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	<title>rio de janeiro archivos - +COMUNIDAD</title>
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	<description>Periodismo de ciudades y soluciones. Una iniciativa impulsada por RIL (Red de Innovación Local).</description>
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		<title>Sandbox.Rio: da caixa de areia a políticas públicas com impacto econômico</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/sandboxe-rio-da-caixa-de-areia-a-politicas-publicas-com-impacto-economico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 19:12:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desarrollo Económico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2024, contamos como o Rio de Janeiro implementou uma inovação regulatória para testar drones, robôs e carros elétricos em plena cidade. Quase dois anos depois, esses "experimentos" começaram a se transformar em normas, em infraestrutura e até em uma ferramenta para levar a inovação às favelas. A história de como uma autorização temporária se converte em desenvolvimento econômico.</p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/sandboxe-rio-da-caixa-de-areia-a-politicas-publicas-com-impacto-economico/">Sandbox.Rio: da caixa de areia a políticas públicas com impacto econômico</a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-ad7c27e5187a0ed9ba490bb7f411f220 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Sandbox Rio</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Existe uma versão em espanhol deste artigo <a href="https://mascomunidad.org.ar/sandbox-rio-de-la-caja-de-arena-a-politicas-publicas-con-impacto-economico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em agosto de 2024, o +COMUNIDAD publicou pela primeira vez <a href="https://mascomunidad.org.ar/?s=sandbox" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um especial sobre sandboxes regulatórios</a>: aqueles ambientes em que um governo permite testar, por um tempo e sob supervisão, inovações que nenhuma norma ainda contempla. Entre os casos em destaque estava o do Rio de Janeiro, a primeira capital brasileira a montar um a escala municipal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquele momento, o <a href="https://mascomunidad.org.ar/electromovilidad-descarbonizacion-impactos-sandbox-rio-de-janeiro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sandbox.Rio</a> era sobretudo uma promessa com bons primeiros resultados. A equipe nos contava que a cidade já abrigava estações de recarga para carros elétricos, robôs de entrega circulando pelas calçadas, drones distribuindo bebidas e até os primeiros passos de um carro voador. Tudo isso acontecia sem que o Rio tivesse que reescrever sua normativa de antemão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase dois anos depois, voltamos a bater à porta. A pergunta principal era o que havia acontecido com tudo aquilo: ficou em experimento ou se transformou em algo mais? E, sobretudo, uma pergunta que organiza esta edição do Boletim Ideias &amp; Inspiração:<strong> como se traduz um &#8220;laboratório regulatório&#8221; em desenvolvimento econômico concreto para uma cidade?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas foram dadas, como naquela ocasião, por <strong>Carina de Castro Quirino</strong>. Ela é a subsecretária de Regulação e Ambiente de Negócios da Prefeitura do Rio (<a href="https://desenvolvimento.prefeitura.rio/subsecretaria-de-regulacao-e-ambiente-de-negocios-subran/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SUBRAN</a>), cuja área conduz o programa. E deixam ver uma mudança de etapa: o sandbox deixou de ser uma vitrine de pilotos para começar a produzir aquilo que mais custa a qualquer governo gerar diante da inovação: normas com base em evidência.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="694" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2.jpeg" alt="Sandbox.Rio" class="wp-image-9581" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-300x203.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-768x521.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-2-48x33.jpeg 48w" sizes="(max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Drones de entrega, um dos primeiros testes realizados com o Sandbox.Rio. Imagem: Sandbox.Rio.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma caixa de areia, para quem chega pela primeira vez</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A metáfora que lhe dá nome vem do mundo do software. Quando uma pessoa dedicada à programação quer testar um código novo, não o libera direto no sistema: roda-o em um ambiente isolado, uma &#8220;caixa de areia&#8221;, onde pode falhar sem contaminar o resto. Em 2015, reguladores financeiros do Reino Unido tomaram a ideia emprestada para deixar que as fintechs testassem seus produtos em um espaço delimitado, sem exigir-lhes de entrada todas as regras pensadas para os bancos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um sandbox regulatório é isso: uma autorização delimitada no tempo, no território e em seu alcance, para testar algo novo na vida real.</strong> Não suspende os controles de segurança nem as proteções ao cidadão. Suspende, de forma temporária, normas menores que bloqueiam uma inovação que ainda ninguém regulou. O que o Rio mudou foi a escala. Uma coisa é um sandbox financeiro, com dois reguladores e um punhado de empresas. <strong>Outra muito distinta é uma cidade inteira, com ruas, vizinhos, trânsito e comércios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Rio criou seu programa em 2022 por meio do Decreto Municipal 50.697. Qualquer empresa, startup ou instituto de pesquisa pode apresentar um projeto. Se a inovação não se encaixa na normativa vigente, o município a avalia e, se tiver mérito, lhe outorga uma autorização temporária para operar com usuários reais e sob monitoramento. Ao fechar o ciclo, a Prefeitura produz um relatório técnico. E aí começa o interessante.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-1024x683.jpg" alt="Sandbox.Rio" class="wp-image-9582" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-1536x1024.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-2000x1333.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1.jpg 2048w" sizes="(max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Patinetes elétricos compartilhados estacionados em uma estação fixa no Rio. Imagem: Rio Scooter / Whoosh Project.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do experimento à norma: o caso das patinetes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se há um aprendizado que a equipe de Quirino resgata destes quase quatro anos, é que <strong>&#8220;uma regulação eficaz precisa de evidência, não de antecipação&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A subsecretária o apresenta como uma inversão da lógica habitual do Estado. &#8220;O poder público costuma regular novas tecnologias a partir de projeções e suposições&#8221;, explica. O sandbox propõe o caminho oposto: primeiro se testa em escala real, depois se regula a partir dos dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso que melhor completa essa trajetória é o do Projeto Patinete Rio, da empresa <a href="https://restofworld.org/2024/whoosh-escooter-russian-company-brazil/">Whoosh</a>. Ao longo de 19 meses de operação experimental, a Prefeitura mediu de forma contínua padrões de uso, perfil de usuários e impactos na mobilidade e no ambiente. <strong>Ao fechar o ciclo, os números eram contundentes: 2,9 milhões de viagens, 972 mil usuários ativos e cerca de 230 empregos diretos e indiretos gerados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse volume de dados foi decisivo para dois movimentos que tiveram que ocorrer em paralelo. Por um lado, a articulação com as áreas municipais, que passaram a conhecer os riscos reais —e não hipotéticos— das patinetes no espaço urbano. Por outro, o respaldo político para avançar rumo a uma regulação permanente. O resultado foi o Decreto Municipal 57.657, de 9 de março de 2026, que regula de forma definitiva as patinetes elétricas compartilhadas na cidade, após um processo que incluiu consulta pública, relatórios de monitoramento e diálogo com os órgãos envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lição que Quirino deixa é direta: <strong>sem o sandbox, o debate regulatório teria travado em intuições e em comparações com outras cidades, sem prática própria. </strong>Com ele, discutiu-se sobre evidência recolhida em um ambiente controlado. &#8220;Dados que não deixavam margem para questionar a relevância do serviço para a cidade&#8221;, resume.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que se regula e o que não: o mecanismo por trás</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O caso das patinetes é o produto de um método. Ao final de cada ciclo, de cerca de doze meses, o Sandbox.Rio produz um relatório técnico consolidado que orienta a decisão entre três caminhos possíveis: regulação definitiva, continuidade experimental ou encerramento ordenado do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As patinetes já percorreram esse caminho completo. Outros estão em pleno trajeto. O mais avançado é o <a href="https://en.prefeitura.rio/noticias/rio-de-janeiro-e-a-primeira-cidade-do-brasil-a-inaugurar-eletroposto-em-area-publica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Eletroposto Carioca</a>, a primeira estação de recarga de veículos elétricos do país, inaugurada em fevereiro de 2025 na Barra da Tijuca. Em seu primeiro ano registrou 21.179 sessões de recarga, consumiu 522.373 kWh e evitou 406 toneladas de dióxido de carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados, segundo a Prefeitura, já estão orientando uma decisão de política pública mais ampla. O Rio é a terceira cidade do Brasil em número de veículos elétricos emplacados, e a demanda cresce mais rápido que a oferta de infraestrutura: a frota eletrificada brasileira aumentou 28% somente no primeiro semestre de 2025, e as vendas cresceram 65,5% nos dois primeiros meses de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior. O país tinha cerca de 21 mil estações de recarga em fevereiro de 2026, mas os condutores seguem apontando a falta de infraestrutura como o principal gargalo da eletromobilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso a cidade avança no desenho de um Plano Municipal de Eletromobilidade, que prevê somar 15 novas estações públicas de recarga até 2028. O sandbox foi o instrumento que permitiu acumular dados reais sobre demanda, perfis de uso, localização estratégica e viabilidade econômica. Dados que agora sustentam esse plano. Nas palavras de Quirino, &#8220;o programa não existe apenas para liberar inovação, mas para produzir o conhecimento que permite ao Estado agir com precisão&#8221;.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9583" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-1536x1024.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-2000x1333.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/50424489202_63a726fa1b_k.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Bicicleta movida a água recolhendo resíduos na Lagoa Rodrigo de Freitas. Imagem: Projeto Biclean.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>A inovação também para as periferias</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o caminho houve, contudo, um ponto sensível que a própria equipe detectou. Os dois primeiros ciclos haviam dado resultados sólidos, mas concentrados em zonas com melhor acesso à infraestrutura urbana: a Zona Sul e a Barra da Tijuca. A inovação chegava onde já existia, de certo modo, e não onde mais fazia falta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro ciclo, lançado em agosto de 2025, buscou corrigir esse viés. <strong>Pela primeira vez, os projetos voltados a comunidades cariocas e a áreas fora desse eixo recebem até dez pontos adicionais na seleção.</strong> A mudança se notou: 58 projetos inscritos, segundo a Prefeitura, um recorde para um sandbox municipal no Brasil, com participação inédita de iniciativas pensadas para territórios periféricos e um júri integrado por instituições como a <a href="https://www.firjan.com.br/espanol/firjan/default.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Firjan</a> e a <a href="https://ufrj.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">UFRJ</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os dez projetos do ciclo, dois mostram com clareza essa virada. Um é o <strong>Biclean</strong>, uma bicicleta aquática que se testa na Lagoa Rodrigo de Freitas como veículo de recreação e turismo sustentável, com a particularidade de recolher resíduos enquanto circula. O outro, de maior alcance social, é um CEP Digital —um sistema de endereços digitais— para as comunidades da Mangueira e do Caju, desenvolvido pela logtech de impacto social naPorta junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e à Secretaria Municipal de Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia é simples, mas nem por isso menos poderosa. Em territórios onde o sistema postal tradicional não funciona, criam-se endereços digitais precisos para cada moradia. Isso permite, por exemplo, que os agentes comunitários de saúde localizem os moradores com exatidão, melhora o acompanhamento de pacientes, a cobertura de vacinação e a eficácia dos programas de atenção básica.A tecnologia de endereços digitais já vinha sendo aplicada em favelas cariocas desde o fim de 2024; o que o sandbox aporta é articulá-la com os serviços públicos de saúde do município. É o tipo de resultado, assinala Quirino,<strong> que converte o programa em um instrumento de redução da desigualdade urbana, e não apenas de fomento ao empreendedorismo.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="632" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas.jpg" alt="" class="wp-image-9584" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas.jpg 1000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-300x190.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-768x485.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-24x15.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-36x23.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/laguna-rodrigo-freitas-48x30.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>A Biclean, uma bicicleta aquática que está sendo testada na Lagoa Rodrigo de Freitas como veículo para recreação e turismo sustentável, tem a característica única de coletar resíduos enquanto se move. Imagem: 10viajes.com</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Limites e diálogo com outros níveis do Estado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência carioca também deixa ver onde estão as tensões. Um sandbox municipal só pode mexer em normas municipais, e os limites aparecem quando uma inovação toca competências de outros níveis do Estado. A própria equipe reconhece: pode dialogar com reguladores federais, como a agência de aviação que intervém no caso dos drones ou dos eVTOL, mas não modificar suas regras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse atrito de competências ficou visível em abril de 2026, quando a Prefeitura publicou um decreto mais amplo —distinto do das patinetes compartilhadas— para ordenar a circulação de toda a micromobilidade elétrica na cidade. O Ministério Público do Estado do Rio questionou parte dessa norma e <a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/16/mprj-decreto-ciclomotores-prefeitura-do-rio.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pediu sua suspensão</a>, ao considerar que o município não pode modificar classificações de veículos já definidas pela legislação federal de trânsito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O decreto afetado, o número 57.823, não tem relação com o programa Sandbox.Rio (o decreto dos patinetes compartilhados é o número 57.657 e segue em vigor). O episódio, ainda em aberto, ilustra um aprendizado que vai além do Rio: experimentar no âmbito local é possível e fértil, mas transformar esses aprendizados em uma regulação duradoura exige coordenação com os demais níveis do Estado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que outra cidade da região pode aprender</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para os governos locais que leem este Boletim, a pergunta prática é se tudo isso pode ser replicado. A recomendação de Quirino é não esperar ter o modelo perfeito. <strong>&#8220;O maior erro que uma cidade pode cometer é achar que precisa regular o futuro antes de entendê-lo&#8221;</strong>, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa carioca, lembra, não demandou recursos do erário nem uma estrutura complexa: precisou de vontade política, um instrumento jurídico claro e uma equipe disposta a aprender junto com as empresas. Apoia-se, além disso, em uma base normativa nacional —o Marco Legal das Startups, a lei complementar 182 de 2021— que habilita expressamente estados e municípios a criar esses ambientes de teste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na região, cidades como Porto Alegre, Goiânia, Maceió, Criciúma, Teresópolis e Volta Redonda, além do estado de São Paulo, já montaram seus próprios sandboxes. Na Argentina, a Cidade de Buenos Aires conta com uma lei desde 2021, e municípios como Escobar começaram a trilhar caminhos regulatórios semelhantes, inspirados em parte pela experiência do Rio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O decreto que deu origem ao Sandbox.Rio está disponível como modelo adaptável para qualquer município que queira começar. Porque o problema que resolve, diz Quirino, é universal: <strong>&#8220;Se a sua cidade enfrenta tecnologias que chegam mais rápido que a capacidade de regulá-las —e todas enfrentam— o sandbox não é uma opção sofisticada reservada às grandes metrópoles. É a resposta prática a um problema comum&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase dois anos depois daquela primeira matéria, a caixa de areia do Rio demonstrou algo que vai além dos drones e dos carros voadores que a tornaram famosa: que uma autorização temporária, bem desenhada, pode se converter em infraestrutura, em emprego, em serviços de saúde que chegam a uma favela. E, sobretudo, em uma forma distinta de o Estado se relacionar com aquilo que ainda não sabe regular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contato com Sandbox.Rio:</strong> <a href="https://www.sandboxrio.com.br/">https://www.sandboxrio.com.br/ </a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta matéria faz parte do Boletim Ideias &amp; Inspiração da Rede de Inovação Local (RIL), no qual a cada mês se destacam casos inovadores de diferentes temáticas em cidades de todo o mundo. Gostaria de receber, uma vez por mês, soluções locais como as desta matéria no seu e-mail? Você pode </em></strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>se inscrever </em></strong></a><strong><em>gratuitamente!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Redação +COMUNIDAD</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Imagem de capa: ilustração de RIL e +COMUNIDAD.</p>
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		<title>Sandbox.Rio: de la caja de arena a políticas públicas con impacto económico</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/sandbox-rio-de-la-caja-de-arena-a-politicas-publicas-con-impacto-economico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 18:54:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desarrollo Económico]]></category>
		<category><![CDATA[Gestión y Gobernanza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>En 2024 contamos cómo Río de Janeiro implementó una innovación regulatoria para probar drones, robots y autos eléctricos en plena ciudad. Casi dos años después, esos “experimentos” empezaron a transformarse en normas, en infraestructura e incluso en una herramienta para llevar la innovación a las favelas. La historia de cómo un permiso temporal se convierte en desarrollo económico.</p>
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<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-a7e4fc5f2b3d4f3fc82d18dd9b331f26 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Sandbox.Rio</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Existe una versión en portugués de este artículo <a href="https://mascomunidad.org.ar/sandboxe-rio-da-caixa-de-areia-a-politicas-publicas-com-impacto-economico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aquí</a>.&nbsp;</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">En agosto de 2024, +COMUNIDAD publicó por primera vez <a href="https://mascomunidad.org.ar/?s=sandbox" target="_blank" rel="noreferrer noopener">un especial sobre sandboxes regulatorios</a>: esos entornos donde un gobierno permite probar, durante un tiempo y bajo supervisión, innovaciones que ninguna norma todavía contempla. Entre los casos destacados estaba el de Río de Janeiro, la primera capital brasileña en montar uno a escala municipal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En aquel momento, el <a href="https://mascomunidad.org.ar/electromovilidad-descarbonizacion-impactos-sandbox-rio-de-janeiro/">Sandbox.Rio</a> era sobre todo una promesa con buenos primeros resultados. Su equipo nos contaba que la ciudad ya alojaba estaciones de recarga para autos eléctricos, robots de entrega circulando por las veredas, drones repartiendo bebidas y hasta los primeros pasos de un auto volador. Todo eso ocurría sin que la ciudad hubiera tenido que reescribir su normativa de antemano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Casi dos años después, volvimos a tocar la puerta. La pregunta principal era qué había pasado con todo aquello: ¿quedó en experimento o se transformó en algo más? Y, sobre todo, una pregunta que ordena esta edición del Boletín Ideas &amp; Inspiración: <strong>¿cómo se traduce un “laboratorio regulatorio” en desarrollo económico concreto para una ciudad?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Las respuestas las dio, como aquella vez,<strong> Carina de Castro Quirino</strong>. Es la subsecretaria de Regulación y Ambiente de Negocios de la Prefeitura de Río (<a href="https://desenvolvimento.prefeitura.rio/subsecretaria-de-regulacao-e-ambiente-de-negocios-subran/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SUBRAN</a>), cuya área conduce el programa. Y dejan ver un cambio de etapa: el sandbox dejó de ser una vitrina de pilotos para empezar a producir lo que más le cuesta generar a cualquier gobierno frente a la innovación: <strong>normas con base en evidencia.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="694" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1.jpeg" alt="" class="wp-image-9565" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1-300x203.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1-768x521.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/Sandbox-Rio-1024x694-1-48x33.jpeg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Drones de entrega, una de las primeras pruebas realizadas con Sandbox.Rio. Imagen: Sandbox.Rio.</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Una caja de arena, para quien llega por primera vez</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La metáfora que le da nombre viene del mundo del software. Cuando una persona dedicada a la programación quiere probar un código nuevo, no lo libera directo al sistema: lo corre en un entorno aislado, una &#8220;caja de arena&#8221;, donde puede fallar sin contaminar al resto. En 2015, reguladores financieros del Reino Unido tomaron prestada la idea para dejar que las <em>fintech </em>probaran sus productos en un espacio acotado, sin exigirles de entrada todas las reglas pensadas para los bancos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Un sandbox regulatorio es eso: un permiso acotado en el tiempo, en el territorio y en su alcance, para probar algo nuevo en la vida real.</strong> No suspende los controles de seguridad ni las protecciones al ciudadano. Suspende, de forma temporal, normas menores que bloquean una innovación que todavía nadie reguló. Lo que cambió Río fue la escala. Una cosa es un sandbox financiero, con dos reguladores y un puñado de empresas. <strong>Otra muy distinta es una ciudad entera, con calles, vecinos, tránsito y comercios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Río creó su programa en 2022 mediante el Decreto Municipal 50.697. Cualquier empresa, startup o instituto de investigación puede presentar un proyecto. Si la innovación no encaja en la normativa vigente, el municipio la evalúa y, si tiene mérito, le otorga una autorización temporal para operar con usuarios reales y bajo monitoreo. Al cerrar el ciclo, la Prefeitura produce un informe técnico. Y ahí empieza lo interesante.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9566" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-1536x1024.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-2000x1333.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/patinetes-whoosh-2.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Patinetes eléctricos compartidos aparcados en una estación fija en Río. Imagen: Patinete Rio / Proyecto Whoosh.</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Del experimento a la norma: el caso de los patinetes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Si hay un aprendizaje que el equipo de Quirino rescata de estos casi cuatro años es que <strong>“una regulación eficaz necesita evidencia, no anticipación”.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">La subsecretaria lo plantea como una inversión de la lógica habitual del Estado. &#8220;El poder público suele regular nuevas tecnologías a partir de proyecciones y suposiciones&#8221;, explica. El sandbox propone el camino opuesto: primero se prueba en escala real, después se regula a partir de los datos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El caso que mejor completa esa trayectoria es el del Proyecto Patinete Rio, de la empresa <a href="https://restofworld.org/2024/whoosh-escooter-russian-company-brazil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Whoosh</a>. Durante 19 meses de operación experimental, la Prefeitura midió de forma continua patrones de uso, perfil de usuarios e impactos en la movilidad y el ambiente. <strong>Al cerrar el ciclo, los números eran contundentes: 2,9 millones de viajes, 972.000 usuarios activos y unos 230 empleos directos e indirectos generados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ese volumen de datos resultó decisivo para dos movimientos que tuvieron que ocurrir en paralelo. Por un lado, la articulación con las áreas municipales, que pasaron a conocer los riesgos reales —y no hipotéticos— de los patinetes en el espacio urbano. Por el otro, el respaldo político para avanzar hacia una regulación permanente. El resultado fue el Decreto Municipal 57.657, del 9 de marzo de 2026, que regula de forma definitiva los patinetes eléctricos compartidos en la ciudad, tras un proceso que incluyó consulta pública, informes de monitoreo y diálogo con los organismos involucrados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La lección que deja Quirino es directa:<strong> sin el sandbox, el debate regulatorio se habría trabado en intuiciones y en comparaciones con otras ciudades, sin práctica propia. </strong>Con él, se discutió sobre evidencia recogida en un entorno controlado. <em>&#8220;</em>Datos que no dejaban margen para cuestionar la relevancia del servicio para la ciudad&#8221;, resume.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qué se regula y qué no: el mecanismo detrás</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">El caso de los patinetes es el producto de un método. Al final de cada ciclo, de unos doce meses, el Sandbox.Rio produce un informe técnico consolidado que orienta la decisión entre tres caminos posibles: regulación definitiva, continuidad experimental o cierre ordenado del proyecto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Los patinetes ya recorrieron ese camino completo. Otros están en pleno trayecto. El más avanzado es el <a href="https://en.prefeitura.rio/noticias/rio-de-janeiro-e-a-primeira-cidade-do-brasil-a-inaugurar-eletroposto-em-area-publica/">Eletroposto Carioca</a>, la primera estación de recarga de vehículos eléctricos del país, inaugurada en febrero de 2025 en Barra da Tijuca. En su primer año registró 21.179 sesiones de recarga, consumió 522.373 kWh y evitó 406 toneladas de dióxido de carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esos datos, según la Prefeitura, ya están orientando una decisión de política pública más amplia. Río es la tercera ciudad de Brasil en cantidad de vehículos eléctricos patentados, y la demanda crece más rápido que la oferta de infraestructura: la flota electrificada brasileña aumentó 28% solo en el primer semestre de 2025, y las ventas crecieron 65,5% en los dos primeros meses de 2026 frente al mismo período del año anterior. El país tenía unas 21.000 estaciones de recarga en febrero de 2026, pero los conductores siguen señalando la falta de infraestructura como el principal cuello de botella de la electromovilidad.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por eso la ciudad avanza en el diseño de un Plan Municipal de Electromovilidad, que prevé sumar 15 nuevas estaciones públicas de recarga hasta 2028. El sandbox fue el instrumento que permitió acumular datos reales sobre demanda, perfiles de uso, localización estratégica y viabilidad económica. Datos que ahora sostienen ese plan. En palabras de Quirino, “el programa no existe solo para liberar innovación, sino para producir el conocimiento que permite al Estado actuar con precisión”.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-9567" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-1024x683.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-768x512.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-1536x1024.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-2000x1333.jpeg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7-48x32.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-7.jpeg 2048w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em><sup>Bicicleta acuática recolectora de residuos en la Laguna Rodrigo de Freitas. Imagen: Proyectdo Biclean.</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>La innovación también para las periferias</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">En todo el camino hubo, sin embargo, un punto sensible que el propio equipo detectó. Los dos primeros ciclos habían dado resultados sólidos, pero concentrados en zonas con mejor acceso a infraestructura urbana: la Zona Sur y Barra da Tijuca. La innovación llegaba donde ya existía en cierto modo, no donde más falta hacía.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El tercer ciclo, lanzado en agosto de 2025, buscó corregir ese sesgo. <strong>Por primera vez, los proyectos orientados a comunidades cariocas y a áreas fuera de ese eje reciben hasta diez puntos adicionales en la selección.</strong> El cambio se notó: 58 proyectos inscriptos, según la Prefeitura, un récord para un sandbox municipal en Brasil, con participación inédita de iniciativas pensadas para territorios periféricos y un jurado integrado por instituciones como la <a href="https://www.firjan.com.br/espanol/firjan/default.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Firjan</a> y la <a href="https://ufrj.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">UFRJ</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre los diez proyectos del ciclo, dos muestran con claridad ese giro. Uno es <strong>Biclean</strong>, una bicicleta acuática que se prueba en la Laguna Rodrigo de Freitas como vehículo de recreación y turismo sustentable, con la particularidad de recolectar residuos mientras circula. El otro, de mayor alcance social, es un CEP Digital —un sistema de direcciones digitales— para las comunidades de Mangueira y Caju, desarrollado por la logtech de impacto social naPorta junto a la Secretaría de Desarrollo Económico y la Secretaría Municipal de Salud.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La idea es sencilla, pero no por eso&nbsp; menos potente. En territorios donde el sistema postal tradicional no funciona, se crean direcciones digitales precisas para cada vivienda. Eso permite, por ejemplo, que los agentes comunitarios de salud localicen a los vecinos con exactitud, mejora el seguimiento de pacientes, la cobertura de vacunación y la eficacia de los programas de atención primaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La tecnología de direcciones digitales ya venía aplicándose en favelas cariocas desde fines de 2024; lo que aporta el sandbox es articularla con los servicios públicos de salud del municipio. Es el tipo de resultado, señala Quirino, <strong>que convierte al programa en un instrumento de reducción de desigualdad urbana, y no solo de fomento al emprendimiento.&nbsp;</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="632" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8.jpeg" alt="" class="wp-image-9570" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8.jpeg 1000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8-300x190.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8-768x485.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8-24x15.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8-36x23.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/05/image-8-48x30.jpeg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em><sup>Biclean, una bicicleta acuática que se prueba en la Laguna Rodrigo de Freitas como vehículo de recreación y turismo sustentable, con la particularidad de recolectar residuos mientras circula. Imagen: </sup></em><a href="http://10viajes.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><sup><em>10viajes.com</em></sup></a><em><sup>&nbsp;</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Límites y diálogo con otros niveles del Estado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La experiencia carioca también deja ver dónde están las tensiones. Un sandbox municipal solamente puede mover normas municipales, y los límites aparecen cuando una innovación toca competencias de otros niveles del Estado. El propio equipo lo reconoce: puede dialogar con reguladores federales, como la agencia de aviación que interviene en el caso de los drones o los eVTOL, pero no modificar sus reglas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ese roce de competencias se hizo visible en abril de 2026, cuando la Prefeitura publicó un decreto más amplio —distinto del de los patinetes compartidos— para ordenar la circulación de toda la micromovilidad eléctrica en la ciudad. El Ministerio Público del Estado de Río cuestionó parte de esa norma y <a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/16/mprj-decreto-ciclomotores-prefeitura-do-rio.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pidió su suspensión</a>, al considerar que el municipio no puede modificar clasificaciones de vehículos ya definidas por la legislación federal de tránsito.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">El decreto afectado, el número 57.823, no tiene relación con el programa Sanbox.Rio (el de los patinetes compartidos es el número 57.657 y se encuentra vigente). El episodio, todavía abierto, ilustra un aprendizaje que excede a Río: experimentar en el ámbito local es posible y fértil, pero llevar esos aprendizajes a una regulación duradera exige coordinar con los demás niveles del Estado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qué puede aprender otra ciudad de la región</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para los gobiernos locales que leen este Boletín, la pregunta práctica es si todo esto se puede replicar. La recomendación de Quirino es no esperar a tener el modelo perfecto.<strong> &#8220;El mayor error que puede cometer una ciudad es creer que necesita regular el futuro antes de entenderlo&#8221;</strong>, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El programa carioca, recuerda, no demandó recursos del erario ni una estructura compleja: necesitó voluntad política, un instrumento jurídico claro y un equipo dispuesto a aprender junto con las empresas. Se apoya, además, en una base normativa nacional —el Marco Legal de Startups, la ley complementaria 182 de 2021— que habilita expresamente a estados y municipios a crear estos entornos de prueba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En la región, ciudades como Porto Alegre, Goiânia, Maceió, Criciúma, Teresópolis y Volta Redonda, además del estado de São Paulo, ya armaron sus propios sandboxes. En la Argentina, la Ciudad de Buenos Aires cuenta con una ley desde 2021, y municipios como Escobar empezaron a transitar caminos regulatorios similares, inspirados en parte por la experiencia de Río.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El decreto que dio origen al Sandbox.Rio está disponible como modelo adaptable para cualquier municipio que quiera empezar. Porque el problema que resuelve, dice Quirino, es universal: <strong>&#8220;Si tu ciudad enfrenta tecnologías que llegan más rápido que la capacidad de regularlas —y todas las enfrentan— el sandbox no es una opción sofisticada reservada a las grandes metrópolis. Es la respuesta práctica a un problema común&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Casi dos años después de aquella primera nota, la caja de arena de Río demostró algo que va más allá de los drones y los autos voladores que la hicieron famosa: que un permiso temporal, bien diseñado, puede convertirse en infraestructura, en empleo, en servicios de salud que llegan a una favela. Y, sobre todo, en una forma distinta de que el Estado se relacione con lo que todavía no sabe regular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contacto con Sandbox.Rio:</strong> <a href="https://www.sandboxrio.com.br/">https://www.sandboxrio.com.br/ </a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta nota forma parte del Boletín Ideas &amp; Inspiración de la Red de Innovación Local (RIL), donde cada mes se destacan casos innovadores de diferentes temáticas en ciudades de todo el mundo. ¿Te gustaría recibir, una vez al mes, soluciones locales como las de esta nota en tu correo? ¡Puedes </em></strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>suscribirte</em></strong></a><strong><em> de forma gratuita!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Redacción +COMUNIDAD</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><em>Imagen de portada: ilustración de RIL y +COMUNIDAD.</em>&nbsp;</p>
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		<title>Com IA, Rio de Janeiro reduz a papelada manual na gestão da alimentação escolar</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/inteligencia-artificial-gestao-educativa-rio-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[mascomunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 21:20:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educación]]></category>
		<category><![CDATA[Transformación Digital]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação escolar]]></category>
		<category><![CDATA[automação de processos]]></category>
		<category><![CDATA[controle de gastos]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência administrativa]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão baseada em dados]]></category>
		<category><![CDATA[gestão educacional]]></category>
		<category><![CDATA[governo digital]]></category>
		<category><![CDATA[inovação pública]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
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		<category><![CDATA[realocação de recursos]]></category>
		<category><![CDATA[redução da burocracia]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia na educação]]></category>
		<category><![CDATA[Transparência]]></category>
		<category><![CDATA[validação de notas fiscais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Secretaria de Educação implementou um desenvolvimento interno de baixo custo para automatizar a validação de 80.000 documentos mensais. O sistema elevou a precisão do controle para 99% e permitiu realocar 60 administrativos para tarefas de monitoramento de qualidade nos refeitórios, liberando os diretores da gestão burocrática.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Até pouco tempo atrás, os diretores de escola no Rio de Janeiro tinham um compromisso obrigatório que os afastava das salas de aula. Toda semana, precisavam interromper seu trabalho pedagógico para revisar, assinar e transportar fisicamente pilhas de notas fiscais de fornecedores de alimentos. Não era um trâmite menor: cada refeitório recebe dezenas de entregas e cada uma gera um comprovante fiscal (DANFE) que deve ser validado para que o fornecedor receba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa rotina manual, multiplicada por todas as escolas da cidade, gerava uma montanha de <strong>80.000 documentos mensais</strong>. Os diretores perdiam horas no trânsito levando papéis para as coordenadorias regionais e, lá, uma equipe de 60 profissionais – em sua maioria professores atuando na área administrativa – dedicava sua jornada integral à revisão manual de cada documento. Uma tarefa repetitiva, de baixa complexidade analítica e, sobretudo, uma barreira burocrática que consumia tempo valioso para a educação dos estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este método analógico apresentava altos índices de falhas. Uma amostragem realizada sobre 500 notas fiscais processadas manualmente detectou que 30% continham algum tipo de inconsistência, desde atestes incompletos até divergências na informação. Antoine Lousao, subsecretário executivo da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, detalha em diálogo com +COMUNIDAD as consequências desse esquema. &#8220;Não era raro que o processo sofresse atrasos, ocasionando demora no pagamento aos fornecedores e risco de interrupção do fornecimento de alimentos&#8221;, ilustra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos riscos operacionais, o sistema consumia recursos valiosos. Quando se detectava um erro, as notas precisavam ser devolvidas fisicamente às escolas para reiniciar o ciclo, o que duplicava o trabalho e aumentava a carga sobre os diretores e a equipe administrativa.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="765" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-22-1024x765.png" alt="" class="wp-image-8921" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-22-1024x765.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-22-300x224.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-22-768x574.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-22-24x18.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-22-36x27.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-22-48x36.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-22.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Do papel à automação com IA. Foto: Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desenvolvimento interno para escalar a solução</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta da Secretaria não foi adquirir um software de prateleira (&#8220;enlatado&#8221;), mas aproveitar as capacidades instaladas. Identificaram que a validação de notas fiscais era uma candidata ideal para a automação com inteligência artificial devido ao seu caráter repetitivo e baseado em regras claras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi formada uma pequena equipe com funcionários de carreira e estagiários para criar uma ferramenta sob medida. &#8220;Foi possível construir a solução de automação a baixíssimo custo e com desenvolvimento 100% interno à Prefeitura&#8221;, detalha Lousao.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto começou com um piloto em 30 escolas e, após verificar seu funcionamento, foi escalado para toda a rede com o apoio da <a href="https://www.iplan.rio/">IplanRIO</a>, o órgão de tecnologia da administração local. Esta empresa municipal colaborou na arquitetura do sistema para suportar acessos simultâneos e gerenciar as filas de processamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A premissa foi a acessibilidade. A ferramenta permite que os diretores façam o upload das notas digitalizadas com um só clique, eliminando a necessidade de viagens semanais e o transporte de papéis.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-23-768x1024.png" alt="DANFEs, IA" class="wp-image-8922" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-23-768x1024.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-23-225x300.png 225w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-23-1152x1536.png 1152w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-23-18x24.png 18w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-23-27x36.png 27w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-23-36x48.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-23.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 768px) 90vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup><em><sup>Do papel à automação com IA. Foto: Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.</sup></em></sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Duas camadas de controle automático</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O novo sistema transformou a lógica de controle mediante dois níveis de intervenção de inteligência artificial que operam sem assistência humana imediata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira camada foca na validação formal. Segundo descreve Lousao: &#8220;A primeira camada de automação verifica com 99% de acurácia a conformidade dos atestes nas notas fiscais, uma taxa de sucesso muito superior à análise humana&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, uma segunda instância analisa o conteúdo específico da transação. &#8220;A segunda camada de automação verifica a conformidade dos itens da nota, evitando pagamentos de itens ou quantidades indevidas&#8221;, acrescenta o funcionário. Se o documento supera ambos os filtros, é transmitido diretamente à instância regional para a instrução do pagamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa precisão técnica teve uma repercussão direta na cultura de trabalho. A implementação incluiu uma &#8220;operação assistida&#8221; onde a equipe técnica acompanhou as escolas para receber feedback e realizar ajustes rápidos, como a simplificação de termos nos atestes, o que facilitou a leitura por parte do algoritmo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="742" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-24-1024x742.png" alt="Validación de DANFEs, IA. " class="wp-image-8923" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-24-1024x742.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-24-300x218.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-24-768x557.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-24-1536x1114.png 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-24-24x17.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-24-36x26.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-24-48x35.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-24.png 1560w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Processo de validação de DANFEs. Foto: Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Impacto no orçamento e nos recursos humanos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A incorporação dessa tecnologia não buscou reduzir o quadro de funcionários, mas qualificar o trabalho dos servidores públicos. As 60 pessoas que anteriormente revisavam papéis nas regionais foram liberadas dessa carga burocrática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse conjunto de automações permite a liberação e realocação de 60 pessoas anteriormente dedicadas em tempo exclusivo ao tratamento de DANFEs nas regionais, que passam a se dedicar ao acompanhamento da qualidade do Programa de Alimentação nas escolas ou são realocadas em outras funções&#8221;, afirma Lousao.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos econômicos, a relação custo-benefício resultou favorável para a administração. O gasto operacional da ferramenta limita-se ao consumo de tokens para o processamento de dados, o que representa um investimento mínimo frente ao valor do tempo recuperado (&#8220;algumas centenas de reais por semana&#8221;). Lousao destaca que &#8220;o ganho com a realocação desses profissionais é medido de forma permanente ao longo do tempo, constituindo uma economia de centenas de milhares de reais todos os meses&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a equipe trabalha em uma nova fase do projeto que visa digitalizar 100% do ciclo, incluindo a entrega de notas por parte dos fornecedores, para fechar o circuito de maneira integral.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="806" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-21-1024x806.png" alt="" class="wp-image-8920" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-21-1024x806.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-21-300x236.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-21-768x605.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-21-24x19.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-21-36x28.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-21-48x38.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/01/image-21.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Transferibilidade do modelo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O caso do Rio de Janeiro demonstra que a inovação tecnológica no setor público não depende exclusivamente de grandes orçamentos, mas da identificação precisa de processos automatizáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os municípios interessados em replicar esta experiência, os requisitos de infraestrutura física são baixos. &#8220;A solução é altamente replicável para qualquer processo que envolva a validação de DANFEs e outros documentos que exijam análises de baixo grau de complexidade&#8221;, assegura o subsecretário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, adverte que o principal desafio reside no capital humano: a chave está na &#8220;aquisição de competências por parte dos profissionais para a adaptação, o acompanhamento do uso e a manutenção da solução&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Pode ler este artigo em espanhol aqui:</em></strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-comunidad wp-block-embed-comunidad"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="VCYGBM9y9N"><a href="https://mascomunidad.org.ar/inteligencia-artificial-gestion-educativa-rio-de-janeiro/">Con IA, Río de Janeiro reduce el papeleo manual en la gestión alimentaria de las escuelas </a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Con IA, Río de Janeiro reduce el papeleo manual en la gestión alimentaria de las escuelas &#8221; &#8212; +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/inteligencia-artificial-gestion-educativa-rio-de-janeiro/embed/#?secret=9psqX1mpVN#?secret=VCYGBM9y9N" data-secret="VCYGBM9y9N" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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		<title>Electromovilidad y descarbonización: los impactos del sandbox de Río de Janeiro</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/electromovilidad-descarbonizacion-impactos-sandbox-rio-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Aug 2024 16:20:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desarrollo Económico]]></category>
		<category><![CDATA[Movilidad Urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Transformación Digital]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>
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		<category><![CDATA[sandboxes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://v2.mascomunidad.org.ar/?p=6144</guid>

					<description><![CDATA[<p>Carina Quirino, secretaria de Regulación y Ambiente de Negocios de la Municipalidad de Río de Janeiro, explicó a +COMUNIDAD cómo lograron idear el Sandbox.Rio, un instrumento que permite probar servicios y procesos en la ciudad de una manera sin precedentes. Los proyectos en marcha van desde la entrega de productos con robots y drones hasta soluciones con movilidad eléctrica. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">En Río de Janeiro, el gobierno local creó su propio sandbox regulatorio: <a href="https://www.sandboxrio.com.br/index.html">Sandbox.Rio</a>. Este entorno experimental permite a las empresas probar productos en espacios públicos de la ciudad, ofreciendo un ambiente controlado bajo una autorización temporal del municipio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Con esta iniciativa, la capital carioca se posiciona a la vanguardia de la agenda de innovación, permitiendo a las empresas reducir costos al identificar rápidamente qué funciona y qué no.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">En una entrevista exclusiva para +COMUNIDAD, <strong>Carina Quirino</strong>, secretaria de Regulación y Ambiente de Negocios de la Municipalidad de Río de Janeiro (Subran) y parte del equipo de Sandbox.Rio, nos comparte más detalles sobre esta innovación.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXchQ1PHqIvtO1n67GvJgmx4mfP99LIhkgRdDjmSTZfmtyPFlldhgcYvWTpJehv42gOOF4B1O9yvaGGWb2LMLOkUQJmYCQxs2Os-AzrZD-W6rJFLnpxcrK6LWOBqCxS9kEsQz2e0T6lr37jaemrbK1gqGOzs?key=CP5u0O1cGUWuXs5f0r8nKQ" alt="" style="width:837px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Carina Quirino, doctora en Derecho Público y secretaria de Regulación y Ambiente de Negocios <br>de la Municipalidad de Río de Janeiro. </sup></em></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>━ </strong><em style="font-weight: bold;">¿Qué los llevó a crear esta solución o qué desafío buscaban resolver?</em></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><em>━</em> Se entiende originalmente por sandbox al método utilizado en informática para probar sistemas, a través de entornos controlados, para verificar posibles fallos o vulnerabilidades. Aplicado a la regulación, el llamado sandbox regulatorio fue introducido inicialmente en el área financiera y en Brasil fue adoptado a nivel federal (iniciativas del Banco Central, CVM y Susep). Aunque restringida al sector financiero, la herramienta también resultó útil para otras esferas gubernamentales. En los municipios, con los diferentes matices de planificación y gestión urbana, un entorno de prueba controlado permite la inserción de productos y servicios en el mercado de forma más segura y mejor integrada con la comunidad y la ciudad. De forma gratuita y en colaboración con las empresas y <em>startups </em>participantes que buscan validar sus soluciones con clientes reales y reducir costos y barreras regulatorias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Es una herramienta que permite obtener información más precisa sobre los efectos de un nuevo servicio o producto en la sociedad, con la posibilidad de recopilar estos datos en tiempo real a medida que el experimento de innovación se va realizando con clientes reales. Con el sandbox regulatorio buscamos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Aumentar la visibilidad y tracción de procesos, procedimientos, servicios o productos con posibles impactos económicos positivos, ya que la eliminación del marco regulatorio, bajo el control de la entidad estatal, permite que tales efectos se observen en la práctica.</li>



<li>Mejora del marco regulatorio aplicable a las actividades reguladas, alcanzable a través de los resultados producidos al experimentar con nuevos procesos, procedimientos, servicios o productos innovadores.</li>



<li>Reducir los costos y el tiempo de maduración para desarrollar procesos, procedimientos, servicios o productos.</li>



<li>La posibilidad de brindar orientación a las partes interesadas y a la sociedad sobre cuestiones regulatorias durante el experimento, con el objetivo de aumentar la seguridad jurídica en este proceso.</li>



<li>Mayor receptividad de los ciudadanos a las nuevas tecnologías que se prueban en un entorno de riesgo controlado.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando el potencial impacto positivo en la comunidad, la regulación de nuevas tecnologías y el emprendimiento innovador, basado en un nuevo instrumento gratuito, el Ayuntamiento de Río desarrolló su propio sandbox regulatorio formateado para una gran ciudad, con el fin de permitir probar productos, servicios y procesos en toda la ciudad de una manera sin precedentes.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-comunidad wp-block-embed-comunidad"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://v2.mascomunidad.org.ar/sandboxes-oportunidades-desarrollo-ciudad/
</div></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>━ <em>¿Cómo fue posible implementar esta innovación en el municipio? ¿Se enfrentaron a algún tipo de barrera burocrática o cultural?</em></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><em>━</em> Después de ser regulado por el Decreto nº 50.697/22 –cuya gobernanza ya sirvió de modelo para Goiânia, Criciúma y Maceió– Sandbox.Rio fue anunciado públicamente mediante convocatoria pública, el 2 de mayo de 2022. Fue abierto al registro de cualquier persona jurídica interesada en presentar un proyecto innovador, como empresas privadas, startups, instituciones públicas e instituciones de enseñanza e investigación.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La autoridad competente como la Secretaría Municipal de Desarrollo Urbano y Económico (Smdue), en el caso del Municipio de Río, otorga autorización temporal para experimentar la solución innovadora en el ámbito del Sandbox Regulatorio. Tiene el fin de superar barreras regulatorias con la suspensión de eficacia de actos infralegales exclusivamente en el ámbito municipal, en materia fiscal, económica, urbanística u otras materias que sean pertinentes. La flexibilidad regulatoria municipal no constituye un derecho adquirido del proponente seleccionado y ocurrirá previo análisis de factibilidad técnica y legal por parte de <a href="https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=426279">Subran</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Es de destacar que el Sandbox Regulatorio municipal no tiene viabilidad legal para cambiar el marco regulatorio de órganos y entidades con competencia de regulación sectorial como la <a href="https://www.gov.br/anac/pt-br">Anac</a> o la <a href="https://www.gov.br/cvm/pt-br">CVM</a>, sin perjuicio de que la Subran establezca colaboración con dichas entidades para eliminar temporalmente la incidencia de normas que impedir o dificultar el desarrollo de un modelo de negocio innovador seleccionado en el sandbox municipal y, por tanto, contribuir a la mejora regulatoria aplicable a las actividades reguladas, tal como pretende el Decreto Municipal nº 50.697/2022, en su art. 2.º, punto I.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El desafío central consiste en el diálogo con los distintos actores – públicos y privados – involucrados en el proyecto. Al no haber restricciones temáticas, se recibieron propuestas de diferentes segmentos. Paralelamente, el decreto reglamentario del Sandbox determina que las posibles exenciones reglamentarias a conceder dependen de la aquiescencia del organismo con competencia para regular o supervisar la actividad. Así, la Secretaría responsable de la iniciativa (Smdue) tuvo – y aún tiene – el desafío de gestionar el contacto con diferentes instancias, realizar reuniones temáticas y redactar documentos técnicos más adecuados a cada área.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>━ <em>¿Cómo lograron lograr la aceptación y legitimación de esta herramienta por parte de la sociedad?</em></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">━ La aceptación y legitimación del Sandbox.Rio se construyó a través de un proceso participativo y transparente con amplia comunicación en las redes sociales, el <a href="https://www.sandboxrio.com.br/">sitio oficial del programa</a> y debates con los actores relacionados al proyecto sandbox regulatorio. Además, se preparó un estudio técnico basado en literatura de referencia sobre el tema. Sumado al carácter gratuito del instrumento, sin crear una carga financiera para el erario municipal, el proyecto obtuvo la aceptación pública por ser un medio eficaz para apoyar a los empresarios en la validación de sus soluciones innovadoras y la prueba de nuevas tecnologías en un entorno controlado, sin descuidar la ordenamiento jurídico, el medio ambiente urbano y la seguridad ciudadana.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://v2.mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-2-1024x682.png" alt="" class="wp-image-6145" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-2-1024x682.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-2-300x200.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-2-768x512.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-2-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-2-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-2-48x32.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-2.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Recarga de autos eléctricos, uno de los proyectos implementados con sandbox. Imagen: Sandbox.Rio. </sup></em></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>━  ¿Podría hablarnos de algún proyecto que esté utilizando Sandbox.Rio y haya generado un impacto positivo?</em></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><em>━</em> En el primer ciclo, que comenzó en julio de 2023, Sandbox.Rio recibió nueve propuestas, cuatro de las cuales fueron seleccionadas luego de la evaluación técnica de Subran. Los proyectos innovadores en marcha son, a modo de resumen:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;1) Proyecto Eletroposto Carioca &#8211; A Ezvolt</strong> instaló una electroestación para recarga de autos eléctricos, que busca promover la sostenibilidad en el transporte, la infraestructura necesaria para la electromovilidad y la generación de créditos de carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;2) Robots D4 en Río:</strong> la empresa MyView realiza entregas con robots en las aceras, lo que permite al Ayuntamiento evaluar el impacto de la actividad en la ciudad y los ciudadanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;3) Proyecto Río de Janeiro &#8211; Ambev y Speedbird </strong>entregan bebidas mediante drones, lo que ha facilitado la validación de un medio de entrega sostenible y rápido, ayudando a mejorar la regulación federal con la ANAC;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;4) Proyecto eVTOL en RIO &#8211; Eve Air Mobility</strong>, una startup de Embraer, probará, de forma inédita, su proyecto de movilidad aérea urbana utilizando sus eVTOL.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Con 4 proyectos en marcha, el programa ya se encuentra en su segundo ciclo, habiendo recibido un total de 20 propuestas, de las cuales 6 fueron seleccionadas para su implementación y forman parte de segmentos importantes para el desarrollo de la ciudad como salud, agricultura urbana, micromovilidad y transformación digital.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Los 4 proyectos en marcha en el primer ciclo han contribuido, de forma inédita, a la electromovilidad, la descarbonización y la transición energética. La entrega de bebidas mediante drones, proporcionando, por ejemplo, una reducción de GEI y ahorrando más del 50% del tiempo de entrega, además a la primera central eléctrica del estado de Río de Janeiro.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>━ <em>¿Qué recomendaría a un equipo de gobierno local de una ciudad que desee implementar un entorno de pruebas?</em></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><em>━</em>  La eficacia de un entorno regulatorio experimental depende de una estructura de gobernanza sólida, que incluya una definición clara de objetivos, criterios de selección y un seguimiento continuo. Es fundamental garantizar que los proyectos evaluados estén alineados con los intereses públicos y que la recopilación y el análisis de datos se gestionen bien para proporcionar información valiosa. La participación de diversas partes interesadas en el proceso también es esencial para garantizar que las políticas desarrolladas sean inclusivas y satisfagan eficazmente las necesidades de la sociedad.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Una vez completado el ciclo de prueba de las soluciones innovadoras, se recomienda la elaboración de un informe final que contenga información sobre la ejecución del proyecto. También los vacíos legislativos y reglamentarios que impidan su pleno desarrollo. Según el caso, la autoridad competente puede señalar a otros órganos y entidades competentes sugerencias para mejorar su marco legislativo y regulatorio que estimulen el desarrollo económico, tecnológico y social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por lo tanto, para maximizar los beneficios de los entornos regulatorios experimentales, es esencial que exista un compromiso continuo con la transparencia, la colaboración y la adaptación de las prácticas regulatorias. Con una gestión cuidadosa y un enfoque estratégico, estos entornos pueden convertirse en instrumentos relevantes para la innovación y mejora de las políticas públicas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="828" src="https://v2.mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-3-1024x828.png" alt="" class="wp-image-6146" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-3-1024x828.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-3-300x243.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-3-768x621.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-3-24x19.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-3-36x29.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-3-48x39.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2024/08/image-3.png 1065w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Delivery automatizado con cero emisiones, uno de los proyectos implementados con sandbox. Imagen: Sandbox.Rio. </sup></em></figcaption></figure>



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<p class="wp-block-paragraph"><em><sub>Imagen principal: </sub></em><a href="https://www.sandboxrio.com.br/em-andamento.html"><sub><em>Prueba de un proyecto en el sandbox de Río de Janeiro</em></sub></a><em><sub>. Sandbox.Rio. </sub></em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“No podemos regular el futuro con reglas del pasado”: los sandboxes como oportunidades para el desarrollo</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/sandboxes-oportunidades-desarrollo-ciudad/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2024 18:38:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análisis y opinión]]></category>
		<category><![CDATA[Desarrollo Económico]]></category>
		<category><![CDATA[Transformación Digital]]></category>
		<category><![CDATA[buenos aires]]></category>
		<category><![CDATA[foro global de sandboxes]]></category>
		<category><![CDATA[innovacion]]></category>
		<category><![CDATA[regulaciones]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[sandbox]]></category>
		<category><![CDATA[sandboxes]]></category>
		<category><![CDATA[valencia]]></category>
		<category><![CDATA[valladolid]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://v2.mascomunidad.org.ar/?p=6074</guid>

					<description><![CDATA[<p>Los sandboxes regulatorios se presentan como una solución innovadora para los gobiernos locales que se ven desafiados por el rápido crecimiento de la Inteligencia Artificial (IA), el uso masivo de datos y el acelerado crecimiento de la digitalización.</p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/sandboxes-oportunidades-desarrollo-ciudad/">“No podemos regular el futuro con reglas del pasado”: los sandboxes como oportunidades para el desarrollo</a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-5f22dc328d6a3cded0236581e70cd3d4 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:4px">sandboxes</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>Por Paula Espinosa, </strong><br><strong>coordinadora del Centro de Soluciones de RIL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Un nuevo concepto irrumpe en el sector público e impulsa la innovación en los gobiernos. Se trata de los <em>sandboxes </em>o “cajas de arena”, una idea que busca agilizar las regulaciones, aportar datos y evidencia para el desarrollo de productos y permitir la entrada de innovaciones a una ciudad. La premisa es simple: “No podemos regular el futuro con reglas del pasado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La Autoridad Financiera del Reino Unido <a href="https://www.fca.org.uk/publication/research/regulatory-sandbox.pdf">define</a> a un sandbox regulatorio como un “espacio seguro en el que las empresas pueden probar productos, servicios, modelos de negocio y mecanismos de envío innovadores, sin incurrir inmediatamente en todas las consecuencias regulatorias normales de participar en la actividad correspondiente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En el sector público, los sandboxes regulatorios tienen origen en el ámbito financiero. Este está compuesto por un alto grado de regulaciones, pero a la vez experimenta innovaciones constantes como las billeteras virtuales y pagos con códigos QR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nivel local, las ciudades están implementando esta herramienta normativa para agilizar regulaciones. Así, procuran acompañar a startups y emprendimientos a testear productos y servicios que tendrán un impacto en la comunidad.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>¿Por qué una ciudad debería implementar un sandbox?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Los sandboxes son una oportunidad para la evolución del sector público local en materia de transformación digital, desarrollo económico y vinculación público privada. Con la certeza de que la resolución de los desafíos públicos no debe ser una competencia solo de lo público, esta herramienta hace posible el trabajo articulado entre un municipio, la academia y el sector privado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concretamente, un sandbox regulatorio brinda los siguientes beneficios:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mayor competitividad porque fomenta la innovación y crea un ambiente competitivo para las nuevas tecnologías.&nbsp;</li>



<li>Ayuda a desarrollar nuevos enfoques normativos y revisar ordenanzas y leyes que obstaculizan el desarrollo de innovaciones.</li>



<li>Posiciona a la ciudad como un polo atractivo para inversionistas tecnológicos.</li>



<li>Genera una gobernanza compartida con los actores involucrados en el mismo ya que se necesita de una colaboración y ayuda técnica entre equipos de gobierno, universidades o academias y empresas.</li>



<li>Reduce los costos a la empresa porque permite crear y validar el impacto de una solución.</li>



<li>Genera y desarrolla aprendizajes para equipos de gobierno locales que deben regular su implementación.</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXeaX1Ck2SU7QwNvpXF547E_UelYLIiFpFxiC6qN4eAJR4l3bFxcDoHXLjlOMZf70QVJbASh-Lh80UbNFdxdyek8lQGr7HXrZ7FU-aXnRtYmeRXi9PezH9TfRfXxXQi7SoP3KoFuMJHZN3uCv2VtbgR8uTwE?key=FmLNYAqoQIYghgTr-klWkw" alt="Sandboxes, startup Río." style="width:838px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>La startup Vibra instalará ocho estaciones de carga ultrarrápida en varios barrios de Río. Foto (<a href="https://brasilenergia.com.br/energia/ezvolt-e-selecionada-para-participar-do-programa-sandbox-rio/">https://brasilenergia.com.br/energia/ezvolt-e-selecionada-para-participar-do-programa-sandbox-rio/</a>)&nbsp;</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>¿Qué necesita un gobierno local para desarrollar un sandbox?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Lo primero que necesita un gobierno local que quiere implementar un sandbox es contar con un equipo a cargo que se encuentre altamente motivado y comprometido, pues probablemente se enfrentarán a una serie de barreras y desafíos complejos. Los equipos deben estar abiertos a conocer nuevos conceptos y metodologías.</p>



<p class="wp-block-paragraph">También es importante definir las áreas temáticas que queremos trabajar con el sandbox, como movilidad urbana, innovación urbana, salud, entre otras. Además, se deben identificar a los actores que incidirán en el instrumento para que sean parte de la configuración y creación del sandbox, y ser consultados ante cualquier duda.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Algunos ejemplos de sandboxes en ciudades</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">En Latinoamérica, un caso exitoso es el de <a href="https://portalril.org/inspirarme-caso.php?id_caso=5683">Sandbox.Río</a>, liderado por Río de Janeiro. El objetivo principal de este instrumento es acompañar a startups y empresas a implementar nuevos productos y servicios con mayor seguridad regulatoria. Por ejemplo, se concede la autorización de manera temporal a una start up para testear un robot de reparto de comida y cómo sería su impacto en la vía pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En Argentina, en 2021, la Ciudad Autónoma de Buenos Aires sancionó la <a href="https://www.legislatura.gob.ar/posts/la-ciudad-tiene-una-ley-para-proyectos-piloto-de-tecnologia-e-innovacion2306.html">Ley Sandbox </a>que regula los procesos y el entorno controlado de pruebas para proyectos pilotos tecnológicos de innovación de prestación de bienes y servicios. Uno de los <a href="https://www.itba.edu.ar/blog/presentaron-el-proyecto-de-investigacion-de-movilidad-autonoma-que-estara-presente-en-el-parque-de-innovacion-de-caba/">casos</a> que se testearon es una Plataforma de Investigación de Movilidad Urbana en el Parque de Innovación, ubicado en la zona norte, con el fin de evaluar el sistema de movilidad autónoma y su viabilidad para aplicarlo en la ciudad en el futuro.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXde8MxjhfNc61QTaQy90_YZKNjYvkYWQrez5NTQbvgUboFnaY1RM0LHlkHqgH6JdyKKRWUHdsaTasrZkN4gUxyMLq1RZ9eLBMWXO-QZHyeGvpdzec_Z0K7cA_bePAmk4fSBUcnD0bLvk49jP9vA27m9XJTD?key=FmLNYAqoQIYghgTr-klWkw" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Transporte autónomo aplicado al proyecto de investigación.</sup></em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">En España, las ciudades de Valladolid y Valencia también cuentan con ejemplos de sandboxes. El Ayuntamiento de Valladolid publicó su ordenanza <a href="https://portalril.org/inspirarme-caso.php?id_caso=6041">“Valladolid como escenario demostrador” </a>para reglamentar su sandbox urbano. Esta iniciativa regula la utilización de bienes y servicios municipales para que la ciudad se convierta en un escenario de prueba de innovaciones. Con este instrumento, resuelve la necesidad de dotar de reglas y de un marco normativo la relación con universidades, empresas y otros sectores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Valencia aprobó este año una <a href="https://portalril.org/inspirarme-caso.php?id_caso=6038">ordenanza municipal</a> reguladora del sandbox urbano. Tiene como objetivo impulsar los proyectos del sector innovador y tecnológico de la ciudad, y ofrecer a las empresas la posibilidad de probar sus productos en entornos reales para asegurar su éxito en el mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A su vez, Zúrich, en Suiza, creó un<a href="https://portalril.org/inspirarme-caso.php?id_caso=6042"> sandbox de innovación para la IA</a>. Además de proporcionar claridad regulatoria, también suministra datos para lograr la transferencia de <em>know-how</em> (“saber hacer”) y la habilitación de nuevos proyectos. Por ejemplo, uno de los proyectos que participó en el sandbox fue el de traducciones automáticas en la administración pública. Dado que implica el manejo de información sensible y el uso de terminología técnica específica, se plantea como cuestión si se pueden y se deben utilizar herramientas de traducción genéricas y de acceso público. Este proyecto se centra en elaborar recomendaciones para el uso de la traducción automática.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Construir comunidad para compartir experiencias y buenas prácticas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La Red de Innovación Local participó del lanzamiento del Foro Global de Sandboxes, organizado por <a href="https://www.thedatasphere.org/">Datasphere Initiative</a> el 22 y 23 de julio de 2024 en Río de Janeiro, Brasil. Este evento convocó a socios interesados para promover la agilidad regulatoria y la innovación responsable basada en datos en todo el mundo. El objetivo fue construir una comunidad para compartir evidencia y buenas prácticas sobre el uso de sandboxes regulatorios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">El Foro Global de Sandboxes es una comunidad que busca demostrar el potencial de los sandboxes y fomentar la adopción de un enfoque más colaborativo para abordar los desafíos locales y globales en la era digital. Su objetivo es empoderar a actores públicos y privados mediante el intercambio de experiencias y la creación de capacidades. A su vez, impulsa el desarrollo de orientación basada en evidencia sobre cómo implementar este instrumento y la catalización de iniciativas concretas a nivel local, nacional y regional.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXfda4j3iLk3VwfKVhnwDEnY8BOiB1_a0uYEDHpSTa_VgNP0Snce7TMhqTvkVHTnazYxEDCYZc4Py1lBBAkUeY1XN7KoqTOqHyu0uuQB8qlFVnP14NoBn4eiM6y-ndcnEpDiL5J1TV1aAcEvAl99ZKvf3BdY?key=FmLNYAqoQIYghgTr-klWkw" alt="sandboxes"/><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Imagen de Datasphere</sup></em></figcaption></figure>



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		<title>Playas urbanas: entre el desarrollo turístico y la conservación ambiental</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/playas-urbanas-entre-el-desarrollo-turistico-y-la-conservacion-ambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2023 13:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Desarrollo Urbano y Hábitat]]></category>
		<category><![CDATA[arena]]></category>
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		<category><![CDATA[talcahuano]]></category>
		<category><![CDATA[viña del mar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Las construcciones tradicionales, entre otras intervenciones, han afectado durante décadas las franjas de arena en ciudades costeras del mundo. Algunas ya diseñaron planes ambientales para recuperar los frentes marítimos, sin dejar de lado las actividades económicas. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">En la ciudad costera de Pinamar (Argentina) existía un problema que parecía irreversible: los balnearios de hormigón afectaban la calidad de las playas. El ancho de la costa era cada vez menor y, además, las construcciones desprotegían los médanos naturales. En consecuencia, aumentaba el peligro de que se salinice el acuífero de agua dulce que abastece a la población. También de que la franja de arena se redujera significativamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ante esta situación, en 2009 el gobierno local definió el <a href="https://portalril.org/inspirarme-caso.php?id_caso=5329" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa de Renovación del Frente Marítimo</a>. ¿El objetivo? Que la conservación de las playas urbanas y el desarrollo turístico puedan ir de la mano. Finalmente, en 2016 la iniciativa se puso en marcha y comenzaron las demoliciones de las viejas estructuras. Iniciado el 2023, el proyecto está a punto de concluir de forma exitosa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A lo largo de 22 kilómetros de costa, fueron 46 los balnearios que debieron pasar por la piqueta y renovarse. El municipio estableció que los nuevos paradores debían ser considerablemente menores (hasta 350 metros cuadrados, el 10% de los tamaños originales) para recuperar las superficies naturales perdidas. Además, debían construirse con materiales sustentables y erigirse sobre pilotes, a un metro y medio de altura sobre la arena, para no obstruir los movimientos naturales de la playa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se ha recuperado una superficie de 110.000 metros cuadrados y 1.100 metros lineales de playa pública para que los disfruten pinamarenses y turistas. El plan permitió recuperar la esencia de lo que presentaba Pinamar, naturaleza con buena arquitectura y estructura de servicios que estuviera en equilibrio con el entorno natural”, sintetizó <strong>Martín Yeza</strong>, el intendente del municipio costero.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/ofYu9lVAh7zGYlj-gnjkUlwJtHguP9XOD23YRnUgxgcB1rAUQLX7SjgKk0Sd0luailUX0f8JQmDV02u4ALu9VPy3rsXVUhs_3odA6N4q_2k-EvOlfrgazMxrTxz1IMdNImJRpFAb7hMwaDoIoy2WpJ7pvOIQmpZY6Zm-My7Qy4QFwHkvRFLL3IQ7E2-fSg" alt="playas"/><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Demolición de un balneario en Pinamar. Foto de Diego Medina. </sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Recuperar las playas, una tarea necesaria</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Las playas urbanas son una parte integral de muchas ciudades costeras en todo el mundo. Además de ser un lugar de relax y diversión para residentes y visitantes, tienen un impacto económico y ambiental significativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida que el calentamiento global hace subir el nivel del mar –coinciden especialistas–, mantener y recuperar el ancho de las costas son tareas urgentes. Según <a href="http://www.alestuariodelplata.com.ar/OBRAS%20DE%20DEFENSA.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudios</a> de <strong>Rubén López, Silvia Marcomimni </strong>y <strong>María Bunicontro</strong>, expertos en Geología, en las playas argentinas se formó un cóctel explosivo que atenta contra de esa misión. Está formado principalmente por el avance descontrolado de las urbanizaciones, el trazado de avenidas costeras que afectan el escurrimiento superficial y el robo compulsivo de arena. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“La eliminación de las dunas costeras, que interactúan con el mar durante las tormentas y mareas extraordinarias, provocó un importante retroceso de la línea de costa sumado al descenso del nivel de la playa”, explicaron. Y, tras analizar el caso de la localidad de San Antonio (partido de La Costa), alertaron: “Entre 1935 y 2000, se degradó el 61% de las dunas costeras, a una velocidad de 650 metros por año. De mantenerse esta tendencia, para 2030 no existirían sectores relativamente importantes del cortón natural”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Federico Isla, </strong>también especialista en Geología de Costas, incluso <a href="https://www.tiempoar.com.ar/informacion-general/la-costa-atlantica-pierde-dos-metros-de-playa-por-ano/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">alertó</a> que las construcciones de cemento provocaron que en algunos sitios los médanos retrocedan de 2 a 7 metros por año. Y si bien el panorama no es igual en todas las playas atlánticas, la erosión sí es una constante en la mayoría de los cascos urbanos centenarios.  Así como en varios puntos de la costa bonaerense, en <a href="https://www.mardelplata.gob.ar/Noticias/comenzaron-los-trabajos-de-recuperacion-de-superficie-de-arena-en-playa-grande" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mar del Plata</a> (Playa Grande) deben realizarse todos los años trabajos para recuperar las superficies de arena. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/l9s-PbwSTimAYRT2DrP38RjUOo-t-5VYT0ARb8zugBiDEoqVMjXExOAuucz211ftFwz6tOg8V5A4RjyOSR7IxCNEq6nazi1TAj0HOX4noom6tGCRP7VgI75nEZl4itdAajIjk-UbxxzRFGsiyrPsUlu0LiIgePrTvcAuAHabOLCEYbgnZGNd7n2UvOPW6w" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Erosión en las playas argentinas. Foto de Jorge Codignotto.</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Múltiples acciones locales para mejorar las playas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">El panorama erosivo se repite en playas urbanas de todo el planeta. A pesar de su importancia económica y ambiental, muchas han sufrido daños debido a la construcción excesiva y los usos inadecuados. Sin embargo, en los últimos años, numerosas ciudades han llevado adelante proyectos para restaurar los frentes marítimos y protegerlos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">En Chile, las ciudades de Viña del Mar y Talcahuano son algunos de los casos de restauración. En la <a href="https://portalril.org/inspirarme-caso.php?id_caso=5333" target="_blank" rel="noreferrer noopener">primera</a>, en 2015 una serie de marejadas afectó severamente la línea costera. Tras los daños, el gobierno local utilizó arena proveniente de excavaciones de proyectos inmobiliarios para recuperar parte de las playas. Se demolieron antiguas estructuras y se trabajó en la recuperación del paseo marítimo, que debió desplazarse 7 metros hacia el interior. </p>



<p class="wp-block-paragraph">En la comuna de <a href="https://portalril.org/inspirarme-caso.php?id_caso=5334" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Talcahuano</a>, en tanto, la playa de El Morro experimentó un proceso de rehabilitación después de décadas de abandono y pérdida de la línea costera. Además de colocar arena, la Municipalidad instaló equipamiento urbano y deportivo, como basureros y juegos infantiles. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/-kRksYxYe5l_zqTDdVYP3gV3C9Jg1cJ55Ue3lQDiYqFUr7ijMNJLyCpauyv5PbfTcM2WZhq3wat5Yw0ksWkqU4971YsMurXkIXBWwDzTszC95GxSpbEio2HwLe9bHEuRYd4A6O2gHAO21LlsD8Xz5uTs9iLKpj8SLndSKb48dUs7ZMBJ-4Gu8YZ5-g3yqg" alt="playas urbanas"/><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Trabajos sobre la playa de El Morro, Talcahuano, Chile. Fuente: Bío Bío. </sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>El rol de las especies nativas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">En 2009, España llevó a cabo un <a href="https://www.europapress.es/nacional/noticia-gobierno-central-destina-mas-millones-mejorar-litoral-region-20090827181658.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">plan</a> de mejoras para un grupo de playas en el litoral de la región de Murcia. Desde la construcción de muelles de contención hasta la adición de arena, los proyectos buscaron aumentar la anchura de las costas y protegerlas de la erosión. Además, incluyeron criterios ambientales y obras pensadas para el aprovechamiento de habitantes y visitantes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para cumplir los objetivos, se previó la delimitación y demolición de edificios que estaban ubicados sobre las franjas de arena. En <a href="https://www.miteco.gob.es/es/costas/temas/proteccion-costa/actuaciones-proteccion-costa/murcia/30-1327-restauracion-paraiso.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Playa Paraíso</a>, por ejemplo, un proyecto ambiental trabajó en la restauración de 883 metros del frente marítimo. También estuvo enfocado en la eliminación de especies exóticas para sumar plantas autóctonas que estuvieran en armonía con el ecosistema costero. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Río de Janeiro (Brasil) es otra ciudad que utilizó las especias nativas para recuperar las dunas destruidas en sus playas urbanas. En 2018, una <a href="http://www.biovert.com.br/portfolio/recuperacao-das-dunas-nas-praias-de-ipanema-e-leblon/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">iniciativa</a> conjunta entre el gobierno local y organizaciones de la sociedad civil plantó ejemplares de restingas en las playas de Ipanema y Leblon. Fueron elegidas por ser resistentes a los vientos fuertes, permitir el retorno seguro de aves y fijar las arenas. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="480" data-id="2698" src="https://v2.mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2023/01/dunas-riojaneiro.jpg" alt="" class="wp-image-2698" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2023/01/dunas-riojaneiro.jpg 640w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2023/01/dunas-riojaneiro-300x225.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2023/01/dunas-riojaneiro-24x18.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2023/01/dunas-riojaneiro-36x27.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2023/01/dunas-riojaneiro-48x36.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 640px) 90vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption">Recuperación de dunas en las playas de Ipanema y Leblon, Río de Janeiro. Fuente: Biovert.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="340" height="510" data-id="2699" src="https://v2.mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2023/01/Dunas-riojaneiro-2.jpg" alt="" class="wp-image-2699" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2023/01/Dunas-riojaneiro-2.jpg 340w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2023/01/Dunas-riojaneiro-2-200x300.jpg 200w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2023/01/Dunas-riojaneiro-2-16x24.jpg 16w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2023/01/Dunas-riojaneiro-2-24x36.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2023/01/Dunas-riojaneiro-2-32x48.jpg 32w" sizes="auto, (max-width: 340px) 90vw, 340px" /></figure>
</figure>



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<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><sup>Foto principal: vista aérea de la playa en Pinamar. </sup></p>
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		<item>
		<title>Deslizamientos de tierra: qué pueden hacer los gobiernos locales</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/ciudades-deslizamientos-tierra-gobiernos-locales/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jun 2022 15:46:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>En 2022 hubo eventos fatídicos en áreas escarpadas de Argentina, Perú, Colombia y Brasil. La planificación y la gestión del riesgo deben ocupar un rol especial en las agendas urbanas, coinciden especialistas. </p>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="720" height="480" src="https://v2.mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-46.png" alt="" class="wp-image-1108" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-46.png 720w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-46-300x200.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-46-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-46-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-46-48x32.png 48w" sizes="auto, (max-width: 720px) 90vw, 720px" /><figcaption><em><sup>Vista aérea del deslizamiento de tierras sobre un hotel en Bariloche. Fuente: Clarín.&nbsp;</sup></em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">En la primera semana de junio de 2022 ocurrió un alud de barro en <strong>Bariloche, Argentina</strong>. Tres turistas uruguayos fallecieron en un hotel a causa del desprendimiento de una pronunciada ladera en el cerro Otto, en donde avanzaba una construcción. La Municipalidad aseguró que la obra presentaba irregularidades y la Justicia investiga las responsabilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Unos días antes, una serie de temporales dejó al menos 120 víctimas fatales en el área metropolitana de <strong>Recife, Brasil</strong>. Los deslizamientos de tierra y las inundaciones destruyeron barrios enteros ubicados en zonas escarpadas y de alta vulnerabilidad social.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">También en Brasil, más de 200 personas murieron en febrero a causa del arrastre de lodo y rocas en <strong>Petrópolis, una región serrana de Río de Janeiro</strong>. El mismo mes, otro deslizamiento causó el fallecimiento de 16 personas en <strong>Pereira, al oeste de Colombia</strong>. Y en marzo, un alud de tierra destruyó varias viviendas ubicadas sobre una ladera en la localidad de <strong>Retamas, Perú</strong>, dejando un saldo de 8 víctimas mortales.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>La dimensión local de los fenómenos</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Los deslizamientos en todas las zonas urbanas y periurbanas son uno de los riesgos geológicos del siglo XXI que más tiene que ser puesto en foco por las autoridades&#8221;, sostiene <strong>Carlos Cónsole-Gonella</strong>, doctor en Geología e investigador. En una entrevista con la agencia Sputnik, el especialista advirtió que estos fenómenos antes “ocurrían en lapsos de 20 a 30 años en determinadas zonas”, pero que ahora son más frecuentes o incluso “endémicos”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">En el “<a href="https://repositorio.cepal.org/bitstream/handle/11362/35894/1/S2013806_es.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Manual para la Evaluación de Desastres</a>”, elaborado por la Comisión Económica para América Latina y el Caribe de las Naciones Unidas (CEPAL), se advierte que fenómenos como los deslizamientos de tierra, los derrumbes y los aluviones “son amenazas que podrían evitarse y que con frecuencia van asociadas a las alteraciones que el hombre ha ejercido sobre el medio, como la deforestación en zonas de ladera o las excavaciones en zonas de pendiente para la localización de nuevas urbanizaciones”.&nbsp;<br>La misma publicación destaca que una de las características de estos desastres es que afectan a áreas muy delimitadas y que, en consecuencia, “se debe contar, en un sentido territorial, con instrumentos para hacer aproximaciones en términos de economías locales”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div><figcaption><em><sup>Deslizamiento en Retamas, Perú, en marzo de 2022. </sup></em></figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>¿Qué pueden hacer los gobiernos locales?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">La bibliografía especializada coincide en que resulta fundamental la <strong>planificación </strong>y le otorga un rol protagónico a las ciudades con respecto a la <strong>generación de información clave y la gestión de riesgos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">En su publicación titulada <a href="http://revistas.bibdigital.uccor.edu.ar/index.php/SP/article/view/5186/5453" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“La gobernanza del riesgo de desastres a nivel organizacional: un análisis desde los gobiernos locales”</a>, las licenciadas <strong>Valeria Segalla </strong>y <strong>Virginia Escañuela</strong> destacan la importancia de la planificación urbana y afirman que “el municipio, por la cercanía con la población y el conocimiento sobre el territorio, es el actor ideal para gestionar los riesgos”. Sin embargo, también advierten que “muchas veces carecen de los medios para hacer frente a estas situaciones”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Para determinar la extensión del peligro de deslizamientos, se requiere identificar aquellas áreas que podrían ser afectadas y evaluar las probabilidades de ocurrencia en un determinado período de tiempo”, manifiesta la Organización de los Estados Americanos (OEA) en el “<a href="https://www.oas.org/DSD/publications/Unit/oea65s/ch15.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Manual Sobre el Manejo de Peligros Naturales en la Planificación para el Desarrollo Regional Integrado</strong></a><strong>”.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A la hora de planificar el uso de los terrenos –destaca el libro– el primer paso que deben seguir las ciudades es la obtención de información sobre el riesgo de deslizamientos. En ese sentido, destaca la preparación de mapas que examinen los riesgos potenciales.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por ejemplo, en <a href="https://v2.mascomunidad.org.ar/drones-imagenes-satelitales-blantyre-malawi-desastres-naturales/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Blantyre, Malawi</a>, avanza en 2022 con la elaboración de instrumentos cartográficos que ponderen los factores desencadenantes de los aludes de tierra y proporcionen medidas de mitigación. En esta ciudad de África Oriental son frecuentes los desastres del tipo y, además, existen cada vez más asentamientos irregulares sobre laderas peligrosas en áreas urbanas.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://v2.mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-44-1024x683.png" alt="" class="wp-image-1104" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-44-1024x683.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-44-300x200.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-44-768x512.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-44-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-44-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-44-48x32.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-44.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption><sup><em>Deslizamiento en Ibura, Recife, el 30 de mayo de 2022. Fuente: REUTERS/Diego Nigro.&nbsp;</em></sup></figcaption></figure>



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<h3 class="wp-block-heading"><strong>El caso de La Paz</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Hasta el 70% del terreno en la capital de Bolivia es inestable por sus características geológicas y la presencia de más de 300 ríos. Por ello, son frecuentes los deslizamientos de tierra y la destrucción de decenas de viviendas ubicadas sobre las pendientes montañosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ante el escenario de riesgo, el gobierno local ha intentado planificar el crecimiento de la ciudad en <a href="https://www.bbc.com/mundo/noticias/2011/03/110310_bolivia_lluvias_deslizamientos_la_paz_az" target="_blank" rel="noreferrer noopener">numerosas oportunidades</a>. Si un barrio nuevo surgía en un área vulnerable, por ejemplo,&nbsp; se efectuaban los trabajos necesarios para evitar nuevos desastres y <a href="https://journals.openedition.org/bifea/2426" target="_blank" rel="noreferrer noopener">gestionar los riesgos</a>. Sin embargo, en La Paz ya no hay más lugar disponible entre las laderas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ante el desafío de la aglomeración urbana y el uso inadecuado del suelo, recientemente el gobierno paceño y el Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD) impulsaron el proyecto <a href="https://gestionmunicipal.org/inspirarme-caso.php?id_caso=3870" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Barrio Digital</a>. Mediante la plataforma, que estimula la participación ciudadana y la obtención de información en tiempo real, se procura obtener un mapeo de las necesidades de la población y de su espacio territorial.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://v2.mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-45-1024x683.png" alt="" class="wp-image-1105" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-45-1024x683.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-45-300x200.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-45-768x512.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-45-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-45-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-45-48x32.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2022/06/image-45.png 1392w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption><sup><em>En La Paz y El Alto viven más de 2 millones de personas. Fuente: PNUD.&nbsp;</em></sup></figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Otras acciones ante eventos climáticos</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">El gobierno de la provincia de Buenos Aires, Argentina, <a href="https://www.mseg.gba.gov.ar/areas/dirprovriesgos/marco/IF-2021-7542884-GDEBA-SSEMMSGP%20ANEXO%20LINEAMIENTOS%20PARA%20LA%20ELABORACI%C3%93N%20DEL%20PLAN%20INTEGRAL%20DEL%20RIESGO%20-%20copia.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">afirma</a> que “las gestiones locales tienen la responsabilidad de planificar y adoptar cursos de acción hacia la prevención y mitigación de riesgos, en articulación a la estrategia nacional y los lineamientos provinciales”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">En ese sentido, la ciudad de <a href="https://gestionmunicipal.org/inspirarme-caso.php?id_caso=3078" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pergamino </a>cuenta con una plataforma creada que brinda información meteorológica general y alertas sobre eventos severos que puedan devenir en inundaciones o derrumbes. La herramienta, desarrollada por expertos nucleados en el Polo de Innovación Tecnológica, cuenta con mapas y datos históricos, entre otros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">La Ciudad Autónoma de Buenos Aires, por su parte, también posee un <a href="https://gestionmunicipal.org/inspirarme-caso.php?id_caso=1380" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sistema de alertas de fenómenos atmosféricos</a> para anticipar en qué zonas va a llover con mayor intensidad, predecir en qué lugares hay más probabilidades de anegamientos y mejorar la respuesta operativa ante situaciones de emergencia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>¿Cómo gestiona tu ciudad los riesgos causados por la naturaleza y las acciones humanas? Podés compartir tu caso en el </em></strong><a href="https://gestionmunicipal.org/inspirarme.php" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>Mapa de Soluciones Locales</em></strong></a><strong><em> de RIL y comunicarte con </em></strong><a href="mailto:mascomunidad@redinnovacionlocal.org" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>+Comunidad.</em></strong></a></p>
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