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	<title>brasil archivos - +COMUNIDAD</title>
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	<description>Una iniciativa impulsada por RIL (Red de Innovación Local).</description>
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	<title>brasil archivos - +COMUNIDAD</title>
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		<title>O que Curitiba fez para reduzir em 40% a fila por especialistas em sete meses</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/o-que-curitiba-fez-para-reduzir-a-fila-por-especialistas-em-sete-meses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 18:59:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestión y Gobernanza]]></category>
		<category><![CDATA[Salud]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A capital do estado do Paraná combinou a adesão a dois programas federais, um novo centro de atendimento e um sistema de teleregulação médica que opera sobre um prontuário eletrônico unificado desde 1999. Sobre esse ecossistema, soma-se uma camada de inteligência artificial municipal que orienta profissionais de saúde e a população.</p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/o-que-curitiba-fez-para-reduzir-a-fila-por-especialistas-em-sete-meses/">O que Curitiba fez para reduzir em 40% a fila por especialistas em sete meses</a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
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<p class="has-text-align-right has-white-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-8e25154a9823ad4e49d5723fc7df1ae3" style="color:#ffffff00;font-size:1px">Curitiba</p>



<p><strong><em>Existe uma versão em espanhol deste artigo <a href="https://mascomunidad.org.ar/que-hizo-curitiba-para-reducir-la-fila-por-especialistas-en-siete-meses/">aq</a><a href="https://mascomunidad.org.ar/que-hizo-curitiba-para-reducir-la-fila-por-especialistas-en-siete-meses/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">u</a><a href="https://mascomunidad.org.ar/que-hizo-curitiba-para-reducir-la-fila-por-especialistas-en-siete-meses/">i.</a></em></strong></p>



<p>Em dezembro de 2024, a capital do estado do Paraná, no Brasil, tinha 201.578 pessoas à espera de uma consulta ou exame especializado na rede pública municipal de saúde. Dez meses depois, em outubro de 2025, esse número havia caído para 123.090 pacientes: <strong>uma redução de 40%. </strong>O tempo médio de espera passou de 60 para 49 dias. Para efeito de comparação, no sistema público britânico (NHS) a espera média por uma primeira consulta com especialista é de cerca de 95 dias.</p>



<p>O resultado se apoia em uma política específica — o <a href="https://saude.curitiba.pr.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa Especialidades em Ação</a>, lançado em abril de 2025 —, mas não se explica sem uma infraestrutura que a cidade vem construindo há muito mais tempo.</p>



<p>“Curitiba construiu, ao longo dos anos, uma trajetória consistente na área da saúde digital, que posiciona o município como referência nacional no Sistema Único de Saúde (SUS).A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba foi pioneira em adotar soluções tecnológicas que ampliaram acesso, organizaram fluxos e qualificaram o cuidado”, afirma ao +COMUNIDAD a secretária municipal de Saúde de Curitiba, <strong>Tatiane Correa da Silva Filipak.&nbsp;</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="449" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-20.png" alt="" class="wp-image-9411" style="width:800px;height:auto" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-20.png 800w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-20-300x168.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-20-768x431.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-20-24x13.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-20-36x20.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-20-48x27.png 48w" sizes="(max-width: 800px) 90vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Atenção primária em unidades de saúde. Imagem: Levy Ferreira/SECOM</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>O programa que organizou a demanda</strong></h2>



<p>Especialidades em Ação faz parte de um pacote mais amplo. A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba estruturou a iniciativa articulando quatro frentes: adesão aos programas federais Mais Acesso a Especialistas e Agora Tem Especialista, do Ministério da Saúde; ampliação da oferta entre prestadores contratados; inauguração do <a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/prefeitura-de-curitiba-inaugura-centro-curitibano-de-atencao-especializada-para-ampliar-oferta-de-exames-e-consultas/73808" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Centro Curitibano de Atenção Especializada </a>em 2024, administrado pela Fundação Estatal de Atenção à Saúde (<a href="https://feas.curitiba.pr.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Feas</a>); e, <strong>sobretudo, a expansão da telerregulação de filas.</strong></p>



<p>A telerregulação funciona da seguinte forma: o médico da unidade básica de saúde compartilha a situação clínica do paciente com um médico especialista telerregulador, que analisa o prontuário eletrônico e define se o caso pode ser resolvido na atenção primária ou se requer encaminhamento. <strong>A decisão é integralmente clínica e humana.</strong></p>



<p>Com esse mecanismo, a Secretaria <a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/prefeitura-reduz-em-615-fila-de-espera-da-oftalmologia-em-sete-meses-e-avanca-na-queda-geral-das-filas-por-especialistas/78765" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ampliou</a> de 15 mil para 27 mil as consultas mensais nas cinco especialidades com maior demanda — oncologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ortopedia e cardiologia —, um crescimento de 80%. A oferta mensal de ultrassonografias, endoscopias e colonoscopias passou de 11.743 para 17.283: um aumento de 47%.</p>



<p>Dentro do balanço geral, alguns indicadores avançaram mais rapidamente que outros. A fila de ultrassonografia caiu 96%, a de oftalmologia 61,5% e a de tomografia de crânio foi zerada. Os tempos de agendamento evidenciam a mudança em casos concretos.</p>



<p><strong>Maria Aparecida Duarte Vilela</strong>, pedagoga de 59 anos, conseguiu marcar um exame de ultrassonografia em 15 dias. “Não imaginava que sairia tão rápido”, declarou à imprensa oficial da Prefeitura de Curitiba. <strong>Hélio de Souza</strong>, aposentado de 70 anos operado de catarata em janeiro de 2025, esperava uma consulta de revisão apenas para o ano seguinte. Foi chamado em agosto: “Nem esperava ser chamado tão cedo”, afirmou.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="800" height="533" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-21.png" alt="" class="wp-image-9412" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-21.png 800w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-21-300x200.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-21-768x512.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-21-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-21-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-21-48x32.png 48w" sizes="(max-width: 800px) 90vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Reforma de unidades de saúde. Imagem: Levy Ferreira/SECOM</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>O ecossistema digital que tornou a política possível</strong></h2>



<p>A telerregulação não é possível sem um prontuário eletrônico unificado e acessível. Curitiba o possui —o sistema e-Saúde— desde 1999.</p>



<p>Sobre essa base, a cidade construiu duas portas de entrada digitais que são parte central do Sistema Único de Saúde local (SUS). A primeira é o <a href="https://saudeja.curitiba.pr.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aplicativo Saúde Já Curitiba</a>, que permite agendar consultas clínicas e odontológicas nas 109 unidades básicas de saúde, consultar o histórico do paciente, a carteira de vacinação, resultados de exames laboratoriais e confirmar consultas com especialistas. Hoje, o aplicativo supera 2 milhões de usuários.</p>



<p>A segunda é a <a href="https://mid.curitiba.pr.gov.br/2026/00463185.pdf">Central Saúde</a><a href="https://mid.curitiba.pr.gov.br/2026/00463185.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> </a><a href="https://mid.curitiba.pr.gov.br/2026/00463185.pdf">Já</a>, criada em 2020 durante a pandemia e transformada desde então em canal permanente.<strong>Em abril de 2023, Curitiba tornou-se a primeira cidade do Brasil a oferecer atendimento virtual para casos leves pelo SUS</strong>. A central acumulou 1,5 milhão de atendimentos até 11 de abril de 2025, com avaliação média de 4,5 na escala Likert (equivalente a 9 em 10). Desde o início das consultas por telefone ou vídeo, foram registrados 281.500 atendimentos médicos e 516 mil de enfermagem.</p>



<p>“Cuidar da saúde de uma cidade é, antes de tudo, cuidar das pessoas. É compreender que cada decisão tomada no âmbito da gestão pública impacta diretamente a vida de milhares de cidadãos. E não apenas no acesso aos serviços, mas também na qualidade de vida, dignidade e bem-estar”, <a href="https://mid.curitiba.pr.gov.br/2026/00463185.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">afirma</a> a secretária municipal de Saúde de Curitiba, <strong>Tatiane Correa da Silva Filipak.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="339" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-22-1024x339.png" alt="" class="wp-image-9413" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-22-1024x339.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-22-300x99.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-22-768x255.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-22-1536x509.png 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-22-24x8.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-22-36x12.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-22-48x16.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-22.png 1895w" sizes="(max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Site de Saúde JÁ. Imagem: Prefeitura de Curitiba.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h4 class="wp-block-heading"><strong>O papel da inteligência artificial</strong></h4>



<p>Em diálogo com +COMUNIDAD, a gestora explica que a secretaria utiliza um agente de inteligência artificial para qualificar os encaminhamentos das unidades de saúde para a teleregulação. “O objetivo é auxiliar os profissionais da atenção primária a preencher a solicitação de telerregulação com todo o detalhamento necessário daquela especialidade”, explica.</p>



<p>Essa IA é utilizada durante a consulta médica, com o paciente presente, para que o profissional possa esclarecer dúvidas com o usuário sobre qualquer informação necessária para o encaminhamento. “A ferramenta foi desenvolvida para agilizar as solicitações de telerregulação e evitar retrabalho, porque cada vez que o médico especialista solicita informações extras que não estão no pedido original do médico da atenção primária, o processo não consegue avançar”, destaca Filipak.</p>



<p>A IA lê os fluxos e direciona o médico ajudando/melhorando o descritivo do encaminhamento. Desta forma o médico regulador consegue otimizar a análise e dar os direcionamentos corretos.</p>



<p>Em março de 2026, durante a<a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/prefeitura-lanca-superapp-com-inteligencia-artificial-e-cerca-de-800-servicos-em-plataforma-unica/82311"> Smart City Expo Curitiba</a>, a Prefeitura apresentou o Curitiba App: um superaplicativo que integra, em um único ambiente digital, cerca de 800 serviços municipais, entre os quais o Saúde Já é um dos mais utilizados.</p>



<p>A principal novidade é uma inteligência artificial municipal própria, alimentada com bases de dados oficiais da cidade, que permite ao usuário fazer perguntas em linguagem natural e receber orientação para encontrar o serviço necessário.</p>



<p>O desenvolvimento está inserido na Lei Municipal de Inteligência Artificial (Lei 16.321/2024), sancionada por Curitiba em 2024, que estabelece princípios de transparência, privacidade, responsabilidade no uso e proteção de dados em toda aplicação de IA municipal.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="534" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-23.png" alt="" class="wp-image-9414" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-23.png 800w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-23-300x200.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-23-768x513.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-23-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-23-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-23-48x32.png 48w" sizes="auto, (max-width: 800px) 90vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>O prefeito lança o novo Curitiba App na Smart City Expo 2026. Imagem: Pedro Ribas/SECOM.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um ecossistema digital de cuidado</strong></h2>



<p>“A inovação ocupa um lugar central na trajetória da saúde em Curitiba. Inovar, para a saúde pública, significa incorporar novas tecnologias, <strong>melhorar processos de gestão, fortalecer a inteligência em saúde e desenvolver soluções capazes de responder de forma cada vez mais ágil, eficiente e humanizada às demandas da população</strong>”, reflete Correa da Silva Filipak. “Mais do que modernizar estruturas, inovar significa qualificar o cuidado e ampliar a capacidade do sistema de proteger e promover a vida”, acrescenta.</p>



<p>Os próximos passos do modelo de saúde de Curitiba apontam para o <strong>aprofundamento da transformação digital, maior integração dos pontos da rede e centralidade do cidadão nas decisões, com mais inteligência e tecnologia.</strong></p>



<p>“O mais inovador neste momento é que estamos construindo um <strong>ecossistema digital de cuidado</strong>, de forma que todos os pontos de atenção à saúde tenham um braço da Saúde Digital, auxiliando os profissionais a agilizar e qualificar o atendimento”, destaca Tatiane Filipak ao +COMUNIDAD.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Financiamento, aprendizados e transferibilidade</strong></h2>



<p>Curitiba destina 19,52% de suas <a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/saude-reduz-fila-das-especialidades-em-quase-40/81070" target="_blank" rel="noreferrer noopener">receitas correntes à saúde</a>, acima do mínimo constitucional brasileiro de 15%. O orçamento previsto para 2025 alcançou R$ 3,34 bilhões (aproximadamente US$ 575 milhões ao câmbio do final de 2025). No mesmo ano, foram incorporados 628 novos profissionais à atenção primária e executados R$ 6,6 milhões (cerca de US$ 1,1 milhão) em 48 obras de infraestrutura de saúde.</p>



<p>Sobre as condições necessárias para que outra cidade latino-americana possa replicar ou adaptar esse modelo de redução de filas e saúde digital, Filipak é direta: “O ponto fundamental para qualquer município é contar com um<strong> prontuário eletrônico sistematizado</strong>, que concentre todas as informações dos usuários e ofereça ao gestor uma visão abrangente de todo o sistema de saúde, orientada às necessidades da população”.</p>



<p>“A incorporação de novas tecnologias na saúde pública de Curitiba é um processo contínuo de melhoria. Desde a implantação do primeiro prontuário eletrônico em 1999 até o estágio atual do Saúde Já Curitiba, houve avanços significativos em oferecer serviços de saúde ao alcance das mãos dos usuários do sistema público”, conclui a secretária.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="533" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-24.png" alt="" class="wp-image-9415" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-24.png 800w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-24-300x200.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-24-768x512.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-24-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-24-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-24-48x32.png 48w" sizes="auto, (max-width: 800px) 90vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Profissional da saúde. Imagem: Prefeitura de Curitiba.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Este artigo integra o Boletim Ideias &amp; Inspiração da Rede de Inovação Local (RIL), que destaca mensalmente casos inovadores de diferentes temas em cidades de todo o mundo. Gostaria de receber, uma vez por mês, soluções locais como esta no seu e-mail? </em></strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>Você pode se inscrever gratuitamente.</em></strong></a></h5>



<p class="has-small-font-size"><strong>Redação +COMUNIDAD</strong></p>



<p class="has-small-font-size">Imagem de capa: ilustração de RIL e +COMUNIDAD.</p>



<p></p>
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		<title>Qué hizo Curitiba para reducir un 40% la fila por especialistas de salud en siete meses</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/que-hizo-curitiba-para-reducir-la-fila-por-especialistas-en-siete-meses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 18:45:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>La capital del estado de Paraná combinó la adhesión a dos programas federales, un nuevo centro de atención y un sistema de telerregulación médica que opera sobre una historia clínica electrónica unificada desde 1999. Sobre ese ecosistema se suma a una capa de inteligencia artificial municipal que orienta a los profesionales médicos y a la ciudadanía. </p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/que-hizo-curitiba-para-reducir-la-fila-por-especialistas-en-siete-meses/">Qué hizo Curitiba para reducir un 40% la fila por especialistas de salud en siete meses</a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-64ce1336a88107a000e3853eea3522f2" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Curitiba.</p>



<p><strong><em>Existe uma versão em português deste artigo <a href="https://mascomunidad.org.ar/o-que-curitiba-fez-para-reduzir-a-fila-por-especialistas-em-sete-meses/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</em></strong></p>



<p>En diciembre de 2024, la capital del estado de Paraná, en Brasil, tenía 201.578 personas en espera por una consulta o un examen especializado en la red pública municipal de salud. Diez meses después, en octubre de 2025, esa cifra había caído a 123.090 pacientes:<strong> una reducción del 40%.&nbsp; </strong>El tiempo medio de espera pasó de 60 a 49 días. Para dimensionar la referencia, en el sistema público británico (NHS) la espera promedio por una primera consulta con especialista es de alrededor de 95 días.</p>



<p>El resultado se apoya en una política específica —el <a href="https://saude.curitiba.pr.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa Especialidades en Acción</a>, lanzado en abril de 2025—, pero no se explica sin una infraestructura que la ciudad viene construyendo desde mucho antes.&nbsp;</p>



<p>“Curitiba ha construido, a lo largo de los años, una trayectoria consistente en salud digital que posiciona al municipio como referencia nacional dentro del Sistema Único de Salud (SUS) de Brasil. La Secretaría fue pionera en adoptar soluciones tecnológicas que ampliaron el acceso, organizaron los flujos y cualificaron el cuidado”, dice a +COMUNIDAD la secretaría municipal de salud de Curitiba, <strong>Tatiane Correa da Silva Filipak</strong>.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="449" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-15.png" alt="" class="wp-image-9402" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-15.png 800w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-15-300x168.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-15-768x431.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-15-24x13.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-15-36x20.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-15-48x27.png 48w" sizes="auto, (max-width: 800px) 90vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Atención primaria en centros de salud. Imagen: Levy Ferreira/SECOM</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>El programa que ordenó la demanda</strong></h2>



<p>Especialidades en Acción forma parte de un paquete más amplio. La Secretaría Municipal de Salud de Curitiba lo construyó articulando cuatro frentes: adhesión a los programas federales Más Acceso a Especialistas y Ahora Hay Especialista del Ministerio de Salud; ampliación de la oferta entre los prestadores contratados; inauguración del <a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/prefeitura-de-curitiba-inaugura-centro-curitibano-de-atencao-especializada-para-ampliar-oferta-de-exames-e-consultas/73808" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Centro Curitibano de Atención Especializada</a> en 2024, administrado por la <a href="https://feas.curitiba.pr.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fundación Estatal de Atención a la Salud (Feas)</a>; y, sobre todo, <strong>la expansión de la telerregulación de filas.</strong></p>



<p>La telerregulación funciona así: el médico de la unidad básica de salud comparte la situación clínica del paciente con un médico especialista telerregulador, que analiza la historia clínica electrónica y define si el caso puede resolverse en la atención primaria o requiere derivación. La decisión es íntegramente clínica y humana.</p>



<p>Con ese mecanismo, la Secretaría <a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/prefeitura-reduz-em-615-fila-de-espera-da-oftalmologia-em-sete-meses-e-avanca-na-queda-geral-das-filas-por-especialistas/78765" target="_blank" rel="noreferrer noopener">amplió</a> de 15.000 a 27.000 las consultas mensuales en las cinco especialidades con mayor demanda —oncología, oftalmología, otorrinolaringología, ortopedia y cardiología—, un crecimiento del 80%. La oferta mensual de ultrasonografías, endoscopías y colonoscopías pasó de 11.743 a 17.283: un 47% más.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="533" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-18.png" alt="" class="wp-image-9405" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-18.png 800w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-18-300x200.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-18-768x512.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-18-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-18-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-18-48x32.png 48w" sizes="auto, (max-width: 800px) 90vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Renovación de unidades médicas. Imagen:</em> <em>Levy Ferreira/SECOM</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<p>Dentro del balance general, algunos indicadores se movieron más rápido que otros. La fila de ultrasonografía cayó 96%, la de oftalmología 61,5% y la de tomografía de cráneo se redujo a cero. Los tiempos de agendamiento dejan ver el cambio en casos concretos.&nbsp;</p>



<p><strong>María Aparecida Duarte Vilela</strong>, pedagoga de 59 años, consiguió un turno para un examen de ultrasonografía en 15 días. &#8220;No imaginaba que saldría tan rápido&#8221;, <a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/saude-reduz-fila-das-especialidades-em-quase-40/81070" target="_blank" rel="noreferrer noopener">declaró</a> a la prensa oficial de la Prefeitura de Curitiba. <strong>Hélio de Souza</strong>, jubilado de 70 años operado de cataratas en enero de 2025, esperaba una consulta de revisión recién para el año siguiente. Fue llamado en agosto: &#8220;Ni esperaba ser llamado tan pronto&#8221;, dijo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>El ecosistema digital que hizo posible la política</strong></h2>



<p>La telerregulación no es posible sin un prontuario electrónico unificado y accesible. Curitiba lo tiene—el sistema e-Saúde— desde 1999.</p>



<p>Sobre esa base, la ciudad construyó dos puertas de entrada digitales que son parte central del Sistema Único de Salud local (SUS). La primera es el<a href="https://saudeja.curitiba.pr.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> aplicativo Saúde Já Curitiba</a>, que permite agendar consultas clínicas y odontológicas en las 109 unidades básicas de salud, consultar el historial del paciente, la carteira de vacunación, resultados de exámenes laboratoriales y confirmar turnos con especialistas. Hoy supera los 2 millones de usuarios.</p>



<p>La segunda es la <a href="https://mid.curitiba.pr.gov.br/2026/00463185.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Central Saúde Já</a>, creada en 2020 durante la pandemia y transformada desde entonces en canal permanente. En abril de 2023,<strong>Curitiba se convirtió en la primera ciudad de Brasil en ofrecer teleatendimiento virtual para casos leves por SUS.</strong> La central acumuló 1,5 millones de atenciones al 11 de abril de 2025, con una evaluación promedio de 4,5 en escala Likert (equivalente a 9 sobre 10). Desde que arrancaron las consultas por teléfono o video, se registraron 281.500 atenciones médicas y 516.000 de enfermería.</p>



<p>“Cuidar de la salud de una ciudad es, antes que todo, cuidar de las personas. Es comprender que cada decisión tomada en el ámbito de la gestión pública impacta directamente en la vida de miles de ciudadanos. Y no sólo en el acceso a servicios, sino también sobre su calidad de vida, dignidad y bienestar”, <a href="https://mid.curitiba.pr.gov.br/2026/00463185.pdf">expresa</a> la secretaría municipal de Salud de Curitiba, <strong>Tatiane Correa da Silva Filipak</strong>.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="339" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-19-1024x339.png" alt="" class="wp-image-9406" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-19-1024x339.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-19-300x99.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-19-768x255.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-19-1536x509.png 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-19-24x8.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-19-36x12.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-19-48x16.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-19.png 1895w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>



<p class="has-text-align-center"><em><sup>Sitio web de Saúde JÁ. Imagen: Prefeitura de Curitiba.</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>El rol de la inteligencia artificial</strong></h2>



<p>En diálogo con +COMUNIDAD, la funcionaria cuenta que la entidad utiliza un agente de inteligencia artificial para cualificar las derivaciones desde las unidades de salud hacia la telerregulación. “El objetivo es asistir a los profesionales de atención primaria en el completado de las solicitudes de telerregulación con todo el detalle necesario para cada especialidad”, explica.&nbsp;</p>



<p>Esta IA se utiliza durante la consulta médica, con el paciente presente, para que el profesional pueda resolver dudas con el usuario sobre cualquier información necesaria para la derivación. “La herramienta fue desarrollada para agilizar las solicitudes y evitar el retrabajo: cada vez que un médico especialista solicita información extra que no figuraba en el pedido original, el proceso se estanca”, destaca Filipak.</p>



<p>La IA lee los flujos y orienta al médico, ayudando a mejorar la descripción de la derivación. De esta forma, el médico regulador puede optimizar el análisis y dar las indicaciones correctas.</p>



<p>En marzo de 2026, durante la <a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/prefeitura-lanca-superapp-com-inteligencia-artificial-e-cerca-de-800-servicos-em-plataforma-unica/82311" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Smart City Expo Curitiba</a>, la Prefeitura presentó el Curitiba App: un superapp que integra en un solo entorno digital cerca de 800 servicios municipales, entre los cuales Saúde Já es uno de los más consultados.&nbsp;</p>



<p>La novedad central es una inteligencia artificial municipal propia, alimentada con bases de datos oficiales de la ciudad, que permite al usuario hacer preguntas en lenguaje natural y recibir orientación para encontrar el servicio que necesita.</p>



<p>El desarrollo se enmarca en la Ley Municipal de Inteligencia Artificial (Lei 16.321/2024), sancionada por Curitiba en 2024, que fija principios de transparencia, privacidad, responsabilidad clara del uso y protección de datos en toda aplicación de IA municipal.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="534" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-16.png" alt="Curitiba" class="wp-image-9403" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-16.png 800w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-16-300x200.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-16-768x513.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-16-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-16-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-16-48x32.png 48w" sizes="auto, (max-width: 800px) 90vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>El alcalde lanza la nueva CuritibaApp en Smart City Expo 2026. Imagen: Pedro Ribas/SECOM.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Un ecosistema digital de cuidado</strong></h2>



<p>“La innovación ocupa un lugar central (en la trayectoria de Salud de Curitiba). Innovar, para la salud pública, significa incorporar nuevas tecnologías<strong>, mejorar procesos de gestión, fortalecer la inteligencia en salud y desarrollar soluciones capaces de responder de forma cada vez más ágil, eficiente y humanizada las demandas de la población</strong>”, reflexiona&nbsp; Correa da Silva Filipak. “Más que modernizar estructuras, innovar significa cualificar el cuidado y ampliar la capacidad del sistema de proteger y promover la vida”, añade.&nbsp;</p>



<p>Los próximos pasos del modelo de salud de Curitiba se orientan a <strong>profundizar la transformación digital, integrar aún más los puntos de la red y situar al ciudadano en el centro de las decisiones con más inteligencia y tecnología.</strong></p>



<p>“Lo más innovador en este momento es la construcción de un <strong>ecosistema digital de cuidado</strong>, donde todos los puntos de atención a la salud cuentan con un brazo de Salud Digital que auxilia a los profesionales a agilizar y mejorar la calidad del servicio”, remarca Tatiane Filipak a +COMUNIDAD.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Financiamiento, aprendizajes y transferibilidad</strong></h2>



<p>Curitiba destina el 19,52% de sus<a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/saude-reduz-fila-das-especialidades-em-quase-40/81070" target="_blank" rel="noreferrer noopener">recaudaciones corrientes a Salud</a>, por encima del mínimo constitucional brasileño del 15%. El presupuesto presupuestado para 2025 alcanzó los R$ 3,34 mil millones (aproximadamente U$S 575 millones al cambio de fines de 2025). En el año también se sumaron 628 nuevos profesionales a la atención primaria y se ejecutaron R$ 6,6 millones (cerca de U$S 1,1 millón) en 48 obras de equipamiento sanitario.</p>



<p>Respecto a qué condiciones considera la Secretaría imprescindibles para que otra ciudad latinoamericana pueda replicar o adaptar este modelo de reducción de esperas y salud digital, Filipak es precisa. “El punto fundamental para cualquier municipio es contar con una <strong>historia clínica electrónica sistematizada</strong>, que concentre toda la información de los usuarios y brinde al gestor un panorama de todo el sistema de salud enfocado en las necesidades de la población”, aconseja.</p>



<p>“La incorporación de nuevas tecnologías en la salud pública de Curitiba es un proceso de mejora continua. Desde la implantación de la primera historia clínica electrónica en 1999 hasta el estadio actual de <em>Saúde Já Curitiba</em>, se ha avanzado significativamente en ofrecer servicios de salud al alcance de la mano para los usuarios del sistema público”, concluye la secretaria.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="533" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-17.png" alt="" class="wp-image-9404" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-17.png 800w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-17-300x200.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-17-768x512.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-17-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-17-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/04/image-17-48x32.png 48w" sizes="auto, (max-width: 800px) 90vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Profesional de la salud. Imagen: Prefeitura de Curitiba.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta nota forma parte del Boletín Ideas &amp; Inspiración de la Red de Innovación Local (RIL), donde cada mes se destacan casos innovadores de diferentes temáticas en ciudades de todo el mundo. ¿Te gustaría recibir, una vez al mes, soluciones locales como las de esta nota en tu correo? ¡Puedes </em></strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>suscribirte</em></strong></a><strong><em> de forma gratuita!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size">Redacción +COMUNIDAD</p>



<p class="has-small-font-size"><em>Imagen de portada: ilustración de RIL y +COMUNIDAD.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alcaldes innovadores: seguridad, salud y educación desde cuatro ciudades brasileñas</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/alcaldes-innovadores-seguridad-salud-y-educacion-desde-cuatro-ciudades-brasilenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 10:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestión y Gobernanza]]></category>
		<category><![CDATA[+comunidad]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Silva]]></category>
		<category><![CDATA[alcaldes innovadores]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Uberaba]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mascomunidad.org.ar/?p=9244</guid>

					<description><![CDATA[<p>El podcast CIUDADES ━producido por RIL y +COMUNIDAD━ presenta su cuarta entrega, con foco en Brasil. A través de las voces de los alcaldes de Niterói, Uberaba, Joinville y São Vicente, la serie recorre políticas que combinan tecnología, datos y escucha ciudadana para transformar la seguridad, la salud, la educación y el espacio público.</p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/alcaldes-innovadores-seguridad-salud-y-educacion-desde-cuatro-ciudades-brasilenas/">Alcaldes innovadores: seguridad, salud y educación desde cuatro ciudades brasileñas</a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-9f2a28e81e0c3ade0c41675446ed6bdf" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Alcaldes</p>



<p>La iniciativa <strong>30 Alcaldes Innovadores +i</strong>, impulsada por la Red de Innovación Local (<a href="https://www.redinnovacionlocal.org/">RIL</a>), reúne experiencias de gobiernos locales que buscan respuestas concretas a los desafíos urbanos de la región. En esta entrega del podcast <a href="https://open.spotify.com/show/3e2gOqN05rILhBV9UsvGay" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CIUDADES</a>, cuatro alcaldes de Brasil reflexionan sobre seguridad pública, salud, educación y espacio público como dimensiones centrales de la calidad de vida en sus comunidades.</p>



<p>A lo largo de los episodios, los cuatro protagonistas comparten cómo humanizaron procesos técnicos, tomaron decisiones basadas en datos y pusieron a las personas en el centro de políticas concretas: desde la seguridad y la salud infantil hasta la movilidad sostenible y la transformación del espacio público.</p>



<p>Las experiencias de <strong>Rodrigo Neves</strong> (Niterói, Río de Janeiro), <strong>Elisa Araujo</strong> (Uberaba, Minas Gerais), <strong>Adriano Silva</strong> (Joinville, Santa Catarina) y <strong>Kayo Amado</strong> (São Vicente, São Paulo) revelan un denominador común: aprender de otras ciudades, actuar con determinación y mantener el foco en la implementación para transformar espacios críticos en lugares de convivencia. En todos los casos, el liderazgo se apoya en la capacidad de escucha y en la voluntad de construir pertenencia en los territorios que gobiernan.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Voces de transformación en cuatro estados brasileños&nbsp;</strong></h2>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Rodrigo Neves (Niterói)</strong></h5>



<p>Con el enfoque puesto en la “defensa de la vida”, Neves presenta el <a href="https://r.search.yahoo.com/_ylt=AwrFNknl4I1pEwIAXHGr9Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3Ny/RV=2/RE=1772115429/RO=10/RU=https%3a%2f%2fpactocontraaviolencia.niteroi.rj.gov.br%2f/RK=2/RS=sFWNdAeV4n3yEoLJX..m3ZL8CQM-" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Pacto Niterói Contra la Violencia</strong></a> como una política central. La estrategia combina inversiones en inteligencia, integración de fuerzas de seguridad y programas de habilidades socioemocionales para jóvenes. El resultado, según afirma:<strong>cero muertes por violencia en el municipio.</strong> El dato adquiere dimensión cuando Neves precisa el contexto: en la región metropolitana de Río de Janeiro mueren entre seis y siete personas por día a causa de la violencia.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Creo que ser alcalde, para quien se propone estar en la vida pública, probablemente sea la función más extraordinaria que una persona pueda ejercer. Porque te invita a cuidar los lugares donde naciste, desarrollaste tus memorias afectivas, las personas que amas”.</em></p>



<p><strong>━ Rodrigo Neves, alcalde de Niterói, Brasil</strong></p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Elisa Araujo (Uberaba)&nbsp;</strong></h5>



<p>Desde su doble perspectiva como funcionaria y madre, Araujo tomó medidas frente al colapso en la atención de la salud infantil. Creó el <a href="https://postosdesaude.com.br/pronto-socorro/mg/uberaba" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pronto Socorro Infantil Municipal</a>, que redujo hasta ocho horas la espera en guardia. También impulsó el <a href="https://www.iptuverde.salvador.ba.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IPTU Verde</a>, que otorga un descuento de hasta el 5% en el impuesto inmobiliario a propietarios de emprendimientos residenciales o comerciales que adopten buenas prácticas de sustentabilidad en sus construcciones.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Mi modo operativo dentro de la gestión pública siempre fue el de buscar alternativas y encontrar soluciones. Un pensamiento siempre positivo frente a los problemas, frente a los desafíos, hace que realmente veamos las oportunidades”.&nbsp;</em></p>



<p><strong>━ Elisa Araujo, alcaldesa de Uberaba, Brasil</strong></p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<h5 class="wp-block-heading"><strong>Adriano Silva (Joinville)</strong></h5>



<p>Para Silva, la educación es el centro de la estrategia. Implementó una plantilla de aprendizaje personalizada que permite identificar las necesidades individuales de cada estudiante y acompañar su trayectoria académica. Su gestión también regularizó una villa de pescadores que llevaba más de cincuenta años sin servicios básicos ni infraestructura. A través de una mesa de articulación público-privada, desarrollaron un plan de urbanización que benefició a 350 familias con acceso a servicios y oportunidades de empleo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“En el mundo público no existe nada que no sea público. Cuando formulamos la política de educación en Joinville, no tuve vergüenza en decirle a mi secretario que tome a su equipo y viaje a las ciudades que hoy son referencia en el tema para ver cómo lo hacen. Toda ciudad puede ser un gran ejemplo, entonces como gestores debemos estar abiertos a escuchar, aprender y adaptarlo a nuestros municipios”.</em></p>



<p><strong>━ Adriano Silva, alcalde de Joinville, Brasil</strong></p>
</blockquote>



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</div></figure>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Kayo Amado (São Vicente, São Paulo)</strong></h5>



<p>Amado ha decidido centrar su gestión en la primera infancia. En São Vicente, una ciudad de 350.000 habitantes, logró que 40.000 niños y niñas recibieran kits de útiles escolares, con impacto positivo en el desempeño escolar y en los índices de alfabetización.&nbsp;</p>



<p>Desde una perspectiva de urbanismo táctico, también transformó áreas de descarte de residuos en espacios recreativos y circuitos peatonales. El caso más visible: el <a href="https://www.saovicente.sp.gov.br/visite-sao-vicente-1/o-que-fazer/novos-textos/pier-dos-apaixonados-novo-cartao-postal-romantico-de-sao-vicente" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Píer dos Apaixonados</a>, un puente turístico inspirado en experiencias internacionales.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Las buenas ideas fluyen dentro de un gobierno, pero el día a día a veces no deja verlas. El líder debe tener la convicción de ponerlas en el papel y monitorearlas, venciendo la burocracia para entregar espacios que devuelvan el orgullo a la gente”.</em></p>



<p><strong>━ Kayo Amado, alcalde de São Vicente.</strong></p>
</blockquote>



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</div></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><em>Puedes leer este artículo en portugués aquí:</em></h4>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-comunidad wp-block-embed-comunidad"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="EHGU6OrsYM"><a href="https://mascomunidad.org.ar/prefeitos-inovadores-seguranca-saude-e-educacao-a-partir-de-quatro-cidades-brasileiras/">Prefeitos inovadores: segurança, saúde e educação a partir de quatro cidades brasileiras</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Prefeitos inovadores: segurança, saúde e educação a partir de quatro cidades brasileiras&#8221; &#8212; +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/prefeitos-inovadores-seguranca-saude-e-educacao-a-partir-de-quatro-cidades-brasileiras/embed/#?secret=ncY4zZnX1v#?secret=EHGU6OrsYM" data-secret="EHGU6OrsYM" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<p><br></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Más sobre Alcaldes Innovadores de América Latina: </strong></h2>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-comunidad wp-block-embed-comunidad"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="PdIWnnEky2"><a href="https://mascomunidad.org.ar/por-que-crear-una-red-con-alcaldes-innovadores-de-america-latina/">Por qué crear una red con alcaldes innovadores de América Latina</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Por qué crear una red con alcaldes innovadores de América Latina&#8221; &#8212; +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/por-que-crear-una-red-con-alcaldes-innovadores-de-america-latina/embed/#?secret=3Dgh9Wb245#?secret=PdIWnnEky2" data-secret="PdIWnnEky2" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-comunidad wp-block-embed-comunidad"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="R8gJDCFQyO"><a href="https://mascomunidad.org.ar/alcaldes-innovadores-historias-de-liderazgo-y-transformacion-local-en-america-latina/">Alcaldes innovadores: historias de liderazgo y transformación local en América Latina</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Alcaldes innovadores: historias de liderazgo y transformación local en América Latina&#8221; &#8212; +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/alcaldes-innovadores-historias-de-liderazgo-y-transformacion-local-en-america-latina/embed/#?secret=J3ZcGPVGiu#?secret=R8gJDCFQyO" data-secret="R8gJDCFQyO" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-comunidad wp-block-embed-comunidad"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="fC42LTIfEj"><a href="https://mascomunidad.org.ar/alcaldes-innovadores-mas-voces-que-inspiran-a-lo-largo-y-ancho-de-america-latina/">Alcaldes innovadores: más voces que inspiran a lo largo y ancho de América Latina</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Alcaldes innovadores: más voces que inspiran a lo largo y ancho de América Latina&#8221; &#8212; +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/alcaldes-innovadores-mas-voces-que-inspiran-a-lo-largo-y-ancho-de-america-latina/embed/#?secret=TP4wLXeN25#?secret=fC42LTIfEj" data-secret="fC42LTIfEj" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-comunidad wp-block-embed-comunidad"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="zH9MhGtlJh"><a href="https://mascomunidad.org.ar/alcaldes-innovadores-cuatro-miradas-de-transformacion-en-argentina-paraguay-guatemala-y-colombia/">Alcaldes innovadores: cuatro miradas de transformación en Argentina, Paraguay, Guatemala y Colombia</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Alcaldes innovadores: cuatro miradas de transformación en Argentina, Paraguay, Guatemala y Colombia&#8221; &#8212; +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/alcaldes-innovadores-cuatro-miradas-de-transformacion-en-argentina-paraguay-guatemala-y-colombia/embed/#?secret=CrnSxtxdYf#?secret=zH9MhGtlJh" data-secret="zH9MhGtlJh" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Lo que cuentan estos alcaldes es apenas una muestra del impulso transformador que atraviesa a muchas ciudades de América Latina. Los episodios completos están disponibles en Spotify y en </em></strong><a href="http://mascomunidad.org.ar"><strong><em>mascomunidad.org.ar</em></strong></a><strong><em>.&nbsp;</em></strong></h5>
<p><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fmascomunidad.org.ar%2Falcaldes-innovadores-seguridad-salud-y-educacion-desde-cuatro-ciudades-brasilenas%2F&amp;linkname=Alcaldes%20innovadores%3A%20seguridad%2C%20salud%20y%20educaci%C3%B3n%20desde%20cuatro%20ciudades%20brasile%C3%B1as" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_twitter" href="https://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=https%3A%2F%2Fmascomunidad.org.ar%2Falcaldes-innovadores-seguridad-salud-y-educacion-desde-cuatro-ciudades-brasilenas%2F&amp;linkname=Alcaldes%20innovadores%3A%20seguridad%2C%20salud%20y%20educaci%C3%B3n%20desde%20cuatro%20ciudades%20brasile%C3%B1as" title="Twitter" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_email" href="https://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=https%3A%2F%2Fmascomunidad.org.ar%2Falcaldes-innovadores-seguridad-salud-y-educacion-desde-cuatro-ciudades-brasilenas%2F&amp;linkname=Alcaldes%20innovadores%3A%20seguridad%2C%20salud%20y%20educaci%C3%B3n%20desde%20cuatro%20ciudades%20brasile%C3%B1as" title="Email" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fmascomunidad.org.ar%2Falcaldes-innovadores-seguridad-salud-y-educacion-desde-cuatro-ciudades-brasilenas%2F&amp;linkname=Alcaldes%20innovadores%3A%20seguridad%2C%20salud%20y%20educaci%C3%B3n%20desde%20cuatro%20ciudades%20brasile%C3%B1as" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fmascomunidad.org.ar%2Falcaldes-innovadores-seguridad-salud-y-educacion-desde-cuatro-ciudades-brasilenas%2F&#038;title=Alcaldes%20innovadores%3A%20seguridad%2C%20salud%20y%20educaci%C3%B3n%20desde%20cuatro%20ciudades%20brasile%C3%B1as" data-a2a-url="https://mascomunidad.org.ar/alcaldes-innovadores-seguridad-salud-y-educacion-desde-cuatro-ciudades-brasilenas/" data-a2a-title="Alcaldes innovadores: seguridad, salud y educación desde cuatro ciudades brasileñas"></a></p><p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/alcaldes-innovadores-seguridad-salud-y-educacion-desde-cuatro-ciudades-brasilenas/">Alcaldes innovadores: seguridad, salud y educación desde cuatro ciudades brasileñas</a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cómo São Paulo usa jardines de lluvia para complementar sus grandes obras de drenaje</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/como-sao-paulo-usa-jardines-de-lluvia-para-complementar-sus-grandes-obras-de-drenaje/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 18:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[soluciones basadas en la naturaleza]]></category>
		<category><![CDATA[transferibilidad]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mascomunidad.org.ar/?p=9159</guid>

					<description><![CDATA[<p>En ocho años, São Paulo pasó de 23 jardines de lluvia a 479. Estas soluciones basadas en la naturaleza retienen hasta un 30% del agua pluvial en cada tramo donde se instalan. Alivian el sistema de drenaje convencional, recargan los acuíferos subterráneos, aportan biodiversidad y mejoran el microclima en calles que antes eran superficies impermeables. La experiencia, reconocida internacionalmente, deja lecciones concretas para otras ciudades de la región.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-fce4b8be83f02319a84a1107bd5592cd" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Jardines de lluvia</p>



<p>En uno de los barrios centrales de São Paulo, un cantero que antes era una franja de asfalto gris hoy absorbe la lluvia. Donde el agua solía descender a toda velocidad hacia las bocas de tormenta, ahora se desvía por aberturas en el cordón de la acera, ingresa en pequeños espacios verdes con capas de tierra, arena y piedras de distinto tamaño, y se infiltra en el suelo.&nbsp;</p>



<p><strong>Son jardines de lluvia: </strong>canteros excavados a un metro de profundidad, diseñados para interceptar el agua de lluvia y filtrarla hacia las napas freáticas —las reservas subterráneas— antes de que sobrecargue el sistema de galerías, la red de conductos bajo las calles que transporta el agua hacia los ríos.</p>



<p>La escena se repite en cientos de puntos de la ciudad. São Paulo tiene hoy 479 jardines de lluvia —tenía apenas 23 en 2017— y se propone superar los 1.000 en los próximos años. No reemplazan las grandes obras de ingeniería hidráulica; las complementan.</p>



<p>&#8220;Son soluciones basadas en la naturaleza muy importantes para complementar las acciones de drenaje en la ciudad&#8221;, explica a +COMUNIDAD <strong>Fabrício Cobra Arbex</strong>, titular de la Secretaría Municipal de Subprefeituras de São Paulo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="883" height="584" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2.png" alt="" class="wp-image-9161" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2.png 883w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2-300x198.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2-768x508.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2-48x32.png 48w" sizes="auto, (max-width: 883px) 90vw, 883px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Ejemplo de jardines de lluvia en la ciudad. Imagen: Prefeitura de São Paulo</em>.</sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dos escalas para un mismo problema</strong></h2>



<p>La ciudad opera en dos escalas simultáneas. El <strong>macrodrenaje </strong>comprende los grandes reservorios —conocidos localmente como <em>piscinões</em>— que absorben el caudal de los ríos Pinheiros, Tietê y Tamanduateí. Son obras de ingeniería pesada que requieren grandes inversiones.&nbsp;</p>



<p>El <strong>microdrenaje</strong>, en tanto, opera a escala barrial. Incluye el mantenimiento de bocas de tormenta y galerías,&nbsp; así como la instalación de jardines de lluvia en veredas, plazas y canteros. Cada una de estas intervenciones verdes permite que parte del agua que escurre por la superficie se infiltre directamente en el suelo, en lugar de sumar volumen a una red que, con lluvias cada vez más intensas, se satura con frecuencia.</p>



<p>Para dimensionar la relación entre ambas escalas: el mayor sistema de jardines de lluvia de Brasil —11 unidades conectadas que ocupan 2.300 metros cuadrados en una calle del centro— <a href="https://prefeitura.sp.gov.br/web/justica/w/noticias/291329" target="_blank" rel="noreferrer noopener">retiene cerca del 5%</a> de lo que almacena el reservorio subterráneo del Pacaembu, una estructura de hormigón con capacidad para 74.000 metros cúbicos de agua que fue durante años la principal infraestructura antinundaciones de la zona. </p>



<p>La diferencia es que los jardines se construyeron rompiendo asfalto y plantando vegetación, sin excavaciones profundas ni maquinaria pesada. Es decir, a un costo mucho menor.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-3-1024x683.jpeg" alt="Jardines de lluvia" class="wp-image-9162" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-3-1024x683.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-3-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-3-768x512.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-3-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-3-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-3-48x32.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-3.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Ejemplo de jardines de lluvia en la ciudad. Imagen: Prefeitura de São Paulo,</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Resultados bajo la lluvia</strong></h2>



<p>Según la Secretaría de Subprefeituras, <strong>cada jardín de lluvia retiene hasta un 30% del volumen pluvial que cae en el tramo específico donde se instala</strong>. En un tramo asfaltado convencional, esa cifra es cercana a cero: el agua escurre por la superficie sin infiltrarse.&nbsp;</p>



<p>Pero el impacto no se limita a la cantidad de agua gestionada. <strong>Los jardines de lluvia funcionan también como filtros naturales.</strong> Retienen sedimentos y contaminantes urbanos antes de que lleguen a los cursos de agua. Al mismo tiempo,<strong> incorporan áreas verdes que mejoran el microclima, aumentan la biodiversidad y transforman el paisaje </strong>de calles que antes eran superficies grises.</p>



<p><strong>Cecilia Herzog</strong>, paisajista urbana de la PUC-Rio y referente en soluciones basadas en la naturaleza en Brasil, <a href="https://ciclovivo.com.br/arq-urb/urbanismo/jardins-de-chuva-solucao-que-reduz-os-impactos-de-alagamentos/">sostien</a><a href="https://ciclovivo.com.br/arq-urb/urbanismo/jardins-de-chuva-solucao-que-reduz-os-impactos-de-alagamentos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">e</a> que los jardines de lluvia bien planificados tienen un papel educativo clave. En esencia, ayudan a la población a entender la necesidad de ciudades más permeables. </p>



<p>&#8220;Es una política pública completamente alineada con las directrices de resiliencia climática&#8221;, afirma Cobra Arbex. En 2022, el programa recibió un Certificado de Mérito en los <a href="https://ciclovivo.com.br/arq-urb/urbanismo/jardins-de-chuva-solucao-que-reduz-os-impactos-de-alagamentos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">World Green City Awards</a>, un reconocimiento internacional que destacó su potencial de réplica para otras ciudades.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-4.jpeg" alt="" class="wp-image-9164" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-4.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-4-300x225.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-4-768x576.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-4-24x18.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-4-36x27.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-4-48x36.jpeg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Ejemplo de jardines de lluvia en la ciudad. Imagen: Prefeitura de São Paulo.</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mantener lo construido</strong></h2>



<p>En 2025, la Prefeitura inició la revitalización de jardines de lluvia instalados en 2019. La decisión reveló algo que las ciudades interesadas en replicar este modelo deben considerar desde el inicio: <strong>sin mantenimiento regular, los jardines pierden funcionalidad.</strong></p>



<p>La rutina de cuidado exige retirar residuos, controlar hierbas espontáneas y renovar las plantaciones con especies rústicas, de crecimiento controlado y no invasoras. São Paulo capacitó a los equipos de limpieza y barrido para esa tarea. <strong>Además, cada jardín fue registrado en un sistema informatizado de gestión municipal. </strong>Ese registro permite calcular los ciclos de renovación de plantas, programar intervenciones y generar un historial de cada unidad como patrimonio público.</p>



<p><strong>La comunidad también interviene.</strong> &#8220;Con el entendimiento del beneficio que el jardín de lluvia trae, los vecinos colaboran en el cuidado posterior a la obra&#8221;, explica Cobra Arbex.&nbsp;</p>



<p>Un ejemplo concreto es el jardín junto al edificio Copan, uno de los íconos arquitectónicos de São Paulo.<strong>Fátima Freitas</strong>, vecina del edificio desde hace cuatro décadas, se convirtió en cuidadora espontánea del espacio. &#8220;El agua de lluvia escurre bien, no se estanca. Estamos cuidando, limpiando, sacando papeles, plásticos que caen en el jardín. Siempre veo personas ahí admirándolo&#8221;, <a href="https://avidanocentro.com.br/cidades/gentileza-urbana-jardins-de-chuva/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">contó</a> al medio A Vida no Centro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9163" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-1536x1024.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo.jpg 1650w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Panorámica de la ciudad de São Paulo. Imagen: </em><a href="https://generationvoyage.fr/tourisme/sao-paulo/"><em>Generation Voyage</em></a><em>.</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dengue: una preocupación resuelta en el diseño</strong></h2>



<p>En una ciudad tropical, cualquier intervención que acumule agua genera una pregunta previsible: ¿no favorece la proliferación del mosquito <em>Aedes aegypti</em>, vector del dengue?</p>



<p>La respuesta está en los parámetros técnicos. &#8220;Un jardín de lluvia eficiente necesita absorber el agua en hasta dos días después de un evento de precipitación. <strong>Esto garantiza que las larvas del </strong><strong><em>Aedes aegypti</em></strong><strong> no encuentren condiciones ideales para eclosionar</strong>, dado que el período mínimo para eso es de tres días&#8221;, detalla Cobra Arbex. En la práctica, los coeficientes de diseño son conservadores y la propia estructura del jardín favorece la percolación.<strong> La infiltración ocurre mucho antes del máximo previsto.</strong></p>



<p>A medida que las plantas se desarrollan y el suelo gana estructura, la capacidad de absorción aumenta. El margen de seguridad crece con el tiempo, en lugar de reducirse. Un jardín de lluvia maduro funciona mejor que uno recién inaugurado</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qué necesita una ciudad para replicar este modelo</strong></h2>



<p>Los jardines de lluvia no demandan condiciones excepcionales, pero sí un marco definido. Ante la consulta de +COMUNIDAD, desde el gobierno de São Paulo identifican factores concretos de transferibilidad.</p>



<p>El punto de partida es una demanda real: problemas frecuentes de drenaje, alta impermeabilización del suelo o contaminación difusa de cursos de agua por escurrimiento pluvial. A eso se suma un<strong> diagnóstico territorial que identifique dónde conviene instalar los jardines.</strong> São Paulo está cruzando sus mapas de macrodrenaje con la ubicación de los acuíferos para determinar los puntos de mayor eficiencia.</p>



<p>&#8220;Con el aumento de la intensidad de las lluvias se incrementaron los casos de inundación, y es ahí donde la microdrenaje cumple un papel clave&#8221;, señala Cobra Arbex.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-5-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-9165" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-5-1024x1024.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-5-300x300.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-5-150x150.jpeg 150w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-5-768x768.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-5-24x24.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-5-36x36.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-5-48x48.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-5.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center"><sup><em>Otra área de la ciudad intervenida con un jardín de lluvia.</em> <em>Imagen: Prefeitura de São Paulo.</em></sup></p>



<p>Las soluciones basadas en la naturaleza deben integrarse al plan municipal de drenaje urbano, con criterios técnicos, funcionales, estéticos y de accesibilidad. Y se necesita capacidad operativa sostenida para el mantenimiento: <strong>São Paulo lo resuelve mediante empresas contratadas para esa función.</strong></p>



<p>El financiamiento del programa proviene del presupuesto municipal. No se registran, hasta ahora, mecanismos complementarios de financiación. Un punto que otras ciudades deberán resolver según su propia estructura fiscal y las oportunidades de cooperación disponibles.</p>



<p>São Paulo ya trabaja en el siguiente paso. La Secretaría de Subprefeituras elabora un estudio que cruza los mapas de macrodrenaje con la ubicación de las napas freáticas para determinar en qué puntos los jardines de lluvia aportan mayor eficiencia.&nbsp;</p>



<p>&#8220;El jardín de lluvia tiene un papel muy importante&#8221;, resume Cobra Arbex. La meta es construir 1.000 nuevas unidades e integrarlas a una <strong>estrategia más amplia que incluye bosques urbanos y arborización, intervenciones que también aumentan la capacidad de absorción del agua</strong>. El objetivo de fondo es el mismo: que menos agua corra por la superficie y más se infiltre en el suelo.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta nota forma parte del Boletín Ideas &amp; Inspiración de la Red de Innovación Local (RIL), donde cada semana se destacan casos innovadores de diferentes temáticas en ciudades de todo el mundo. ¿Te gustaría recibir soluciones locales como las de esta nota en tu correo? ¡Puedes </em></strong><a href="https://forms.gle/fPLL1AWabbE2JYnn7" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>suscribirte</em></strong></a><strong><em> de forma gratuita!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size"><em>Imagen de portada: ilustración de RIL y +COMUNIDAD.</em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Redacción +COMUNIDAD</strong></p>



<p><strong><em>Puedes leer este artículo en portugués aquí:</em></strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-comunidad wp-block-embed-comunidad"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="vYqkeg2VTe"><a href="https://mascomunidad.org.ar/como-sao-paulo-usa-jardins-de-chuva-para-complementar-suas-grandes-obras-de-drenagem/">Como São Paulo usa jardins de chuva para complementar suas grandes obras de drenagem</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Como São Paulo usa jardins de chuva para complementar suas grandes obras de drenagem&#8221; &#8212; +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/como-sao-paulo-usa-jardins-de-chuva-para-complementar-suas-grandes-obras-de-drenagem/embed/#?secret=IITWs31XfE#?secret=vYqkeg2VTe" data-secret="vYqkeg2VTe" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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			</item>
		<item>
		<title>Como São Paulo usa jardins de chuva para complementar suas grandes obras de drenagem</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/como-sao-paulo-usa-jardins-de-chuva-para-complementar-suas-grandes-obras-de-drenagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 15:15:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Desarrollo Urbano y Hábitat]]></category>
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		<category><![CDATA[Jardins de chuva]]></category>
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		<category><![CDATA[microdrenagem]]></category>
		<category><![CDATA[permeabilidade do solo]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[soluções baseadas na natureza]]></category>
		<category><![CDATA[transferibilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mascomunidad.org.ar/?p=9168</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em oito anos, São Paulo passou de 23 jardins de chuva para 479. Essas soluções baseadas na natureza retêm até 30% do volume pluvial em cada trecho onde são instaladas. Aliviam o sistema de drenagem convencional, recarregam os aquíferos subterrâneos, trazem biodiversidade e melhoram o microclima em ruas que antes eram superfícies impermeáveis. A experiência, reconhecida internacionalmente, deixa lições concretas para outras cidades da região.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-2241d66d267b598b83e28aff4ae5cdb6" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px"><em>jardins de chuva</em><br></p>



<p>Em um dos bairros centrais de São Paulo, um canteiro que antes era uma faixa de asfalto cinza hoje absorve a chuva. Onde a água costumava descer em alta velocidade rumo às bocas de lobo, agora se desvia por aberturas no meio-fio, entra em pequenos espaços verdes com camadas de terra, areia e pedras de diferentes tamanhos, e se infiltra no solo.</p>



<p><strong>São jardins de chuva. </strong>Canteiros escavados a um metro de profundidade que interceptam a água da chuva e a filtram para os lençóis freáticos —as reservas subterrânea — antes que ela sobrecarregue a rede de galerias que transporta a água sob as ruas até os rios.</p>



<p>A cena se repete em centenas de pontos da cidade. São Paulo tem hoje 479 jardins de chuva. Eram apenas 23 em 2017, e a meta é superar mil nos próximos anos. Não substituem as grandes obras de engenharia hidráulica; complementam-nas.</p>



<p>&#8220;São soluções baseadas na natureza, que são muito importantes para que a gente tenha uma complementação das ações de drenagem na cidade de São Paulo&#8221;, explica ao +COMUNIDAD <strong>Fabrício Cobra Arbex</strong>, titular da Secretaria Municipal das Subprefeituras.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="883" height="584" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-pantalla-2026-03-26-114619.png" alt="" class="wp-image-9169" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-pantalla-2026-03-26-114619.png 883w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-pantalla-2026-03-26-114619-300x198.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-pantalla-2026-03-26-114619-768x508.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-pantalla-2026-03-26-114619-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-pantalla-2026-03-26-114619-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-pantalla-2026-03-26-114619-48x32.png 48w" sizes="auto, (max-width: 883px) 90vw, 883px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup>Exemplo de jardins de chuva na cidade. Imagem: Prefeitura de São Paulo.</sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Duas escalas para um mesmo problema</strong></h2>



<p>A cidade opera em duas escalas simultâneas. A <strong>macrodrenagem </strong>compreende os grandes reservatórios — os piscinões — que absorvem a vazão dos rios Pinheiros, Tietê e Tamanduateí. São obras de engenharia pesada que exigem grandes investimentos.</p>



<p>A <strong>microdrenagem</strong>, por sua vez, atua na escala do bairro. Inclui a manutenção de bocas de lobo e galerias, além da instalação de jardins de chuva em calçadas, praças e canteiros. Cada uma dessas intervenções verdes permite que parte da água que escorre pela superfície se infiltre diretamente no solo, em vez de somar volume a uma rede que, com chuvas cada vez mais intensas, se satura com frequência.</p>



<p>Para dimensionar a relação entre as duas escalas: o maior sistema de jardins de chuva do Brasil —11 unidades conectadas que ocupam 2.300 metros quadrados em uma rua do centro— <a href="https://prefeitura.sp.gov.br/web/justica/w/noticias/291329" target="_blank" rel="noreferrer noopener">retém cerca de 5%</a> do que armazena o piscinão do Pacaembu, uma estrutura de concreto armado com capacidade para 74 mil metros cúbicos de água que foi durante anos a principal infraestrutura contra enchentes da região.</p>



<p>A diferença é que os jardins foram construídos quebrando asfalto e plantando vegetação, sem escavações profundas nem maquinário pesado. Ou seja, a um custo muito menor.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Copia-de-247107164_1071735986697730_1608614365116540437_n.jpg-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-9171" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Copia-de-247107164_1071735986697730_1608614365116540437_n.jpg-1024x683.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Copia-de-247107164_1071735986697730_1608614365116540437_n.jpg-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Copia-de-247107164_1071735986697730_1608614365116540437_n.jpg-768x512.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Copia-de-247107164_1071735986697730_1608614365116540437_n.jpg-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Copia-de-247107164_1071735986697730_1608614365116540437_n.jpg-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Copia-de-247107164_1071735986697730_1608614365116540437_n.jpg-48x32.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Copia-de-247107164_1071735986697730_1608614365116540437_n.jpg.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Exemplo de jardins de chuva na cidade. Imagem: Prefeitura de São Paulo.</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Resultados sob a chuva</strong></h2>



<p>Segundo a Secretaria das Subprefeituras,<strong> cada jardim de chuva retém até 30% do volume pluvial que cai no trecho específico onde está instalado.</strong> Em um trecho asfaltado convencional, esse índice é próximo de zero: a água escorre pela superfície sem se infiltrar.</p>



<p>Mas o impacto não se limita à quantidade de água gerenciada. <strong>Os jardins de chuva funcionam também como filtros naturais</strong>. Retêm sedimentos e poluentes urbanos antes que cheguem aos cursos d&#8217;água. Ao mesmo tempo, incorporam áreas verdes que melhoram o microclima, aumentam a biodiversidade e transformam a paisagem de ruas que antes eram superfícies cinzentas.</p>



<p><strong>Cecilia Herzog</strong>, paisagista urbana da PUC-Rio e referência em soluções baseadas na natureza no Brasil, <a href="https://ciclovivo.com.br/arq-urb/urbanismo/jardins-de-chuva-solucao-que-reduz-os-impactos-de-alagamentos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">defende</a> que os jardins de chuva bem planejados têm um papel educativo central. Em essência, ajudam a população a entender a necessidade de cidades mais permeáveis. </p>



<p>&#8220;É uma política pública completamente alinhada às diretrizes de resiliência climática&#8221;, afirma Cobra Arbex. Em 2022, o programa recebeu um Certificado de Mérito no <a href="https://ciclovivo.com.br/arq-urb/urbanismo/jardins-de-chuva-solucao-que-reduz-os-impactos-de-alagamentos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">World Green City Awards</a>, reconhecimento internacional que destacou seu potencial de replicabilidade para outras cidades.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20210105-WA0035.jpg.jpeg" alt="" class="wp-image-9172" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20210105-WA0035.jpg.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20210105-WA0035.jpg-300x225.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20210105-WA0035.jpg-768x576.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20210105-WA0035.jpg-24x18.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20210105-WA0035.jpg-36x27.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20210105-WA0035.jpg-48x36.jpeg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Exemplo de jardins de chuva na cidade. Imagem: Prefeitura de São Paulo.</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Manter o que foi construído</strong></h2>



<p>Em 2025, a Prefeitura iniciou a revitalização de jardins de chuva implantados em 2019. A decisão revelou algo que as cidades interessadas em replicar este modelo precisam considerar desde o início:<strong> sem manutenção regular, os jardins perdem funcionalidade.</strong></p>



<p>A rotina de cuidado exige remover detritos, controlar ervas espontâneas e renovar os plantios com espécies rústicas, de crescimento controlado e não invasoras. São Paulo capacitou as equipes de limpeza e varrição para essa tarefa. Além disso,<strong> cada jardim foi cadastrado em um sistema informatizado de zeladoria municipal.</strong> Esse registro permite calcular os ciclos de renovação de plantas, programar intervenções e gerar um histórico de cada unidade como patrimônio público.</p>



<p><strong>A comunidade também participa</strong>. &#8220;Com o entendimento do benefício que o jardim de chuva traz, os munícipes até colaboram no cuidado pós-obra para que não haja vandalismo&#8221;, explica Cobra Arbex.</p>



<p>Um exemplo concreto é o jardim ao lado do Edifício Copan, um dos ícones arquitetônicos de São Paulo. <strong>Fatima Freitas</strong>, moradora do edifício há quatro décadas, tornou-se cuidadora espontânea do espaço. &#8220;A água da chuva escorre direitinho, não empoça. Estamos cuidando, limpando, tirando papéis, plásticos que vão para o jardim. Sempre vejo pessoas ali admirando&#8221;, <a href="https://avidanocentro.com.br/cidades/gentileza-urbana-jardins-de-chuva/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">contou</a> Freitas ao site A Vida no Centro.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9173" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-1-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-1-1536x1024.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-1-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Sao-Paulo-1.jpg 1650w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup>Vista panorâmica da cidade de São Paulo. Imagem: Generation Voyage.</sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dengue: uma preocupação resolvida no projeto</strong></h2>



<p>Em uma cidade tropical, qualquer intervenção que acumule água gera uma pergunta previsível: será que favorece a proliferação do mosquito <em>Aedes aegypti</em>, vetor da dengue?</p>



<p>A resposta está nos parâmetros técnicos. &#8220;Um jardim de chuva eficiente precisa absorver a água em até dois dias após um evento de chuva,<strong> o que garante que as larvas do mosquito </strong><strong><em>Aedes aegypti</em></strong><strong> não encontrem condições ideais para eclosão</strong>, dado que o período mínimo para isso é de três dias&#8221;, detalha Cobra Arbex. Na prática, os índices de infiltração são adotados com base em valores conservadores e a própria formatação do jardim valoriza a percolação. <strong>A infiltração acontece muito antes do máximo previsto.</strong></p>



<p>À medida que as plantas se desenvolvem e o solo ganha estrutura, a capacidade de infiltração aumenta. A margem de segurança cresce com o tempo, em vez de diminuir. Um jardim de chuva maduro funciona melhor do que um recém-inaugurado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que uma cidade precisa para replicar este modelo</strong></h2>



<p>Os jardins de chuva não demandam condições excepcionais, mas sim um marco definido. A experiência de São Paulo permite identificar fatores concretos de transferibilidade.</p>



<p>O ponto de partida é uma demanda real: problemas frequentes de drenagem, alta taxa de impermeabilização do solo ou poluição difusa dos cursos d&#8217;água pelo escoamento pluvial. Soma-se a isso u<strong>m diagnóstico territorial que identifique onde convém instalar os jardins.</strong> São Paulo está cruzando seus mapas de macrodrenagem com a localização dos lençóis freáticos para determinar os pontos de maior eficiência.</p>



<p>&#8220;Com o aumento das intensidades de chuva, você tem tido mais casos de alagamentos, onde entram as microdrenagens&#8221;, aponta Cobra Arbex.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/242129065_1047592019112127_8294814359248753150_n.jpg-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-9174" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/242129065_1047592019112127_8294814359248753150_n.jpg-1024x1024.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/242129065_1047592019112127_8294814359248753150_n.jpg-300x300.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/242129065_1047592019112127_8294814359248753150_n.jpg-150x150.jpeg 150w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/242129065_1047592019112127_8294814359248753150_n.jpg-768x768.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/242129065_1047592019112127_8294814359248753150_n.jpg-24x24.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/242129065_1047592019112127_8294814359248753150_n.jpg-36x36.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/242129065_1047592019112127_8294814359248753150_n.jpg-48x48.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/242129065_1047592019112127_8294814359248753150_n.jpg.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Mais uma área da cidade transformada com um jardim de chuva. Imagem: Prefeitura de São Paulo.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<p>As soluções baseadas na natureza devem estar alinhadas às diretrizes do Plano Municipal de Drenagem Urbana, considerando aspectos técnicos, funcionais, estéticos e de acessibilidade. E é necessária capacidade operacional sustentada para a manutenção: <strong>São Paulo resolve isso por meio de empresas contratadas.</strong></p>



<p>O financiamento do programa vem do orçamento municipal. Não se registram, até o momento, mecanismos complementares de financiamento — um ponto que outras cidades deverão equacionar conforme sua própria estrutura fiscal e as oportunidades de cooperação disponíveis.</p>



<p>São Paulo já trabalha no passo seguinte. A Secretaria das Subprefeituras elabora um estudo que cruza os mapas de macrodrenagem com a localização dos lençóis freáticos para determinar em quais pontos os jardins de chuva oferecem maior eficiência.</p>



<p><strong>&#8220;O jardim de chuva tem um papel super importante&#8221;</strong>, resume Cobra Arbex. A meta é construir mil novas unidades e integrá-las a uma estratégia mais ampla que inclui bosques urbanos e arborização — intervenções que também ampliam a capacidade de absorção da água. O objetivo de fundo é o mesmo: que menos água corra pela superfície e mais se infiltre no solo.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta nota faz parte do Boletim Ideias &amp; Inspiração da Rede de Inovação Local (RIL), onde toda semana são destacados casos inovadores de diferentes temáticas em cidades do mundo todo. Gostaria de receber soluções locais como essa no seu e-mail? <a href="https://forms.gle/fPLL1AWabbE2JYnn7" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Inscreva-se</a> gratuitamente!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size"><em>Imagem de capa: ilustração de RIL e +COMUNIDAD.</em><br><br><strong><em>Redação +COMUNIDAD</em></strong></p>



<p><strong><em>Você pode ler este artigo em espanhol aqui:</em></strong></p>



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<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="kqj9WFRoyb"><a href="https://mascomunidad.org.ar/como-sao-paulo-usa-jardines-de-lluvia-para-complementar-sus-grandes-obras-de-drenaje/">Cómo São Paulo usa jardines de lluvia para complementar sus grandes obras de drenaje</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Cómo São Paulo usa jardines de lluvia para complementar sus grandes obras de drenaje&#8221; &#8212; +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/como-sao-paulo-usa-jardines-de-lluvia-para-complementar-sus-grandes-obras-de-drenaje/embed/#?secret=gej5Jgi9W8#?secret=kqj9WFRoyb" data-secret="kqj9WFRoyb" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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			</item>
		<item>
		<title>Faros del Conocimiento: 32 años acercando educación y tecnología a los barrios de Curitiba</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/faros-de-conocimiento-curitiba-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 19:13:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desarrollo Humano]]></category>
		<category><![CDATA[Educación]]></category>
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		<category><![CDATA[Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[soluciones]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Con una red de 32 bibliotecas y laboratorios maker distribuidos en barrios y plazas, Curitiba sostiene una política pública que supera las tres décadas. El modelo evolucionó de biblioteca barrial a espacio de robótica e impresión 3D sin perder su función original. Más de 141.000 estudiantes y 8.500 vecinos participaron de sus talleres desde 2017. La clave de su longevidad: institucionalización presupuestaria, pedagogía creativa y una respuesta concreta al problema del acceso desigual al conocimiento en los barrios más alejados del centro.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-d1f62b5be04cf7236e56d39d81c871f0" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Faros del Conocimiento</p>



<p>En los barrios más alejados del centro de Curitiba, una torre metálica de colores —amarillo, rojo y azul— rompe la monotonía del paisaje urbano. Inspirada en la experiencia del Faro de Alejandría, esa estructura es la puerta de entrada a un espacio donde estudiantes, familias y vecinos acceden de forma gratuita a propuestas educativas, culturales y tecnológicas.</p>



<p>Los Faros del Conocimiento (<a href="https://cidadeseducadoras.curitiba.pr.gov.br/farois-do-saber/?locale=es" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Faróis do Saber</em>)</a> nacieron en 1994 para ofrecer servicios de consulta, préstamo de libros, actividades culturales y formación. La mayoría está ubicada junto a escuelas municipales. &#8220;Fueron pensados para atender tanto al público escolar como a los residentes de los alrededores, fortaleciendo el vínculo entre la escuela y los barrios&#8221;, explica a +COMUNIDAD <strong>Tania Maria Severino</strong>, gerente de Bibliotecas y <em>Faróis do Saber</em> en Curitiba.</p>



<p>Lo que empezó como una red de bibliotecas barriales a inicios de los 90 se transformó, en tres décadas, en una política territorial de innovación educativa. Su capacidad de adaptación a los cambios tecnológicos y sociales explica, según Severino, por qué sigue vigente. Desde el año 2000, los espacios incorporaron computadoras y acceso gratuito a internet a través del programa &#8220;Digitando el Futuro&#8221;. Hoy combinan biblioteca, laboratorio de innovación y taller comunitario.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Un dispositivo híbrido: biblioteca, laboratorio y taller</strong></h2>



<p>En la actualidad, los 32 Faros del Conocimiento e Innovación están distribuidos en 9 centros regionales y dan servicio a ciudadanos de distintos barrios de la ciudad, con énfasis en los más alejados del centro. Sus talleres abordan robótica, programación, impresión 3D y diseño digital, y se articulan con los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS).</p>



<p>Según un <a href="https://bidce.org/es/experiencia/697" target="_blank" rel="noreferrer noopener">informe</a> del <strong>Banco Internacional de Ciudades Educadoras (BIDCE),</strong> actualizado en 2025, desde 2017 se realizaron más de 13.000 talleres con temas que van desde la animación cuadro a cuadro —técnica conocida como<em>Stop Motion</em>— hasta proyectos de ciencia, tecnología, ingeniería, arte y matemáticas (STEAM). En ese período participaron alrededor de 141.000 estudiantes de la red municipal y aproximadamente 8.500 personas de la comunidad —docentes, familias y vecinos.</p>



<p>El marco pedagógico que orienta las actividades se basa en los &#8220;<strong><em>4 Ps del Aprendizaje Creativo&#8221;</em></strong>: pasión, pares, proyectos y pensamiento lúdico (<em>pensar brincando</em>, en el original en portugués). Este enfoque, derivado del trabajo del <strong>MIT Media Lab</strong>, distingue al modelo de una propuesta de infraestructura tecnológica sin contenido pedagógico.</p>



<p>La gestión del sistema articula dos niveles. La Secretaría Municipal de Educación (<a href="https://r.search.yahoo.com/_ylt=AwrFZrc_3qZpFwIAfL.r9Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3Ny/RV=2/RE=1773753152/RO=10/RU=https%3a%2f%2feducacao.curitiba.pr.gov.br%2f/RK=2/RS=JlBWS8.FoJxJYlZE8s3e7eOnsLM-" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SME</a>) define las directrices pedagógicas, normativas y administrativas. Los equipos directivos de cada escuela —dirección, vicedirección y equipo pedagógico— asumen la gestión cotidiana, dado que los faros forman parte de la unidad educativa.</p>



<p>“Los faros se consolidaron como equipamientos culturales dentro de una política pública de la <a href="https://adm-biblioteca.curitiba.pr.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Red Municipal de Bibliotecas de Curitiba</strong></a>. (Su gestión)  se estructura a partir del entendimiento de que estos espacios son bibliotecas escolares integradas a la <a href="https://educacao.curitiba.pr.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Red Municipal de Enseñanza</strong></a> y vinculadas directamente a las unidades escolares donde están instalados”, profundiza Tania Maria Severino. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-1-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-9110" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-1-1024x768.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-1-300x225.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-1-768x576.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-1-1536x1151.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-1-2048x1535.jpg 2048w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-1-2000x1499.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-1-24x18.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-1-36x27.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-1-48x36.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Panorámica del Faro del Conocimiento. Imagen: Asociación Internacional de Ciudades Educadoras.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>De biblioteca a laboratorio: una evolución en tres actos</strong></h2>



<p>La historia de los faros no es la de una política que sobrevivió sin cambiar. Es la de una política que sobrevivió porque cambió, entienden en Curitiba.&nbsp;</p>



<p><strong>El primer acto arranca en 1994</strong>, durante la gestión del alcalde <strong>Rafael Greca de Macedo</strong>, en un momento en que Curitiba se consolidaba como referencia en planificación urbana integrada. Los faros se instalaron junto a escuelas municipales y plazas con un mandato simple: ofrecer consulta de acervo, préstamo de libros y actividades culturales a los vecinos del entorno, tanto escolares como adultos de la comunidad.</p>



<p><strong>El segundo acto comienza en 2000</strong>, cuando los espacios incorporaron computadoras y acceso gratuito a internet a través del programa &#8220;Digitando o Futuro&#8221;. Fue una respuesta directa a la brecha digital que empezaba a definir nuevas formas de exclusión. En 2013, un proceso de revitalización actualizó infraestructura, acervos y formas de uso.</p>



<p><strong>El tercer acto llegó en 2017 y fue el más radical.</strong> Parte del espacio físico de los faros se reconvirtióen <strong><em>&nbsp;espacios maker, dando origen al Farol do Saber e Inovação.</em></strong> La biblioteca, por su parte, se amplió. Al préstamo de libros se sumaron robótica educacional, programación, modelado e impresión 3D, prototipado electrónico y producción de medios. &#8220;La cultura digital no sustituye al libro, sino que lo amplía&#8221;, sintetiza Tania Maria Severino, gerente de Bibliotecas y Faróis do Saber de la Secretaría Municipal de Educación.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Integrar la cultura digital, el desafío de Faros del Conocimiento</strong></h2>



<p>Incorporar tecnología a espacios concebidos originalmente como bibliotecas exigió superar resistencias técnicas, estructurales y culturales. <strong>Julia Padeski Rodoniski</strong>, gestora del Proyecto de Robótica de Alto Rendimiento de Curitiba, detalla a +COMUNIDAD dos niveles de resistencia.&nbsp;</p>



<p>El técnico fue el más visible: adecuación de infraestructura física y eléctrica, ampliación de conectividad, adquisición y mantenimiento de equipos, actualización permanente de recursos digitales. Gestionar el uso simultáneo de los espacios por el público escolar y la comunidad exigió construir protocolos específicos.</p>



<p>El cambio cultural fue, quizás, el más profundo. &#8220;La biblioteca estaba asociada al silencio, a la lectura individual y a la consulta del acervo&#8221;, describe Padeski Rodoniski. Resignificar ese rol requirió un proceso gradual de sensibilización y formación continua que permitió construir nuevas prácticas, integrando lectura, cultura digital, experimentación y producción del conocimiento.</p>



<p>Tania Maria Severino destaca que, no obstante,<strong> todas las escuelas de la Red Municipal de Curitiba ponen a disposición de sus estudiantes acceso a libros y computadoras</strong>, con bibliotecas escolares implantadas en casi todas las unidades y espacios maker constituidos. Por lo tanto –remarcan en la Prefeitura–, los faros no sustituyen ni suplen una ausencia, sino que enriquecen prácticas ya existentes en la red de forma equitativa, aun sin la presencia física del faro en todas las instituciones que conforman la red municipal.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="486" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-3-1024x486.jpg" alt="" class="wp-image-9111" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-3-1024x486.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-3-300x142.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-3-768x365.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-3-1536x729.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-3-2048x972.jpg 2048w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-3-2000x949.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-3-24x11.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-3-36x17.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-3-48x23.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Espacio Maker. Imagen:  Asociación Internacional de Ciudades Educadoras.</sup></em></figcaption></figure>
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<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="461" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-2-1024x461.jpg" alt="" class="wp-image-9112" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-2-1024x461.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-2-300x135.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-2-768x346.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-2-1536x691.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-2-24x11.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-2-36x16.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-2-48x22.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Espacio Maker. Imagen:  Asociación Internacional de Ciudades Educadoras.</sup></em></figcaption></figure>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Faros móviles para llegar a toda la red</strong></h2>



<p>Las restricciones estructurales, logísticas y financieras impedían que el modelo alcanzara el 100% de las escuelas municipales. <strong>La respuesta fue crear los Faros del Conocimiento e Innovación Móviles</strong>: ambientes itinerantes de aprendizaje colaborativo que llevan los recursos tecnológicos y creativos a escuelas, Centros Municipales de Educación Infantil (CMEIs), Centros de Educación Especial (CMAEEs) y espacios de formación docente.</p>



<p>Severino y Padeski Rodoniski explican que, más que un mobiliario equipado con recursos tecnológicos y materiales de artesanía, los faros móviles se configuran como ambientes itinerantes de aprendizaje colaborativo. Esto permitió –afirman– promover la equidad en el acceso y la democratización de las oportunidades educativas.</p>



<p>De esa forma, la iniciativa de los Faros del Conocimiento <strong>evolucionó de forma continua y significativa</strong>, y acompañó las transformaciones sociales, culturales y tecnológicas de la sociedad. Un ejemplo de eso es que, a partir del año 2000, los espacios comenzaron a incorporar computadoras y acceso gratuito a Internet a través del <strong>Programa &#8220;Digitando el Futuro&#8221;</strong>, fortaleciendo las acciones de inclusión digital y democratización de la información para estudiantes, docentes y la comunidad.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="694" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimimiento-4-1024x694.jpg" alt="" class="wp-image-9113" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimimiento-4-1024x694.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimimiento-4-300x203.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimimiento-4-768x520.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimimiento-4-1536x1041.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimimiento-4-2048x1387.jpg 2048w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimimiento-4-2000x1355.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimimiento-4-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimimiento-4-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimimiento-4-48x33.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Niño interactúa en el Espacio Maker. Imagen:  Asociación Internacional de Ciudades Educadoras.</sup></em></figcaption></figure>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sostenibilidad: por qué esta política sobrevivió a seis gestiones municipales</strong></h2>



<p>La pregunta más relevante de esta historia no es qué hacen los faros, sino cómo lograron sostenerse durante treinta años en un contexto regional donde gran parte de las políticas públicas municipales no supera el cambio de gestión.</p>



<p>La respuesta tiene dos componentes estructurales. El primero es la institucionalización: los faros están incorporados a la Secretaría Municipal de Educación con presupuesto propio, normativas específicas y articulación directa con las escuelas. Eso los protege de la discrecionalidad política.&nbsp;</p>



<p>El segundo es el <a href="https://educacao.curitiba.pr.gov.br/conteudo/programa-fundo-rotativo/7460" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa Fondo Rotativo</a>, que descentraliza la gestión de recursos para mantenimiento y materiales, evitando la dependencia de decisiones centralizadas para el funcionamiento cotidiano.</p>



<p>A eso se suma, según Padeski Rodoniski, la capacidad de construir redes colaborativas con universidades, organizaciones de la sociedad civil y actores del ecosistema de innovación, lo que amplió las fuentes de soporte técnico más allá del presupuesto municipal.</p>



<p>La validación externa llegó también desde fuera del sistema municipal. En 2018, el proyecto fue seleccionado entre 213 propuestas presentadas al <a href="https://www.media.mit.edu/posts/resultado-do-desafio-aprendizagem-criativa-brasil-2018/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Desafio Aprendizagem Criativa</em></a>, convocatoria impulsada por la Fundación Lemann y el MIT Media Lab: fue uno de los ocho proyectos elegidos a nivel nacional y el único de la región sur de Brasil. La distinción implicó acceso a mentorías, apoyo técnico y vinculación directa con el programa del laboratorio del MIT.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy"  id="_ytid_95455"  width="787" height="442"  data-origwidth="787" data-origheight="442" src="https://www.youtube.com/embed/DvzltdukdRM?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;" class="__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload" title="YouTube player"  allow="fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen data-no-lazy="1" data-skipgform_ajax_framebjll=""></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Impacto y límites del modelo</strong></h2>



<p>Desde 2017 alrededor de los Faros del Conocimiento e Innovación <strong>se realizaron más de 13.000 talleres, participaron más de 141.000 estudiantes y 8.500 personas de la comunidad</strong>.&nbsp;</p>



<p>El programa mide su impacto a través de indicadores cuantitativos y cualitativos: frecuencia de participación en actividades, desarrollo de competencias cognitivas y socioemocionales, registros pedagógicos de los docentes mediadores y portafolios de proyectos estudiantiles.</p>



<p>El grado de integración de los faros en el Proyecto Político-Pedagógico (PPP) de cada escuela funciona como indicador cualitativo central: las escuelas que incorporan la biblioteca como espacio pedagógico estructurante tienden a desarrollar prácticas de enseñanza más diversificadas, destacan las funcionarias.&nbsp;</p>



<p>Sin embargo, aún no se&nbsp; reportan públicamente datos consolidados sobre impacto en el desempeño escolar formal —tasas de mejora en comprensión lectora, porcentaje de escuelas con el faro integrado al PPP, o uso mensual promedio de los espacios.&nbsp;</p>



<p>Las funcionarias Severino y Padeski Rodoniski afirman que estos datos se complementan con relatos evaluativos, portafolios de proyectos, autoevaluaciones de estudiantes, devoluciones de las escuelas y observaciones prácticas en cada espacio. “Esto permite identificar contribuciones directas en el proceso de aprendizaje, en el fortalecimiento de las habilidades previstas en el currículo y en la mejora del desempeño escolar formal”, explican.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="974" height="628" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-5.png" alt="" class="wp-image-9114" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-5.png 974w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-5-300x193.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-5-768x495.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-5-24x15.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-5-36x23.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/Faros-del-Conocimiento-5-48x31.png 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Laboratorio Pedagógico de Inovación (Lapi).  Imagen: </sup></em><a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/pela-segunda-vez-inovacao-na-educacao-de-curitiba-e-destaque/54908" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><sup><em>Daniel Castellano/SMCS</em></sup></a><em><sup>.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aprendizajes para otras ciudades</strong></h2>



<p>Consultadas sobre las lecciones que pueden tomar otras ciudades de Brasil y del resto de América Latina, las especialistas expresan que el principal aprendizaje es que “los proyectos de democratización tecnológica perduran cuando están cimentados en procesos continuos de formación, actualización pedagógica, flexibilidad metodológica y escucha permanente de las demandas sociales”.&nbsp;</p>



<p>Tania María Severino resume que en todos estos años lograron consolidar lecciones fundamentales:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>La tecnología por sí sola no transforma la educación. </strong>El impacto real sólo se produce cuando los recursos digitales están articulados a un proyecto pedagógico consistente, mediado por profesionales calificados (agentes de lectura y educadores).</li>



<li><strong>Flexibilidad y actualización permanente. </strong>Los proyectos de democratización tecnológica deben ser procesos en constante evolución, capaces de incorporar nuevos lenguajes y medios.</li>



<li><strong>Integración entre lectura, tecnología y cultura. </strong>La trayectoria de los faros demuestra que la cultura digital no sustituye al libro, sino que lo amplía. El fortalecimiento de la lectura es la condición básica para que el uso de las tecnologías sea crítico y emancipador.</li>



<li><strong>Arraigo institucional. </strong>La longevidad de los faros está asociada a su incorporación en la estructura de la Secretaría Municipal de Educación, con presupuesto y normativas propias.</li>



<li><strong>Territorios de convivencia y equidad. </strong>La  democratización tecnológica sólo se sostiene cuando responde a las necesidades reales de la comunidad y promueve el acceso calificado al conocimiento.</li>
</ul>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Turismo preditivo: como Florianópolis toma decisões estratégicas com dados e IA</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/florianopolis-brasil-turismo-dados-ia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 15:15:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Servicios Públicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Florianópolis, no Brasil, construiu um ecossistema que vincula segurança, infraestrutura e promoção mediante o uso de IA e Internet das Coisas (IoT). Com uma Central de Inteligência Turística (CIT), a administração consegue antecipar comportamentos do visitante e otimizar serviços públicos baseando-se em evidências técnicas e coordenação intersetorial.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-d713765aa53e471f7f38abce60cd3601" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Florianópolis</p>



<p>A gestão turística nas cidades depende, em grande medida, da capacidade de produzir e analisar informações. Contar com dados oportunos permite melhorar a experiência no território e responder com maior precisão a demandas e imprevistos. Na América Latina, cada vez mais destinos incorporam ferramentas tecnológicas para monitorar a atividade, antecipar cenários e ajustar serviços em tempo real.</p>



<p>Em <strong>Florianópolis</strong> (Santa Catarina, Brasil), esse processo partiu de uma pergunta concreta:<strong> como transformar a informação dispersa em uma ferramenta de planejamento? </strong>O desafio combinava a incorporação de tecnologia com a integração de dados em diversas áreas municipais, de modo que segurança, saúde, mobilidade e promoção turística trabalhassem sobre uma mesma base de evidências.</p>



<p>A cidade começou a consolidar essa cultura a partir de seus cinco<strong>Centros de Atendimento ao Turista (</strong><a href="https://www.prefeituradeflorianopolis.org/centro-de-atendimento-ao-turista-em-florianpolis/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>CATs</strong></a><strong>).</strong> Neles, foram implementados mecanismos analógicos e digitais para levantar o perfil de quem visita a ilha, sua origem, motivações e tempos de permanência. Esse primeiro nível de sistematização abriu as portas para uma etapa posterior: <strong>escalar a análise e cruzá-la com variáveis críticas como balneabilidade, fluxo aéreo e capacidade de resposta dos serviços públicos.</strong></p>



<p>Para compreender como se consolidou essa estratégia baseada em cultura de dados, +COMUNIDAD conversou com <strong>Ana Paula Reusing Pacheco</strong>, da Subsecretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Florianópolis; <strong>Renê Ernesto Meneses Nunes</strong>, subsecretário de Turismo; e <strong>Patrícia Mattos de Barros Schiavoni</strong>, diretora de Planejamento e Desenvolvimento Turístico.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um ecossistema de monitoramento inteligente</strong></h2>



<p>A <strong>Prefeitura de Florianópolis</strong> implementou um sistema de<strong>Inteligência Artificial (IA)</strong> e <strong>Internet das Coisas (IoT) </strong>por meio da plataforma<strong>Smart Tour</strong>, que permite monitorar as atrações da ilha, rastrear o fluxo de visitantes e os padrões de visitas em tempo real. Ana Paula Reusing Pacheco explica que, para institucionalizar esse processo, em novembro de 2025 foi inaugurado o <strong>Centro de Inteligência Turística (</strong><a href="https://www.instagram.com/citfloripa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>CIT</strong></a><strong>)</strong>, fruto de uma parceria entre o município e o<strong>Instituto Federal de Santa Catarina (</strong><a href="https://r.search.yahoo.com/_ylt=AwrE.4K6p6BpGAIATEqr9Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3Ny/RV=2/RE=1773345978/RO=10/RU=https%3a%2f%2fwww.ifsc.edu.br%2f/RK=2/RS=EJVQpYpn77sH1qzbOi5umiVXXC4-" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>IFSC</strong></a><strong>).</strong></p>



<p>“Este Centro é responsável por alimentar o ecossistema municipal com dados técnicos sobre segurança pública, balneabilidade e fluxo em unidades de saúde, garantindo que a tomada de decisões públicas se baseie em evidências concretas”, acrescenta a funcionária.</p>



<p>Nesse contexto, o CIT sistematiza e disponibiliza informações vinculadas a:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fluxo aéreo e sazonalidade.</li>



<li>Perfil do turista de verão.</li>



<li>Panorama do calendário de eventos.</li>



<li>Relação entre turismo e resíduos sólidos urbanos.</li>



<li>Mapeamento e análise de atrativos turísticos.</li>



<li>Mapeamento e capacidade de espaços para eventos.</li>



<li>Impactos do turismo nas condições de vida e moradia.</li>



<li>Ciclomobilidade como alternativa para a mobilidade urbana e turística.</li>



<li>Reputação on-line dos principais atrativos.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-9085" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1024x768.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-300x225.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-768x576.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1536x1152.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-24x18.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-36x27.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-48x36.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Centro de Inteligência Turística. Foto: Prefeitura de Florianópolis</em></sup></figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-9086" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1-1024x768.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1-300x225.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1-768x576.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1-1536x1152.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1-24x18.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1-36x27.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1-48x36.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Centro de Inteligência Turística. Foto: Prefeitura de Florianópolis</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>IA aplicada: itinerários preditivos e segurança urbana</strong></h2>



<p>A estratégia de Florianópolis organiza o uso da inteligência artificial em dois níveis vinculados à gestão pública e à experiência do visitante.</p>



<p>O primeiro orienta-se a quem percorre a cidade. O novo <a href="http://www.floripa.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Portal de Turismo</a> <strong>incorpora o chatbot “Estimada”</strong>, que processa o perfil de cada usuário e o cruza com dados de infraestrutura e contexto. A partir dessa análise, sugere itinerários preditivos e recomenda locais com menor nível de congestionamento, considerando variáveis como o clima e a ocupação dos espaços. Desse modo, contribui para distribuir melhor os fluxos no território.</p>



<p>O segundo nível foca na segurança urbana. No <a href="https://redeinovacao.floripa.br/living-lab/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Living Lab 5G</em></a>, localizado no Centro-Leste, o sistema <em>Icetana AI</em> utiliza algoritmos baseados em detecção de anomalias. A ferramenta aprende os padrões habituais de movimento e detecta em tempo real comportamentos incomuns, como aglomerações inesperadas ou deslocamentos suspeitos. Esta automação permite que os operadores concentrem sua atenção em situações que exigem intervenção humana e melhora a precisão do monitoramento.</p>



<p>A integração dessas soluções respalda decisões operativas com maior sustentação técnica:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ajuste de serviços e promoção baseada em evidências:</strong> A análise de dados aeroportuários permitiu detectar uma mudança significativa no perfil do visitante: o turismo internacional passou de 1,5% em 2021 para cerca de 20% em 2024. Essa descoberta acionou decisões imediatas. O município reforçou o atendimento bilíngue nos Centros de Atendimento ao Turista (CATs) e priorizou o mercado europeu após a abertura da rota direta de Lisboa. A informação também orientou ações de promoção e capacitação específicas para atender melhor a esse novo perfil internacional.</li>



<li><strong>Eficiência na promoção:</strong> A análise de informações permitiu identificar mercados emissores prioritários e orientar ações de treinamento específicas.</li>



<li><strong>Agilidade na gestão de demandas:</strong> Por meio da plataforma <em>Colab</em>, residentes e turistas reportam problemas urbanos de maneira direta, o que acelera a resposta do governo local.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="697" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1024x697.png" alt="" class="wp-image-9088" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1024x697.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-300x204.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-768x523.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-36x25.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-48x33.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image.png 1247w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
</div>


<p><em><sup>Perfil da Estimada no WhatsApp. Foto: Prefeitura de Florianópolis</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Articulação para fortalecer a inovação e o turismo</strong></h2>



<p>A integração entre tecnologia, dados e gestão turística apoia-se em um esquema de articulação institucional. Consultada sobre esse processo, Reusing Pacheco explica: “Atua na convergência estratégica entre ambos os pilares, consolidando Florianópolis como um hub de inovação aplicada”. E completa: “Esta articulação se materializa por meio do Programa de Incentivo à Inovação (<a href="https://r.search.yahoo.com/_ylt=Awrjh6Oba5hp7gIAFH2r9Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3Ny/RV=2/RE=1772806299/RO=10/RU=https%3a%2f%2fpii.pmf.sc.gov.br%2f/RK=2/RS=k9ewW_MND9YtVtMCVT2Ap_mdGmE-" target="_blank" rel="noreferrer noopener">PII</a>), desenvolvido desde 2018, que funciona como motor para soluções tecnológicas voltadas aos desafios da cidade”.</p>



<p>O enfoque também se reflete no <strong>Plano Estratégico de Turismo</strong>. Nele, a inovação e o acompanhamento de GovTechs são incorporados como ferramentas para monitorar fluxos em tempo real, promover ativos naturais em ambientes digitais e reduzir a sazonalidade. Ao mesmo tempo, fortalece-se o turismo de negócios e eventos mediante infraestrutura tecnológica específica. Renê Ernesto Meneses Nunes e Patrícia Mattos de Barros Schiavoni sinalizam que a coordenação entre subsecretarias se aprofundou após a adesão de Florianópolis à<strong>Rede Brasileira de Destinos Turísticos Inteligentes (</strong><a href="https://r.search.yahoo.com/_ylt=AwrE_V1bbJhpBAIA9aur9Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzIEdnRpZAMEc2VjA3Ny/RV=2/RE=1772806492/RO=10/RU=https%3a%2f%2fwww.gov.br%2fturismo%2fpt-br%2fcentrais-de-conteudo-%2fpublicacoes%2fdestinos-turisticos-inteligentes-dti/RK=2/RS=Qz273dQAEwDvMnvrm_5.VEhJJ.Y-" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Rede DTI</strong></a><strong>) do Ministério do Turismo.</strong></p>



<p>Quanto ao vínculo com startups locais como a <em>Smart Tour</em>, Reusing Pacheco sustenta que o município assume o papel de “orquestrador do ecossistema” por meio de instrumentos de governança e financiamento. “Como presidente do Conselho Municipal de Inovação (CMI), lidera a destinação de recursos do Fundo Municipal de Inovação (FMI) para projetos como o <a href="https://redeinovacao.floripa.br/living-lab/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Living Lab</a>, que permite às startups testar e validar tecnologias em ambientes reais”, exemplifica.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="472" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1.png" alt="" class="wp-image-9089" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1.png 950w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1-300x149.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1-768x382.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1-24x12.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1-36x18.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-1-48x24.png 48w" sizes="auto, (max-width: 950px) 90vw, 950px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup><sub>Sistema de videomonitoramento inteligente com IA da Icetana identifica em tempo real uma pessoa invadindo o perímetro demarcado pela Guarda Municipal. Foto: Icetana</sub></sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Instrumentos para impulsionar soluções inovadoras</strong></h2>



<p>A relação com as startups apoia-se em mecanismos específicos de incentivo e contratação. Por meio do Programa de Incentivo à Inovação (PII), o município destina recursos provenientes de incentivos fiscais a projetos setoriais vinculados aos desafios locais.</p>



<p>O uso do <strong>Contrato Público de Soluções Inovadoras (CPSI)</strong> reforça esse esquema ao posicionar a instituição como “primeiro cliente” das GovTechs locais. Esta ferramenta habilita a contratação direta de desenvolvimentos tecnológicos e facilita sua validação em ambientes reais, reduzindo as limitações dos processos tradicionais de licitação.</p>



<p>Sobre as decisões públicas que se apoiaram no uso de dados, IA ou tecnologias digitais no âmbito do turismo, Meneses Nunes e Mattos de Barros Schiavoni explicam que, <strong>no âmbito operacional</strong>, utilizam as informações coletadas dos CATs. “Por meio de formulários acessíveis via QR Codes em três idiomas (português, inglês e espanhol), para compreender o perfil, origem, tempo de permanência e motivação da viagem. Esses dados nos ajudam a ajustar os horários de atendimento, reforçar as equipes em períodos de maior afluência e orientar melhor nossa comunicação”, acrescentam.</p>



<p><strong>No âmbito estratégico</strong>, os dados consolidados orientam decisões como a priorização de mercados emissores, a definição de campanhas promocionais, a estruturação de novos produtos turísticos e o planejamento de eventos para reduzir a sazonalidade.</p>



<p>Um exemplo concreto foi a identificação do aumento do público europeu após a consolidação da rota direta da TAP Air Portugal, que conecta Lisboa a Florianópolis. A partir desses dados, intensificaram-se as ações de promoção, capacitação e relações para atender melhor a esse perfil internacional.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-9087" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2-1024x682.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2-768x512.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2-1536x1023.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2-48x32.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/03/image-2.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
</div>


<p><em><sup>Flyers y tarjetas turísticas de la ciudad. Imagen: Prefeitura de Florianópolis.</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafios, aprendizados e transferibilidade do modelo</strong></h2>



<p>Em Florianópolis, a transformação digital estruturou-se como um processo centrado no método e na governança. Os gestores do setor identificam como principal desafio a passagem de “grandes volumes de dados” para “decisões ágeis”. Este processo exige integrar bases de dados, padronizar indicadores e contar com capacidade técnica para análise contínua. Também exige consolidar uma cultura organizacional voltada ao uso sistemático de informações.</p>



<p>Entre os aprendizados destacados pela equipe, ressalta-se que “a tecnologia deve ser um meio para melhorar a qualidade de vida; por isso, a cidade aposta em uma gestão 100% digital e na desburocratização”. Na mesma linha, Ana Paula Reusing Pacheco sustenta que <strong>“a transformação começa pela governança e pelo planejamento, não pela tecnologia de forma isolada”</strong>.</p>



<p>Renê Ernesto Meneses Nunes e Patrícia Mattos de Barros Schiavoni enumeram três aspectos centrais do processo:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>A adesão à Rede DTI trouxe método, diagnóstico e plano de ação.</li>



<li>A criação de uma Central de Inteligência permitiu organizar e hierarquizar os dados.</li>



<li>A articulação com a academia, o setor privado e diferentes áreas da administração pública alinhou a inovação com as prioridades da política pública.</li>
</ol>



<p><strong>Para cidades que dispõem de infraestrutura tecnológica, mas ainda enfrentam dificuldades para converter informação em decisões, os especialistas sublinham a importância da governança e do método</strong>. “O passo fundamental é a integração dos dados nos instrumentos de planejamento. Quando a informação se torna a referência para o orçamento e as metas, a hierarquização ocorre naturalmente em função do que gera mais valor para o cidadão e para o turista”, explicam.</p>



<p>Também sinalizam que a definição prévia das decisões estratégicas que devem ser orientadas por dados evita a dispersão de informações. “A tecnologia é apenas um instrumento; o diferencial reside na capacidade institucional de utilizá-la de forma integrada”, concluem.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta nota faz parte do Boletim Ideias &amp; Inspiração da Rede de Inovação Local (RIL), onde mensalmente destacam-se casos inovadores de diferentes temáticas em cidades de todo o mundo. Gostaria de receber soluções locais como as desta nota em seu e-mail? Você pode se <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener">inscrever</a> gratuitamente!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size"><em>Imagem de capa: Ilustração de RIL e +COMUNIDADE.</em></p>



<p><strong><em>Puedes leer este artículo en español aquí:</em></strong></p>



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			</item>
		<item>
		<title>Turismo predictivo: cómo Florianópolis toma decisiones estratégicas con datos e IA</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/florianopolis-brasil-turismo-datos-ia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Servicios Públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Transformación Digital]]></category>
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		<category><![CDATA[Turismo predictivo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mascomunidad.org.ar/?p=9060</guid>

					<description><![CDATA[<p>Florianópolis, en Brasil, construyó un ecosistema que vincula seguridad, infraestructura y promoción mediante el uso de IA e Internet de las Cosas (IoT). A través de una Central de Inteligencia Turística (CIT), la administración logra anticipar comportamientos del visitante y optimizar servicios públicos basándose en evidencia técnica y coordinación intersectorial.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-c4324382cc83b5ff3826e4a97e3315c0" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Turismo Predictivo</p>



<p>La gestión turística en las ciudades depende, en gran medida, de la capacidad para producir y analizar información. Contar con datos oportunos permite mejorar la experiencia en el territorio y responder con mayor precisión ante demandas e imprevistos. En América Latina, cada vez más destinos incorporan herramientas tecnológicas para monitorear la actividad, anticipar escenarios y ajustar servicios en tiempo real.</p>



<p>En <strong>Florianópolis </strong>(Santa Catarina, Brasil), ese proceso partió de una pregunta concreta: <strong>cómo transformar la información dispersa en una herramienta de planificación</strong>. El desafío combinaba la incorporación de tecnología con la integración de datos en las distintas áreas municipales, de modo que seguridad, salud, movilidad y promoción turística trabajaran sobre una misma base de evidencia.</p>



<p>La ciudad comenzó a consolidar esta cultura a partir de sus cinco <strong>Centros de Atención al Turista (</strong><a href="https://www.prefeituradeflorianopolis.org/centro-de-atendimento-ao-turista-em-florianpolis/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>CATs</strong></a><strong>).</strong> Allí se implementaron mecanismos analógicos y digitales para relevar el perfil de quienes visitan la isla, su origen, motivaciones y tiempos de estadía. Ese primer nivel de sistematización abrió la puerta a una etapa posterior:<strong>escalar el análisis y cruzarlo con variables críticas como balneabilidad, flujo aéreo y capacidad de respuesta de los servicios públicos.</strong></p>



<p>Para comprender cómo se consolidó esta estrategia basada en cultura de datos, +COMUNIDAD conversó con <strong>Ana Paula Reusing Pacheco</strong>, de la Subsecretaría de Ciencia, Tecnología e Innovación de Florianópolis; <strong>Renê Ernesto Meneses Nunes</strong>, subsecretário de Turismo; y <strong>Patrícia Mattos de Barros Schiavoni</strong>, directora de Planeamiento y Desarrollo Turístico.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Un ecosistema de monitoreo inteligente</strong></h2>



<p>La <strong>Prefectura de Florianópolis</strong> implementó un sistema de <strong>Inteligencia Artificial (IA)</strong> e <strong>Internet de las Cosas (IoT)</strong> a través de la plataforma <strong>Smart Tour</strong>, que permite monitorear las atracciones de la isla, rastrear el flujo de visitantes y los patrones de visitas en tiempo real. Ana Paula Reusing Pacheco explica que, para institucionalizar este proceso, en noviembre de 2025 se inauguró el <strong>Centro de Inteligencia Turística </strong>(<a href="https://www.instagram.com/citfloripa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CIT</a>), frutode una alianza entre el municipio y el Instituto Federal de Santa Catarina (<a href="https://r.search.yahoo.com/_ylt=AwrE.4K6p6BpGAIATEqr9Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3Ny/RV=2/RE=1773345978/RO=10/RU=https%3a%2f%2fwww.ifsc.edu.br%2f/RK=2/RS=EJVQpYpn77sH1qzbOi5umiVXXC4-" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IFSC</a>).</p>



<p>“Este Centro es responsable de alimentar el ecosistema municipal con datos técnicos sobre seguridad pública, balneabilidad y flujo en unidades de salud, garantizando que la toma de decisiones públicas se base en evidencias concretas”, agrega la funcionaria.&nbsp;</p>



<p>En ese marco, el CIT sistematiza y pone a disposición información vinculada a:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Flujo aéreo y estacionalidad</li>



<li>Perfil del turista de verano</li>



<li>Panorama del calendario de eventos</li>



<li>Relación entre turismo y residuos sólidos urbanos</li>



<li>Mapeo y análisis de atractivos turísticos</li>



<li>Mapeo y capacidad de espacios para eventos</li>



<li>Impactos del turismo en las condiciones de vida y vivienda</li>



<li>Ciclo Movilidad como alternativa para la movilidad urbana y turística</li>



<li>Reputación online de los principales atractivos.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.40-AM-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-9062" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.40-AM-1024x768.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.40-AM-300x225.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.40-AM-768x576.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.40-AM-1536x1152.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.40-AM-2048x1536.jpeg 2048w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.40-AM-2000x1500.jpeg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.40-AM-24x18.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.40-AM-36x27.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.40-AM-48x36.jpeg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Centro de Turismo Inteligencia. Imagen: Prefeitura de Florianópolis.</sup></em></figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.41-AM-1-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-9063" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.41-AM-1-1024x768.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.41-AM-1-300x225.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.41-AM-1-768x576.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.41-AM-1-1536x1152.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.41-AM-1-24x18.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.41-AM-1-36x27.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.41-AM-1-48x36.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-23-at-11.14.41-AM-1.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Centro de Turismo Inteligencia. Imagen: Prefeitura de Florianópolis.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>IA aplicada: itinerarios predictivos y seguridad urbana</strong></h2>



<p>La estrategia de Florianópolis organiza el uso de la inteligencia artificial en dos niveles vinculados a la gestión pública y a la experiencia del visitante.</p>



<p>El primero se orienta a quienes recorren la ciudad. El nuevo <a href="http://www.floripa.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Portal de Turismo </a><strong>incorpora el chatbot “Estimada”</strong>, que procesa el perfil de cada usuario y lo cruza con datos de infraestructura y contexto. A partir de ese análisis, sugiere itinerarios predictivos y recomienda lugares con menor nivel de congestión, considerando variables como el clima y la ocupación de los espacios. De este modo, contribuye a distribuir mejor los flujos en el territorio.</p>



<p>El segundo nivel se enfoca en la seguridad urbana. En el <a href="https://redeinovacao.floripa.br/living-lab/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Living Lab 5G</a>, ubicado en el Centro-Este, el sistema Icetana AI utiliza algoritmos basados en detección de anomalías. La herramienta aprende los patrones habituales de movimiento y detecta en tiempo real comportamientos inusuales, como aglomeraciones inesperadas o desplazamientos sospechosos. Esta automatización permite que los operadores concentren su atención en situaciones que requieren intervención humana y mejora la precisión del monitoreo.</p>



<p>La integración de estas soluciones respalda decisiones operativas con mayor sustento técnico:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ajuste de servicios.</strong> El cruce de datos aeroportuarios mostró que el turismo internacional pasó del 1,5 % en 2021 a cerca del 20 % en 2024. A partir de ese cambio, se reforzó la atención bilingüe en los CATs.</li>



<li><strong>Eficiencia en la promoción.</strong> El análisis de información permitió identificar mercados emisores prioritarios, entre ellos el europeo tras la apertura de rutas directas desde Lisboa, y orientar acciones de capacitación específicas.</li>



<li><strong>Agilidad en la gestión de demandas.</strong> A través de la plataforma Colab, residentes y turistas reportan problemas urbanos de manera directa, lo que acelera la respuesta del gobierno local.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="697" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114751-1024x697.png" alt="" class="wp-image-9064" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114751-1024x697.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114751-300x204.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114751-768x523.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114751-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114751-36x25.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114751-48x33.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114751.png 1247w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Perfil de Estimada en WhatsApp. Imagen: Prefeitura de Florianópolis.</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Articulación para fortalecer la innovación y el turismo predictivo</strong></h2>



<p>La integración entre tecnología, datos y gestión turística se apoya en un esquema de articulación institucional. Consultada sobre ese proceso, Reusing Pacheco explica: “Actúa en la convergencia estratégica entre ambos pilares, consolidando a Florianópolis como un hub de innovación aplicada”. Y agrega: “Esta articulación se materializa a través del Programa de Incentivo a la Innovación (<a href="https://r.search.yahoo.com/_ylt=Awrjh6Oba5hp7gIAFH2r9Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3Ny/RV=2/RE=1772806299/RO=10/RU=https%3a%2f%2fpii.pmf.sc.gov.br%2f/RK=2/RS=k9ewW_MND9YtVtMCVT2Ap_mdGmE-" target="_blank" rel="noreferrer noopener">PII</a>), desarrollado desde 2018, que funciona como motor para soluciones tecnológicas orientadas a los desafíos de la ciudad”.</p>



<p>El enfoque también se refleja en el<strong>Plan Estratégico de Turismo.</strong> Allí, la innovación y el acompañamiento a GovTechs se incorporan como herramientas para monitorear flujos en tiempo real, promover activos naturales en entornos digitales y reducir la estacionalidad. A la vez, se fortalece el turismo de negocios y eventos mediante infraestructura tecnológica específica. Renê Ernesto Meneses Nunes y Patrícia Mattos de Barros Schiavoni señalan que la coordinación entre subsecretarías se profundizó tras la adhesión de Florianópolis a la<strong>Red Brasileña de Destinos Turísticos Inteligentes (</strong><a href="https://r.search.yahoo.com/_ylt=AwrE_V1bbJhpBAIA9aur9Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzIEdnRpZAMEc2VjA3Ny/RV=2/RE=1772806492/RO=10/RU=https%3a%2f%2fwww.gov.br%2fturismo%2fpt-br%2fcentrais-de-conteudo-%2fpublicacoes%2fdestinos-turisticos-inteligentes-dti/RK=2/RS=Qz273dQAEwDvMnvrm_5.VEhJJ.Y-" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Red DTI</strong></a><strong>) del Ministerio de Turismo.</strong></p>



<p>En cuanto al vínculo con startups locales como Smart Tour, Reusing Pacheco sostiene que el municipio asume el rol de “orquestador del ecosistema” a través de instrumentos de gobernanza y financiamiento. “Como presidente del Consejo Municipal de Innovación (CMI), lidera la asignación de recursos del Fondo Municipal de Innovación (FMI) para proyectos como el <a href="https://redeinovacao.floripa.br/living-lab/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Living Lab</a>, que permite a las startups probar y validar tecnologías en entornos reales”, ejemplifica.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="472" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114912.png" alt="Turismo Predictivo" class="wp-image-9065" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114912.png 950w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114912-300x149.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114912-768x382.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114912-24x12.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114912-36x18.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-23-114912-48x24.png 48w" sizes="auto, (max-width: 950px) 90vw, 950px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Sistema de video monitoreo inteligente con IA de Icetana identifica en tiempo real una persona invadiendo el perímetro demarcado por la Guardia Municipal. Imagen: Icetana.</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Instrumentos para impulsar soluciones innovadoras</strong></h2>



<p>La relación con las startups se apoya en mecanismos específicos de incentivo y contratación. A través del Programa de Incentivo a la Innovación (PII), el municipio destina recursos provenientes de incentivos fiscales a proyectos sectoriales vinculados con los desafíos locales.</p>



<p>El uso del Contrato Público de Soluciones Innovadoras (CPSI) refuerza este esquema al posicionar a la institución como “primer cliente” de las GovTechs locales. Esta herramienta habilita la contratación directa de desarrollos tecnológicos y facilita su validación en entornos reales, reduciendo las limitaciones de los procesos tradicionales de licitación.</p>



<p>Sobre las decisiones públicas que se han apoyado en el uso de datos, IA o tecnologías digitales en el ámbito del turismo, Meneses Nunes y Mattos de Barros Schiavoni explican que el <strong>ámbito operativo </strong>utilizan la información recolectada de los CATs. “A través de formularios accesibles mediante códigos QR en tres idiomas (portugués, inglés y español), para comprender el perfil, origen, tiempo de estancia y motivación del viaje. Estos datos nos ayudan a ajustar los horarios de atención, reforzar los equipos en períodos de mayor afluencia y orientar mejor nuestra comunicación”, agregan.&nbsp;</p>



<p>En el <strong>ámbito estratégico</strong>, los datos consolidados orientan decisiones como la priorización de mercados emisores, la definición de campañas promocionales, la estructuración de nuevos productos turísticos y la planificación de eventos para reducir la estacionalidad.&nbsp;</p>



<p>Un ejemplo concreto fue la identificación del aumento del público europeo, tras la consolidación de la ruta directa de TAP Air Portugal que conecta Lisboa con Florianópolis. A partir de estos datos se intensificaron las acciones de promoción, capacitación y relaciones para atender mejor a este perfil internacional.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/IMG_3651.JPG-1024x683.jpeg" alt="Turismo Predictivo" class="wp-image-9066" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/IMG_3651.JPG-1024x683.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/IMG_3651.JPG-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/IMG_3651.JPG-768x512.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/IMG_3651.JPG-1536x1024.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/IMG_3651.JPG-2048x1365.jpeg 2048w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/IMG_3651.JPG-2000x1333.jpeg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/IMG_3651.JPG-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/IMG_3651.JPG-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/IMG_3651.JPG-48x32.jpeg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Flyers y tarjetas turísticas de la ciudad. Imagen: Prefeitura de Florianópolis.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafíos, aprendizajes y transferibilidad del modelo</strong></h2>



<p>En Florianópolis, la transformación digital se estructuró como un proceso centrado en el método y la gobernanza. Los referentes del sector identifican como principal desafío el paso de “grandes volúmenes de datos” a “decisiones ágiles”. Este proceso requiere integrar bases de datos, estandarizar indicadores y contar con capacidad técnica para el análisis continuo. También exige consolidar una cultura organizacional orientada al uso sistemático de información.</p>



<p>Entre los aprendizajes señalados por el equipo, destacan que “la tecnología debe ser un medio para mejorar la calidad de vida; por ello, la ciudad apuesta por una gestión 100% digital y desburocratización”. En la misma línea, Ana Paula Reusing Pacheco sostiene que “la transformación comienza por la gobernanza y la planificación, no por la tecnología de forma aislada”.</p>



<p>Renê Ernesto Meneses Nunes y Patrícia Mattos de Barros Schiavoni enumeran tres aspectos centrales del proceso:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>La adhesión a la Red DTI aportó método, diagnóstico y plan de acción.</li>



<li>La creación de una Central de Inteligencia permitió organizar y jerarquizar los datos.</li>



<li>La articulación con la academia, el sector privado y distintas áreas de la administración pública alineó la innovación con las prioridades de la política pública.</li>
</ul>



<p><strong>Para ciudades que disponen de infraestructura tecnológica y aún enfrentan dificultades para convertir información en decisiones, los especialistas subrayan la importancia de la gobernanza y el método</strong>. “El paso clave es la integración de los datos en los instrumentos de planificación, cuando la información se convierte en el referente para el presupuesto y las metas, la jerarquización ocurre naturalmente en función de lo que genera más valor para el ciudadano y el turista”, explican.</p>



<p>También señalan que la definición previa de las decisiones estratégicas que deben orientarse con datos evita la dispersión de información. “La tecnología es solo un instrumento, el diferencial reside en la capacidad institucional de utilizarla de forma integrada”, concluyen.</p>



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<p><em><sup>Imagen de portada: ilustración de RIL y +COMUNIDAD.</sup></em></p>



<p><strong><em>Puedes leer este artículo en portugués aquí:</em></strong></p>



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<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="9sPz4osLa8"><a href="https://mascomunidad.org.ar/florianopolis-brasil-turismo-dados-ia/">Turismo preditivo: como Florianópolis toma decisões estratégicas com dados e IA</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Turismo preditivo: como Florianópolis toma decisões estratégicas com dados e IA&#8221; &#8212; +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/florianopolis-brasil-turismo-dados-ia/embed/#?secret=IQ5rHSDAJj#?secret=9sPz4osLa8" data-secret="9sPz4osLa8" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>La estrategia &#8220;costo cero&#8221; de Maringá para reducir la brecha de género en tecnología</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/la-estrategia-de-costo-cero-de-maringa-para-reducir-la-brecha-de-genero-en-tecnologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 18:49:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desarrollo Humano]]></category>
		<category><![CDATA[Educación]]></category>
		<category><![CDATA[Transformación Digital]]></category>
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		<category><![CDATA[Día Internacional de las Mujeres y las Niñas en la Ciencia]]></category>
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		<category><![CDATA[tecnología]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologías de la Información y Comunicación]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mascomunidad.org.ar/?p=8993</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ante la baja participación de mujeres en el sector TIC, Maringá conecta a sus alumnas con el ecosistema digital local. Mediante la articulación voluntaria entre el sector privado y las escuelas, el programa apuesta a que las estudiantes se visualicen como líderes y profesionales mediante el contacto directo con referentes, sin requerir nuevas partidas presupuestarias.</p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/la-estrategia-de-costo-cero-de-maringa-para-reducir-la-brecha-de-genero-en-tecnologia/">La estrategia &#8220;costo cero&#8221; de Maringá para reducir la brecha de género en tecnología</a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-1fee1a86d4b9dc3a7455f3ca10943c39" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Maringá</p>



<p>Fundada en 1947 bajo el concepto de “Ciudad Jardín” de Ebenezer Howard, <strong>Maringá (Paraná, Brasil) </strong>nació con una visión de futuro: un trazado urbanístico ordenado que integra el desarrollo con la preservación de grandes pulmones de selva nativa. Ocho décadas después, la ciudad es el hogar de unas 500.000 personas y ocupa un lugar recurrente en el <a href="https://noticias.maringa.com/28240/maringa-e-eleita-a-melhor-cidade-do-brasil-para-se-viver-pela-quarta-vez">podio de los rankings</a> de gestión y calidad de vida de Brasil.&nbsp;</p>



<p>Hoy, su paisaje verde convive con un ecosistema digital en crecimiento, compuesto por <strong>más de 2.000 empresas vinculadas a las Tecnologías de la Información y la Comunicación (TIC). </strong>Sin embargo, detrás de la pujanza económica y el éxito urbanístico, los datos revelan una disparidad evidente: <strong>la participación femenina en el sector tecnológico local es inferior al 10%.&nbsp;</strong></p>



<p>“Cuando ingresé a la Prefeitura (Municipalidad), hace casi treinta años, las mujeres eran mayoría en el sector tecnológico. Pero con el tiempo, ese número cayó drásticamente”, cuenta a <a href="https://www.redinnovacionlocal.org/pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">RIL Brasil</a> y +COMUNIDAD <strong>Patricia Saugo</strong>, secretaria de la Agencia Maringá de Tecnología e Innovación.</p>



<p>Para revertir esta tendencia, el gobierno local identificó que el problema no era solamente de oferta laboral, sino de identidad y vocación temprana. Así nació la <strong>Semana Municipal de las Niñas en la Tecnología y Comunicación</strong>, una política pública instituida por la Ley nº 11.475/2022. Su objetivo es intervenir en el momento clave de la elección profesional para demostrar que la tecnología también es un espacio propio para las mujeres.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="530" height="694" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092611.png" alt="" class="wp-image-8995" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092611.png 530w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092611-229x300.png 229w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092611-18x24.png 18w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092611-27x36.png 27w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092611-37x48.png 37w" sizes="auto, (max-width: 530px) 90vw, 530px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Jornada de capacitación. Imagen: Prefeitura de Município de Maringá.</em><br></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Articulación voluntaria y &#8220;costo cero&#8221; en el mes de las TIC</strong></h2>



<p>La iniciativa tuvo su debut en abril de 2024, continuó en 2025 y ya prepara su tercera edición para 2026. El evento se enmarca en la celebración global del <strong>Día Internacional de las Niñas en las TIC</strong>, una efeméride impulsada por la Unión Internacional de Telecomunicaciones (UIT) cada cuarto jueves de abril. El propósito de esta fecha mundial (y su bajada local en Maringá) es transformar a las niñas de consumidoras pasivas de tecnología en creadoras activas. A su vez, se alinea con el <strong>Día Internacional de las Mujeres y las Niñas en la Ciencia</strong>, que se celebra cada 11 de febrero.</p>



<p>La innovación central de esta política –destacan en la ciudad paraense– se apoya en su modelo de gestión más que en una gran inversión presupuestaria. Saugo define la propuesta como una acción de “costo cero” para el municipio, basada en la articulación de recursos existentes bajo tres ejes estratégicos: <strong>enfoque de género, articulación comunitaria e innovación administrativa.</strong></p>



<p>El programa funciona como un puente entre la oferta (empresas tecnológicas) y la demanda futura (estudiantes). La logística se resuelve mediante alianzas estratégicas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Transporte:</strong> a través de la Secretaría de Movilidad Urbana y empresas de transporte locales, se coordinan autobuses en horarios específicos que recogen a las estudiantes, las llevan a las empresas y las regresan a sus escuelas.</li>



<li><strong>Contenido:</strong> el sector privado abre sus puertas de manera voluntaria. Las empresas ofrecen sus instalaciones y el tiempo de sus profesionales para dictar talleres, charlas y mentorías.</li>
</ul>



<p>“Es una movilización completa de la sociedad. No hay costo para el sector público ni para el privado; es una articulación voluntaria”, detalla Saugo, quien también es presidenta de <a href="https://es.weforum.org/stories/2025/10/govtech-empoderar-a-las-mujeres-para-impulsar-una-infraestructura-publica-digital-inclusiva/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Mujeres en GovTech</strong></a>, la primera asociación de mujeres que emprenden para el gobierno.&nbsp;</p>



<p>La iniciativa se organiza de forma intersectorial: intervienen diferentes áreas de la administración pública, instituciones&nbsp; y comunidad educativa, el Núcleo Regional de Educación y profesionales de la tecnología y comunicación. La programación incluye conferencias, visitas técnicas y encuentros con mujeres referentes que trabajan en el ecosistema local.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="928" height="610" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533.png" alt="" class="wp-image-8996" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533.png 928w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533-300x197.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533-768x505.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-10-104533-48x32.png 48w" sizes="auto, (max-width: 928px) 90vw, 928px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Niña frente a una computadora. Imagen: </em><a href="https://hub.laboratoria.la/dia-internacional-de-las-ni%C3%B1as-en-las-tic-2023" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Laboratoria</em></a><em>.</em><br></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Maringá y el deseo de romper la barrera de lo invisible</strong></h2>



<p>El objetivo de fondo supera la mera observación técnica para ampliar el horizonte de posibilidades. Muchas participantes asocian la tecnología únicamente al uso de dispositivos móviles o redes sociales, sin conocer los procesos de creación, programación e ingeniería de software que existen detrás de la pantalla.</p>



<p>Para&nbsp; la secretaria de la Agencia Maringá de Tecnología e Innovación, la lave es intervenir en la etapa escolar, mucho antes que la universidad. &#8220;Es el momento de formación de identidad y elección profesional. Ahí es donde necesitamos actuar para que las niñas entiendan que este espacio también les pertenece&#8221;, remarca.&nbsp;</p>



<p>Durante las inmersiones en las empresas, las estudiantes interactúan con mujeres que lideran proyectos de gran escala. Este contacto directo con referentes reales cumple una función pedagógica vital al permitir que las jóvenes se visualicen en esos roles.</p>



<p>“Un testimonio muy significativo es escuchar a las niñas decir: <em>‘no sabía que podía trabajar con esto’</em> o <em>‘nunca imaginé a una mujer liderando aquí’.</em> Cuando empiezan a entender la lógica detrás de las soluciones, se dan cuenta de que ellas también pueden construirlas”, relata Saúgo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Resultados: sembrar para el mediano plazo</strong></h2>



<p>Si bien el proyecto transita su fase de consolidación y el municipio mantiene la transparencia respecto a los tiempos de maduración de los resultados —el cambio en la matriz de empleo es una meta de largo plazo—, los indicadores intermedios ya muestran señales positivas.</p>



<p>Las encuestas de satisfacción (<a href="https://www.doofinder.com/es/blog/net-promoter-score-nps" target="_blank" rel="noreferrer noopener">NPS</a>) realizadas a las participantes arrojan <strong>resultados consistentes entre 90% y 100%.</strong> Sin embargo, el dato más alentador para la Prefeitura se observa en la formación, ya que para el ciclo 2026 las inscripciones femeninas en los cursos municipales de programación y robótica registraron un aumento respecto a años anteriores. Esto sugiere, según el análisis oficial, un despertar vocacional temprano.</p>



<p>El esquema de evaluación se completa con el monitoreo de la percepción empresarial, el crecimiento de las dinámicas anuales y la adhesión de las escuelas. Aunque el objetivo final es la inserción laboral y ya existen casos de pasantías derivadas de la Semana, la gestión reconoce que se encuentra en pleno proceso de siembra.</p>



<p>“Aún no podemos identificar cuántas de estas niñas ya están trabajando efectivamente en empresas, más allá de las pasantías. Pero creemos que, a mediano y largo plazo, podremos acompañar esta evolución”, comenta Saugo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="518" height="696" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092625.png" alt="" class="wp-image-8997" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092625.png 518w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092625-223x300.png 223w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092625-18x24.png 18w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092625-27x36.png 27w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-pantalla-2026-02-11-092625-36x48.png 36w" sizes="auto, (max-width: 518px) 90vw, 518px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Jornada de capacitación. Imagen: Prefeitura de Município de Maringá.</em><br></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Claves para la replicabilidad</strong></h2>



<p>La experiencia de Maringá ofrece un modelo transferible para otras ciudades intermedias que busquen fomentar la equidad de género en sectores productivos. Según la Agencia de Innovación local, la replicabilidad de la iniciativa descansa en cuatro pilares fundamentales.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Mapear el ecosistema. </strong>Identificar quiénes son los actores <em>tech </em>locales.</li>



<li><strong>Liderazgo articulador. </strong>Crear un grupo de trabajo que una a las escuelas con el sector productivo.</li>



<li><strong>No esperar a la ley. </strong>Si bien una norma municipal ayuda a la continuidad, la acción puede empezar con voluntad política y acuerdos de colaboración.</li>



<li><strong>Enfoque en el desarrollo económico. </strong>Recordar que formar mujeres en tecnología es generar empleos de alta remuneración que retienen el talento en la ciudad.</li>
</ol>



<p>&#8220;Los negocios liderados por mujeres tienden a generar un mayor impacto social porque emprenden a partir de desafíos reales. El beneficio es múltiple: equidad y desarrollo económico&#8221;, concluye Saugo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Puedes leer este artículo en portugués aquí: </h2>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-comunidad wp-block-embed-comunidad"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="smeBnr9faV"><a href="https://mascomunidad.org.ar/a-estretegia-de-custo-zero-de-maringa-para-reduzir-a-lacuna-de-genero-na-tecnologia/">A estretégia de &#8220;custo zero&#8221; de Maringá para reduzir a lacuna de gênero na tecnologia</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;A estretégia de &#8220;custo zero&#8221; de Maringá para reduzir a lacuna de gênero na tecnologia&#8221; &#8212; +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/a-estretegia-de-custo-zero-de-maringa-para-reduzir-a-lacuna-de-genero-na-tecnologia/embed/#?secret=5m6DckOQnU#?secret=smeBnr9faV" data-secret="smeBnr9faV" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ciudades que no esperan: estrategias de resiliencia ante desastres</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/ciudades-que-no-esperan-estrategias-de-resiliencia-ante-desastres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 18:08:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Desarrollo Urbano y Hábitat]]></category>
		<category><![CDATA[Seguridad Ciudadana]]></category>
		<category><![CDATA[Servicios Públicos]]></category>
		<category><![CDATA[américa latina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aunque no es posible evitar que ocurran desastres, los gobiernos locales pueden fortalecer su capacidad de preparación y resiliencia para reducir su impacto en las comunidades. Desde sistemas de alerta temprana en Colombia hasta seguros paramétricos en Estados Unidos, esta nota recorre soluciones probadas de gestión del riesgo que ya están siendo implementadas en distintas ciudades.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-28b8a6cc1d197e442d8cfc94a25fb005" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Ciudades</p>



<p>Las ciudades conviven de manera permanente con desastres y crisis que afectan la vida de millones de personas. Incendios, inundaciones y eventos climáticos extremos impactan sobre viviendas, servicios públicos y redes comunitarias, y exponen las limitaciones de la respuesta estatal cuando la planificación llega tarde.</p>



<p>El inicio de 2026 volvió a poner este escenario en primer plano en distintos puntos de América Latina. En el sur de Argentina, los incendios forestales en la Patagonia obligaron a evacuar poblaciones y a desplegar operativos de emergencia en localidades de Chubut y Río Negro. En el norte del país, las lluvias intensas provocaron desbordes de ríos y anegamientos en ciudades y pueblos de Salta y Jujuy, con impacto en rutas y servicios básicos.</p>



<p>En el Caribe, en tanto, episodios de tormentas e inundaciones afectaron a ciudades de República Dominicana, donde varios municipios activaron alertas y dispositivos de asistencia ante el avance del agua.</p>



<p>Frente a este contexto, los gobiernos locales enfrentan un desafío central:<strong> fortalecer su capacidad de preparación.</strong> Aunque no es posible evitar los desastres, sí es posible reducir su impacto mediante decisiones anticipadas, reglas claras y una mejor articulación entre actores públicos y comunitarios. <strong>En otras palabras, pasar de una gestión del riesgo reactiva hacia una constructiva.&nbsp;</strong></p>



<p>En distintas ciudades del mundo ya se ensayan respuestas en esa dirección. Sistemas de alerta temprana, esquemas de coordinación municipal y mecanismos financieros específicos muestran que la preparación requiere decisiones concretas.</p>



<p><strong>Estas estrategias se apoyan en tecnología, organización comunitaria y planificación urbana para construir redes de protección más sólidas</strong>. Desde procesos de empoderamiento científico en <strong>Medellín </strong>hasta el uso de seguros paramétricos en ciudades de <strong>Estados Unidos</strong>, los casos que se presentan a continuación muestran que la gestión del riesgo es una tarea multidimensional, sostenida en políticas, instrumentos y capacidades que fortalecen la resiliencia.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-comunidad wp-block-embed-comunidad"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="W0K9OBnBxt"><a href="https://mascomunidad.org.ar/como-prevenir-los-incendios-forestales-desde-los-municipios/">Cómo prevenir los incendios forestales desde los municipios</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Cómo prevenir los incendios forestales desde los municipios&#8221; &#8212; +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/como-prevenir-los-incendios-forestales-desde-los-municipios/embed/#?secret=fuq5KIzpzS#?secret=W0K9OBnBxt" data-secret="W0K9OBnBxt" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Medellín: la ciencia como lenguaje común para la prevención y resiliencia</strong></h2>



<p>En Medellín, Colombia, la gestión del riesgo va más allá de la mera recopilación de datos de las 17 alarmas que integran los <strong>Sistemas de Alerta Temprana Comunitarios (</strong><a href="https://www.metropol.gov.co/ambiental/siata/Paginas/SATC.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>SATC</strong></a><strong>).</strong> Estas alarmas surgieron en 2015 como una iniciativa ciudadana en el municipio de San Antonio de Prado, ante la necesidad de prepararse frente a posibles inundaciones provocadas por las quebradas de la zona. Con el tiempo, el proceso se consolidó como una pieza clave del <strong>Sistema de Alerta Temprana de Medellín y el Valle de Aburrá (</strong><a href="https://siata.gov.co/siata_nuevo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>SIATA</strong></a><strong>).</strong></p>



<p>Los SATC funcionan como estrategias territoriales que colocan a la comunidad en el centro de la gestión del riesgo. En este esquema, el SIATA actúa como soporte técnico que brinda información oportuna y confiable a poblaciones en situación de vulnerabilidad. En articulación con los organismos de gestión del riesgo, el sistema fortalece capacidades locales de respuesta y prevención, con el objetivo de reducir daños personales, pérdidas de vidas y afectaciones sobre viviendas, infraestructura y ambiente.</p>



<p>Esta apuesta por la apropiación social del conocimiento se expresa en iniciativas complementarias. Los <a href="https://www.metropol.gov.co/ambiental/siata/Paginas/semillero-de-ciudadanos-cientificos.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Semilleros de Ciudadanos Científicos</strong></a> promueven el uso comunitario de herramientas tecnológicas y saberes ambientales. <a href="https://siata.gov.co/sitio_web/index.php/territorioAlAire" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Territorio al Aire </strong></a>acerca información clave sobre el entorno de forma accesible. A su vez, los <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yqSvnd_WWw0" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Cuentos SIATA</strong></a> traducen contenidos técnicos —como hidrología, meteorología, calidad del aire y cambio climático— en relatos pensados para públicos diversos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-8817" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-1024x682.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-768x512.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-1536x1023.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-48x32.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
</div>


<p><em><sup>Reunión de vecinos, vecinas y equipo del SIATA. Imagen: SIATA.</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Infraestructura y fondos de resiliencia en Recife y Salvador</strong></h2>



<p>La planificación urbana en Brasil avanza hacia un enfoque que busca convivir con la naturaleza, con especial atención en la protección de los sectores más expuestos al riesgo climático. En Salvador, donde cerca del 50 % de la ciudad se localiza en zonas con riesgo por sequías o deslizamientos, el gobierno local <a href="https://sustentabilidade.salvador.ba.gov.br/prefeitura-fecha-parceria-internacional-para-viabilizar-projeto-bairro-novo-em-vila-mar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">formalizó una alianza</a> con el Fondo Financiero C40 (<a href="https://www.c40.org/es/what-we-do/influencing-the-global-agenda/financing-the-green-transition/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CFF</a>) para identificar áreas críticas. De ese trabajo surge <strong><em>Bairro Novo</em></strong>, un proyecto orientado a fortalecer la resiliencia de 8.500 habitantes de Vila Mar mediante soluciones basadas en la naturaleza.</p>



<p>Las intervenciones incluyen la rehabilitación de cauces naturales, el uso de vegetación para estabilizar el suelo, la creación de áreas verdes y el pavimentado de taludes. El objetivo es reducir al 30 % la proporción de población que vive en zonas de riesgo hacia 2049. Estas acciones combinan infraestructura física y planificación territorial con una mirada de largo plazo.</p>



<p>Recife complementa esta estrategia con una <strong>herramienta de seguridad financiera aplicada a la gestión del riesgo</strong>. La ciudad evalúa sus activos y zonas clave para ajustar la cobertura del Fondo de Seguro de Infraestructura Urbana, administrado por<em>Local Governments for Sustainability</em> (<a href="https://uiif-resilience.org/es/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ICLEI</a>). Este esquema permite acceder con mayor rapidez a recursos tras una catástrofe.</p>



<p>El principal aporte de este instrumento es la disponibilidad inmediata de fondos para la recuperación, lo que reduce la dependencia de presupuestos generales tensionados. Así, las comunidades de menores ingresos pueden iniciar antes la reconstrucción de viviendas y medios de vida. Esta solución financiera se articula con otras iniciativas urbanas, como el <a href="https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2024/11/29/recife-inaugura-primeiro-parque-projetado-para-alagar-no-periodo-das-chuvas.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>primer parque inundable de la ciudad</strong></a><strong>,</strong> diseñado para retener y drenar el agua de lluvia mientras ofrece espacios públicos de uso recreativo y educativo.</p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="787" height="443" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-6.png" alt="" class="wp-image-8818" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-6.png 787w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-6-300x169.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-6-768x432.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-6-24x14.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-6-36x20.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-6-48x27.png 48w" sizes="auto, (max-width: 787px) 90vw, 787px" /></figure>
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<p><em><sup>Recife inaugura el primer parque diseñado para inundarse durante la temporada de lluvias. Imagen: </sup></em><a href="https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2024/11/29/recife-inaugura-primeiro-parque-projetado-para-alagar-no-periodo-das-chuvas.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><sup><em>g1</em></sup></a><em><sup>.</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Protocolos y reingeniería: el modelo de respuesta en Corrientes y Guaymallén</strong></h2>



<p>La resiliencia urbana en Argentina está encontrando sus pilares en la combinación de una organización municipal clara y obras de infraestructura de alta precisión. En la ciudad de Corrientes, el principal desafío era enfrentar una multiplicidad de riesgos, que iban desde inundaciones y tormentas severas hasta incendios forestales y emergencias sanitarias. Frente a ese escenario, el municipio creó el <a href="https://ciudaddecorrientes.gov.ar/proyectos/secretaria-de-coordinacion-de-gobierno/plan-integral-de-gesti-n-de-riesgos" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Comité de Emergencias (COE)</strong></a>, un espacio de coordinación entre áreas clave para garantizar una respuesta rápida ante situaciones críticas.</p>



<p><strong>Un paso central fue la elaboración, por primera vez en la historia de la ciudad, de un </strong><a href="https://www.ellitoral.com.ar/ciudad/2026-1-9-18-24-0--como-es-el-protocolo-de-riesgo-del-municipio-y-que-se-proyecta-para-los-proximos-meses" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Manual de Protocolo</strong></a><strong>.</strong> Este instrumento define procedimientos y responsabilidades para cada actor municipal y establece pautas de actuación ante emergencias, en particular las de origen hídrico. El objetivo es asegurar intervenciones ordenadas y reducir tiempos de respuesta en contextos de alta presión operativa.</p>



<p>La efectividad de la gestión del riesgo se manifestó recientemente, en enero de 2026, tras una precipitación de 85 milímetros que, gracias a la previsión operativa, no dejó personas evacuadas y permitió un escurrimiento ágil del agua en las zonas críticas. Este resultado –según la evaluación de las autoridades– fue producto de un estricto protocolo coordinado por el COE, que activó tareas de limpieza de canales y mantenimiento de ductos de desagüe en los días previos a la tormenta.&nbsp;</p>



<p><strong>Ignacio Maldonado Yonna</strong>, secretario de Servicios Públicos de Corrientes, <a href="https://www.ellitoral.com.ar/ciudad/2026-1-9-18-24-0--como-es-el-protocolo-de-riesgo-del-municipio-y-que-se-proyecta-para-los-proximos-meses" target="_blank" rel="noreferrer noopener">explicó</a> que la&nbsp; estrategia incluyó la instalación de bombas de escurrimiento en puntos estratégicos apenas se recibieron las alertas meteorológicas. Esto permitió que las áreas anegadas fueran atendidas de manera inmediata y eficiente.</p>



<p>A esta experiencia se suma el caso de Guaymallén, en Mendoza, donde el crecimiento urbano acelerado y las lluvias intensas habían superado la capacidad del sistema de drenaje tradicional. La respuesta fue una reingeniería integral a través del <a href="https://www.guaymallen.gob.ar/el-plan-de-drenaje-municipal-genero-interes-de-comunas-europeas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Plan de Drenaje Municipal (PMDU),</strong></a> que incluyó la construcción de 400 kilómetros de canalizaciones y la optimización de cauces existentes.</p>



<p>Con una inversión cercana a los 6 millones de dólares, el plan permitió captar más del 70 % del agua de lluvia y eliminar inundaciones en más de 40 barrios. Incluso durante tormentas de alta intensidad registradas en los últimos cinco años, el sistema mostró mejoras sostenidas en la seguridad hídrica local.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-2-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-8820" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-2-1024x576.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-2-300x169.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-2-768x432.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-2-1536x864.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-2-24x14.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-2-36x20.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-2-48x27.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-2.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
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<p><em><sup>Parte del Plan de Drenaje Municipal (PMDU). Imagen: Municipalidad de Guaymallén.</sup></em></p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="807" height="537" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-1.jpeg" alt="" class="wp-image-8819" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-1.jpeg 807w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-1-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-1-768x511.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-1-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-1-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-1-48x32.jpeg 48w" sizes="auto, (max-width: 807px) 90vw, 807px" /></figure>
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<p><em><sup>Personal del COE trabaja durante las últimas lluvias en Corrientes. Imagen: </sup></em><a href="https://www.ellitoral.com.ar/ciudad/2026-1-9-18-24-0--como-es-el-protocolo-de-riesgo-del-municipio-y-que-se-proyecta-para-los-proximos-meses" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><sup><em>El Litoral</em></sup></a><em><sup>.</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>El modelo estadounidense: de la alerta temprana al blindaje financiero</strong></h2>



<p>En ciudades de Estados Unidos, la gestión del riesgo combina preparación tecnológica, organización comunitaria y herramientas financieras aplicadas a la prevención. En&nbsp; <strong>Nueva York</strong>, las campañas <a href="https://www.nyc.gov/site/em/ready/coastal-storms-hurricanes.page" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>Know Your Zone</em> (Conoce tu zona)</strong></a> buscan ordenar y agilizar las evacuaciones ante emergencias. A través de una plataforma digital, las personas pueden identificar su zona de evacuación según el domicilio y acceder a guías prácticas para actuar antes y durante un evento crítico.</p>



<p>En la costa oeste, en <strong>Malibú, California</strong>, el enfoque se centra en la respuesta temprana frente a incendios forestales. Allí funciona el programa piloto <a href="https://www.bloomberg.com/news/features/2025-03-18/malibu-pilot-program-tests-volunteer-force-in-la-fire-recovery?srnd=phx-citylab" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Brigada Comunitaria</strong></a>, que actúa como un <strong>puente entre los bomberos profesionales y la población local</strong>. Sus integrantes realizan tareas clave que no incluyen la extinción directa del fuego, como coordinar evacuaciones puerta a puerta e inspeccionar viviendas para detectar vulnerabilidades frente al avance de las llamas.</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>El componente financiero adquiere especial relevancia en el caso de Fremont, también en California, </strong><a href="https://www.bloomberg.com/news/features/2025-03-11/a-bay-area-city-pioneers-urban-scale-insurance-for-climate-disasters" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>donde el municipio contrató un seguro paramétrico contra inundaciones.</strong></a> A diferencia de los seguros tradicionales, este instrumento activa pagos automáticos cuando el nivel del agua supera un umbral predefinido, sin necesidad de evaluaciones posteriores de daños. La principal ventaja es la disponibilidad inmediata de recursos, que permite iniciar la reconstrucción sin demoras administrativas que suelen profundizar los efectos de una crisis.</p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="769" height="477" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-pantalla-2026-01-14-124500.png" alt="" class="wp-image-8824" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-pantalla-2026-01-14-124500.png 769w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-pantalla-2026-01-14-124500-300x186.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-pantalla-2026-01-14-124500-24x15.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-pantalla-2026-01-14-124500-36x22.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-pantalla-2026-01-14-124500-48x30.png 48w" sizes="auto, (max-width: 769px) 90vw, 769px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Los primeros 50 miembros inaugurales de la brigada. Imagen: Jake Burghart.</sup></em></figcaption></figure>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>La gestión del riesgo como eje de la Nueva Agenda Urbana</strong></h2>



<p>El recorrido por estas experiencias en el continente americano muestra que la resiliencia urbana es un proceso dinámico, como plantea la <a href="https://www.onu-habitat.org/index.php/la-nueva-agenda-urbana-en-espanol" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nueva Agenda Urbana</a> de la Organización de las Naciones Unidas (ONU).&nbsp;</p>



<p>Integra tecnología, organización social, planificación territorial y herramientas financieras. <strong>En todos los casos, la gestión del riesgo deja de pensarse como una respuesta posterior al desastre y se consolida como una política pública orientada a la anticipación y la prevención.</strong></p>



<p>Este cambio de enfoque se apoya, además, en una ampliación de los actores involucrados. Cuando el conocimiento técnico se traduce en información accesible y capacidades locales, la comunidad pasa a cumplir un rol activo en la reducción del riesgo. La preparación ya no depende solo de sistemas expertos, sino también de redes sociales organizadas y de reglas claras para actuar ante una emergencia.</p>



<p><strong>La previsión económica completa este esquema</strong>. La incorporación de instrumentos financieros específicos permite contar con recursos inmediatos tras un evento crítico y reduce la dependencia de presupuestos generales tensionados.&nbsp;</p>



<p>En conjunto, estas experiencias confirman que construir resiliencia implica asumir que los desastres y las crisis urbanas son una realidad persistente, pero también que su impacto puede ser gestionado por los gobiernos locales con anticipación, planificación y decisiones sostenidas en el tiempo.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Imagen principal: diseño Florencia Luján.&nbsp;</em></strong></h5>
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