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	<title>Sandbox.Rio archivos - +COMUNIDAD</title>
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	<description>Una iniciativa impulsada por RIL (Red de Innovación Local).</description>
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		<title>Sandbox.Rio: da caixa de areia a políticas públicas com impacto econômico</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/sandboxe-rio-da-caixa-de-areia-a-politicas-publicas-com-impacto-economico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 19:12:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desarrollo Económico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2024, contamos como o Rio de Janeiro implementou uma inovação regulatória para testar drones, robôs e carros elétricos em plena cidade. Quase dois anos depois, esses "experimentos" começaram a se transformar em normas, em infraestrutura e até em uma ferramenta para levar a inovação às favelas. A história de como uma autorização temporária se converte em desenvolvimento econômico.</p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/sandboxe-rio-da-caixa-de-areia-a-politicas-publicas-com-impacto-economico/">Sandbox.Rio: da caixa de areia a políticas públicas com impacto econômico</a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-ad7c27e5187a0ed9ba490bb7f411f220 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Sandbox Rio</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Existe uma versão em espanhol deste artigo <a href="https://mascomunidad.org.ar/sandbox-rio-de-la-caja-de-arena-a-politicas-publicas-con-impacto-economico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em agosto de 2024, o +COMUNIDAD publicou pela primeira vez <a href="https://mascomunidad.org.ar/?s=sandbox" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um especial sobre sandboxes regulatórios</a>: aqueles ambientes em que um governo permite testar, por um tempo e sob supervisão, inovações que nenhuma norma ainda contempla. Entre os casos em destaque estava o do Rio de Janeiro, a primeira capital brasileira a montar um a escala municipal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquele momento, o <a href="https://mascomunidad.org.ar/electromovilidad-descarbonizacion-impactos-sandbox-rio-de-janeiro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sandbox.Rio</a> era sobretudo uma promessa com bons primeiros resultados. A equipe nos contava que a cidade já abrigava estações de recarga para carros elétricos, robôs de entrega circulando pelas calçadas, drones distribuindo bebidas e até os primeiros passos de um carro voador. Tudo isso acontecia sem que o Rio tivesse que reescrever sua normativa de antemão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase dois anos depois, voltamos a bater à porta. A pergunta principal era o que havia acontecido com tudo aquilo: ficou em experimento ou se transformou em algo mais? E, sobretudo, uma pergunta que organiza esta edição do Boletim Ideias &amp; Inspiração:<strong> como se traduz um &#8220;laboratório regulatório&#8221; em desenvolvimento econômico concreto para uma cidade?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas foram dadas, como naquela ocasião, por <strong>Carina de Castro Quirino</strong>. Ela é a subsecretária de Regulação e Ambiente de Negócios da Prefeitura do Rio (<a href="https://desenvolvimento.prefeitura.rio/subsecretaria-de-regulacao-e-ambiente-de-negocios-subran/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SUBRAN</a>), cuja área conduz o programa. E deixam ver uma mudança de etapa: o sandbox deixou de ser uma vitrine de pilotos para começar a produzir aquilo que mais custa a qualquer governo gerar diante da inovação: normas com base em evidência.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="694" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2.jpeg" alt="Sandbox.Rio" class="wp-image-9581" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-300x203.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-768x521.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-48x33.jpeg 48w" sizes="(max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Drones de entrega, um dos primeiros testes realizados com o Sandbox.Rio. Imagem: Sandbox.Rio.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma caixa de areia, para quem chega pela primeira vez</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A metáfora que lhe dá nome vem do mundo do software. Quando uma pessoa dedicada à programação quer testar um código novo, não o libera direto no sistema: roda-o em um ambiente isolado, uma &#8220;caixa de areia&#8221;, onde pode falhar sem contaminar o resto. Em 2015, reguladores financeiros do Reino Unido tomaram a ideia emprestada para deixar que as fintechs testassem seus produtos em um espaço delimitado, sem exigir-lhes de entrada todas as regras pensadas para os bancos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um sandbox regulatório é isso: uma autorização delimitada no tempo, no território e em seu alcance, para testar algo novo na vida real.</strong> Não suspende os controles de segurança nem as proteções ao cidadão. Suspende, de forma temporária, normas menores que bloqueiam uma inovação que ainda ninguém regulou. O que o Rio mudou foi a escala. Uma coisa é um sandbox financeiro, com dois reguladores e um punhado de empresas. <strong>Outra muito distinta é uma cidade inteira, com ruas, vizinhos, trânsito e comércios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Rio criou seu programa em 2022 por meio do Decreto Municipal 50.697. Qualquer empresa, startup ou instituto de pesquisa pode apresentar um projeto. Se a inovação não se encaixa na normativa vigente, o município a avalia e, se tiver mérito, lhe outorga uma autorização temporária para operar com usuários reais e sob monitoramento. Ao fechar o ciclo, a Prefeitura produz um relatório técnico. E aí começa o interessante.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-1024x683.jpg" alt="Sandbox.Rio" class="wp-image-9582" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-1536x1024.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-2000x1333.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1.jpg 2048w" sizes="(max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Patinetes elétricos compartilhados estacionados em uma estação fixa no Rio. Imagem: Rio Scooter / Whoosh Project.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do experimento à norma: o caso das patinetes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se há um aprendizado que a equipe de Quirino resgata destes quase quatro anos, é que <strong>&#8220;uma regulação eficaz precisa de evidência, não de antecipação&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A subsecretária o apresenta como uma inversão da lógica habitual do Estado. &#8220;O poder público costuma regular novas tecnologias a partir de projeções e suposições&#8221;, explica. O sandbox propõe o caminho oposto: primeiro se testa em escala real, depois se regula a partir dos dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso que melhor completa essa trajetória é o do Projeto Patinete Rio, da empresa <a href="https://restofworld.org/2024/whoosh-escooter-russian-company-brazil/">Whoosh</a>. Ao longo de 19 meses de operação experimental, a Prefeitura mediu de forma contínua padrões de uso, perfil de usuários e impactos na mobilidade e no ambiente. <strong>Ao fechar o ciclo, os números eram contundentes: 2,9 milhões de viagens, 972 mil usuários ativos e cerca de 230 empregos diretos e indiretos gerados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse volume de dados foi decisivo para dois movimentos que tiveram que ocorrer em paralelo. Por um lado, a articulação com as áreas municipais, que passaram a conhecer os riscos reais —e não hipotéticos— das patinetes no espaço urbano. Por outro, o respaldo político para avançar rumo a uma regulação permanente. O resultado foi o Decreto Municipal 57.657, de 9 de março de 2026, que regula de forma definitiva as patinetes elétricas compartilhadas na cidade, após um processo que incluiu consulta pública, relatórios de monitoramento e diálogo com os órgãos envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lição que Quirino deixa é direta: <strong>sem o sandbox, o debate regulatório teria travado em intuições e em comparações com outras cidades, sem prática própria. </strong>Com ele, discutiu-se sobre evidência recolhida em um ambiente controlado. &#8220;Dados que não deixavam margem para questionar a relevância do serviço para a cidade&#8221;, resume.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que se regula e o que não: o mecanismo por trás</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O caso das patinetes é o produto de um método. Ao final de cada ciclo, de cerca de doze meses, o Sandbox.Rio produz um relatório técnico consolidado que orienta a decisão entre três caminhos possíveis: regulação definitiva, continuidade experimental ou encerramento ordenado do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As patinetes já percorreram esse caminho completo. Outros estão em pleno trajeto. O mais avançado é o <a href="https://en.prefeitura.rio/noticias/rio-de-janeiro-e-a-primeira-cidade-do-brasil-a-inaugurar-eletroposto-em-area-publica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Eletroposto Carioca</a>, a primeira estação de recarga de veículos elétricos do país, inaugurada em fevereiro de 2025 na Barra da Tijuca. Em seu primeiro ano registrou 21.179 sessões de recarga, consumiu 522.373 kWh e evitou 406 toneladas de dióxido de carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados, segundo a Prefeitura, já estão orientando uma decisão de política pública mais ampla. O Rio é a terceira cidade do Brasil em número de veículos elétricos emplacados, e a demanda cresce mais rápido que a oferta de infraestrutura: a frota eletrificada brasileira aumentou 28% somente no primeiro semestre de 2025, e as vendas cresceram 65,5% nos dois primeiros meses de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior. O país tinha cerca de 21 mil estações de recarga em fevereiro de 2026, mas os condutores seguem apontando a falta de infraestrutura como o principal gargalo da eletromobilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso a cidade avança no desenho de um Plano Municipal de Eletromobilidade, que prevê somar 15 novas estações públicas de recarga até 2028. O sandbox foi o instrumento que permitiu acumular dados reais sobre demanda, perfis de uso, localização estratégica e viabilidade econômica. Dados que agora sustentam esse plano. Nas palavras de Quirino, &#8220;o programa não existe apenas para liberar inovação, mas para produzir o conhecimento que permite ao Estado agir com precisão&#8221;.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9583" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-1536x1024.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-2000x1333.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Bicicleta movida a água recolhendo resíduos na Lagoa Rodrigo de Freitas. Imagem: Projeto Biclean.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>A inovação também para as periferias</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o caminho houve, contudo, um ponto sensível que a própria equipe detectou. Os dois primeiros ciclos haviam dado resultados sólidos, mas concentrados em zonas com melhor acesso à infraestrutura urbana: a Zona Sul e a Barra da Tijuca. A inovação chegava onde já existia, de certo modo, e não onde mais fazia falta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro ciclo, lançado em agosto de 2025, buscou corrigir esse viés. <strong>Pela primeira vez, os projetos voltados a comunidades cariocas e a áreas fora desse eixo recebem até dez pontos adicionais na seleção.</strong> A mudança se notou: 58 projetos inscritos, segundo a Prefeitura, um recorde para um sandbox municipal no Brasil, com participação inédita de iniciativas pensadas para territórios periféricos e um júri integrado por instituições como a <a href="https://www.firjan.com.br/espanol/firjan/default.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Firjan</a> e a <a href="https://ufrj.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">UFRJ</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os dez projetos do ciclo, dois mostram com clareza essa virada. Um é o <strong>Biclean</strong>, uma bicicleta aquática que se testa na Lagoa Rodrigo de Freitas como veículo de recreação e turismo sustentável, com a particularidade de recolher resíduos enquanto circula. O outro, de maior alcance social, é um CEP Digital —um sistema de endereços digitais— para as comunidades da Mangueira e do Caju, desenvolvido pela logtech de impacto social naPorta junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e à Secretaria Municipal de Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia é simples, mas nem por isso menos poderosa. Em territórios onde o sistema postal tradicional não funciona, criam-se endereços digitais precisos para cada moradia. Isso permite, por exemplo, que os agentes comunitários de saúde localizem os moradores com exatidão, melhora o acompanhamento de pacientes, a cobertura de vacinação e a eficácia dos programas de atenção básica.A tecnologia de endereços digitais já vinha sendo aplicada em favelas cariocas desde o fim de 2024; o que o sandbox aporta é articulá-la com os serviços públicos de saúde do município. É o tipo de resultado, assinala Quirino,<strong> que converte o programa em um instrumento de redução da desigualdade urbana, e não apenas de fomento ao empreendedorismo.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="632" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas.jpg" alt="" class="wp-image-9584" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas.jpg 1000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-300x190.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-768x485.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-24x15.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-36x23.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-48x30.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>A Biclean, uma bicicleta aquática que está sendo testada na Lagoa Rodrigo de Freitas como veículo para recreação e turismo sustentável, tem a característica única de coletar resíduos enquanto se move. Imagem: 10viajes.com</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Limites e diálogo com outros níveis do Estado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência carioca também deixa ver onde estão as tensões. Um sandbox municipal só pode mexer em normas municipais, e os limites aparecem quando uma inovação toca competências de outros níveis do Estado. A própria equipe reconhece: pode dialogar com reguladores federais, como a agência de aviação que intervém no caso dos drones ou dos eVTOL, mas não modificar suas regras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse atrito de competências ficou visível em abril de 2026, quando a Prefeitura publicou um decreto mais amplo —distinto do das patinetes compartilhadas— para ordenar a circulação de toda a micromobilidade elétrica na cidade. O Ministério Público do Estado do Rio questionou parte dessa norma e <a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/16/mprj-decreto-ciclomotores-prefeitura-do-rio.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pediu sua suspensão</a>, ao considerar que o município não pode modificar classificações de veículos já definidas pela legislação federal de trânsito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O decreto afetado, o número 57.823, não tem relação com o programa Sandbox.Rio (o decreto dos patinetes compartilhados é o número 57.657 e segue em vigor). O episódio, ainda em aberto, ilustra um aprendizado que vai além do Rio: experimentar no âmbito local é possível e fértil, mas transformar esses aprendizados em uma regulação duradoura exige coordenação com os demais níveis do Estado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que outra cidade da região pode aprender</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para os governos locais que leem este Boletim, a pergunta prática é se tudo isso pode ser replicado. A recomendação de Quirino é não esperar ter o modelo perfeito. <strong>&#8220;O maior erro que uma cidade pode cometer é achar que precisa regular o futuro antes de entendê-lo&#8221;</strong>, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa carioca, lembra, não demandou recursos do erário nem uma estrutura complexa: precisou de vontade política, um instrumento jurídico claro e uma equipe disposta a aprender junto com as empresas. Apoia-se, além disso, em uma base normativa nacional —o Marco Legal das Startups, a lei complementar 182 de 2021— que habilita expressamente estados e municípios a criar esses ambientes de teste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na região, cidades como Porto Alegre, Goiânia, Maceió, Criciúma, Teresópolis e Volta Redonda, além do estado de São Paulo, já montaram seus próprios sandboxes. Na Argentina, a Cidade de Buenos Aires conta com uma lei desde 2021, e municípios como Escobar começaram a trilhar caminhos regulatórios semelhantes, inspirados em parte pela experiência do Rio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O decreto que deu origem ao Sandbox.Rio está disponível como modelo adaptável para qualquer município que queira começar. Porque o problema que resolve, diz Quirino, é universal: <strong>&#8220;Se a sua cidade enfrenta tecnologias que chegam mais rápido que a capacidade de regulá-las —e todas enfrentam— o sandbox não é uma opção sofisticada reservada às grandes metrópoles. É a resposta prática a um problema comum&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase dois anos depois daquela primeira matéria, a caixa de areia do Rio demonstrou algo que vai além dos drones e dos carros voadores que a tornaram famosa: que uma autorização temporária, bem desenhada, pode se converter em infraestrutura, em emprego, em serviços de saúde que chegam a uma favela. E, sobretudo, em uma forma distinta de o Estado se relacionar com aquilo que ainda não sabe regular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contato com Sandbox.Rio:</strong> <a href="https://www.sandboxrio.com.br/">https://www.sandboxrio.com.br/ </a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta matéria faz parte do Boletim Ideias &amp; Inspiração da Rede de Inovação Local (RIL), no qual a cada mês se destacam casos inovadores de diferentes temáticas em cidades de todo o mundo. Gostaria de receber, uma vez por mês, soluções locais como as desta matéria no seu e-mail? Você pode </em></strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>se inscrever </em></strong></a><strong><em>gratuitamente!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Redação +COMUNIDAD</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Imagem de capa: ilustração de RIL e +COMUNIDAD.</p>
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		<title>Sandbox.Rio: de la caja de arena a políticas públicas con impacto económico</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/sandbox-rio-de-la-caja-de-arena-a-politicas-publicas-con-impacto-economico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 18:54:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desarrollo Económico]]></category>
		<category><![CDATA[Gestión y Gobernanza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>En 2024 contamos cómo Río de Janeiro implementó una innovación regulatoria para probar drones, robots y autos eléctricos en plena ciudad. Casi dos años después, esos “experimentos” empezaron a transformarse en normas, en infraestructura e incluso en una herramienta para llevar la innovación a las favelas. La historia de cómo un permiso temporal se convierte en desarrollo económico.</p>
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<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-a7e4fc5f2b3d4f3fc82d18dd9b331f26 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Sandbox.Rio</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Existe una versión en portugués de este artículo <a href="https://mascomunidad.org.ar/sandboxe-rio-da-caixa-de-areia-a-politicas-publicas-com-impacto-economico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aquí</a>.&nbsp;</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">En agosto de 2024, +COMUNIDAD publicó por primera vez <a href="https://mascomunidad.org.ar/?s=sandbox" target="_blank" rel="noreferrer noopener">un especial sobre sandboxes regulatorios</a>: esos entornos donde un gobierno permite probar, durante un tiempo y bajo supervisión, innovaciones que ninguna norma todavía contempla. Entre los casos destacados estaba el de Río de Janeiro, la primera capital brasileña en montar uno a escala municipal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En aquel momento, el <a href="https://mascomunidad.org.ar/electromovilidad-descarbonizacion-impactos-sandbox-rio-de-janeiro/">Sandbox.Rio</a> era sobre todo una promesa con buenos primeros resultados. Su equipo nos contaba que la ciudad ya alojaba estaciones de recarga para autos eléctricos, robots de entrega circulando por las veredas, drones repartiendo bebidas y hasta los primeros pasos de un auto volador. Todo eso ocurría sin que la ciudad hubiera tenido que reescribir su normativa de antemano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Casi dos años después, volvimos a tocar la puerta. La pregunta principal era qué había pasado con todo aquello: ¿quedó en experimento o se transformó en algo más? Y, sobre todo, una pregunta que ordena esta edición del Boletín Ideas &amp; Inspiración: <strong>¿cómo se traduce un “laboratorio regulatorio” en desarrollo económico concreto para una ciudad?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Las respuestas las dio, como aquella vez,<strong> Carina de Castro Quirino</strong>. Es la subsecretaria de Regulación y Ambiente de Negocios de la Prefeitura de Río (<a href="https://desenvolvimento.prefeitura.rio/subsecretaria-de-regulacao-e-ambiente-de-negocios-subran/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SUBRAN</a>), cuya área conduce el programa. Y dejan ver un cambio de etapa: el sandbox dejó de ser una vitrina de pilotos para empezar a producir lo que más le cuesta generar a cualquier gobierno frente a la innovación: <strong>normas con base en evidencia.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="694" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1.jpeg" alt="" class="wp-image-9565" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1-300x203.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1-768x521.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1-48x33.jpeg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Drones de entrega, una de las primeras pruebas realizadas con Sandbox.Rio. Imagen: Sandbox.Rio.</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Una caja de arena, para quien llega por primera vez</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La metáfora que le da nombre viene del mundo del software. Cuando una persona dedicada a la programación quiere probar un código nuevo, no lo libera directo al sistema: lo corre en un entorno aislado, una &#8220;caja de arena&#8221;, donde puede fallar sin contaminar al resto. En 2015, reguladores financieros del Reino Unido tomaron prestada la idea para dejar que las <em>fintech </em>probaran sus productos en un espacio acotado, sin exigirles de entrada todas las reglas pensadas para los bancos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Un sandbox regulatorio es eso: un permiso acotado en el tiempo, en el territorio y en su alcance, para probar algo nuevo en la vida real.</strong> No suspende los controles de seguridad ni las protecciones al ciudadano. Suspende, de forma temporal, normas menores que bloquean una innovación que todavía nadie reguló. Lo que cambió Río fue la escala. Una cosa es un sandbox financiero, con dos reguladores y un puñado de empresas. <strong>Otra muy distinta es una ciudad entera, con calles, vecinos, tránsito y comercios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Río creó su programa en 2022 mediante el Decreto Municipal 50.697. Cualquier empresa, startup o instituto de investigación puede presentar un proyecto. Si la innovación no encaja en la normativa vigente, el municipio la evalúa y, si tiene mérito, le otorga una autorización temporal para operar con usuarios reales y bajo monitoreo. Al cerrar el ciclo, la Prefeitura produce un informe técnico. Y ahí empieza lo interesante.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9566" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1536x1024.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-2000x1333.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Patinetes eléctricos compartidos aparcados en una estación fija en Río. Imagen: Patinete Rio / Proyecto Whoosh.</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Del experimento a la norma: el caso de los patinetes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Si hay un aprendizaje que el equipo de Quirino rescata de estos casi cuatro años es que <strong>“una regulación eficaz necesita evidencia, no anticipación”.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">La subsecretaria lo plantea como una inversión de la lógica habitual del Estado. &#8220;El poder público suele regular nuevas tecnologías a partir de proyecciones y suposiciones&#8221;, explica. El sandbox propone el camino opuesto: primero se prueba en escala real, después se regula a partir de los datos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El caso que mejor completa esa trayectoria es el del Proyecto Patinete Rio, de la empresa <a href="https://restofworld.org/2024/whoosh-escooter-russian-company-brazil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Whoosh</a>. Durante 19 meses de operación experimental, la Prefeitura midió de forma continua patrones de uso, perfil de usuarios e impactos en la movilidad y el ambiente. <strong>Al cerrar el ciclo, los números eran contundentes: 2,9 millones de viajes, 972.000 usuarios activos y unos 230 empleos directos e indirectos generados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ese volumen de datos resultó decisivo para dos movimientos que tuvieron que ocurrir en paralelo. Por un lado, la articulación con las áreas municipales, que pasaron a conocer los riesgos reales —y no hipotéticos— de los patinetes en el espacio urbano. Por el otro, el respaldo político para avanzar hacia una regulación permanente. El resultado fue el Decreto Municipal 57.657, del 9 de marzo de 2026, que regula de forma definitiva los patinetes eléctricos compartidos en la ciudad, tras un proceso que incluyó consulta pública, informes de monitoreo y diálogo con los organismos involucrados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La lección que deja Quirino es directa:<strong> sin el sandbox, el debate regulatorio se habría trabado en intuiciones y en comparaciones con otras ciudades, sin práctica propia. </strong>Con él, se discutió sobre evidencia recogida en un entorno controlado. <em>&#8220;</em>Datos que no dejaban margen para cuestionar la relevancia del servicio para la ciudad&#8221;, resume.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qué se regula y qué no: el mecanismo detrás</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">El caso de los patinetes es el producto de un método. Al final de cada ciclo, de unos doce meses, el Sandbox.Rio produce un informe técnico consolidado que orienta la decisión entre tres caminos posibles: regulación definitiva, continuidad experimental o cierre ordenado del proyecto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Los patinetes ya recorrieron ese camino completo. Otros están en pleno trayecto. El más avanzado es el <a href="https://en.prefeitura.rio/noticias/rio-de-janeiro-e-a-primeira-cidade-do-brasil-a-inaugurar-eletroposto-em-area-publica/">Eletroposto Carioca</a>, la primera estación de recarga de vehículos eléctricos del país, inaugurada en febrero de 2025 en Barra da Tijuca. En su primer año registró 21.179 sesiones de recarga, consumió 522.373 kWh y evitó 406 toneladas de dióxido de carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esos datos, según la Prefeitura, ya están orientando una decisión de política pública más amplia. Río es la tercera ciudad de Brasil en cantidad de vehículos eléctricos patentados, y la demanda crece más rápido que la oferta de infraestructura: la flota electrificada brasileña aumentó 28% solo en el primer semestre de 2025, y las ventas crecieron 65,5% en los dos primeros meses de 2026 frente al mismo período del año anterior. El país tenía unas 21.000 estaciones de recarga en febrero de 2026, pero los conductores siguen señalando la falta de infraestructura como el principal cuello de botella de la electromovilidad.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por eso la ciudad avanza en el diseño de un Plan Municipal de Electromovilidad, que prevé sumar 15 nuevas estaciones públicas de recarga hasta 2028. El sandbox fue el instrumento que permitió acumular datos reales sobre demanda, perfiles de uso, localización estratégica y viabilidad económica. Datos que ahora sostienen ese plan. En palabras de Quirino, “el programa no existe solo para liberar innovación, sino para producir el conocimiento que permite al Estado actuar con precisión”.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-9567" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-1024x683.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-768x512.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-1536x1024.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-2000x1333.jpeg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-48x32.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7.jpeg 2048w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><sup>Bicicleta acuática recolectora de residuos en la Laguna Rodrigo de Freitas. Imagen: Proyectdo Biclean.</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>La innovación también para las periferias</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">En todo el camino hubo, sin embargo, un punto sensible que el propio equipo detectó. Los dos primeros ciclos habían dado resultados sólidos, pero concentrados en zonas con mejor acceso a infraestructura urbana: la Zona Sur y Barra da Tijuca. La innovación llegaba donde ya existía en cierto modo, no donde más falta hacía.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El tercer ciclo, lanzado en agosto de 2025, buscó corregir ese sesgo. <strong>Por primera vez, los proyectos orientados a comunidades cariocas y a áreas fuera de ese eje reciben hasta diez puntos adicionales en la selección.</strong> El cambio se notó: 58 proyectos inscriptos, según la Prefeitura, un récord para un sandbox municipal en Brasil, con participación inédita de iniciativas pensadas para territorios periféricos y un jurado integrado por instituciones como la <a href="https://www.firjan.com.br/espanol/firjan/default.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Firjan</a> y la <a href="https://ufrj.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">UFRJ</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre los diez proyectos del ciclo, dos muestran con claridad ese giro. Uno es <strong>Biclean</strong>, una bicicleta acuática que se prueba en la Laguna Rodrigo de Freitas como vehículo de recreación y turismo sustentable, con la particularidad de recolectar residuos mientras circula. El otro, de mayor alcance social, es un CEP Digital —un sistema de direcciones digitales— para las comunidades de Mangueira y Caju, desarrollado por la logtech de impacto social naPorta junto a la Secretaría de Desarrollo Económico y la Secretaría Municipal de Salud.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La idea es sencilla, pero no por eso&nbsp; menos potente. En territorios donde el sistema postal tradicional no funciona, se crean direcciones digitales precisas para cada vivienda. Eso permite, por ejemplo, que los agentes comunitarios de salud localicen a los vecinos con exactitud, mejora el seguimiento de pacientes, la cobertura de vacunación y la eficacia de los programas de atención primaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La tecnología de direcciones digitales ya venía aplicándose en favelas cariocas desde fines de 2024; lo que aporta el sandbox es articularla con los servicios públicos de salud del municipio. Es el tipo de resultado, señala Quirino, <strong>que convierte al programa en un instrumento de reducción de desigualdad urbana, y no solo de fomento al emprendimiento.&nbsp;</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="632" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8.jpeg" alt="" class="wp-image-9570" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8.jpeg 1000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8-300x190.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8-768x485.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8-24x15.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8-36x23.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8-48x30.jpeg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em><sup>Biclean, una bicicleta acuática que se prueba en la Laguna Rodrigo de Freitas como vehículo de recreación y turismo sustentable, con la particularidad de recolectar residuos mientras circula. Imagen: </sup></em><a href="http://10viajes.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><sup><em>10viajes.com</em></sup></a><em><sup>&nbsp;</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Límites y diálogo con otros niveles del Estado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La experiencia carioca también deja ver dónde están las tensiones. Un sandbox municipal solamente puede mover normas municipales, y los límites aparecen cuando una innovación toca competencias de otros niveles del Estado. El propio equipo lo reconoce: puede dialogar con reguladores federales, como la agencia de aviación que interviene en el caso de los drones o los eVTOL, pero no modificar sus reglas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ese roce de competencias se hizo visible en abril de 2026, cuando la Prefeitura publicó un decreto más amplio —distinto del de los patinetes compartidos— para ordenar la circulación de toda la micromovilidad eléctrica en la ciudad. El Ministerio Público del Estado de Río cuestionó parte de esa norma y <a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/16/mprj-decreto-ciclomotores-prefeitura-do-rio.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pidió su suspensión</a>, al considerar que el municipio no puede modificar clasificaciones de vehículos ya definidas por la legislación federal de tránsito.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">El decreto afectado, el número 57.823, no tiene relación con el programa Sanbox.Rio (el de los patinetes compartidos es el número 57.657 y se encuentra vigente). El episodio, todavía abierto, ilustra un aprendizaje que excede a Río: experimentar en el ámbito local es posible y fértil, pero llevar esos aprendizajes a una regulación duradera exige coordinar con los demás niveles del Estado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qué puede aprender otra ciudad de la región</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para los gobiernos locales que leen este Boletín, la pregunta práctica es si todo esto se puede replicar. La recomendación de Quirino es no esperar a tener el modelo perfecto.<strong> &#8220;El mayor error que puede cometer una ciudad es creer que necesita regular el futuro antes de entenderlo&#8221;</strong>, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El programa carioca, recuerda, no demandó recursos del erario ni una estructura compleja: necesitó voluntad política, un instrumento jurídico claro y un equipo dispuesto a aprender junto con las empresas. Se apoya, además, en una base normativa nacional —el Marco Legal de Startups, la ley complementaria 182 de 2021— que habilita expresamente a estados y municipios a crear estos entornos de prueba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En la región, ciudades como Porto Alegre, Goiânia, Maceió, Criciúma, Teresópolis y Volta Redonda, además del estado de São Paulo, ya armaron sus propios sandboxes. En la Argentina, la Ciudad de Buenos Aires cuenta con una ley desde 2021, y municipios como Escobar empezaron a transitar caminos regulatorios similares, inspirados en parte por la experiencia de Río.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El decreto que dio origen al Sandbox.Rio está disponible como modelo adaptable para cualquier municipio que quiera empezar. Porque el problema que resuelve, dice Quirino, es universal: <strong>&#8220;Si tu ciudad enfrenta tecnologías que llegan más rápido que la capacidad de regularlas —y todas las enfrentan— el sandbox no es una opción sofisticada reservada a las grandes metrópolis. Es la respuesta práctica a un problema común&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Casi dos años después de aquella primera nota, la caja de arena de Río demostró algo que va más allá de los drones y los autos voladores que la hicieron famosa: que un permiso temporal, bien diseñado, puede convertirse en infraestructura, en empleo, en servicios de salud que llegan a una favela. Y, sobre todo, en una forma distinta de que el Estado se relacione con lo que todavía no sabe regular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contacto con Sandbox.Rio:</strong> <a href="https://www.sandboxrio.com.br/">https://www.sandboxrio.com.br/ </a></p>



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<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Redacción +COMUNIDAD</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><em>Imagen de portada: ilustración de RIL y +COMUNIDAD.</em>&nbsp;</p>
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