de toda a micromobilidade elétrica na cidade. O Ministério Público do Estado do Rio questionou parte dessa norma e <a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/16/mprj-decreto-ciclomotores-prefeitura-do-rio.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pediu sua suspensão</a>, ao considerar que o município não pode modificar classificações de veículos já definidas pela legislação federal de trânsito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O decreto afetado, o número 57.823, não tem relação com o programa Sandbox.Rio (o decreto dos patinetes compartilhados é o número 57.657 e segue em vigor). O episódio, ainda em aberto, ilustra um aprendizado que vai além do Rio: experimentar no âmbito local é possível e fértil, mas transformar esses aprendizados em uma regulação duradoura exige coordenação com os demais níveis do Estado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que outra cidade da região pode aprender</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para os governos locais que leem este Boletim, a pergunta prática é se tudo isso pode ser replicado. A recomendação de Quirino é não esperar ter o modelo perfeito. <strong>&#8220;O maior erro que uma cidade pode cometer é achar que precisa regular o futuro antes de entendê-lo&#8221;</strong>, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa carioca, lembra, não demandou recursos do erário nem uma estrutura complexa: precisou de vontade política, um instrumento jurídico claro e uma equipe disposta a aprender junto com as empresas. Apoia-se, além disso, em uma base normativa nacional —o Marco Legal das Startups, a lei complementar 182 de 2021— que habilita expressamente estados e municípios a criar esses ambientes de teste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na região, cidades como Porto Alegre, Goiânia, Maceió, Criciúma, Teresópolis e Volta Redonda, além do estado de São Paulo, já montaram seus próprios sandboxes. Na Argentina, a Cidade de Buenos Aires conta com uma lei desde 2021, e municípios como Escobar começaram a trilhar caminhos regulatórios semelhantes, inspirados em parte pela experiência do Rio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O decreto que deu origem ao Sandbox.Rio está disponível como modelo adaptável para qualquer município que queira começar. Porque o problema que resolve, diz Quirino, é universal: <strong>&#8220;Se a sua cidade enfrenta tecnologias que chegam mais rápido que a capacidade de regulá-las —e todas enfrentam— o sandbox não é uma opção sofisticada reservada às grandes metrópoles. É a resposta prática a um problema comum&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase dois anos depois daquela primeira matéria, a caixa de areia do Rio demonstrou algo que vai além dos drones e dos carros voadores que a tornaram famosa: que uma autorização temporária, bem desenhada, pode se converter em infraestrutura, em emprego, em serviços de saúde que chegam a uma favela. E, sobretudo, em uma forma distinta de o Estado se relacionar com aquilo que ainda não sabe regular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contato com Sandbox.Rio:</strong> <a href="https://www.sandboxrio.com.br/">https://www.sandboxrio.com.br/ </a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta matéria faz parte do Boletim Ideias &amp; Inspiração da Rede de Inovação Local (RIL), no qual a cada mês se destacam casos inovadores de diferentes temáticas em cidades de todo o mundo. Gostaria de receber, uma vez por mês, soluções locais como as desta matéria no seu e-mail? Você pode </em></strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>se inscrever </em></strong></a><strong><em>gratuitamente!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Redação +COMUNIDAD</p>



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		<title>A estretégia de &#8220;custo zero&#8221; de Maringá para reduzir a lacuna de gênero na tecnologia</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/a-estretegia-de-custo-zero-de-maringa-para-reduzir-a-lacuna-de-genero-na-tecnologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 19:06:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desarrollo Humano]]></category>
		<category><![CDATA[Educación]]></category>
		<category><![CDATA[Transformación Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Maringá de Tecnologia e Inovação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diante da baixa participação de mulheres no setor de TIC, Maringá conecta suas alunas ao ecossistema digital local. Por meio da articulação voluntária entre o setor privado e as escolas, o programa aposta que as estudantes se visualizem como líderes e profissionais através do contato direto com referências, sem exigir novas verbas orçamentárias.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-1fee1a86d4b9dc3a7455f3ca10943c39 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Maringá</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fundada em 1947 sob o conceito de “Cidade Jardim” de Ebenezer Howard<strong>, Maringá (Paraná, Brasil)</strong> nasceu com uma visão de futuro baseada em um traçado urbanístico ordenado que integrava o desenvolvimento com a preservação de grandes pulmões de mata nativa. Oito décadas depois, a cidade é o lar de cerca de 500.000 pessoas e ocupa um lugar recorrente no <a href="https://noticias.maringa.com/28240/maringa-e-eleita-a-melhor-cidade-do-brasil-para-se-viver-pela-quarta-vez" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pódio dos rankings</a> de gestão e qualidade de vida do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, sua paisagem verde convive com um ecossistema digital em crescimento composto por <strong>mais de 2.000 empresas vinculadas às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).</strong> No entanto, por trás da robustez econômica e do sucesso urbanístico, os dados revelam uma disparidade evidente, já que<strong>a participação feminina no setor tecnológico local é inferior a 10%.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando entrei na Prefeitura, há quase trinta anos, as mulheres eram maioria no setor tecnológico. Mas com o tempo esse número caiu drasticamente”, conta à <a href="https://www.redinnovacionlocal.org/pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">RIL Brasil</a> e +COMUNIDAD <strong>Patrícia Saugo</strong>, secretária da Agência Maringá de Tecnologia e Inovação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para reverter essa tendência, o governo local identificou que o problema excedia a oferta de trabalho e estava enraizado na identidade e na vocação precoce. Assim nasceu a <strong>Semana Municipal das Meninas na Tecnologia e Comunicação</strong>, uma política pública instituída pela Lei nº 11.475/2022. Seu objetivo é intervir no momento chave da escolha profissional para demonstrar que a tecnologia também é um espaço próprio para as mulheres.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="530" height="694" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092611-1.png" alt="" class="wp-image-9001" style="width:530px;height:auto" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092611-1.png 530w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092611-1-229x300.png 229w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092611-1-18x24.png 18w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092611-1-27x36.png 27w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092611-1-37x48.png 37w" sizes="auto, (max-width: 530px) 90vw, 530px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Jornada de capacitação. Imagem: Prefeitura de Maringá.</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Articulação voluntária e &#8220;custo zero&#8221; no mês das TICs</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa teve sua estreia em abril de 2024, continuou em 2025 e já prepara sua terceira edição para 2026. O evento se enquadra na celebração global do <strong>Dia Internacional das Meninas nas TICs</strong>, uma efeméride impulsionada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) toda quarta quinta-feira de abril. O propósito desta data mundial (e sua aplicação local em Maringá) é transformar as meninas de consumidoras passivas de tecnologia em criadoras ativas. Por sua vez, alinha-se com o <strong>Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência</strong>, celebrado todo dia 11 de fevereiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inovação central desta política – destacam na cidade paranaense – apoia-se em seu modelo de gestão mais do que em um grande investimento orçamentário. Saugo define a proposta como uma ação de “custo zero” para o município, baseada na articulação de recursos existentes sob três eixos estratégicos: <strong>enfoque de gênero, articulação comunitária e inovação administrativa.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa funciona como uma ponte entre a oferta (empresas tecnológicas) e a demanda futura (estudantes). A logística resolve-se mediante alianças estratégicas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Transporte:</strong> por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana e empresas de transporte locais, coordenam-se ônibus em horários específicos que buscam as estudantes, as levam às empresas e as devolvem às suas escolas.</li>



<li><strong>Conteúdo:</strong> o setor privado abre suas portas de maneira voluntária. As empresas oferecem suas instalações e o tempo de seus profissionais para ministrar oficinas, palestras e mentorias.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">“É uma mobilização completa da sociedade. Não há custo para o setor público nem para o privado; é uma articulação voluntária”, detalha Saugo, que também é presidente da <a href="https://es.weforum.org/stories/2025/10/govtech-empoderar-a-las-mujeres-para-impulsar-una-infraestructura-publica-digital-inclusiva/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Mulheres em GovTech</strong></a>, a primeira associação de mulheres que empreendem para o governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa organiza-se de forma intersetorial: intervêm diferentes áreas da administração pública, instituições e comunidade escolar, o Núcleo Regional de Educação e profissionais da tecnologia e comunicação. A programação inclui conferências, visitas técnicas e encontros com mulheres referências que trabalham no ecossistema local.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="928" height="610" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533-1.png" alt="" class="wp-image-9002" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533-1.png 928w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533-1-300x197.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533-1-768x505.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533-1-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533-1-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533-1-48x32.png 48w" sizes="auto, (max-width: 928px) 90vw, 928px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Menina em frente a um computador. Imagem: </em><a href="https://hub.laboratoria.la/dia-internacional-de-las-ni%C3%B1as-en-las-tic-2023" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Laboratoria</em></a><em>.</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Maringá e o desejo de quebrar a barreira do invisível</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo de fundo supera a mera observação técnica para ampliar o horizonte de possibilidades. Muitas participantes associam a tecnologia unicamente ao uso de dispositivos móveis ou redes sociais, sem conhecer os processos de criação, programação e engenharia de software que existem por trás da tela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a secretária da Agência Maringá de Tecnologia e Inovação, a chave é intervir na etapa escolar, muito antes da universidade. &#8220;É o momento de formação de identidade e escolha profissional. É aí que precisamos atuar para que as meninas entendam que este espaço também lhes pertence&#8221;, ressalta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante as imersões nas empresas, as estudantes interagem com mulheres que lideram projetos de grande escala. Este contato direto com referências reais cumpre uma função pedagógica vital ao permitir que as jovens se visualizem nesses papéis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Um depoimento muito significativo é ouvir as meninas dizerem: <strong><em>‘não sabia que podia trabalhar com isso’</em></strong> ou<strong><em> ‘nunca imaginei uma mulher liderando aqui’.</em></strong> Quando começam a entender a lógica por trás das soluções, percebem que elas também podem construí-las”, relata Saugo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Resultados: plantar para o médio prazo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o projeto transite por sua fase de consolidação e o município mantenha a transparência a respeito dos tempos de maturação dos resultados — a mudança na matriz de emprego é uma meta de longo prazo —, os indicadores intermediários já mostram sinais positivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas de satisfação (<a href="https://www.doofinder.com/es/blog/net-promoter-score-nps" target="_blank" rel="noreferrer noopener">NPS</a>) realizadas com as participantes <strong>mostram resultados consistentes entre 90% e 100%.</strong> No entanto, o dado mais animador para a Prefeitura observa-se na formação, já que para o ciclo de 2026 as inscrições femininas nos cursos municipais de programação e robótica registraram um aumento em relação aos anos anteriores. Isso sugere, segundo a análise oficial, um despertar vocacional precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O esquema de avaliação completa-se com o monitoramento da percepção empresarial, o crescimento das dinâmicas anuais e a adesão das escolas. Embora o objetivo final seja a inserção no mercado de trabalho e já existam casos de estágios derivados da Semana, a gestão reconhece que se encontra em pleno processo de plantio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ainda não podemos identificar quantas dessas meninas já estão trabalhando efetivamente em empresas, além dos estágios. Mas acreditamos que, a médio e longo prazo, poderemos acompanhar essa evolução”, comenta Saugo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="518" height="696" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092625-1.png" alt="" class="wp-image-9003" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092625-1.png 518w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092625-1-223x300.png 223w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092625-1-18x24.png 18w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092625-1-27x36.png 27w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092625-1-36x48.png 36w" sizes="auto, (max-width: 518px) 90vw, 518px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Jornada de capacitação. Imagem: Prefeitura de Maringá.</em><br></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Chaves para a replicabilidade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência de Maringá oferece um modelo transferível para outras cidades médias que busquem fomentar a equidade de gênero em setores produtivos. Segundo a Agência de Inovação local, a replicabilidade da iniciativa apoia-se em quatro pilares fundamentais:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Mapear o ecossistema.</strong> Identificar quem são os atores <em>tech</em> locais.</li>



<li><strong>Liderança articuladora.</strong> Criar um grupo de trabalho que una as escolas com o setor produtivo.</li>



<li><strong>Não esperar pela lei.</strong> Embora uma norma municipal ajude na continuidade, a ação pode começar com vontade política e acordos de colaboração.</li>



<li><strong>Foco no desenvolvimento econômico.</strong> Lembrar que formar mulheres em tecnologia é gerar empregos de alta remuneração que retêm o talento na cidade.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os negócios liderados por mulheres tendem a gerar um maior impacto social porque empreendem a partir de desafios reais. O benefício é múltiplo: equidade e desenvolvimento econômico&#8221;, conclui Saugo.</p>
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