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	<title>gestão e governança archivos - +COMUNIDAD</title>
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	<description>Periodismo de ciudades y soluciones. Una iniciativa impulsada por RIL (Red de Innovación Local).</description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Jul 2026 14:40:13 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O que é a digitalização transversal e como Aracaju a utiliza para evitar a duplicação de sistemas e custos</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/digitalizacao-transversal-aracaju-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:40:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestión y Gobernanza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aracaju, capital do estado de Sergipe, criou um Comitê Municipal de Transformação Digital para organizar as contratações de tecnologia que antes estavam dispersas entre as secretarias municipais. A estratégia unificou a base de dados do município e estabeleceu regras comuns de interoperabilidade em seis frentes de atuação. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-1 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">digitalização transversal <br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Existe uma versão em espanhol deste artigo <a href="https://mascomunidad.org.ar/que-es-la-digitalizacion-transversal-y-como-la-aplica-aracaju-para-dejar-de-duplicar-sistemas-y-costos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Aracaju, cada secretaria contratava suas próprias soluções tecnológicas. O resultado era a duplicação de licenças, plataformas que não se comunicavam entre si e um percurso burocrático difícil para a população. A capital sergipana, com mais de 600 mil habitantes, tinha tecnologia. O que faltava era uma forma integrada de utilizá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema não era a ausência de tecnologia, explica <strong>Alana Vasconcelos,</strong> presidente do <a href="https://www.aracaju.se.gov.br/noticias/113113/prefeitura_de_aracaju_instala_comite_para_implementar_estrategias_de_transformacao_digital_na_gestao_publica.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Comitê Municipal de Transformação Digital de Aracaju</a>, mas sim a falta de uma gestão unificada dessa ferramenta. “Existiam diversas iniciativas digitais isoladas, sem uma estratégia comum de governança, interoperabilidade e compartilhamento das informações”, afirma ao +COMUNIDAD.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para enfrentar esse desafio, a Prefeitura instituiu o comitê por meio do <strong>D</strong>ecreto Municipal nº 8.161/2025. O grupo foi criado inicialmente com o nome de Comitê Municipal de Gestão e Inteligência de Dados, mas passou a se chamar Comitê Municipal de Transformação Digital pouco tempo depois. “Entendíamos que a inteligência de dados fazia parte do processo, mas a transformação digital é algo mais amplo”, explica Vasconcelos. Qualquer alteração posterior em sua estrutura também é realizada por decreto.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Aracaju-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-9911" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Aracaju-1-1024x576.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Aracaju-1-300x169.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Aracaju-1-768x432.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Aracaju-1-1536x864.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Aracaju-1-24x14.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Aracaju-1-36x20.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Aracaju-1-48x27.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Aracaju-1.jpg 1920w" sizes="(max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Aracajú, Brasil. Imagem: Get Your Guide.<br></sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que significa a digitalização transversal&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A digitalização transversal é, antes de tudo, uma decisão de governança, e não apenas uma aquisição de tecnologia. <strong>Em vez de cada área resolver seus sistemas de forma isolada, o governo estabelece uma estratégia comum para toda a administração pública.</strong> Define o que será contratado, quais padrões serão adotados e de que forma os dados serão compartilhados entre os diferentes órgãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito encontra respaldo normativo na região. A <a href="https://www.modernizacion.misiones.gov.ar/wp-content/uploads/2022/11/CIGA_2016.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Carta Ibero-Americana de Governo Aberto</strong>,</a> aprovada em Bogotá em julho de 2016, incorpora a <strong>transversalidade </strong>entre seus princípios orientadores e a relaciona à geração de sinergias e à eliminação de sobreposições e duplicidades entre órgãos públicos. O mesmo documento define <strong>interoperabilidade </strong>como a capacidade das entidades públicas de compartilhar infraestrutura, dados e informações por meio de processos coordenados e automatizados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática municipal, esse princípio se traduz em decisões cotidianas. Uma pessoa que já apresentou seus documentos à Secretaria de Saúde não precisa entregá-los novamente à Secretaria da Fazenda. Um processo para abertura de um negócio deixa de exigir o atendimento em três repartições diferentes. E o governo deixa de pagar duas vezes pela mesma licença de software.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A transversalidade como motor da transformação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O comitê foi estruturado sob a coordenação da <strong>Secretaria Municipal de Governo (</strong><a href="https://www.aracaju.se.gov.br/governo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>SEGOV</strong></a><strong>)</strong> e reúne representantes da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação (<a href="https://transparencia.aracaju.se.gov.br/prefeitura/estrutura-administrativa/contato-semde/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SEMDE</a>), da Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (<a href="https://www.aracaju.se.gov.br/governo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SEPLOG</a>), da Secretaria Municipal da Educação (<a href="https://transparencia.aracaju.se.gov.br/prefeitura/estrutura-administrativa/contato-semed/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SEMED</a>), da Secretaria Municipal da Saúde (<a href="https://transparencia.aracaju.se.gov.br/prefeitura/estrutura-administrativa/contato-sms/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SMS</a>), da Secretaria Municipal da Fazenda (<a href="https://fazenda.aracaju.se.gov.br/app-semfaz/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SEMFAZ</a>), além da Procuradoria-Geral e da Controladoria-Geral do Município. Essa composição garante que as decisões sobre tecnologia deixem de ser responsabilidade exclusiva da área de informática. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para organizar o trabalho, o comitê definiu seis frentes prioritárias de atuação:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Informação sobre serviços:</strong> atualização e divulgação clara de todos os serviços municipais disponíveis para a população.</li>



<li><strong>Digitalização:</strong> implementação de canais digitais ágeis para que as pessoas resolvam suas demandas sem precisar comparecer presencialmente aos órgãos públicos.</li>



<li><strong>Dados abertos:</strong> estruturação da Base Municipal de Dados para ampliar o acesso às informações públicas e fortalecer a transparência ativa.</li>



<li><strong>Governo como plataforma:</strong> criação de uma infraestrutura tecnológica integrada para que a documentação seja apresentada apenas uma única vez.</li>



<li><strong>Multicanalidade:</strong> oferta de alternativas de atendimento presencial e telefônico para garantir o acesso da população que ainda enfrenta a exclusão digital.</li>



<li><strong>Cidade inteligente:</strong> planejamento do desenvolvimento urbano com base em evidências, dados e indicadores em tempo real.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-1-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-9912" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-1-1024x683.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-1-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-1-768x512.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-1-1536x1024.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-1-2000x1333.jpeg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-1-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-1-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-1-48x32.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-1.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Apresentação do Comitê Municipal de Transformação Digital. Imagem: Prefeitura de Aracaju. </sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como foi construído o acordo entre as secretarias</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a forma de envolver as diferentes áreas e lideranças, Vasconcelos explica que a estratégia foi &#8220;envolver os líderes nas discussões para compreender suas necessidades e construir soluções em conjunto&#8221;. Ela destaca ainda que foi fundamental &#8220;estabelecer uma governança clara, com a participação ativa dos gestores e a definição de responsabilidades compartilhadas&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como acontece em todo processo de mudança, <strong>Aracaju também enfrentou resistências e desafios. </strong>O principal deles foi —e continua sendo— a transformação cultural dentro da administração municipal. &#8220;Essas barreiras foram, e continuam sendo, superadas por meio do diálogo permanente, da sensibilização das equipes, da demonstração dos benefícios concretos da digitalização e da construção de um ambiente colaborativo&#8221;, afirma.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionada sobre as mudanças na cultura organizacional do município, a especialista destaca que a principal foi a consolidação de uma ideia: <strong>a inovação é uma responsabilidade coletiva</strong>. Hoje existe maior integração entre as secretarias e mais abertura para testar novas soluções, compartilhar informações e desenvolver projetos conjuntos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-2-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-9913" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-2-1024x683.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-2-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-2-768x512.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-2-1536x1024.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-2-2000x1333.jpeg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-2-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-2-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-2-48x32.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-2.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Alana Vasconcelos apresenta o Comitê Municipal de Transformação Digital. Imagem: Prefeitura de Aracaju. </sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que mudou dentro da administração&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O principal resultado do comitê foi a elaboração de uma estratégia de Governo Digital que organizou a integração dos serviços públicos e definiu diretrizes de interoperabilidade entre os sistemas. A isso somaram-se mecanismos de governança de dados, a estruturação da Base Municipal de Dados e a coordenação de projetos de modernização administrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em <strong>2 de julho de 2026</strong>, a Prefeitura deu mais um passo com o lançamento do <strong>Programa de Governo Digital</strong>, durante uma Oficina de Governança que reuniu gestores municipais e integrantes do comitê. O programa busca consolidar a integração entre os órgãos públicos, simplificar processos e ampliar a oferta de serviços digitais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Vasconcelos, &#8220;o sucesso do comitê não é medido pela quantidade de projetos executados, mas por sua capacidade de criar uma governança permanente para a transformação digital&#8221;. Sobre os indicadores utilizados, ela explica: &#8220;Eles estão relacionados ao aumento da integração entre os órgãos, à melhoria dos processos internos, à ampliação dos serviços digitais, à redução da burocracia e ao aumento da eficiência na prestação dos serviços públicos&#8221;.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Governos na Era da IA&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aracaju participa do programa<a href="https://ciiar.org/gobiernos-en-la-era-de-la-ia-el-ciclo-de-formacion-de-ril-para-liderar-la-transformacion-publica-junto-a-santiago-siri/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <strong>Governos na Era da IA</strong></a>, um ciclo de formação promovido pela Rede de Inovação Local (RIL) e voltado a agentes públicos que desejam compreender em profundidade as novas tecnologias e aprender a incorporá-las à gestão pública. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, em junho de 2026, o comitê participou de um workshop presencial sobre cultura de inovação e inteligência artificial, com o objetivo de fortalecer essa forma de atuação transversal e acelerar a implementação de diferentes iniciativas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.linkedin.com/in/paolla-vieira-969487115/?isSelfProfile=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Paolla Vieira</strong></a>, diretora de Comunidades da RIL Brasil, atribui a rapidez dos avanços de Aracaju à decisão de reunir diferentes secretarias em torno de problemas compartilhados. &#8220;Quando a transformação digital deixa de ser responsabilidade de uma única secretaria e passa a resolver problemas que pertencem a todos, torna-se muito mais fácil gerar comprometimento, demonstrar o valor da inovação e acelerar a implementação de soluções&#8221;, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vieira ressalta ainda que a colaboração entre governos locais é indispensável para compartilhar aprendizados e evitar que cada cidade precise iniciar seu processo de modernização do zero.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;No Brasil, vimos que, a partir do comitê de Aracaju, muitos municípios se inspiraram para criar seus próprios espaços de trabalho transversal. Hoje vemos cidades como Amargosa, Guarujá, Contagem e outras implementando comitês com excelentes resultados&#8221;, afirma.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-3-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-9914" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-3-1024x683.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-3-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-3-768x512.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-3-1536x1024.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-3-2000x1333.jpeg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-3-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-3-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-3-48x32.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/image-3.jpeg 2048w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Workshop presencial do programa Governos na Era da IA. Imagem: Prefeitura de Aracaju. </sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Construir políticas públicas digitais sustentáveis e de alto impacto&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Vasconcelos, a principal lição desse processo é que a tecnologia, por si só, não transforma as organizações. A digitalização é, acima de tudo, um processo de adaptação humana e organizacional. &#8220;A verdadeira transformação acontece quando pessoas, processos e tecnologia evoluem de forma integrada&#8221;, afirma. Ela acrescenta: &#8220;Aprendemos diariamente que investir em comunicação interna e na capacitação contínua dos servidores públicos é tão importante quanto investir em infraestrutura tecnológica”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como reflexão, afirma que, se tivessem de recomeçar o processo, ampliariam desde o início as ações de sensibilização para f<strong>ortalecer a cultura digital em todos os níveis da administração pública.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vasconcelos também destaca os elementos que considera indispensáveis para replicar a experiência. &#8220;O primeiro elemento é o comprometimento da alta liderança. Sem apoio político e institucional, a transformação digital dificilmente se consolida. É fundamental estabelecer uma governança clara, com representação das áreas estratégicas da administração, objetivos bem definidos e reuniões periódicas”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, recomenda promover uma cultura de colaboração e de compartilhamento de informações entre as secretarias. E conclui: &#8220;Os municípios que conseguem envolver as pessoas, integrar as secretarias e colocar os cidadãos no centro das decisões têm mais condições de construir políticas públicas digitais sustentáveis e de alto impacto”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>O passo a passo de Amargosa para digitalizar e unificar sua gestão ambiental </title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/gestao-ambiental-amargosa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 16:04:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Amargosa]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia na Gestão Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação digital]]></category>
		<category><![CDATA[Transparência Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Verde Bot]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mascomunidad.org.ar/?p=9837</guid>

					<description><![CDATA[<p>Diante da dispersão de dados ambientais, esta cidade brasileira desenvolveu o SEAMA Digital, uma plataforma integrada que georreferencia denúncias, monitora viveiros e utiliza inteligência artificial para melhorar a gestão ambiental. Um modelo de gestão preventiva e transparente que também pode ser replicado em cidades de pequeno e médio porte. </p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/gestao-ambiental-amargosa/">O passo a passo de Amargosa para digitalizar e unificar sua gestão ambiental </a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-2 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px"> Gestão Ambiental</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Existe uma versão em espanhol deste artigo <a href="https://mascomunidad.org.ar/gestion-ambiental-amargosa-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na gestão ambiental de muitos municípios, como <strong>Amargosa</strong>, localizada no estado da Bahia, <strong>o desafio não é a falta de informação, mas a sua organização.</strong> Nesta cidade de quase 40 mil habitantes, os dados sobre denúncias, fiscalizações, arborização urbana e a produção do viveiro municipal existiam, mas estavam desconectados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa fragmentação obrigava o governo local a atuar de forma reativa diante das emergências cotidianas. Para romper esse ciclo, a <a href="https://amargosa.ba.gov.br/secretarias&amp;secretaria=agricultura-meioambiente" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente</a> desenvolveu o <a href="https://seamadigital.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>SEAMA Digital</strong></a>, uma plataforma que propõe reunir as informações da área em um mesmo ambiente digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O SEAMA Digital não foi pensado apenas como um sistema para registrar atividades, mas como uma arquitetura de gestão ambiental, capaz de conectar o campo, o território, a fiscalização, o planejamento, a transparência e a tomada de decisões”, explica ao +COMUNIDAD<strong> Francelle Ferretti</strong>, secretária municipal de Meio Ambiente e Agricultura de Amargosa.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="846" height="1024" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-846x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-9839" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-846x1024.jpeg 846w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-248x300.jpeg 248w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-768x930.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-20x24.jpeg 20w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-30x36.jpeg 30w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-40x48.jpeg 40w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 846px) 90vw, 846px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Assistente do SEAMA Digital. </sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma arquitetura de gestão ambiental em quatro níveis&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O funcionamento do SEAMA Digital está organizado em quatro camadas incrementais que transformam dados brutos em decisões de política pública:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Coleta de dados em campo.</strong> As equipes municipais registram digitalmente atividades relacionadas às áreas verdes: inventário de árvores, ordens de serviço, fiscalizações e infrações ambientais, entre outras.</li>



<li><strong>Organização de bases de dados estruturadas.</strong> Cada registro é integrado a um histórico único que permite acompanhar reincidências, prazos, setores envolvidos e a evolução das demandas.</li>



<li><strong>Territorialização.</strong> Os dados coletados são visualizados em um mapa interativo para identificar as áreas com maior concentração de conflitos ambientais.</li>



<li><strong>Inteligência aplicada.</strong> O sistema gera indicadores de risco e alertas automáticos para priorizar as tarefas de manutenção.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="829" height="1024" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-829x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-9840" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-829x1024.jpeg 829w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-243x300.jpeg 243w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-768x949.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-19x24.jpeg 19w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-29x36.jpeg 29w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-39x48.jpeg 39w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1.jpeg 1074w" sizes="auto, (max-width: 829px) 90vw, 829px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Informações territoriais. Imagem: SEAMA Digital.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Inteligência artificial a serviço da arborização urbana</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A principal inovação da plataforma é a incorporação de assistentes virtuais baseados em inteligência artificial. Um deles é o <strong>Verde Bot</strong>, um assistente técnico especializado em arborização urbana que ajuda as equipes a calcular o risco de queda das árvores a partir de variáveis como espécie, localização e condição fitossanitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Na prática, a equipe pode consultar o agente sobre o histórico de uma demanda, revisar informações de fiscalizações ou verificar registros de infrações ambientais.<strong> O agente de IA não substitui a análise técnica dos servidores públicos; ele funciona como uma camada de apoio sobre os dados da Secretaria”</strong>, esclarece a engenheira sanitária e ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, ela afirma que o objetivo é “reduzir o tempo dedicado à busca de informações em planilhas, documentos, mensagens e relatórios dispersos, facilitando o acesso à informação e melhorando a capacidade de resposta da gestão pública”. <strong>Dessa forma, a área amplia a transparência da gestão ambiental.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="330" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-1024x330.png" alt="" class="wp-image-9841" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-1024x330.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-300x97.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-768x248.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-1536x496.png 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-24x8.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-36x12.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-48x15.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10.png 1587w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em><sup>Os serviços mais comuns na gestão ambiental de Amargosa. Imagem: SEAMA Digital. </sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafios e limitações dessas inovações&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A secretária Ferretti destaca que <strong>a gestão das áreas verdes e do viveiro municipal também deu um salto de qualidade</strong>, pois o sistema permite acompanhar com precisão a produção de mudas. Essas informações são disponibilizadas à população por meio de um painel público na internet, fortalecendo a prestação de contas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caminho rumo à digitalização não esteve livre de obstáculos. “O maior desafio não foi apenas tecnológico, mas também institucional. Criar um sistema é uma etapa; conseguir incorporá-lo à rotina da equipe é outra”, reflete a gestora. “Para que o SEAMA Digital funcione, os registros precisam ser realizados de forma contínua, padronizada e com qualidade. A tecnologia só gera inteligência quando os dados são inseridos corretamente”, adverte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse processo, ela conta que um dos primeiros desafios foi padronizar as informações e integrar áreas que, durante anos, funcionaram de forma isolada. Também ressalta que ainda existem limitações práticas, como a conectividade em campo, que nem sempre é ideal para a atualização das bases de dados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Da reação à prevenção: os impactos no território&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação do SEAMA Digital transformou a dinâmica de trabalho da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, ao permitir a passagem de um modelo de resposta a emergências para um planejamento baseado em dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos dessa tecnologia se consolidam em seis dimensões-chave:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Maior organização das informações:</strong> unificação dos registros de viveiros, arborização, fiscalizações e infrações em um único ambiente digital.</li>



<li><strong>Visualização territorial:</strong> mapeamento de conflitos ambientais para identificar as áreas que demandam maior presença do Estado ou campanhas de educação ambiental.</li>



<li><strong>Priorização técnica em campo:</strong> classificação de riscos fitossanitários para organizar rotas de poda preventiva e evitar quedas de árvores.</li>



<li><strong>Controle do ciclo florestal:</strong> acompanhamento rigoroso da produção de mudas, irrigação, perdas e reflorestamento no viveiro municipal.</li>



<li><strong>Transparência ativa:</strong> acesso da população aos dados de gestão por meio do painel público, promovendo o controle social.</li>



<li><strong>Eficiência administrativa:</strong> redução do tempo de busca de informações graças ao suporte dos assistentes de inteligência artificial.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aprendizados que outras cidades podem adotar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos desafios e limitações apresentados pela solução, Ferretti afirma que o mais importante já começou: <strong>a mudança de método</strong>. A Secretaria está aprendendo a trabalhar com dados, mapas, registros padronizados, indicadores, um painel público e o apoio da inteligência artificial para melhorar sua gestão ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A experiência de Amargosa deixa lições valiosas para outros municípios</strong> que desejam aprimorar e modernizar sua gestão ambiental. “O principal aprendizado é que a transformação digital nessa área deve ser pensada como uma arquitetura, e não como uma ferramenta isolada”, destaca a gestora. E conclui: “Não adianta ter um sistema para o viveiro, outro para a fiscalização, outro para as árvores e outro para as denúncias, se essas informações não dialogam entre si. <strong>O valor está na conexão entre as camadas”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para outros municípios, as lições apontadas por Ferretti são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A tecnologia deve responder a um problema público concreto, e não o contrário.</li>



<li>A transformação digital deve ser pensada como uma arquitetura integrada.</li>



<li>A inteligência artificial é um suporte técnico, não um substituto do critério humano.</li>



<li>Municípios pequenos e médios têm capacidade de construir inteligência pública aplicada.</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta nota faz parte do Boletim Ideias &amp; Inspiração da Rede de Inovação Local (RIL), no qual, a cada mês, são destacados casos inovadores de diferentes temas em cidades de todo o mundo. Gostaria de receber, uma vez por mês, soluções locais como as apresentadas nesta reportagem diretamente no seu e-mail? <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Você pode se inscrever gratuitamente</a>!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong><em>Redação +COMUNIDAD</em></strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><em>Imagem de capa: ilustração da RIL e da +COMUNIDAD.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sandbox.Rio: da caixa de areia a políticas públicas com impacto econômico</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/sandboxe-rio-da-caixa-de-areia-a-politicas-publicas-com-impacto-economico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 19:12:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desarrollo Económico]]></category>
		<category><![CDATA[Gestión y Gobernanza]]></category>
		<category><![CDATA[Transformación Digital]]></category>
		<category><![CDATA[américa latina]]></category>
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		<category><![CDATA[IDEIAS & INSPIRAÇÃO]]></category>
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		<category><![CDATA[inovação regulatória]]></category>
		<category><![CDATA[inspiração]]></category>
		<category><![CDATA[laboratório regulatório]]></category>
		<category><![CDATA[Lagoa Rodrigo de Freitas]]></category>
		<category><![CDATA[padrões baseados em evidências]]></category>
		<category><![CDATA[Patinetes Whoosh]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas com impacto econômico]]></category>
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		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[robôs]]></category>
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		<category><![CDATA[Sandbox.Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação digital]]></category>
		<category><![CDATA[Whoosh]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mascomunidad.org.ar/?p=9576</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 2024, contamos como o Rio de Janeiro implementou uma inovação regulatória para testar drones, robôs e carros elétricos em plena cidade. Quase dois anos depois, esses "experimentos" começaram a se transformar em normas, em infraestrutura e até em uma ferramenta para levar a inovação às favelas. A história de como uma autorização temporária se converte em desenvolvimento econômico.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-3 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Sandbox Rio</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Existe uma versão em espanhol deste artigo <a href="https://mascomunidad.org.ar/sandbox-rio-de-la-caja-de-arena-a-politicas-publicas-con-impacto-economico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em agosto de 2024, o +COMUNIDAD publicou pela primeira vez <a href="https://mascomunidad.org.ar/?s=sandbox" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um especial sobre sandboxes regulatórios</a>: aqueles ambientes em que um governo permite testar, por um tempo e sob supervisão, inovações que nenhuma norma ainda contempla. Entre os casos em destaque estava o do Rio de Janeiro, a primeira capital brasileira a montar um a escala municipal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquele momento, o <a href="https://mascomunidad.org.ar/electromovilidad-descarbonizacion-impactos-sandbox-rio-de-janeiro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sandbox.Rio</a> era sobretudo uma promessa com bons primeiros resultados. A equipe nos contava que a cidade já abrigava estações de recarga para carros elétricos, robôs de entrega circulando pelas calçadas, drones distribuindo bebidas e até os primeiros passos de um carro voador. Tudo isso acontecia sem que o Rio tivesse que reescrever sua normativa de antemão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase dois anos depois, voltamos a bater à porta. A pergunta principal era o que havia acontecido com tudo aquilo: ficou em experimento ou se transformou em algo mais? E, sobretudo, uma pergunta que organiza esta edição do Boletim Ideias &amp; Inspiração:<strong> como se traduz um &#8220;laboratório regulatório&#8221; em desenvolvimento econômico concreto para uma cidade?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas foram dadas, como naquela ocasião, por <strong>Carina de Castro Quirino</strong>. Ela é a subsecretária de Regulação e Ambiente de Negócios da Prefeitura do Rio (<a href="https://desenvolvimento.prefeitura.rio/subsecretaria-de-regulacao-e-ambiente-de-negocios-subran/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SUBRAN</a>), cuja área conduz o programa. E deixam ver uma mudança de etapa: o sandbox deixou de ser uma vitrine de pilotos para começar a produzir aquilo que mais custa a qualquer governo gerar diante da inovação: normas com base em evidência.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="694" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2.jpeg" alt="Sandbox.Rio" class="wp-image-9581" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-300x203.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-768x521.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-48x33.jpeg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Drones de entrega, um dos primeiros testes realizados com o Sandbox.Rio. Imagem: Sandbox.Rio.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma caixa de areia, para quem chega pela primeira vez</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A metáfora que lhe dá nome vem do mundo do software. Quando uma pessoa dedicada à programação quer testar um código novo, não o libera direto no sistema: roda-o em um ambiente isolado, uma &#8220;caixa de areia&#8221;, onde pode falhar sem contaminar o resto. Em 2015, reguladores financeiros do Reino Unido tomaram a ideia emprestada para deixar que as fintechs testassem seus produtos em um espaço delimitado, sem exigir-lhes de entrada todas as regras pensadas para os bancos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um sandbox regulatório é isso: uma autorização delimitada no tempo, no território e em seu alcance, para testar algo novo na vida real.</strong> Não suspende os controles de segurança nem as proteções ao cidadão. Suspende, de forma temporária, normas menores que bloqueiam uma inovação que ainda ninguém regulou. O que o Rio mudou foi a escala. Uma coisa é um sandbox financeiro, com dois reguladores e um punhado de empresas. <strong>Outra muito distinta é uma cidade inteira, com ruas, vizinhos, trânsito e comércios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Rio criou seu programa em 2022 por meio do Decreto Municipal 50.697. Qualquer empresa, startup ou instituto de pesquisa pode apresentar um projeto. Se a inovação não se encaixa na normativa vigente, o município a avalia e, se tiver mérito, lhe outorga uma autorização temporária para operar com usuários reais e sob monitoramento. Ao fechar o ciclo, a Prefeitura produz um relatório técnico. E aí começa o interessante.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-1024x683.jpg" alt="Sandbox.Rio" class="wp-image-9582" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-1536x1024.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-2000x1333.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Patinetes elétricos compartilhados estacionados em uma estação fixa no Rio. Imagem: Rio Scooter / Whoosh Project.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do experimento à norma: o caso das patinetes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se há um aprendizado que a equipe de Quirino resgata destes quase quatro anos, é que <strong>&#8220;uma regulação eficaz precisa de evidência, não de antecipação&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A subsecretária o apresenta como uma inversão da lógica habitual do Estado. &#8220;O poder público costuma regular novas tecnologias a partir de projeções e suposições&#8221;, explica. O sandbox propõe o caminho oposto: primeiro se testa em escala real, depois se regula a partir dos dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso que melhor completa essa trajetória é o do Projeto Patinete Rio, da empresa <a href="https://restofworld.org/2024/whoosh-escooter-russian-company-brazil/">Whoosh</a>. Ao longo de 19 meses de operação experimental, a Prefeitura mediu de forma contínua padrões de uso, perfil de usuários e impactos na mobilidade e no ambiente. <strong>Ao fechar o ciclo, os números eram contundentes: 2,9 milhões de viagens, 972 mil usuários ativos e cerca de 230 empregos diretos e indiretos gerados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse volume de dados foi decisivo para dois movimentos que tiveram que ocorrer em paralelo. Por um lado, a articulação com as áreas municipais, que passaram a conhecer os riscos reais —e não hipotéticos— das patinetes no espaço urbano. Por outro, o respaldo político para avançar rumo a uma regulação permanente. O resultado foi o Decreto Municipal 57.657, de 9 de março de 2026, que regula de forma definitiva as patinetes elétricas compartilhadas na cidade, após um processo que incluiu consulta pública, relatórios de monitoramento e diálogo com os órgãos envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lição que Quirino deixa é direta: <strong>sem o sandbox, o debate regulatório teria travado em intuições e em comparações com outras cidades, sem prática própria. </strong>Com ele, discutiu-se sobre evidência recolhida em um ambiente controlado. &#8220;Dados que não deixavam margem para questionar a relevância do serviço para a cidade&#8221;, resume.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que se regula e o que não: o mecanismo por trás</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O caso das patinetes é o produto de um método. Ao final de cada ciclo, de cerca de doze meses, o Sandbox.Rio produz um relatório técnico consolidado que orienta a decisão entre três caminhos possíveis: regulação definitiva, continuidade experimental ou encerramento ordenado do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As patinetes já percorreram esse caminho completo. Outros estão em pleno trajeto. O mais avançado é o <a href="https://en.prefeitura.rio/noticias/rio-de-janeiro-e-a-primeira-cidade-do-brasil-a-inaugurar-eletroposto-em-area-publica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Eletroposto Carioca</a>, a primeira estação de recarga de veículos elétricos do país, inaugurada em fevereiro de 2025 na Barra da Tijuca. Em seu primeiro ano registrou 21.179 sessões de recarga, consumiu 522.373 kWh e evitou 406 toneladas de dióxido de carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados, segundo a Prefeitura, já estão orientando uma decisão de política pública mais ampla. O Rio é a terceira cidade do Brasil em número de veículos elétricos emplacados, e a demanda cresce mais rápido que a oferta de infraestrutura: a frota eletrificada brasileira aumentou 28% somente no primeiro semestre de 2025, e as vendas cresceram 65,5% nos dois primeiros meses de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior. O país tinha cerca de 21 mil estações de recarga em fevereiro de 2026, mas os condutores seguem apontando a falta de infraestrutura como o principal gargalo da eletromobilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso a cidade avança no desenho de um Plano Municipal de Eletromobilidade, que prevê somar 15 novas estações públicas de recarga até 2028. O sandbox foi o instrumento que permitiu acumular dados reais sobre demanda, perfis de uso, localização estratégica e viabilidade econômica. Dados que agora sustentam esse plano. Nas palavras de Quirino, &#8220;o programa não existe apenas para liberar inovação, mas para produzir o conhecimento que permite ao Estado agir com precisão&#8221;.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9583" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-1536x1024.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-2000x1333.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Bicicleta movida a água recolhendo resíduos na Lagoa Rodrigo de Freitas. Imagem: Projeto Biclean.</sup></em></figcaption></figure>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>A inovação também para as periferias</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o caminho houve, contudo, um ponto sensível que a própria equipe detectou. Os dois primeiros ciclos haviam dado resultados sólidos, mas concentrados em zonas com melhor acesso à infraestrutura urbana: a Zona Sul e a Barra da Tijuca. A inovação chegava onde já existia, de certo modo, e não onde mais fazia falta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro ciclo, lançado em agosto de 2025, buscou corrigir esse viés. <strong>Pela primeira vez, os projetos voltados a comunidades cariocas e a áreas fora desse eixo recebem até dez pontos adicionais na seleção.</strong> A mudança se notou: 58 projetos inscritos, segundo a Prefeitura, um recorde para um sandbox municipal no Brasil, com participação inédita de iniciativas pensadas para territórios periféricos e um júri integrado por instituições como a <a href="https://www.firjan.com.br/espanol/firjan/default.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Firjan</a> e a <a href="https://ufrj.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">UFRJ</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os dez projetos do ciclo, dois mostram com clareza essa virada. Um é o <strong>Biclean</strong>, uma bicicleta aquática que se testa na Lagoa Rodrigo de Freitas como veículo de recreação e turismo sustentável, com a particularidade de recolher resíduos enquanto circula. O outro, de maior alcance social, é um CEP Digital —um sistema de endereços digitais— para as comunidades da Mangueira e do Caju, desenvolvido pela logtech de impacto social naPorta junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e à Secretaria Municipal de Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia é simples, mas nem por isso menos poderosa. Em territórios onde o sistema postal tradicional não funciona, criam-se endereços digitais precisos para cada moradia. Isso permite, por exemplo, que os agentes comunitários de saúde localizem os moradores com exatidão, melhora o acompanhamento de pacientes, a cobertura de vacinação e a eficácia dos programas de atenção básica.A tecnologia de endereços digitais já vinha sendo aplicada em favelas cariocas desde o fim de 2024; o que o sandbox aporta é articulá-la com os serviços públicos de saúde do município. É o tipo de resultado, assinala Quirino,<strong> que converte o programa em um instrumento de redução da desigualdade urbana, e não apenas de fomento ao empreendedorismo.</strong></p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="632" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas.jpg" alt="" class="wp-image-9584" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas.jpg 1000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-300x190.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-768x485.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-24x15.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-36x23.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-48x30.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>A Biclean, uma bicicleta aquática que está sendo testada na Lagoa Rodrigo de Freitas como veículo para recreação e turismo sustentável, tem a característica única de coletar resíduos enquanto se move. Imagem: 10viajes.com</sup></em></figcaption></figure>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Limites e diálogo com outros níveis do Estado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência carioca também deixa ver onde estão as tensões. Um sandbox municipal só pode mexer em normas municipais, e os limites aparecem quando uma inovação toca competências de outros níveis do Estado. A própria equipe reconhece: pode dialogar com reguladores federais, como a agência de aviação que intervém no caso dos drones ou dos eVTOL, mas não modificar suas regras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse atrito de competências ficou visível em abril de 2026, quando a Prefeitura publicou um decreto mais amplo —distinto do das patinetes compartilhadas— para ordenar a circulação de toda a micromobilidade elétrica na cidade. O Ministério Público do Estado do Rio questionou parte dessa norma e <a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/16/mprj-decreto-ciclomotores-prefeitura-do-rio.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pediu sua suspensão</a>, ao considerar que o município não pode modificar classificações de veículos já definidas pela legislação federal de trânsito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O decreto afetado, o número 57.823, não tem relação com o programa Sandbox.Rio (o decreto dos patinetes compartilhados é o número 57.657 e segue em vigor). O episódio, ainda em aberto, ilustra um aprendizado que vai além do Rio: experimentar no âmbito local é possível e fértil, mas transformar esses aprendizados em uma regulação duradoura exige coordenação com os demais níveis do Estado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que outra cidade da região pode aprender</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para os governos locais que leem este Boletim, a pergunta prática é se tudo isso pode ser replicado. A recomendação de Quirino é não esperar ter o modelo perfeito. <strong>&#8220;O maior erro que uma cidade pode cometer é achar que precisa regular o futuro antes de entendê-lo&#8221;</strong>, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa carioca, lembra, não demandou recursos do erário nem uma estrutura complexa: precisou de vontade política, um instrumento jurídico claro e uma equipe disposta a aprender junto com as empresas. Apoia-se, além disso, em uma base normativa nacional —o Marco Legal das Startups, a lei complementar 182 de 2021— que habilita expressamente estados e municípios a criar esses ambientes de teste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na região, cidades como Porto Alegre, Goiânia, Maceió, Criciúma, Teresópolis e Volta Redonda, além do estado de São Paulo, já montaram seus próprios sandboxes. Na Argentina, a Cidade de Buenos Aires conta com uma lei desde 2021, e municípios como Escobar começaram a trilhar caminhos regulatórios semelhantes, inspirados em parte pela experiência do Rio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O decreto que deu origem ao Sandbox.Rio está disponível como modelo adaptável para qualquer município que queira começar. Porque o problema que resolve, diz Quirino, é universal: <strong>&#8220;Se a sua cidade enfrenta tecnologias que chegam mais rápido que a capacidade de regulá-las —e todas enfrentam— o sandbox não é uma opção sofisticada reservada às grandes metrópoles. É a resposta prática a um problema comum&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase dois anos depois daquela primeira matéria, a caixa de areia do Rio demonstrou algo que vai além dos drones e dos carros voadores que a tornaram famosa: que uma autorização temporária, bem desenhada, pode se converter em infraestrutura, em emprego, em serviços de saúde que chegam a uma favela. E, sobretudo, em uma forma distinta de o Estado se relacionar com aquilo que ainda não sabe regular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contato com Sandbox.Rio:</strong> <a href="https://www.sandboxrio.com.br/">https://www.sandboxrio.com.br/ </a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta matéria faz parte do Boletim Ideias &amp; Inspiração da Rede de Inovação Local (RIL), no qual a cada mês se destacam casos inovadores de diferentes temáticas em cidades de todo o mundo. Gostaria de receber, uma vez por mês, soluções locais como as desta matéria no seu e-mail? Você pode </em></strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>se inscrever </em></strong></a><strong><em>gratuitamente!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Redação +COMUNIDAD</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Imagem de capa: ilustração de RIL e +COMUNIDAD.</p>
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