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	<title>Ambiente archivos - +COMUNIDAD</title>
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	<description>Periodismo de ciudades y soluciones. Una iniciativa impulsada por RIL (Red de Innovación Local).</description>
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	<item>
		<title>Frota própria e energia solar: a estratégia de Montes Claros para eletrificar o transporte público</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/montes-claros-brasil-eletrificacao-transporte-publico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 15:25:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diante da crise das empresas de transporte, Montes Claros (Minas Gerais, Brasil) decidiu comprar a frota com dinheiro público. Agora aproveita essa renovação para trocar o diesel pela eletricidade. A operação começa no fim de 2026, e os primeiros testes mostraram uma economia de custo de energia próxima de 74%.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-white-background-color has-background wp-block-paragraph" style="font-size:0px">eletrificação do transporte público Montes Claros</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>Existe uma versão em espanhol deste artigo <a href="https://mascomunidad.org.ar/montes-claros-brasil-electrificacion-transporte-publico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</em></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A conta não fechava. No fim de 2023, parte da frota de ônibus de Montes Claros, cidade do norte de Minas Gerais, chegou ao limite de dez anos de uso. Substituí-la era obrigação das empresas concessionárias, mas as empresas alegavam não ter como. Esperar significava manter veículos velhos na rua. Repassar o custo à tarifa significava perder ainda mais passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Município escolheu um terceiro caminho. Em 2024, comprou ele mesmo os ônibus novos, ainda a diesel, e os cedeu ao sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Essa experiência levou a Administração Municipal a uma reflexão mais profunda&#8221;, conta o prefeito <strong>Guilherme Guimarães</strong> ao +COMUNIDAD. Se seria preciso dinheiro público para sustentar o transporte, a pergunta era como gastá-lo melhor. E havia uma segunda pergunta, mais incômoda: fazia sentido comprar ônibus a diesel para as próximas décadas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa pergunta nasceu um dos projetos de mobilidade elétrica mais ambiciosos entre as cidades médias do Brasil.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="745" height="556" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121343.png" alt="" class="wp-image-10256" style="aspect-ratio:1.3399800598205385;width:840px;height:auto" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121343.png 745w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121343-24x18.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121343-300x224.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121343-36x27.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121343-48x36.png 48w" sizes="(max-width: 745px) 90vw, 745px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Um ônibus antigo em Montes Claros. Foto: Prefeitura.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um círculo difícil de romper</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O problema de Montes Claros é comum na América Latina. Quando os custos do transporte sobem e são repassados à tarifa, o sistema perde usuários. Com menos usuários, cai a receita. Com menos receita, aparecem novos reajustes ou cortes de serviço, que afastam mais gente. Enquanto isso, crescem o automóvel e a motocicleta, o congestionamento deixa os ônibus mais lentos e o transporte público perde atratividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Montes Claros, esse círculo se agravou quando as operadoras perderam capacidade de investimento. A cidade precisava renovar a frota e não queria que o passageiro pagasse toda a conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A população precisa de um serviço acessível, frequente, confortável, seguro e abrangente, mas oferecer um transporte com essas características exige investimentos elevados e custos operacionais significativos&#8221;, reflete Guimarães.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="830" height="567" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Montes-Claros-Brasil-1.png" alt="" class="wp-image-10257" style="aspect-ratio:1.4638787476490762;width:824px;height:auto" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Montes-Claros-Brasil-1.png 830w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Montes-Claros-Brasil-1-300x205.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Montes-Claros-Brasil-1-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Montes-Claros-Brasil-1-36x25.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Montes-Claros-Brasil-1-767x524.png 767w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Montes-Claros-Brasil-1-48x33.png 48w" sizes="(max-width: 830px) 90vw, 830px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Um ônibus elétrico que circulará na cidade. Foto: Prefeitura de Montes Claros.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Comprar em vez de subsidiar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta foi mudar a forma de gastar. Muitos sistemas subsidiam o custo de operação, um mecanismo que Guimarães considera legítimo e às vezes necessário. Montes Claros acrescentou outra ferramenta: converter parte do esforço fiscal em bens permanentes. &#8220;Em vez de apenas compensar financeiramente um custo recorrente, o Município passa a investir em bens que permanecem a serviço do sistema durante vários anos&#8221;, explica o prefeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lógica é simples. Se o Município pagar os veículos, as empresas já não precisam recuperar esse investimento por meio da tarifa. O dinheiro público se transforma em ativos e, por essa via, em contenção tarifária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assumido esse papel, o passo seguinte foi aproveitar o ciclo natural de renovação da frota para mudar de tecnologia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma cidade plana e com sol</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O argumento ambiental é conhecido: menos emissões e menos ruído. Mas Guimarães enfatiza a economia. O combustível representa entre 23% e 29% do custo total de operar o sistema, e seu preço depende do petróleo, do câmbio e do cenário internacional. Reduzir a dependência do diesel — argumenta — dá previsibilidade a um serviço essencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cidade, além disso, tem vantagens próprias. É predominantemente plana, o que favorece o rendimento das baterias. E está numa região de grande potencial de energia solar, com parques solares já instalados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de comprar, o Município testou a tecnologia. Ônibus da ANKAI, Marcopolo, Eletra e BYD circularam por cerca de 30 dias nas linhas reais do sistema. Os resultados foram semelhantes e satisfatórios em todas as marcas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="740" height="533" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121548.png" alt="" class="wp-image-10258" style="width:840px;height:auto" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121548.png 740w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121548-300x216.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121548-24x17.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121548-36x26.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121548-48x35.png 48w" sizes="(max-width: 740px) 90vw, 740px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Paisagem de Montes Claros. Foto: Picasa / Wikipedia.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que dizem os números (por enquanto)</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os testes registraram consumo próximo de 1,4 kWh por quilômetro e autonomia de cerca de 275 quilômetros. Numa amostra detalhada de dez dias, os ônibus percorreram 2.058 quilômetros. A energia custou R$ 1.432,56. A mesma operação a diesel teria exigido cerca de 1.029 litros e R$ 5.455,03. A diferença fica em torno de 74%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prefeito é cuidadoso com esse número. &#8220;Não afirmamos que a eletrificação reduzirá em 74% o custo total da operação&#8221;, pondera. A economia se refere ao custo da energia. Como o combustível pesa cerca de um quarto do custo do sistema, o efeito potencial sobre o total fica em torno de 20%, desde que o restante das despesas se mantenha estável. Manutenção, baterias, pessoal e infraestrutura ainda precisam ser medidos em operação real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No plano ambiental, um estudo municipal estimou que cada veículo poderia evitar cerca de 106 toneladas de CO₂ por ano. Também esse número deverá ser confrontado com a experiência cotidiana.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="747" height="493" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121642.png" alt="" class="wp-image-10259" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121642.png 747w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121642-300x198.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121642-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121642-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121642-48x32.png 48w" sizes="auto, (max-width: 747px) 90vw, 747px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Um dos ônibus elétricos que começarão a dominar a paisagem urbana de Montes Claros. Foto: gazetanm.com.br</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>O desafio invisível</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Atrás de cada ônibus elétrico há uma pergunta que costuma aparecer tarde: a energia é suficiente? &#8220;Não basta adquirir ônibus elétricos e instalar carregadores&#8221;, adverte Guimarães. É preciso garantir o fornecimento, adequar a rede e definir potência e conexão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Montes Claros, a distribuidora de energia CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais) entrou no projeto desde o desenho da solução energética. O plano prevê 12 carregadores rápidos de 240 kW, 24 posições de recarga simultânea e um eletroposto público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A advertência tem respaldo na experiência brasileira. <strong>Sérgio Avelled</strong>a, coordenador do núcleo de mobilidade urbana do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), apontou em entrevista à <a href="https://brasilenergia.com.br/brasilenergia/acoes-em-transicao-energetica/onibus-eletrico-e-a-descarbonizacao-do-transporte-publico" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Brasil Energia</a> três obstáculos para ampliar as frotas elétricas: o preço dos veículos, várias vezes maior que o de um a diesel; uma logística de recarga mais complexa; e a necessidade de energia em alta tensão nas garagens quando cresce o número de unidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e da Fundação Getulio Vargas (FGV), citado pelo <a href="https://diariodotransporte.com.br/2024/03/22/com-33-novos-onibus-eletricos-em-sao-paulo-frota-sobe-de-32-para-45-da-meta-de-ricardo-nunes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Diário do Transporte</a>, alertou que, em bairros com redes de baixa tensão, o carregamento simultâneo de 50 ônibus poderia deixar sem energia residências, comércios e hospitais. São Paulo, cidade com a maior frota elétrica do país, avança com dificuldades e não deve cumprir a meta de eletrificar metade de sua frota de 12 mil unidades até 2028.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quem paga, e como</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira etapa soma 54 ônibus elétricos, 54% da frota atual de 100 veículos. Incluído o eletroposto, o investimento fica em torno de R$ 155 milhões. A primeira compra, de 22 unidades e cerca de R$ 58,5 milhões, já está contratada. Os veículos estão em fabricação e começarão a operar em novembro de 2026. Um aditivo em andamento somará mais cinco, e uma etapa posterior incorporará outros 27.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maior parte do dinheiro é dívida. O Município contratou um crédito de R$ 150 milhões do Fundo Clima do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por intermédio do Banco do Nordeste, e aportou mais R$ 10 milhões de recursos próprios. O BNDES oferece uma <a href="https://cidades.bndes.gov.br/solucao/eletrificacao-da-frota/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">linha específica</a> para que os municípios comprem frotas elétricas com recursos desse fundo. <strong>É uma condição-chave para qualquer réplica: nem toda cidade pode assumir um passivo dessa escala.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto também recebeu apoio externo. Montes Claros foi selecionada, entre mais de 150 propostas, para o <a href="https://portal.montesclaros.mg.gov.br/noticia/no-caminho-do-futuro-projeto-dos-onibus-eletricos-da-prefeitura-de-montes-claros-e-escolhido-para-participar-de-programa-de-acao-climatica" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa Mutirão Brasil</a>, conduzido pela C40 Cities e pelo Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM). Nesse âmbito, a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) <a href="https://portal.montesclaros.mg.gov.br/noticia/eletrificacao-do-transporte-coletivo-de-montes-claros-propostas-podem-ser-enviadas-ate-2-de-agosto" target="_blank" rel="noreferrer noopener">licitou uma consultoria</a> de cerca de R$ 288 mil, por sua conta, para acompanhar tecnicamente a eletrificação. Guimarães ressalta que o projeto é anterior a essa seleção. O programa somou assistência técnica e contatos, mas a ideia já estava em marcha.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="745" height="490" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121758.png" alt="" class="wp-image-10260" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121758.png 745w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121758-300x197.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121758-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121758-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-pantalla-2026-09-28-121758-48x32.png 48w" sizes="auto, (max-width: 745px) 90vw, 745px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Ônibus elétricos em São Paulo, a maior cidade do Brasil. Imagem: /autodata.com.br/ </sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um método antes de um modelo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para o prefeito, o que outras cidades podem aproveitar de Montes Claros é principalmente o método. Primeiro, entender o problema e conhecer a operação. Depois, avaliar a energia disponível, envolver a distribuidora desde o início e testar a tecnologia nas próprias ruas. Por fim, planejar frota, infraestrutura e energia em conjunto, garantir o financiamento, avançar por etapas e medir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele também reconhece os limites. Topografia, clima, extensão das linhas e estado da rede mudam de uma cidade para outra. &#8220;Não existe um modelo único que possa simplesmente ser copiado&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não estamos apenas substituindo ônibus a diesel por ônibus elétricos. Estamos repensando como o transporte público é financiado, abastecido, planejado e oferecido à população&#8221;, resume Guimarães.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prova decisiva virá com a operação diária. Até agora, os números mais fortes vêm de ensaios, e o próprio Município de Montes Claros promete medir consumo, disponibilidade, manutenção, custos e emissões com a frota em serviço. Nas palavras do prefeito: <strong>&#8220;Ônibus são a parte mais visível da eletrificação; infraestrutura, energia, planejamento e governança são aquilo que permitirá que eles continuem operando todos os dias&#8221;.</strong></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta matéria faz parte do Boletim Ideias &amp; Inspiração da Rede de Inovação Local (RIL), no qual todos os meses são destacados casos inovadores de diferentes temáticas em cidades de todo o mundo. Gostaria de receber, uma vez por mês, soluções locais como as desta matéria no seu e-mail? V</em></strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/12wF_hlst9PIs0oQZcG1VDBTgGeG8NhQLxoABC-qpg4k/edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>ocê pode se inscrever gratuitamente!</em></strong></a></h5>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Além disso, este artigo integra Alcaldes Innovadores, uma série do +COMUNIDAD que documenta as políticas públicas apresentadas por autoridades locais da América Latina no encontro de mesmo nome, realizado de 27 a 29 de agosto de 2026, no Panamá. A política de mobilidade urbana elétrica foi a iniciativa destacada por Guilherme Guimarães, prefeito de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. O programa é promovido pela Rede de Inovação Local (RIL) em conjunto com o Centre for Public Impact (CPI).</em></strong></h5>
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		<title>Flota propia y energía solar: la estrategia de Montes Claros para electrificar el transporte público</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/montes-claros-brasil-electrificacion-transporte-publico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[mascomunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 20:55:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ante la crisis de las empresas de transporte, Montes Claros (Minas Gerais, Brasil) decidió comprar la flota con dinero público. Ahora aprovecha ese recambio para pasar del diésel a la electricidad. La operación comienza a fines de 2026, y las primeras pruebas mostraron un ahorro de costo energético cercano al 74%.</p>
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<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>Existe una versión en portugués de este artículo <a href="https://mascomunidad.org.ar/montes-claros-brasil-eletrificacao-transporte-publico/">a</a><a href="https://mascomunidad.org.ar/montes-claros-brasil-eletrificacao-transporte-publico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">q</a><a href="https://mascomunidad.org.ar/montes-claros-brasil-eletrificacao-transporte-publico/">uí</a>.</em></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">La cuenta no cerraba. A fines de 2023, parte de la flota de autobuses de Montes Claros, una ciudad del norte de Minas Gerais, llegó al límite de diez años de uso. Reemplazarla era obligación de las empresas concesionarias, pero las empresas aseguraban que no tenían con qué. Esperar implicaba mantener vehículos viejos en la calle. Trasladar el costo al pasaje implicaba perder todavía más pasajeros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El municipio eligió un tercer camino. En 2024 compró él mismo los autobuses nuevos, todavía a diésel, y los cedió al sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esa experiencia llevó a la administración municipal a una reflexión más profunda&#8221;, cuenta el alcalde <strong>Guilherme Guimarães</strong> a +COMUNIDAD. Si iba a hacer falta dinero público para sostener el transporte, la pregunta era cómo gastarlo mejor. Y había una segunda pregunta, más incómoda: ¿tenía sentido comprar autobuses a diésel para las próximas décadas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">De esa pregunta nació uno de los proyectos de movilidad eléctrica más ambiciosos entre las ciudades medianas de Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="939" height="715" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-3.png" alt="electrificación del transporte público Montes Claros" class="wp-image-10242" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-3.png 939w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-3-24x18.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-3-300x228.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-3-48x37.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-3-36x27.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-3-767x584.png 767w" sizes="auto, (max-width: 939px) 90vw, 939px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Una unidad envejecida en Montes Claros. Foto: Prefeitura.&nbsp;</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Un círculo difícil de romper</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">El problema de Montes Claros es común en América Latina. Cuando los costos del transporte suben y se trasladan a la tarifa, el sistema pierde usuarios. Con menos usuarios cae la recaudación. Con menos recaudación aparecen nuevos aumentos o recortes de servicio, que expulsan a más gente. Mientras tanto, crecen el auto y la moto, la congestión vuelve más lentos a los autobuses y el transporte público pierde atractivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En Montes Claros, ese círculo se agravó cuando las operadoras perdieron capacidad de inversión. La ciudad necesitaba renovar la flota y no quería que el pasajero pagara toda la cuenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“La población necesita un servicio accesible, frecuente, cómodo, seguro y amplio, pero ofrecer un transporte de esas características exige inversiones elevadas y costos operacionales significativos”, reflexiona Guimarães.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="843" height="567" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-4.png" alt="electrificación del transporte público Montes Claros" class="wp-image-10243" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-4.png 843w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-4-300x202.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-4-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-4-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-4-48x32.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-4-767x516.png 767w" sizes="auto, (max-width: 843px) 90vw, 843px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Una unidad eléctrica que circulará en la ciudad. Foto: Prefeitura de Montes Claros.</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Comprar en lugar de subsidiar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La respuesta fue cambiar la forma de gastar. Muchos sistemas subsidian el costo de operación, un mecanismo que Guimarães considera legítimo y a veces necesario. Montes Claros agregó otra herramienta: convertir parte del esfuerzo fiscal en bienes permanentes. &#8220;En lugar de sólo compensar financieramente un costo recurrente, el municipio pasa a invertir en bienes que permanecen al servicio del sistema durante varios años&#8221;, explica el alcalde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La lógica es simple. Si el municipio paga los vehículos, las empresas ya no necesitan recuperar esa inversión a través del pasaje. El dinero público se transforma en activos y, por esa vía, en contención tarifaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Una vez asumido ese rol, el paso siguiente fue aprovechar el ciclo natural de renovación de la flota para cambiar de tecnología.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Una ciudad plana y con sol</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">El argumento ambiental es conocido: menos emisiones y menos ruido. Pero Guimarães pone el acento en la economía. El combustible representa entre el 23% y el 29% del costo total de operar el sistema, y su precio depende del petróleo, del tipo de cambio y de la coyuntura internacional. Reducir la dependencia del diésel –argumenta– da previsibilidad a un servicio esencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La ciudad, además, tiene ventajas propias. Es mayormente plana, lo que favorece el rendimiento de las baterías. Y está en una región con gran potencial de energía solar, con parques fotovoltaicos ya instalados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de comprar, el municipio puso a prueba la tecnología. Autobuses de ANKAI, Marcopolo, Eletra y BYD circularon durante unos 30 días por las líneas reales del sistema. Los resultados fueron similares y satisfactorios en todas las marcas.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-5.png" alt="" class="wp-image-10244" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-5.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-5-24x18.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-5-300x225.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-5-36x27.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-5-48x36.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-5-768x576.png 768w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Paisaje de Montes Claros. Foto: Picasa / Wikipedia.&nbsp;</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Lo que dicen los números (por ahora)</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Las pruebas marcaron un consumo cercano a 1,4 kWh por kilómetro y una autonomía de unos 275 kilómetros. En una muestra detallada de diez días, los autobuses recorrieron 2.058 kilómetros. La energía costó R$ 1.432,56 (unos U$D 270). La misma operación con diésel habría requerido unos 1.029 litros y R$ 5.455,03 (cerca de U$D 1.030). La diferencia ronda el 74%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El alcalde es cuidadoso con esa cifra. &#8220;No afirmamos que la electrificación reducirá en un 74% el costo total de la operación&#8221;, aclara. El ahorro se refiere al costo de la energía. Como el combustible pesa alrededor de un cuarto del costo del sistema, el efecto potencial sobre el total ronda el 20%, siempre que el resto de los gastos se mantenga estable. Mantenimiento, baterías, personal e infraestructura todavía deben medirse en operación real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En el plano ambiental, un estudio municipal estimó que cada vehículo podría evitar unas 106 toneladas de CO₂ por año. También esa cifra deberá contrastarse con la experiencia cotidiana.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-6-1024x682.png" alt="electrificación del transporte público Montes Claros" class="wp-image-10245" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-6-1024x682.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-6-300x200.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-6-767x511.png 767w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-6-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-6-48x32.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-6-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-6-1536x1023.png 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-6.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Una de las unidades eléctricas que comenzará a dominar el paisaje urbano de Montes Claros. Foto: gazetanm.com.br</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>El desafío invisible</strong> de la electrificación de transporte público</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Detrás de cada autobús eléctrico hay una pregunta que suele aparecer tarde: ¿alcanza la energía? &#8220;No basta con adquirir autobuses eléctricos e instalar cargadores&#8221;, advierte Guimarães. Hace falta garantizar el suministro, adecuar la red y definir potencia y conexión.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En Montes Claros, la distribuidora eléctrica CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais) se sumó al proyecto desde el diseño de la solución energética. El plan prevé 12 cargadores rápidos de 240 kilovatios, 24 posiciones de carga simultánea y una estación de recarga pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La advertencia tiene respaldo en la experiencia brasileña<strong>. Sérgio Avelleda</strong>, coordinador del núcleo de movilidad urbana del Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), señaló en una entrevista con <a href="https://brasilenergia.com.br/brasilenergia/acoes-em-transicao-energetica/onibus-eletrico-e-a-descarbonizacao-do-transporte-publico">Brasil Energia</a> tres obstáculos para ampliar las flotas eléctricas: el precio de los vehículos, varias veces mayor que el de un diésel; una logística de recarga más compleja; y la necesidad de energía de alta tensión en las cocheras cuando crece el número de unidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Un estudio de la Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) y la Fundação Getulio Vargas (FGV), citado por el <a href="https://diariodotransporte.com.br/2024/03/22/com-33-novos-onibus-eletricos-em-sao-paulo-frota-sobe-de-32-para-45-da-meta-de-ricardo-nunes/">Diário do Transporte</a>, advirtió que en barrios con redes de baja tensión la carga simultánea de 50 autobuses podría dejar sin luz a viviendas, comercios y hospitales. São Paulo, la ciudad con más autobuses eléctricos de Brasil, avanza con dificultades y no alcanzaría su meta de electrificar la mitad de su flota de 12.000 unidades hacia 2028.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quién y cómo paga</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La primera etapa suma 54 autobuses eléctricos, el 54% de la flota actual de 100 vehículos. Incluida la estación de recarga, la inversión ronda los R$ 155 millones (US$ 30 millones). La primera compra, de 22 unidades y unos R$ 58,5 millones (US$ 11,3 millones), ya está contratada. <strong>Los vehículos están en fabricación y empezarán a operar en noviembre de 2026.</strong> Un aditivo en trámite sumará cinco más, y una etapa posterior incorporará otros 27.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">La mayor parte del dinero es deuda. El municipio tomó un crédito de R$ 150 millones (US$ 29 millones) del Fondo Clima del <a href="https://cidades.bndes.gov.br/solucao/eletrificacao-da-frota/"></a>Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social (BNDES), a través del Banco do Nordeste, y aportó R$ 10 millones (US$ 1,9 millones) propios. El BNDES, un banco público federal brasileño orientado al financiamiento de largo plazo, ofrece una <a href="https://cidades.bndes.gov.br/solucao/eletrificacao-da-frota/">línea específica</a> para que los municipios compren flotas eléctricas con recursos de ese fondo. <strong>Es una condición clave para cualquier réplica: no todas las ciudades pueden asumir un pasivo de esa escala.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">El proyecto también recibió respaldo externo. Montes Claros fue seleccionada, entre más de 150 propuestas, para el <a href="https://portal.montesclaros.mg.gov.br/noticia/no-caminho-do-futuro-projeto-dos-onibus-eletricos-da-prefeitura-de-montes-claros-e-escolhido-para-participar-de-programa-de-acao-climatica">Programa Mutirão Brasil</a>, impulsado por C40 Cities y el Pacto Global de Alcaldes por el Clima y la Energía. En ese marco, la Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos <a href="https://portal.montesclaros.mg.gov.br/noticia/eletrificacao-do-transporte-coletivo-de-montes-claros-propostas-podem-ser-enviadas-ate-2-de-agosto">licitó una consultoría</a> de unos R$ 288 mil (US$ 55.700), a su cargo, para acompañar técnicamente la electrificación. Guimarães subraya que el proyecto es anterior a esa selección. El programa sumó asistencia técnica y contactos, pero la idea ya estaba en marcha.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-7-1024x682.png" alt="" class="wp-image-10246" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-7-1024x682.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-7-300x200.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-7-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-7-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-7-767x511.png 767w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-7-48x32.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-7-1536x1023.png 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-7.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Buses eléctricos en Sao Paulo, la mayor ciudad de Brasil. Imagen: https:/autodata.com.br/&nbsp;</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Un método antes que un modelo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para el alcalde, lo que otras ciudades pueden tomar de Montes Claros es principalmente método. Primero, entender el problema y conocer la operación. Después, evaluar la energía disponible, sumar a la distribuidora desde el inicio y probar la tecnología en las calles propias. Por último, planificar flota, infraestructura y energía en conjunto, asegurar el financiamiento, avanzar por etapas y medir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">También reconoce los límites. Topografía, clima, extensión de las líneas y estado de la red cambian de una ciudad a otra. &#8220;No existe un modelo único que pueda simplemente copiarse&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;No estamos solo sustituyendo autobuses a diésel por autobuses eléctricos. Estamos repensando cómo se financia, se abastece, se planifica y se ofrece el transporte público a la población&#8221;, resume Guimarães.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La prueba decisiva llegará con la operación diaria. Hasta ahora, los números más fuertes vienen de ensayos, y el propio municipio de Montes Claros promete medir consumo, disponibilidad, mantenimiento, costos y emisiones con la flota en servicio. En palabras del alcalde, <strong>&#8220;los autobuses son la parte más visible de la electrificación; la infraestructura, la energía, la planificación y la gobernanza son lo que permitirá que sigan operando todos los días&#8221;.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>Sobre esta serie</em></strong></h3>



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<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>A su vez, este artículo integra Alcaldes innovadores, una serie de +COMUNIDAD que documenta las políticas públicas que autoridades locales de América Latina presentaron en el encuentro del mismo nombre, realizado del 27 al 29 de agosto de 2026 en Panamá. La política de movilidad urbana eléctrica fue la iniciativa destacada por</em></strong> <strong><em></em></strong><strong><em>Guilherme Guimarães</em></strong><em>,</em> <strong><em>alcalde de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil</em></strong><strong><em>. El programa es impulsado por la</em></strong> <a href="https://www.redinnovacionlocal.org/"><strong><em></em></strong><strong><em>Red de Innovación Local (RIL)</em></strong></a> <strong><em></em></strong><strong><em>junto con el</em></strong> <a href="https://www.centreforpublicimpact.org/"><strong><em></em></strong><strong><em>Centre for Public Impact (CPI)</em></strong></a><strong><em>.&nbsp;</em></strong></h5>



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		<title>Curridabat, el cantón costarricense que decidió diseñar su propia red de transporte público</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/conexion-curridabat-costa-rica-red-transporte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[mascomunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 20:08:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[señalización peatonal]]></category>
		<category><![CDATA[transporte público municipal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>La caída de más del 40% en el uso del transporte público en Costa Rica y un esquema de rutas diseñado históricamente desde el Estado central dejaron desconectados entre sí a los barrios de Curridabat. Por eso, el municipio decidió romper los esquemas tradicionales: diseñó un sistema interdistrital de rutas circulares eléctricas y promovió una ley nacional para que los gobiernos locales puedan asumir la gestión de su propia movilidad.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Para pagar los impuestos municipales o acudir a un centro de salud en <strong>Curridabat</strong>, una persona que vive en el distrito de Granadilla, por ejemplo, debe subir a un autobús que se aleja bastante de su destino inicial. Este vehículo cruza los límites del cantón y se sumerge en la congestión propia del tránsito de San José, la capital del país, y la obliga a descender en una terminal ajena para abordar una segunda unidad que será, con algo de suerte y viento a favor, la que la deje lo más cerca posible del lugar al que debe ir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esa escena cotidiana describe la configuración territorial del Gran Área Metropolitana de Costa Rica. Curridabat tiene una superficie compacta de 15 kilómetros cuadrados y reúne a cuatro distritos: Curridabat centro, Granadilla, Sánchez y Tirrases. <strong>Durante décadas, el Estado central diseñó el transporte público bajo una lógica:</strong> las líneas de autobuses atraviesan el cantón únicamente para conectar la periferia con los centros de San José o Cartago, sin una sola ruta que enlace a las comunidades vecinas entre sí.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta situación inspiró al gobierno local a diseñar, en 2024, <strong>Conexión Curridabat</strong>, el primer proyecto del país enfocado en estructurar un sistema de transporte público de escala municipal, para virar la movilidad hacia un modelo limpio, eficiente y sostenible. La iniciativa integra una red de autobuses eléctricos con rutas circulares, paradas inteligentes, señalización peatonal, corredores verdes y una ley para otorgar a los&nbsp; municipios la potestad legal de organizar y supervisar el transporte entre sus distritos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="694" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-1024x694.png" alt="transporte público municipal Curridabat" class="wp-image-10235" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-1024x694.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-300x203.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-48x33.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-768x520.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2.png 1252w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Dos hombres esperan el autobús. Imagen: Municipalidad de Curridabat.</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Una “Ciudad Dulce”, pero desarticulada</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">En 2015, Curridabat captó la atención internacional al proclamarse como <a href="https://mascomunidad.org.ar/ciudad-dulce-flores-abejas-y-colibries-para-mejorar-la-calidad-de-vida-urbana/"><strong>Ciudad Dulce</strong></a>, un modelo urbano que otorgó simbólicamente la ciudadanía a polinizadores, árboles y plantas nativas para estructurar su desarrollo a partir del cuidado ambiental. Pero la integración biológica convive con una segregación social: en 15 kilómetros cuadrados hay barrios cerrados de altos ingresos en Sánchez, sectores residenciales de clase media en Granadilla y barriadas populares con carencias de infraestructura en Tirrases.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esa fragmentación territorial se sumó el desmoronamiento del transporte público. Entre 2018 y 2025, <strong>la cantidad de personas que se movilizan en transporte público en Costa Rica cayó un 42,2%</strong>, según el <a href="https://semanariouniversidad.com/pais/personas-movilizadas-por-transporte-publico-bajo-un-42-2-mientras-la-cantidad-de-vehiculos-crecio-un-62-1-en-los-ultimos-12-anos/">Informe Estado de la Nación 2025</a>. En el mismo período, la cantidad de automóviles creció un 62,1%.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">El alcalde de Curridabat, <a href="https://www.instagram.com/errol_solano_bolanos/"><strong>Errol Solano Bolaños</strong></a>, explica en diálogo con +COMUNIDAD y el programa <em>Malditos Optimistas</em> que la falta de frecuencias confiables y la rigidez de los recorridos empujaron a la población hacia el transporte privado, un fenómeno estimulado por facilidades crediticias comerciales de financiamiento vehicular inmediato y sin pago inicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nos dimos cuenta de que en los cuatro distritos dentro del municipio no había conexión entre sí para poder caminar, utilizar el autobús, llegar a trabajar, vivir y convivir”, relata el funcionario de 34 años.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>La desarticulación aisló los activos cívicos del cantón:</strong> Curridabat cuenta con 91 parques públicos, pero vecinos de distritos periféricos suelen trasladarse a centros comerciales de otros cantones debido a la imposibilidad de llegar en transporte público a las áreas verdes ubicadas a cuatro kilómetros de sus hogares.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy"  id="_ytid_48316"  width="787" height="442"  data-origwidth="787" data-origheight="442" src="https://www.youtube.com/embed/l2i1b6eEhmo?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;" class="__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload" title="YouTube player"  allow="fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen data-no-lazy="1" data-skipgform_ajax_framebjll=""></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>La apuesta de Conexión Curridabat</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para superar la dependencia vial de San José, los equipos de planificación del municipio diseñaron un modelo de <strong>rutas circulares espejo</strong>. El sistema proyecta dos recorridos continuos que transitan por los cuatro distritos del cantón de forma simultánea: un circuito en sentido horario y otro en sentido antihorario. La meta operativa apunta a un servicio de lunes a domingo con frecuencias promedio de 15 minutos, <strong>orientado a captar una demanda estimada de 5.300 pasajeros diarios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">La red interdistrital articula componentes técnicos e intermodales específicos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Integración intermodal:</strong> conexión directa con las dos estaciones de tren de cercanías presentes en el cantón y articulación con los 12 kilómetros ya consolidados de la red Ciclovía al Este, cuyo plan maestro proyecta superar los 20 kilómetros.</li>



<li><strong>Articulación de servicios esenciales:</strong> trazado diseñado para conectar áreas residenciales con los Centros de Desarrollo Humano (CDH), áreas comerciales, centros educativos, clínicas de salud y la sede del gobierno local.</li>



<li><strong>Flota de prueba:</strong> estructuración de una prueba piloto coordinada con el Instituto Costarricense de Electricidad (ICE) para el uso de unidades eléctricas, junto con unidades diésel del concesionario de transporte de la zona para contrastar costos y rendimiento operativo.</li>



<li><strong>Monitoreo y accesibilidad:</strong> implementación de sistemas digitales de seguimiento de flota y cumplimiento pleno de la normativa de accesibilidad universal física (Ley 7600).</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="892" height="495" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image.png" alt="" class="wp-image-10230" style="aspect-ratio:1.8078078078078077" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image.png 892w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-36x20.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-24x13.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-300x166.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-768x426.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-48x27.png 48w" sizes="auto, (max-width: 892px) 90vw, 892px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Señalética humana, paradas seguras y aceras vivas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bolaños resalta que en Costa Rica no hay sistemas de señalización peatonal:</strong> “Si usted quiere llegar de su casa a algún espacio, tiene que decirle a las personas <em>¿se acuerda dónde estaba el comercio X hace 20 años? De ahí, tomé dos cuadras hacia la derecha</em>”. Es una forma habitual de orientarse en ciudades pequeñas, pero genera más incertidumbre que certeza, en especial para quienes no conocen el territorio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Por eso en agosto culminamos <strong></strong><a href="https://www.curridabat.go.cr/uploads/press/1788815732_Alcald__a_Comunica-_Set_2026.pdf"><strong>el piloto del sistema de señalización peatonal</strong></a>; trabajamos meses en las etapas de diseño y construcción que han permitido un proyecto con belleza estética, accesible y funcional para las personas que habitan y transitan el cantón”, explica el alcalde. “Incorporó un valioso proceso de involucramiento social, que permitió escuchar, integrar y reconocer las voces de quienes habitan Curridabat”, agrega.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El piloto incluyó 25 tótems de orientación codiseñados con la ciudadanía. La municipalidad lo desarrolló junto con <a href="https://yusoproyectos.com/">YUSO</a>, un estudio costarricense multidisciplinario que investiga y desarrolla propuestas de diseño colectivo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-10233" style="aspect-ratio:1.334811529933481;width:822px;height:auto" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-1024x768.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-300x225.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-768x576.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-1536x1152.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-24x18.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-36x27.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-48x36.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2-2000x1500.jpeg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-2.jpeg 2048w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Maqueta del proyecto de señalización peatonal. Imagen: Municipalidad de Curridabat.</sup></em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Una ley que trasciende las fronteras de Curridabat&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cuando Curridabat intentó autorizar su propia línea de autobuses interdistritales, tropezó con una barrera regulatoria: el transporte remunerado de personas en Costa Rica está centralizado por ley en el Ministerio de Obras Públicas y Transportes (MOPT) y el Consejo de Transporte Público (CTP). Es decir, los gobiernos locales del país carecen de facultades para concesionar, regular o intervenir en los contratos de los autobuses que recorren sus calles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En lugar de gestionar un permiso temporal o recurrir a esquemas informales, el cantón eligió incidir en el marco legal del país. En coordinación con el diputado <strong>Antonio Ortega Gutiérrez</strong> y representantes de diferentes fuerzas políticas, el municipio redactó e ingresó al parlamento el <a href="https://delfino.cr/2026/03/frente-amplio-y-curridabat-impulsan-ley-para-que-municipios-puedan-organizar-el-transporte-publico-entre-distritos">Proyecto de Ley Expediente N.º 25.456</a>, <strong>denominado Ley para la Creación y Regulación del Sistema Municipal de Transporte Público Interdistrital</strong>. La propuesta legislativa introduce reformas estructurales para el régimen local:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Competencia de planificación cantonal:</strong> faculta a las municipalidades a definir rutas interdistritales basadas en sus propios planes reguladores.</li>



<li><strong>Modelos operativos flexibles:</strong> habilita a los municipios a estructurar el servicio a través de concesiones licitadas, alianzas público-privadas o prestación con recursos propios.</li>



<li><strong>Creación de la Unidad Técnica de Transporte Local (UTTL)</strong>: obliga a los gobiernos locales que adopten el sistema a crear una Unidad Técnica de Transporte Local, encargada del seguimiento operativo y de fiscalizar el servicio junto al CTP.</li>



<li>El proyecto sumó el respaldo unánime de la Asociación Nacional de Alcaldes e Intendentes (ANAI), lo que transformó un reclamo territorial en una causa institucional de descentralización.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">El Proyecto de Ley aún se encuentra en tratamiento en la Asamblea Legislativa de Costa Rica. El texto establece que su aplicación <strong>no sería obligatoria</strong> para todas las municipalidades del país; cada cantón decidirá de forma autónoma si adopta o no este modelo de transporte interdistrital.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Financiamiento multiescala y articulación interinstitucional</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La formulación técnica y operativa de Conexión Curridabat demandó una inversión cercana a los <strong>U$S 800.000</strong>, distribuidos en estudios de demanda, diseño de trazados, obras piloto y equipamiento tecnológico. Para solventar estos costos sin comprometer el presupuesto del cantón, la Municipalidad articuló aportes multilaterales y acuerdos intergubernamentales:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Cooperación multilateral:</strong> asistencia técnica y metodológica de organismos internacionales como ONU-Hábitat, el Banco Interamericano de Desarrollo (BID), la red LEDS LAC y el programa regional Movés.</li>



<li><strong>Fondos concursables no reembolsables:</strong> un subsidio de U$S 100.000 provisto por la Fundación Costa Rica-Estados Unidos para la Cooperación (<a href="https://crusa.cr/">CRUSA</a>) para codiseñar y fabricar los primeros 25 tótems de orientación peatonal.</li>



<li><strong>Coordinación energética nacional</strong>: alianza con el <a href="https://www.grupoice.com/">Instituto Costarricense de Electricidad (ICE)</a> para el suministro temporal de autobuses eléctricos y la evaluación de estaciones de recarga cantonal.&nbsp;</li>



<li><strong>Mesa técnica interinstitucional:</strong> espacio de trabajo compartido entre el Consejo de Transporte Público (CTP), la Autoridad Reguladora de los Servicios Públicos (ARESEP), el Ministerio de Obras Públicas y Transportes (MOPT) y la Cámara Nacional de Transportes (CANATRANS), con el fin de armonizar la ruta circular con las empresas de buses existentes.</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="891" height="492" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1.png" alt="" class="wp-image-10231" style="aspect-ratio:1.8132530120481927" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1.png 891w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1-300x166.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1-768x424.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1-24x13.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1-48x27.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1-36x20.png 36w" sizes="auto, (max-width: 891px) 90vw, 891px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aprendizajes y desafíos de una transformación en marcha</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">En Curridabat <strong>la movilidad de proximidad opera como una herramienta de integración social</strong>. En cantones donde conviven realidades socioeconómicas dispares en apenas quince kilómetros cuadrados, enlazar barrios aislados trasciende la meta técnica de aliviar la congestión vial. Conectar directamente las comunidades equilibra el acceso a la salud, empleo, espacios cívicos y evita que distritos construyan identidades fragmentadas o perciban a su propio municipio como una geografía inaccesible.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">En el plano institucional, la iniciativa aportó un aprendizaje sobre cómo sortear el centralismo estatal. Curridabat estructuró un proyecto de ley integral y tejió acuerdos supra partidarios en el Congreso. Esta estrategia demostró que una traba administrativa local puede escalar hasta convertirse en una reforma legal capaz de dotar de autonomía a todas las municipalidades del país para administrar su propio transporte.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sin embargo, el proyecto transita tensiones temporales y regulatorias complejas.</strong> La tramitación del expediente 25.456 en la Asamblea Legislativa depende de los ritmos y prioridades de la política nacional, expuesta a dilaciones que contrastan con los plazos del gobierno cantonal, cuya actual administración encara su último tramo de gestión. Sin la sanción definitiva de esa ley, la consolidación jurídica del sistema interdistrital queda sujeta a negociaciones y esquemas transitorios.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="600" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1.jpeg" alt="" class="wp-image-10232" style="aspect-ratio:1.5012468827930174" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1.jpeg 900w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1-768x512.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/09/image-1-48x32.jpeg 48w" sizes="auto, (max-width: 900px) 90vw, 900px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Curridabat, Costa Rica. Imagen: Municipalidad de Curridabat.</sup></em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A ese desafío normativo se suma un entorno en el que el crédito automotriz inmediato, bajo esquemas de prima cero, consolidó al automóvil propio como símbolo de estatus y bienestar. <strong>Recuperar la confianza ciudadana exige frecuencias rigurosas y un servicio confiable</strong>. El transporte público debe demostrar en la práctica cotidiana que ofrece una experiencia más eficiente y menos estresante que permanecer atrapado en el tráfico metropolitano.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">El tercer desafío es la sostenibilidad económica. Sostener recorridos circulares de corta distancia requerirá esquemas de subsidio cruzado, aportes municipales y acuerdos de convivencia operativa con las líneas tradicionales de concesionarios privados. <strong>Aun con estas incertidumbres abiertas, Curridabat dejó de ser un espectador de su movilidad y apuesta a que el transporte público permita a su comunidad recorrer, vincularse y habitar su propio territorio.&nbsp;</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>Sobre esta serie</em></strong></h3>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta nota integra Alcaldes innovadores, una serie de +COMUNIDAD que documenta las políticas públicas que autoridades locales de América Latina presentaron en el encuentro del mismo nombre, realizado del 27 al 29 de agosto de 2026 en Panamá. Conexión Curridabat fue la iniciativa destacada por</em></strong> <strong><em></em></strong><strong><em>Errol Solano Bolaños, alcalde de Curridabat, Costa Rica. El programa es impulsado por la</em></strong> <a href="https://www.redinnovacionlocal.org/"><strong><em></em></strong><strong><em>Red de Innovación Local (RIL)</em></strong></a> <strong><em></em></strong><strong><em>junto con el</em></strong> <a href="https://www.centreforpublicimpact.org/"><strong><em></em></strong><strong><em>Centre for Public Impact (CPI)</em></strong></a><strong><em>.&nbsp;</em></strong></h5>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>A su vez, este artículo forma parte del Boletín Ideas &amp; Inspiración de la Red de Innovación Local (RIL), donde cada mes se destacan casos innovadores de diferentes temáticas en ciudades de todo el mundo. ¿Te gustaría recibir, una vez al mes, soluciones locales como las de esta nota en tu correo? ¡Puedes</em></strong> <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform"><strong></strong><strong><em>suscribirte</em></strong></a> <strong></strong><strong><em>de forma gratuita!</em></strong></h5>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>De microbasurales a Plazas de Bolsillo: con participación ciudadana, Rosario recuperó más de 100 espacios degradados </title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/plazas-de-bolsillo-rosario-argentina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 09:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Desarrollo Urbano y Hábitat]]></category>
		<category><![CDATA[Gestión y Gobernanza]]></category>
		<category><![CDATA[Participación Ciudadana]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[américa latina]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Boletín Ideas & Inspiración]]></category>
		<category><![CDATA[ciudadanía]]></category>
		<category><![CDATA[desarrollo urbano y hábitat]]></category>
		<category><![CDATA[gobierno local]]></category>
		<category><![CDATA[Microbasurales]]></category>
		<category><![CDATA[participación ciudadana]]></category>
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		<category><![CDATA[rosario]]></category>
		<category><![CDATA[santa fe]]></category>
		<category><![CDATA[Transformación del Espacio Público]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Frente a la ineficacia de operativos de limpieza que no evitaban la reaparición de microbasurales, Rosario implementó un esquema de urbanismo táctico y codiseño barrial con obras ejecutadas en menos de 40 días. Con 101 espacios reconvertidos y más de 10.000 vecinos involucrados, la experiencia del programa Plazas de Bolsillo combina participación activa, acción estatal y transformación del uso del espacio público. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-background wp-block-paragraph" style="background-color:#ffffff00;font-size:1px">Plazas de Bolsillo</p>



<p class="wp-block-paragraph">En las esquinas y veredas de <strong>Rosario, en Argentina,</strong> montículos de todo tipo de residuos, principalmente domiciliarios, se acumulaban en diversos puntos rojos de la ciudad. Cada semana, trabajadores municipales limpiaban, pero en menos de 48 horas la basura volvía a aparecer. La solución consumía recursos sin arrancar el problema de raíz: l<strong>a proliferación de espacios degradados se convertía en un foco crónico de contaminación y abandono, en todo el territorio.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para abordar esta problemática, la Municipalidad de Rosario impulsó el programa <a href="https://participa.rosario.gob.ar/processes/plazasdebolsillo" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Plazas de Bolsillo</strong></a> bajo la ordenanza N.º 10.114/2020, inspirado en experiencias internacionales como los Playgrounds de Ámsterdam, las NYC Plazas de Nueva York y los Pocket Parks de Londres. La propuesta del gobierno local plantea intervenir terrenos degradados a través de obras de escala reducida, bajo costo y rápida ejecución, a partir de la participación de la comunidad en el diseño de cada espacio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">La iniciativa acumula <strong>101 plazas ejecutadas, más de 30.000 metros cuadrados recuperados y más de 10.000 vecinas y vecinos involucrados</strong> en instancias de co-creación. En diálogo con +COMUNIDAD, <strong>Macarena Raya</strong>, directora de Vinculación Ciudadana y Transparencia Gubernamental, y <strong>Vanesa Di Bene</strong>, secretaria de Cercanía y Gestión Ciudadana de la Municipalidad de Rosario, detallaron las lecciones de un modelo donde la comunidad pasa del reclamo a la apropiación activa de su entorno inmediato.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="681" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-5-1024x681.jpg" alt="" class="wp-image-10081" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-5-1024x681.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-5-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-5-767x510.jpg 767w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-5-1536x1022.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-5-2048x1363.jpg 2048w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-5-2000x1331.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-5-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-5-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-5-48x32.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Un niño y una niña juegan en una plaza de bolsillo. Imagen: Municipalidad de Rosario</em>.</sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cómo transformar microbasurales en espacios de convivencia&nbsp;</strong></h2>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>━ ¿En qué contexto surgen las Plazas de Bolsillo? ¿Qué limitaciones existían en la participación ciudadana barrial que condujeron a diseñar este espacio?</em></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">━ El Programa Plazas de Bolsillo surge frente a un problema muy concreto que Rosario enfrentaba desde hacía tiempo: la persistencia de microbasurales y espacios degradados en distintos barrios. La Ordenanza N.º 10.114/2020 habilitó la transformación de terrenos baldíos o deteriorados en pequeños espacios públicos recuperados y, después de algunas experiencias piloto entre 2021 y 2024, en 2025 la iniciativa tomó una escala de ciudad, con el objetivo de transformar más de 100 puntos críticos bajo una idea muy simple: <strong>“Donde había un basural, ahora hay una plaza”.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">En ese proceso, la participación de los vecinos fue fundamental. En los barrios ya había una participación muy vinculada al reclamo. Por eso el desafío fue encontrar una manera de que esa participación también pudiera involucrarse en imaginar y construir una solución concreta. <strong>Ahí aparece una de las características más interesantes de las Plazas de Bolsillo: su escala y su cercanía.</strong> El vecino puede participar en una transformación que sucede frente a su casa, en su recorrido cotidiano, y puede ver cómo aquello que durante años fue un problema se convierte en algo concreto, cercano y propio: un espacio para encontrarse, jugar o simplemente estar.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="681" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-2-1024x681.jpg" alt="" class="wp-image-10082" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-2-1024x681.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-2-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-2-767x510.jpg 767w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-2-1536x1022.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-2-2048x1363.jpg 2048w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-2-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-2-2000x1331.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-2-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-2-48x32.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Inauguración de nueva plaza de bolsillo en 27 de Febrero y Campbell. Imagen: Municipalidad de Rosario.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h4 class="wp-block-heading"><em>━</em> <strong><em>¿Cómo funcionan operativamente las Plazas de Bolsillo en el territorio? ¿Cuál es la dinámica metodológica para guiar a los vecinos y vecinas desde el diagnóstico colectivo hasta la producción de soluciones?&nbsp;</em></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Las Plazas de Bolsillo se implementan a través de una articulación entre la Secretaría de Cercanía, las seis Direcciones de Distrito y las distintas áreas municipales que intervienen en la transformación del espacio. Los distritos aportan el conocimiento cotidiano del territorio y de sus vecinos, mientras que las áreas técnicas acompañan el proceso de diseño y ejecución. Pero el componente central de la metodología es la participación ciudadana desde el comienzo: el conocimiento de cómo se vive ese lugar, qué problemas existen y qué espacio imaginan para su comunidad.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>El proceso se desarrolla en cinco momentos:&nbsp;</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="724" height="1024" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1-724x1024.png" alt="" class="wp-image-10083" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1-724x1024.png 724w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1-212x300.png 212w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1-768x1086.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1-1086x1536.png 1086w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1-17x24.png 17w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1-25x36.png 25w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1-34x48.png 34w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1.png 1414w" sizes="auto, (max-width: 724px) 90vw, 724px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Imagen: Municipalidad de Rosario.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafíos y limitaciones del modelo en el territorio</strong></h2>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>━ ¿Cuáles fueron las mayores dificultades operativas, presupuestarias o de resistencia institucional al implementar esta iniciativa? ¿Cómo abordan el reto de la continuidad en el tiempo de estas intervenciones territoriales y comunitarias?</em></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Uno de los principales desafíos operativos tiene que ver con que las Plazas de Bolsillo <strong>son una política que requiere el trabajo conjunto de distintas áreas del municipio</strong>. Muchas veces cada área avanza desde su propia lógica y pueden quedar aspectos de la intervención que no fueron suficientemente consensuados o anticipados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>El aprendizaje fue entender que la coordinación tiene que darse desde el inicio</strong>. Por eso fortalecemos el trabajo conjunto entre las áreas involucradas, con reuniones periódicas para compartir información, acordar criterios y anticipar dificultades vinculadas al ambiente, la infraestructura, el mantenimiento y la ejecución de cada intervención.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="681" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-4-1024x681.jpg" alt="" class="wp-image-10084" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-4-1024x681.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-4-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-4-767x510.jpg 767w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-4-2048x1362.jpg 2048w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-4-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-4-2000x1330.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-4-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-4-1536x1022.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-4-48x32.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Inauguración de nueva plaza de bolsillo en 27 de Febrero y Campbell. Imagen: Municipalidad de Rosario.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Por otro lado, nos encontramos con otra dificultad que es la falta de infraestructura previa en el lugar. La intervención se vuelve compleja ya que previo a la ejecución de la plaza hay que resolver problemas hidráulicos o arreglo de calles, que implican una logística y coordinación diferenciada, retrasa los tiempos de obra e incrementa el presupuesto original.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>El reto es que la transformación no termine el día de la inauguración.</strong> El verdadero desafío es que ese lugar vuelva a ser usado, cuidado y apropiado por la comunidad. Para eso, los equipos de cercanía realizan recorridas por los barrios, conversan con los vecinos y observan cómo se está utilizando el espacio. También incorporamos instancias de evaluación con la comunidad, que nos permiten detectar qué funciona, qué problemas persisten y qué ajustes pueden ser necesarios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Otro aspecto importante es que el espacio tenga a su alrededor vecinos, instituciones y organizaciones involucradas que lo incorporen a su vida cotidiana. <strong>Cuando una plaza empieza a ser utilizada, cuidada y reconocida como propia por quienes viven allí, aumentan las posibilidades de que la transformación se sostenga en el tiempo.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Más de 100 espacios recuperados</strong></h2>



<h4 class="wp-block-heading"><em>━</em> <strong><em>¿Qué proyectos surgidos en el marco de esta iniciativa destacarían y por qué?&nbsp;</em></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Logramos recuperar más de 100 espacios de la ciudad</strong> y transformarlos en Plazas de Bolsillo, generando nuevas oportunidades de encuentro, convivencia y apropiación del espacio público en distintos barrios de Rosario. <strong>Más de 10.000 vecinos y vecinas participaron a través de distintas instancias</strong> (visitas casa por casa, encuentros participativos e inauguraciones), aportando sus miradas y necesidades para definir cómo transformar cada espacio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Un ejemplo que sintetiza esta experiencia es la Plaza de Bolsillo N.º 100</strong>, en Balcarce y Ameghino, donde un basural se transformó en una plaza de encuentro de carácter intergeneracional. La intervención permitió recuperar un lugar que representaba un problema para el barrio y convertirlo en un espacio pensado para ser utilizado, habitado y disfrutado por distintas generaciones.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="450" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-7.jpg" alt="" class="wp-image-10085" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-7.jpg 800w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-7-36x20.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-7-24x13.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-7-48x27.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-7-300x169.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-7-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 90vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>La renovación del espacio de Balcarce y Ameghino sumó además una nueva obra del artista rosarino “Pelu” Rodríguez. Imagen:</em> <a href="https://www.rosario3.com/informaciongeneral/messi-y-maradona-juntos-en-una-nueva-plaza-de-bolsillo-en-zona-sur-con-juegos-para-grandes-y-chicos-20260625-0027.html"><em>Rosario3</em></a><em>.</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">El muralista <strong>“Pelu” Rodríguez</strong> destacó el valor social de la obra y el proceso participativo con la comunidad: <em>&#8220;La propuesta de trabajar con Messi y Maradona surgió para representar nuestra pasión futbolera desde una escena muy humana y tierna que logró conectar a distintas generaciones del barrio. Como muralista, ver cómo el arte fortalece el sentido de pertenencia y ayuda a que la zona sea más segura y habitable tiene un valor enorme&#8221;</em>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para las infancias se instalaron tambores musicales que promueven la estimulación sensorial, una calesita inclusiva y un panel con el alfabeto dactilológico para acercar el lenguaje de señas de manera lúdica. En tanto, el sector destinado a los adultos mayores tiene un banco con pedalera para ejercitar las piernas, una columna de coordinación para trabajar la motricidad fina y un panel de memoria con piezas deslizantes pensado para estimular las funciones cognitivas. La obra también incluyó nuevas veredas, bancos, mesas, iluminación LED, forestación con árboles y arbustos y mejoras generales para reforzar la seguridad del entorno.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="634" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1.jpg" alt="" class="wp-image-10086" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1.jpg 950w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1-767x512.jpg 767w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-1-48x32.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 950px) 90vw, 950px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Dos mujeres mayores posan sobre una pedalera para ejercitar las piernas. Imagen: Municipalidad de Rosario.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Donde había un basural, ahora hay una plaza”</strong></h2>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>━ ¿Qué aprendizajes recolectaron a partir de las Plazas de Bolsillo?&nbsp;</em></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Las Plazas de Bolsillo nos dejaron un aprendizaje central:</strong> recuperar un pequeño espacio urbano puede generar un impacto mucho mayor que la transformación física del lugar. A partir de la experiencia, identificamos algunos aprendizajes:</p>



<p class="wp-block-paragraph">● No se trata solamente de encontrar un espacio disponible, sino de comprender qué problema existe allí, quiénes lo viven y qué oportunidad representa su transformación.</p>



<p class="wp-block-paragraph">● La participación de los vecinos permite incorporar usos y necesidades que no siempre aparecen en el diagnóstico técnico, y favorece la apropiación del espacio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">● El diseño y la ejecución son importantes, pero también lo son el mantenimiento, la gestión del entorno y el seguimiento de lo que sucede después de la inauguración.</p>



<p class="wp-block-paragraph">● La recuperación de un espacio público requiere articular distintas áreas del gobierno municipal. La coordinación institucional es tan importante como la intervención física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">● Una Plaza de Bolsillo puede evaluarse también por su capacidad para reducir un problema urbano, generar nuevos usos, promover el encuentro y fortalecer el vínculo entre vecinos y municipio.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="680" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-6-1024x680.jpg" alt="" class="wp-image-10087" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-6-1024x680.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-6-768x510.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-6-300x199.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-6-2000x1328.jpg 2000w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-6-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-6-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-6-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-6-1536x1020-1.jpg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Plazas-de-Bolsillo.-Rosario-Argentina-6-2048x1360-1.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Antes y después de un espacio público. Imagen: Municipalidad de Rosario.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>━ ¿Qué recomendarían a otros municipios que deseen replicar este modelo?</em></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para otros municipios que quieran replicar el modelo, <strong>nuestra recomendación sería identificar una oportunidad concreta en el territorio.</strong> Puede ser un basural, pero también un espacio degradado, subutilizado o que haya perdido su función para la comunidad. A partir de allí, es fundamental escuchar a quienes lo habitan y construir con ellos una solución posible, de escala adecuada y capaz de concretarse en poco tiempo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Creemos que una de las claves del modelo está justamente en esa inmediatez. Las Plazas de Bolsillo permiten que el vecino vea rápidamente cómo su participación se transforma en algo tangible y concreto. La intervención sucede en un espacio cercano, cotidiano, que forma parte de su recorrido y de su vida diaria. No es una transformación lejana: es su entorno inmediato, su metro cuadrado de ciudad.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta nota forma parte del Boletín Ideas &amp; Inspiración de la Red de Innovación Local (RIL), donde cada mes se destacan casos innovadores de diferentes temáticas en ciudades de todo el mundo. ¿Te gustaría recibir, una vez al mes, soluciones locales como las de esta nota en tu correo? ¡Puedes</em></strong> <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>suscribirte</em></strong></a> <strong><em>de forma gratuita!</em></strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Organizar, documentar, participar: la incidencia comunitaria que nació de la falta de agua en Toluca de Lerdo, México</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/incidencia-comunitaria-toluca-organizacion-vecinal-mexico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 16:48:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Desarrollo Urbano y Hábitat]]></category>
		<category><![CDATA[Gestión y Gobernanza]]></category>
		<category><![CDATA[Participación Ciudadana]]></category>
		<category><![CDATA[acceso a la información pública]]></category>
		<category><![CDATA[Boletín Ideas & Inspiración]]></category>
		<category><![CDATA[Cabildo Abierto]]></category>
		<category><![CDATA[Estado de México]]></category>
		<category><![CDATA[evidencia comunitaria]]></category>
		<category><![CDATA[gestión del agua]]></category>
		<category><![CDATA[gobiernos locales]]></category>
		<category><![CDATA[incidencia comunitaria]]></category>
		<category><![CDATA[mecanismos de participación]]></category>
		<category><![CDATA[mexico]]></category>
		<category><![CDATA[organización vecinal]]></category>
		<category><![CDATA[participación ciudadana]]></category>
		<category><![CDATA[registro vecinal]]></category>
		<category><![CDATA[servicios publicos]]></category>
		<category><![CDATA[Toluca de Lerdo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mascomunidad.org.ar/?p=10062</guid>

					<description><![CDATA[<p>Lo que comenzó como una reunión para hablar de la falta de agua terminó convirtiéndose en un proceso de organización comunitaria. La experiencia de la Comunidad Vecinal Cuenca-Sánchez Colín muestra que la incidencia comunitaria se fortalece cuando la participación ciudadana combina organización, evidencia, conocimiento institucional y seguimiento. </p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/incidencia-comunitaria-toluca-organizacion-vecinal-mexico/">Organizar, documentar, participar: la incidencia comunitaria que nació de la falta de agua en Toluca de Lerdo, México</a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-link-color wp-elements-2 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;font-size:1px">incidencia comunitaria</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:14px"><strong>Por Allan Gabriel Flores Guzmán (*)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">En noviembre de 2024, vecinos de la colonia Salvador Sánchez Colín, en Toluca de Lerdo, México, se reunieron por la falta de suministro de agua. Un pozo que anteriormente abastecía la zona había dejado de funcionar y la falta de información sobre su inhabilitación, junto con las irregularidades en el servicio, generaba inquietud.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aquella primera reunión buscó comprender qué ocurría y explorar qué podíamos hacer como comunidad. Entre las primeras acciones se planteó solicitar información sobre el antiguo pozo, crear un grupo de WhatsApp para mantener la comunicación y gestionar ante las autoridades locales la construcción de uno nuevo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme avanzó el proceso entendimos que el problema no se limitaba al agua. También necesitábamos organizarnos, reunir información, identificar instituciones responsables y conocer los mecanismos disponibles para participar. Así apareció un primer aprendizaje: convertir una preocupación compartida en capacidad de acción requiere organización y seguimiento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>De la inconformidad a la evidencia</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">El grupo de WhatsApp permitió mantener comunicación y coordinar acciones. Paralelamente, se presentó una solicitud de acceso a la información pública sobre la inhabilitación del pozo y un oficio ante el Ayuntamiento de Toluca. Pronto surgió otra necesidad: no bastaba con señalar que faltaba agua, también era necesario documentar el problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante una reunión vecinal propuse elaborar un formato sencillo para registrar el suministro. Las propias personas documentaron cuándo llegaba el agua, durante cuánto tiempo y qué irregularidades observaban. Se recopilaron 20 formatos con información registrada durante tres semanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La herramienta modificó la manera de comunicar el problema. Cuando distintas familias registraban de forma sistemática lo que ocurría en sus calles comenzábamos a contar con información organizada sobre una experiencia colectiva. De ahí surgió otro aprendizaje: participar no consiste únicamente en expresar una inconformidad, también puede implicar generar información para comprender y comunicar mejor un problema público.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="821" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/2-1024x821.jpeg" alt="" class="wp-image-10069" style="aspect-ratio:1.2478813559322033;width:589px;height:auto" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/2-1024x821.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/2-300x240.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/2-767x615.jpeg 767w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/2-24x19.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/2-1536x1232.jpeg 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/2-36x29.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/2-48x38.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/2.jpeg 1570w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em><sup>Ejemplo de registro vecinal del suministro de agua realizado durante tres semanas en distintas calles de la colonia. Imagen: Comunidad Vecinal Cuenca-Sánchez Colín.&nbsp;</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conocer los mecanismos para utilizarlos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mientras avanzaba la organización vecinal comenzamos a explorar el Cabildo Abierto. Para varias personas era un mecanismo poco conocido, por lo que fue necesario explicar qué era, cómo funcionaba y para qué podía servir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La comunidad aprobó presentar la problemática del agua ante este espacio y los registros vecinales ayudaron a sustentar lo que ocurría. Posteriormente, las necesidades de la colonia fueron expuestas durante una sesión de Cabildo Abierto del Ayuntamiento de Toluca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La experiencia mostró una dificultad frecuente: la existencia de mecanismos institucionales no garantiza que las comunidades los conozcan o sepan utilizarlos. Entre saber que existe una vía de participación y convertirla en una herramienta útil existe una distancia que necesita reducirse mediante información clara y su relación con problemas concretos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Después de aquella participación se informó a la comunidad que la solicitud relacionada con la construcción de un nuevo pozo había sido considerada favorablemente. El proceso, sin embargo, no terminó con el agua.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1440" height="960" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/3-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-10071" style="aspect-ratio:1.4987277353689568" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/3-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/3-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/3-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/3-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/3-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/3-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/3.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em><sup>Participación de la Comunidad Vecinal Cuenca-Sánchez Colín en una sesión de Cabildo Abierto del Ayuntamiento de Toluca. Imagen: Ayuntamiento de Toluca.&nbsp;</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>De un problema a una agenda para la incidencia comunitaria&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante las reuniones comenzaron a aparecer otras preocupaciones relacionadas con el alumbrado público, los baches, la seguridad y los espacios públicos. La organización creada alrededor del agua empezaba a convertirse en un espacio donde podían reconocerse otras necesidades del territorio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de ello desarrollé “El ABC de qué pasa en nuestra calle”, una herramienta diagnóstica para que las vecinas y vecinos registraran las principales problemáticas de su entorno directo. La información recopilada sirvió para presentar otras necesidades durante una segunda participación en Cabildo Abierto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La comunidad había surgido para atender una problemática específica, pero el aprendizaje acumulado comenzó a utilizarse frente a otros asuntos. Organizarse, documentar, identificar mecanismos institucionales y dar seguimiento dejaron de ser acciones vinculadas únicamente al agua y empezaron a convertirse en capacidades comunitarias.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Más allá de los resultados visibles&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">El proceso comunitario continúa. Entre los avances registrados se encuentran la construcción del pozo que beneficia a alrededor de 8,000 habitantes, la atención de luminarias reportadas por la comunidad, trabajos de bacheo en calles principales, la vinculación con autoridades de seguridad mediante canales digitales y la remodelación de un parque público. También se construyeron una identidad y principios para orientar la iniciativa vecinal apartidista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estos resultados tienen efectos concretos, pero el proceso también dejó capacidades menos visibles. La comunidad conoció distintas formas de relacionarse con el gobierno local: una solicitud de información ayuda a comprender un problema, un oficio formaliza una petición, un registro vecinal aporta evidencia, un mecanismo de participación abre un espacio de interlocución y un grupo de mensajería facilita la organización y el seguimiento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ninguna de estas herramientas resuelve por sí sola una problemática. Su utilidad aparece cuando forman parte de un proceso sostenido. Desde esta experiencia, la incidencia comunitaria puede comprenderse como una ruta que parte desde identificar un problema compartido, organizarse, accionar y mantener el seguimiento.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/5-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-10072" style="aspect-ratio:1.3356009070294785" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/5-1024x768.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/5-300x225.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/5-768x576.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/5-24x18.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/5-36x27.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/5-48x36.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/5.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em><sup>Parque Laura Méndez después de su remodelación, uno de los espacios públicos recuperados para uso de la comunidad. Imagen: Comunidad Vecinal Cuenca-Sánchez Colín.&nbsp;</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Incidencia comunitaria: aprendizajes para otras comunidades</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cada territorio enfrenta condiciones diferentes y no todos los municipios cuentan <strong></strong>con los mismos mecanismos de participación. Por ello, la experiencia de la Comunidad Vecinal Cuenca-Sánchez Colín no pretende ser una receta. Sí permite reconocer condiciones adaptables a otros contextos: <strong>partir de un problema concreto, construir mecanismos sencillos de organización, generar evidencia desde la comunidad, conocer las instituciones y sostener el seguimiento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">También es importante que las herramientas sean comprensibles. Los procedimientos institucionales pueden convertirse en una barrera cuando solamente son entendidos por quienes trabajan con ellos. Acercarlos a la vida cotidiana implica explicar para qué sirven y cómo pueden utilizarse frente a situaciones reales, sin sustituir la voz ni las decisiones de la comunidad.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta experiencia modificó mi manera de entender la participación ciudadana. Participar no consiste únicamente en asistir a una reunión o presentar una petición. También significa desarrollar capacidades para reconocer problemas comunitarios.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="857" height="647" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143518.png" alt="" class="wp-image-10073" style="aspect-ratio:1.329571106094808;width:733px;height:auto" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143518.png 857w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143518-24x18.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143518-36x27.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143518-300x226.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143518-48x36.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143518-767x579.png 767w" sizes="auto, (max-width: 857px) 90vw, 857px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em><sup>Nuevo pozo para el abastecimiento de agua en la zona de la colonia Salvador Sánchez Colín. Imagen: Comunidad Vecinal Cuenca-Sánchez Colín.&nbsp;</sup></em></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="575" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143616-1024x575.png" alt="" class="wp-image-10074" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143616-1024x575.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143616-300x168.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143616-24x13.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143616-36x20.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143616-767x431.png 767w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143616-48x27.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-pantalla-2026-08-26-143616.png 1152w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Cancha deportiva del Parque Laura Méndez después de su rehabilitación, como parte de las mejoras realizadas en este espacio público. Imagen: Comunidad Vecinal Cuenca-Sánchez Colín.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">En la Comunidad Vecinal Cuenca-Sánchez Colín todo comenzó con una pregunta sobre el agua y, con el tiempo, surgieron otras sobre las calles, la seguridad, el alumbrado y los espacios públicos. Las respuestas continúan construyéndose, pero el aprendizaje central permanece: una comunidad no fortalece su capacidad de incidencia solamente cuando obtiene una respuesta, sino cuando aprende a organizarse para volver a participar frente al siguiente problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La incidencia ciudadana no comienza necesariamente frente a un micrófono, con una marcha o dentro de un edificio gubernamental. Muchas veces comienza antes, cuando varias personas reconocen que comparten un problema, deciden organizarse y construyen juntas una manera de actuar sobre su entorno.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:14px"><strong><em>(*)</em></strong> <a href="https://www.linkedin.com/in/allangabrielfg/?isSelfProfile=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>Allan Gabriel Flores Guzmán</em></strong></a> <strong><em>es politólogo con maestría en Comunicación para la Acción Política y Social. Cuenta con experiencia en participación ciudadana, vinculación comunitaria e incidencia local. Coordina de manera voluntaria la Comunidad Vecinal Cuenca-Sánchez Colín y es Oficial de Comunicación e Incidencia de</em></strong> <a href="https://cropmx.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>Creando Oportunidades en el Presente A.C.&nbsp;</em></strong></a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta columna “Desde el territorio” forma parte del Boletín Ideas &amp; Inspiración de la Red de Innovación Local (RIL), donde cada mes se destacan casos innovadores de diferentes temáticas en ciudades de todo el mundo. ¿Te gustaría recibir, una vez al mes, soluciones locales como las de esta nota en tu correo? ¡Puedes</em></strong> <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noopener"><strong><em>suscribirte</em></strong></a> <strong><em>de forma gratuita!</em></strong></h5>
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		<title>Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de Escobar</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-escobar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 13:08:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Un sistema de salud que pasó de cero a 421 camas de internación, el primer municipio del país que administra todos los niveles educativos, un plan territorial que llevó la cobertura de calles del 10% al 56%, una planta de reciclaje operada en un 80% por mujeres y una ordenanza que blinda 57 kilómetros cuadrados de humedales frente al avance inmobiliario. En el partido de Escobar, provincia de Buenos Aires, estas cinco experiencias componen el modelo de gestión al que llaman DASE (“dinámico, ágil, sencillo y eficiente”) y explican su certificación en Gestión Eficiente como Ciudad Líder. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-3 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Eficiencia Municipal</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cero. Ese era el número de camas de internación que tenía el sistema de salud municipal de Escobar en 2015. Quien necesitaba internarse dependía de efectores provinciales o de establecimientos fuera del partido. Diez años después, el municipio administra 421 camas propias que incluyen terapia intensiva, unidad coronaria, terapia intermedia y sala común, distribuidas en 27.990 metros cuadrados de infraestructura sanitaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ese salto no es un hecho aislado. Es una de las expresiones más visibles de una decisión que atraviesa las distintas áreas del gobierno local: <strong>diseñar un marco institucional y normativo que sostenga las políticas en el tiempo</strong>. El problema de partida era común a muchos municipios del conurbano bonaerense. Un territorio en expansión acelerada, con servicios básicos de cobertura parcial, capacidad estatal limitada para prestar servicios propios y decisiones de inversión tomadas más por urgencia que por diagnóstico.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>El sistema operativo: qué es el modelo DASE</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La respuesta a ese escenario se organizó alrededor de una capa de gestión que el municipio denomina <strong>Estado DASE</strong>, sigla de “dinámico, ágil, sencillo y eficiente”. No es una política en sí misma, sino la plataforma administrativa sobre la que se apoyan las demás.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Hay una fuerte apuesta al gobierno digital y la incorporación de inteligencia artificial para mejorar los servicios públicos”, definen desde la gestión municipal. Esto se refleja, por ejemplo, en el desarrollo de <a href="https://www.escobar.gob.ar/la-municipalidad-de-escobar-presenta-a-flora-su-nuevo-chatbot-de-atencion-al-vecino/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Flora</strong></a>: un asistente virtual con inteligencia artificial generativa que permite realizar consultas, gestionar turnos médicos y tramitar servicios por WhatsApp, y que ya supera las 60.000 interacciones mensuales. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://escobar360.escobar.gob.ar/servicio.aspx?ser_id=2494" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Escobar 360°</strong></a>, en tanto, funciona como plataforma de identidad digital y ventanilla única, con más de 780 procedimientos administrativos digitalizados y 119 habilitaciones comerciales provisorias emitidas. La iniciativa <a href="https://www.instagram.com/reel/DJ9L6kiBs3Q/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fue reconocida</a> por el Banco Interamericano de Desarrollo (BID) entre 119 proyectos evaluados a escala global. </p>



<p class="wp-block-paragraph">En simultáneo, el municipio impulsó el desarrollo de la economía del conocimiento. Lo hizo a través del <a href="https://wa.me/5491138124171"><strong>Polo FlyTech</strong></a>, que reúne empresas tecnológicas, startups y centros de formación en un espacio municipal con coworkings gratuitos, laboratorios informáticos y capacitaciones en programación, robótica y desarrollo de videojuegos, articulado con Mirgor, Pixart y el Centro Ruta X de la Unión Industrial Argentina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La incorporación de estas tecnologías se realizó bajo un marco regulatorio previo. Escobar fue el primer municipio argentino en <a href="https://realidadesdeescobar.com.ar/escobar-es-el-primer-municipio-del-pais-en-sancionar-una-ordenanza-para-regular-el-uso-de-la-inteligencia-artificial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sancionar una ordenanza</a> que regula el uso ético, responsable y transparente de la inteligencia artificial en la administración pública. También obtuvo la certificación internacional anticorrupción ISO 37001 y se incorporó en 2024 a la Coalición de <strong>Ciudades para la Inteligencia Artificial (</strong><a href="https://ciiar.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>CIIAR</strong></a><strong>)</strong>, la red de gobiernos locales coordinada por RIL que comparte estándares y experiencias de uso de IA en la gestión.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Escobar-360-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-9890" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Escobar-360-1024x576.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Escobar-360-300x169.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Escobar-360-768x432.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Escobar-360-24x14.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Escobar-360-36x20.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Escobar-360-48x27.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Escobar-360.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Vecino interactúa con Escobar 360°. Imagen: Municipio de Escobar.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">&#8220;En Escobar consolidamos un Estado DASE, dinámico, ágil, sencillo y eficiente, premiado a nivel internacional por sus normas de transparencia anticorrupción&#8221;, resume <strong>Ariel Sujarchuk</strong>, intendente de Escobar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El efecto de esa capacidad instalada también se mide en términos fiscales. Entre 2015 y 2025 Escobar fue el distrito bonaerense con mayor crecimiento en su Coeficiente Único de Distribución (CUD), el índice que determina la coparticipación provincial, con una suba del 129,88% que lo ubica entre los veinte primeros del ranking.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El reconocimiento como Ciudad Líder en Gestión Eficiente del programa 100 Ciudades Certificadas de RIL distingue ese recorrido. Lo que la certificación valida es la capacidad institucional para diagnosticar con datos, decidir con criterio y sostener los procesos en el tiempo. Las cinco políticas que siguen permiten observar cómo esa lógica se traduce en la práctica territorial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. Salud: de la ausencia de internación a un sistema municipal propio</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">El déficit era estructural. Un partido de más de 200.000 habitantes sin una sola cama de internación bajo administración municipal derivaba toda la complejidad sanitaria hacia efectores externos, con los tiempos de traslado y la saturación que eso implica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La respuesta fue construir el sistema desde la base y por etapas. El municipio desplegó Unidades de Diagnóstico Precoz (UDP) para la atención cercana, centros de atención primaria y hospitales de especialidades, con una secuencia de inauguraciones sostenida a lo largo de la década. La UDP Pediátrica de Maquinista Savio en 2016, el <a href="https://generacione.com.ar/centro-papa-francisco-un-espacio-clave-del-municipio-para-atender-la-salud-mental-de-ninos-ninas-y-adolescentes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Centro de Salud Mental y Adicciones Papa Francisco</a> en 2017, el Hospital Municipal Néstor Kirchner en 2020, el Hospital del Bicentenario de Garín en 2023 y la Clínica de Alta Complejidad Manuel Belgrano en 2025 marcan los principales hitos de ese recorrido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>La capacidad de internación creció de manera escalonada. </strong>De cero camas en 2015 se pasó a 119 en 2019, 225 en 2022 y 421 en 2025. En paralelo se triplicó la flota de ambulancias y se modernizó el sistema de emergencias, coordinado en tiempo real con el <a href="https://www.escobar.gob.ar/como-funciona-el-renovado-centro-de-monitoreo-municipal-de-escobar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Centro de Monitoreo</a> y los Bomberos Voluntarios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La articulación con la capa digital es directa. La gestión de turnos y la entrega de resultados de estudios se integraron a Flora, en busca de reducir el ausentismo en consultas programadas y descomprimir la atención presencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>El indicador más significativo de la política es sanitario, no de infraestructura.</strong> La tasa de mortalidad infantil del distrito descendió de 11,9 por cada mil nacimientos en 2015 a 5,6 al cierre del período, una reducción cercana al 52%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Datos de la política:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>421</strong> camas de internación municipales.</li>



<li><strong>27.990</strong> metros cuadrados de infraestructura sanitaria en todas las localidades.</li>



<li><strong>11,9 a 5,6</strong> por mil nacimientos en la tasa de mortalidad infantil.</li>



<li>Flota de ambulancias <strong>triplicada</strong> respecto de 2015.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="922" height="617" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-095828.png" alt="" class="wp-image-9891" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-095828.png 922w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-095828-300x201.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-095828-768x514.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-095828-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-095828-36x24.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-095828-48x32.png 48w" sizes="auto, (max-width: 922px) 90vw, 922px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Camas y equipamientos de última generación. Imagen. Municipio de Escobar.</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. Educación: el único municipio que administra todos los niveles</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">En el esquema educativo argentino, los municipios suelen limitarse al nivel inicial y a algunos programas complementarios. Los niveles primario, secundario y superior son competencia provincial o nacional. Escobar rompió esa división y se convirtió en el único municipio del país que administra la totalidad de los niveles, desde la primera infancia hasta la formación universitaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El armado se construyó por asociación institucional más que por infraestructura propia. El <strong>Polo de Educación Superior (PES)</strong>, fundado en 2016, articula con más de veinte universidades, facultades e instituciones públicas y privadas para ofrecer carreras en el territorio. El <strong>Colegio Preuniversitario Dr. Ramón A. Cereijo</strong>, creado en 2019, fue la primera escuela secundaria de la Universidad de Buenos Aires fuera de la Ciudad Autónoma, con orientaciones en Ciencias Naturales y Ambientales y en Arte y Diseño Gráfico y Digital. El 11 de marzo de 2025 se sumó la <a href="https://escobaradiario.com.ar/gestion-publica/se-inauguro-la-primera-escuela-primaria-municipal-de-la-historia-del-partido-de-escobar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Escuela Primaria Municipal Emilio Alberto Arévalo</strong></a>, en el barrio Amancay de Maquinista Savio, con modalidad bilingüe de jornada extendida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La red alcanza hoy a más de 11.000 estudiantes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>7.600</strong> en el Polo de Educación Superior.</li>



<li><strong>1.200</strong> en los ISFDyT Julieta Lanteri y Luis Alberto Spinetta.</li>



<li><strong>1.140</strong> en el Colegio Preuniversitario Dr. Ramón A. Cereijo.</li>



<li><strong>680</strong> niños y niñas en 9 Centros de Desarrollo Infantil.</li>



<li><strong>600</strong> niños y niñas en 4 jardines de infantes.</li>



<li><strong>600</strong> estudiantes en la Escuela Primaria Municipal Emilio Alberto Arévalo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">La coordinación del conjunto se institucionalizó a través del <strong>Consejo Municipal de Educación</strong>, integrado con participación ad honórem por directivos de escuelas públicas y privadas, organismos de gestión, jardines municipales y cooperadoras. El órgano permite alinear las políticas del distrito en todos los niveles y modalidades sin superponer jurisdicciones.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="668" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-112545-1024x668.png" alt="" class="wp-image-9892" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-112545-1024x668.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-112545-300x196.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-112545-768x501.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-112545-24x16.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-112545-36x23.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-112545-48x31.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-pantalla-2026-07-08-112545.png 1281w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Inauguración de la primera escuela primaria municipal. Imagen: Municipio de Escobar.</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. Planificación territorial: ordenar el crecimiento antes de que la urgencia lo defina</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">En 2015, menos del 10% de las calles de Escobar estaban asfaltadas. El resto eran calles de tierra que se volvían intransitables con cada lluvia, en un distrito con expansión urbana sostenida y áreas inundables sin regulación específica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El instrumento que ordenó la respuesta fue el <strong>Plan Estratégico Territorial (PET) Escobar 2030</strong>, construido mediante 30 mesas de debate con más de 3.000 vecinos y vecinas, y aprobado por unanimidad en el Concejo Deliberante. El PET establece los Códigos de Ordenamiento Territorial, de Edificación y Ambiental, lo que otorga previsibilidad a las reglas de uso del suelo más allá de las alternancias de gestión.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre ese marco se ejecutaron cuatro líneas de intervención:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Trazado vial.</strong> La cobertura de calles pavimentadas o estabilizadas pasó del 10% en 2015 al 56% en 2025.</li>



<li><strong>Riesgo hídrico.</strong> Se construyeron nueve reservorios, el último de ellos en el Barrio San Luis, con lo que la capacidad total de almacenamiento del sistema alcanzó los 31 millones de litros de excedentes pluviales.</li>



<li><strong>Saneamiento.</strong> Se intervinieron 309 kilómetros de cursos de agua y se entubaron 1.400 metros del Arroyo Bedoya, obra que alcanza a unos 50.000 vecinos. Dieciséis barrios dejaron de inundarse.</li>



<li><strong>Redes y alumbrado.</strong> El acceso a agua corriente creció de 33.717 a más de 78.000 habitantes, la red cloacal se triplicó y se instalaron más de 16.500 luminarias LED, con la meta de cobertura total para 2027.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">El plan también ordenó las obras de escala. El Polo Judicial centralizó tribunales, fiscalías y defensorías; la renovación del Teatro Seminari consolidó un polo cultural; y los microestadios de Garín, Maquinista Savio y Matheu sumaron tres equipamientos de 2.000 metros cuadrados con capacidad para 3.000 personas cada uno.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/videoframe_4722-1024x576.png" alt="" class="wp-image-9893" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/videoframe_4722-1024x576.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/videoframe_4722-300x169.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/videoframe_4722-768x432.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/videoframe_4722-1536x864.png 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/videoframe_4722-24x14.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/videoframe_4722-36x20.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/videoframe_4722-48x27.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/videoframe_4722.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Teatro Seminaria Cine Italia. Imagen: Municipalidad de Escobar.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>4. Economía circular: cuando la recolección de residuos se convierte en política de empleo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">El sector residuos representa el 19% de las emisiones totales del distrito, unas 144.629 toneladas de dióxido de carbono equivalente, y constituye la tercera fuente de impacto atmosférico de Escobar. Este diagnóstico convirtió a la higiene urbana en algo distinto de un servicio de limpieza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;La higiene urbana dejó de ser un servicio de recolección para convertirse en un engranaje clave de la economía circular. No se trata solo de limpiar, sino de valorizar, de incluir socialmente y de reducir el impacto ambiental&#8221;, explica Sujarchuk.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El eje de la política es la <strong>Planta de Gestión Integral de Residuos Sólidos Urbanos (GIRSU)</strong>, equipada con financiamiento del BID, que maximiza la tasa de recupero de materiales reciclables y reduce las emisiones de metano asociadas a la disposición final. Su rasgo distintivo a escala nacional es el diseño operativo. <strong>El 80% del personal de la planta son mujeres</strong>, lo que vincula la gestión de residuos con la autonomía económica de un grupo con baja tasa de inserción formal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esa lógica se extiende al programa de <strong>Promotoras Ambientales</strong>, evolución de la iniciativa &#8220;Placeras&#8221; iniciada en 2016, que hoy funciona como dispositivo formal de inserción sociolaboral en la economía circular para sobrevivientes de violencia de género.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La política se completa con dos instrumentos de gestión. Por un lado, la ampliación del servicio de recolección a seis días por semana en el 100% del distrito, con un estándar homogéneo entre localidades. Por el otro, el <strong>control del suelo ocioso</strong> mediante alícuotas progresivas sobre la Tasa por Servicios Generales para propietarios de baldíos y construcciones sin uso, un mecanismo tributario que desalienta la acumulación de terrenos degradados y sus efectos sobre la higiene barrial.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/cabandie_y_sujarchuk_pusieron_en_marcha_la_planta_girsu_de_escobar_12-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-9895" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/cabandie_y_sujarchuk_pusieron_en_marcha_la_planta_girsu_de_escobar_12-1024x768.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/cabandie_y_sujarchuk_pusieron_en_marcha_la_planta_girsu_de_escobar_12-300x225.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/cabandie_y_sujarchuk_pusieron_en_marcha_la_planta_girsu_de_escobar_12-768x576.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/cabandie_y_sujarchuk_pusieron_en_marcha_la_planta_girsu_de_escobar_12-24x18.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/cabandie_y_sujarchuk_pusieron_en_marcha_la_planta_girsu_de_escobar_12-36x27.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/cabandie_y_sujarchuk_pusieron_en_marcha_la_planta_girsu_de_escobar_12-48x36.jpeg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/cabandie_y_sujarchuk_pusieron_en_marcha_la_planta_girsu_de_escobar_12.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Planta GIRSU. Imagen: argentina.gob.ar</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>5. Acción climática: medir primero, prohibir después</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La quinta política invierte el orden habitual de la gestión ambiental municipal. En lugar de partir de acciones de mitigación, Escobar construyó primero la línea de base y recién sobre esa evidencia definió las restricciones normativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El <strong>Inventario de Gases de Efecto Invernadero (IGEI)</strong>, elaborado bajo el método BÁSICO+, midió emisiones totales por 744.529 toneladas de dióxido de carbono equivalente y las desagregó por fuente. La energía estacionaria concentra el 54%, traccionada por el consumo residencial e industrial; el transporte, el 23%; los residuos, el 19%; y el uso del suelo, el 4%, con una capacidad de absorción de 5.900 toneladas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre esa medición, el <strong>Plan Local de Acción Climática (PLAC) 2025-2030</strong> fijó una meta de reducción del 26% respecto del escenario tendencial proyectado al 2030, lo que equivale a un techo de 657.539 toneladas. El compromiso se reporta en la plataforma global CDP y en el marco del Pacto Global de Alcaldes por el Clima y la Energía (GCoM).</p>



<p class="wp-block-paragraph">La pieza normativa más relevante es anterior al plan y funciona como su condición de posibilidad. La <strong>Ordenanza N° 5360/16</strong> prohibió la aprobación de nuevos barrios cerrados y clubes de campo sobre 57,4 kilómetros cuadrados de humedales insulares y áreas de amortiguación, con factores de ocupación del suelo de entre el 5% y el 12% y prohibición expresa de terraplenes y lagos artificiales. La norma también fijó un retiro obligatorio de 30 metros para toda edificación lindera a arroyos y canales. En un distrito del corredor norte, donde la presión inmobiliaria sobre el humedal es alta, la decisión resignó desarrollo privado en favor de la transparencia hidráulica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La medición satelital respalda el criterio. El territorio de Escobar alberga un stock de 4,14 millones de toneladas de carbono acumulado, y las Islas del Delta concentran el 38,7% de ese total con la mayor densidad ecológica del partido, de 1,95 toneladas por hectárea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En materia de mitigación, el <strong>Parque Solar Loma Verde</strong> aporta 2.035 kW de potencia instalada e inyecta energía renovable a la red. La movilidad limpia avanzó con siete unidades de transporte público a gas natural comprimido en las líneas 504 y 507 y con la incorporación de 200 bicicletas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El componente de adaptación tiene destinatario definido. Frente a eventos de lluvia que registraron picos de 168,5 milímetros en cinco días, el sistema de reservorios se orienta a los 29 barrios populares relevados por el ReNaBaP, donde viven 10.564 familias expuestas al escurrimiento crítico.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/parque_solar_escobar_paneles_baja.jpeg" alt="" class="wp-image-9896" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/parque_solar_escobar_paneles_baja.jpeg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/parque_solar_escobar_paneles_baja-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/parque_solar_escobar_paneles_baja-768x512.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/parque_solar_escobar_paneles_baja-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/parque_solar_escobar_paneles_baja-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/07/parque_solar_escobar_paneles_baja-48x32.jpeg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Parque Solar de Loma Verde. Imagen: argentina.gob.ar</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cinco políticas y una lógica común</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Las cinco políticas difieren en su escala técnica, en las poblaciones que alcanzan y en el tipo de infraestructura que movilizan. Comparten, sin embargo, una secuencia de trabajo: <strong>el municipio identifica un déficit estructural, construye el marco normativo o institucional que va a encuadrar la respuesta, y entonces ejecuta y mide.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">El sistema de salud se levantó desde cero y ordenó su expansión por etapas, con la mortalidad infantil como indicador de resultado. La red educativa se armó por articulación con universidades e instituciones existentes en lugar de duplicar estructuras. La planificación territorial se blindó con códigos aprobados por unanimidad, lo que reduce el costo de discontinuidad. La gestión de residuos se diseñó como política de inclusión laboral además de ambiental. Y la acción climática partió de un inventario propio antes de definir restricciones al uso del suelo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La capa digital atraviesa las cinco. Flora y Escobar 360° no funcionan como una vidriera tecnológica separada de la gestión, sino como la infraestructura administrativa que permite sostener turnos médicos, trámites y reclamos con menos recursos por unidad de servicio. <strong>Esa eficiencia operativa es la que libera capacidad estatal para sostener el resto.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Es también lo que reconoce la certificación de Ciudad Líder en Gestión Eficiente del programa 100 Ciudades Certificadas de RIL, una validación que excede a cada política tomada por separado y alcanza a la capacidad institucional que las hizo posibles.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>¿Qué es una certificación en gestión eficiente?</strong></h2>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-comunidad wp-block-embed-comunidad"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="8pW14QJMEn"><a href="https://mascomunidad.org.ar/mas-alla-del-diploma-el-verdadero-valor-de-las-ciudades-certificadas/">Más allá del diploma: el verdadero valor de las Ciudades Certificadas</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Más allá del diploma: el verdadero valor de las Ciudades Certificadas” — +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/mas-alla-del-diploma-el-verdadero-valor-de-las-ciudades-certificadas/embed/#?secret=1SQq0ihxhV#?secret=8pW14QJMEn" data-secret="8pW14QJMEn" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>Así como Escobar, en estas notas puedes conocer las políticas que reflejan eficiencia municipal en Mendoza, Luján de Cuyo, Tres de Febrero, Venado Tuerto, Jesús María, Junín, Santa Rosa, San Miguel y San Nicolás de los Arroyos.</em></strong><br></h4>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-comunidad wp-block-embed-comunidad"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="zxTyt1SjK7"><a href="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-lujan-de-cuyo/">Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de Luján de Cuyo</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de Luján de Cuyo” — +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-lujan-de-cuyo/embed/#?secret=5l1XLTaz9s#?secret=zxTyt1SjK7" data-secret="zxTyt1SjK7" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="ZxFLVKyEL2"><a href="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-tres-de-febrero/">Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de Tres de Febrero</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de Tres de Febrero” — +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-tres-de-febrero/embed/#?secret=hEjXK4FrPt#?secret=ZxFLVKyEL2" data-secret="ZxFLVKyEL2" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="oBUZ46Tgzf"><a href="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-venado-tuerto/">Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de Venado Tuerto</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de Venado Tuerto” — +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-venado-tuerto/embed/#?secret=mKIQbdqZKG#?secret=oBUZ46Tgzf" data-secret="oBUZ46Tgzf" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="PcLGngzJ6O"><a href="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-jesus-maria/">Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de Jesús María</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de Jesús María” — +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-jesus-maria/embed/#?secret=q6oaWJGP5R#?secret=PcLGngzJ6O" data-secret="PcLGngzJ6O" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="PAHFLdZG0x"><a href="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-san-miguel/">Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de San Miguel</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de San Miguel” — +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-san-miguel/embed/#?secret=COceMB2MjF#?secret=PAHFLdZG0x" data-secret="PAHFLdZG0x" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="CiXGxrrN0c"><a href="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-san-nicolas-de-los-arroyos/">Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de San Nicolás de los Arroyos</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de San Nicolás de los Arroyos” — +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-san-nicolas-de-los-arroyos/embed/#?secret=GGMkDHSU5x#?secret=CiXGxrrN0c" data-secret="CiXGxrrN0c" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="IFizWz2Lti"><a href="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-mendoza/">Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de Mendoza</a></blockquote><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Cinco políticas que reflejan eficiencia municipal: el caso de Mendoza” — +COMUNIDAD" src="https://mascomunidad.org.ar/cinco-politicas-que-reflejan-eficiencia-municipal-el-caso-de-mendoza/embed/#?secret=q6EX0IbPz1#?secret=IFizWz2Lti" data-secret="IFizWz2Lti" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta nota integra una serie que busca visibilizar casos de ciudades de Argentina y la región donde la eficiencia dejó de ser un ideal para convertirse en una práctica cotidiana. En este caso, obtuvieron la distinción del programa 100 Ciudades Certificadas de RIL.</em></strong></h4>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Redacción</strong><a href="https://mascomunidad.org.ar/"><strong> </strong><strong>+COMUNIDAD</strong></a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><em>Imagen de portada: ilustración de RIL y +COMUNIDAD, con imágenes del municipio.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>El caso Esteros del Iberá: un modelo de desarrollo local a partir de la conservación de la naturaleza</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/el-caso-esteros-del-ibera-un-modelo-de-desarrollo-local-a-partir-de-la-produccion-de-la-naturaleza/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Esteros del Iberá]]></category>
		<category><![CDATA[Flora y Fauna nativa]]></category>
		<category><![CDATA[Fundación Rewilding Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Gobierno de Corrientes]]></category>
		<category><![CDATA[Gran Parque Iberá]]></category>
		<category><![CDATA[Iberá]]></category>
		<category><![CDATA[Parques Naturales]]></category>
		<category><![CDATA[Producción de Naturaleza]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mascomunidad.org.ar/?p=9853</guid>

					<description><![CDATA[<p>¿Puede un lugar olvidado por años, un ¨agujero negro¨ en el medio de la provincia de Corrientes, convertirse en el motor de una nueva economía capaz de generar ingresos genuinos, orgullo y nuevas posibilidades? Veremos por qué el concepto de “Producción de Naturaleza” es clave para dar una respuesta afirmativa. </p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/el-caso-esteros-del-ibera-un-modelo-de-desarrollo-local-a-partir-de-la-produccion-de-la-naturaleza/">El caso Esteros del Iberá: un modelo de desarrollo local a partir de la conservación de la naturaleza</a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-4 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Iberá</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:14px"><strong><em>Por Marisi López (*) </em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">El <a href="https://parqueibera.gob.ar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Gran Parque Iberá</strong></a> en la provincia de<strong> Corrientes</strong>, con sus más de 750.000 hectáreas y su espectacular biodiversidad, es ejemplo de innovación, de gobernanza compartida, de políticas públicas sostenidas en el tiempo y de visión de conservación a largo plazo. Pero sobre todo es cuna de un nuevo concepto de desarrollo que es la <strong>Producción de Naturaleza. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conformado por el parque provincial y el parque nacional e inmerso en la Reserva Natural Iberá (en conjunto suman 1.300.000 hectáreas)<strong> alberga más de 4.000 especies de flora y fauna nativa </strong>en sus pastizales, montes, esteros y palmares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Es uno de los parques naturales más grandes del país</strong>, y es ejemplo a nivel global de restauración de hábitat y recuperación de especies, pero sobre todo de generación de una nueva economía, no extractiva, basada en la conservación de la naturaleza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El camino para llegar a estos resultados no ha sido fácil; múltiples y diversos desafíos se fueron presentando en las diferentes etapas. Hoy puede contarse como historia de éxito, gracias a la perseverancia, al esfuerzo, y a la generosidad y visión de las partes involucradas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="763" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-pantalla-2026-06-26-095853-1024x763.png" alt="" class="wp-image-9854" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-pantalla-2026-06-26-095853-1024x763.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-pantalla-2026-06-26-095853-300x223.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-pantalla-2026-06-26-095853-768x572.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-pantalla-2026-06-26-095853-24x18.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-pantalla-2026-06-26-095853-36x27.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-pantalla-2026-06-26-095853-48x36.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-pantalla-2026-06-26-095853.png 1152w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Mapa del Parque Nacional Iberá. Imagen: <a href="http://parqueibera.gob.ar" target="_blank" rel="noreferrer noopener">parqueibera.gob.ar</a></sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Historia para entender el contexto</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>En los años 80 el Iberá se defaunó casi por completo.</strong> Era muy difícil encontrar carpinchos, yacarés o ciervos. El mercado de pieles naturales y otros factores llevaron al exterminio de gran parte de la fauna nativa. En 1983 se declaró reserva provincial, se prohibió la caza y se empezó a convertir a cazadores en guardaparques. Fue el primer paso para empezar a recuperar su esplendor. A fines de los 90 se instalaron los Tompkins con su equipo, que trabajando en conjunto con los municipios y luego con el sector político lograron encontrar un camino común de desarrollo y conservación, revalorizando la cultura local y el orgullo correntino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Con el correr de los años, la <a href="https://rewildingargentina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Fundación Rewilding Argentina</strong></a>, el <a href="https://www.corrientes.gob.ar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Gobierno de Corrientes</strong></a> y la <a href="https://www.argentina.gob.ar/parquesnacionales" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Administración de Parques Nacionales</strong></a> han logrado traer de vuelta especies extintas como el yaguareté, la nutria gigante, el oso hormiguero y el guacamayo rojo, entre otros, a la vez que generaron las condiciones para mejoras de vida de sus habitantes, con mayor oportunidad de empleo y la posibilidad de elegir quedarse en sus pueblos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Este nuevo paradigma, que está basado en la naturaleza y el desarrollo se denominó Producción de Naturaleza. De esta manera Corrientes, que produce madera, produce arroz y ganadería, se convierte en líder de producción de naturaleza, ofreciendo al mundo un espectáculo de avistaje de fauna nativa a la altura de Africa o Yellowstone.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="9857" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-Corrientes-4-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9857" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-Corrientes-4-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-Corrientes-4-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-Corrientes-4-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-Corrientes-4-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-Corrientes-4-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-Corrientes-4-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-Corrientes-4.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fauna nativa. Imagen: Gran Parque Iberá.</em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="9856" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-14-1536x1024-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9856" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-14-1536x1024-1-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-14-1536x1024-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-14-1536x1024-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-14-1536x1024-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-14-1536x1024-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-14-1536x1024-1-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-14-1536x1024-1.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fauna nativa. Imagen: Gran Parque Iberá.</em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="9858" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-39-1536x1024-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9858" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-39-1536x1024-1-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-39-1536x1024-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-39-1536x1024-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-39-1536x1024-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-39-1536x1024-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-39-1536x1024-1-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Portal-Cambyreta-Matias-Rebak-39-1536x1024-1.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fauna nativa. Imagen: Gran Parque Iberá.</em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="427" data-id="9859" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Yaguareté-Pora-Iberá-Abril-2024-Sebastián-Navajas-FRA-05137.jpeg" alt="" class="wp-image-9859" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Yaguareté-Pora-Iberá-Abril-2024-Sebastián-Navajas-FRA-05137.jpeg 640w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Yaguareté-Pora-Iberá-Abril-2024-Sebastián-Navajas-FRA-05137-300x200.jpeg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Yaguareté-Pora-Iberá-Abril-2024-Sebastián-Navajas-FRA-05137-24x16.jpeg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Yaguareté-Pora-Iberá-Abril-2024-Sebastián-Navajas-FRA-05137-36x24.jpeg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Yaguareté-Pora-Iberá-Abril-2024-Sebastián-Navajas-FRA-05137-48x32.jpeg 48w" sizes="auto, (max-width: 640px) 90vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fauna nativa. Imagen: Gran Parque Iberá.</em></figcaption></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">La Producción de Naturaleza <strong>consiste en aumentar la salud de los ecosistemas y la presencia de recursos naturales de manera que se conviertan en atractivos turísticos.</strong><em> </em>El beneficio económico de este tipo de producción <strong>no solo genera ingresos, sino también empleo, arraigo y orgullo. </strong>De esta manera, Iberá, ese territorio anegado y que era un problema para los correntinos durante años, se convierte en el centro de desarrollo gracias a tener un parque natural completo, con todos su elenco faunístico y abierto al público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que la rueda de la producción de naturaleza se ponga en acción, se necesitan al menos cuatro ejes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Áreas protegidas:</strong> parques provinciales o nacionales que estén protegidos por ley para garantizar su conservación para siempre. La fundación adquirió extensiones de campo en Iberá y las donó al estado para crear el parque nacional y ampliar el parque provincial.</li>



<li><strong>Ecosistemas completos</strong>: a través del rewilding se han podido traer de vuelta especies extintas a nivel provincial como a nivel nacional, completando el ecosistema y haciendo funcional y saludable. </li>



<li><strong>Economía regenerativa</strong>: esta nueva producción genera un movimiento económico que impacta de manera directa en los pueblos. Un parque abierto, con instalaciones de uso público, identidad y marca que se posesiona en el mundo y atrae cada vez más visitantes.<strong> En Iberá se reciben al menos 60.000 turistas al año.</strong></li>



<li><strong>Comunidades</strong>: las comunidades vecinas son las primeras en beneficiarse de esta nueva economía. No solo con la generación de empleo, sino a través de capacitaciones y mejoras en la calidad de vida. </li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Una red humana que sostiene al Gran Parque Iberá</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Alrededor del Parque Iberá hay <strong>10 pueblos que se benefician de manera directa y otros 10 de manera indirecta,</strong> con un total de 200.000 habitantes impactados por esta nueva economía. Guías, artesanos, cocineros, guardaparques, además de almacenes y comercios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">En el pueblo cabecera del Iberá, Colonia Carlos Pellegrini, se puede observar este cambio rotundo:&nbsp; <strong>más del 85% de los ingresos están relacionados al turismo de naturaleza.</strong> Un pueblo de alrededor de 1.000 habitantes con casi 800 camas destinadas al turismo. Otro de los pueblos, <strong>Concepción del Yaguareté Corá pasó de tener solo un hotel de viajantes en 2014 a contar con 39 opciones de alojamiento en 2024</strong>, y numerosos restaurantes, guías y artesanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para estar a la altura de la creciente demanda de turistas, se hicieron capacitaciones, se abrieron tecnicaturas en los pueblos, se formaron asociaciones de guías y emprendedores, se creó la <a href="https://r.search.yahoo.com/_ylt=AwrFDKRyez5qtwIAxLOr9Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3Ny/RV=2/RE=1783689330/RO=10/RU=https%3a%2f%2fcorrientes.tur.ar%2ftour%2fcocineros-del-ibera%2f/RK=2/RS=M9Ef0hIvVfH4z2ipl_ZGC12cwm0-" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Red de Cocineros del Iberá</strong></a><strong>,</strong> <strong>que agrupa a alrededor de 200 productores y cocineros </strong>que que representan el espíritu del Iberá en ferias y festivales, ofreciendo productos típicos y de calidad y revalorizando la gastronomía local. Siguiendo ese modelo se creó la <a href="https://r.search.yahoo.com/_ylt=AwrFEdDmez5qKwIA_QOr9Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzIEdnRpZAMEc2VjA3Ny/RV=2/RE=1783689447/RO=10/RU=https%3a%2f%2fwww.cultura.gob.ar%2fartesanos-del-ibera-un-programa-que-pone-en-valor-a-la-produccion-regi-9477%2f/RK=2/RS=2T4zecPOysoWH_t5438OSyHw.x0-" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Red de Artesanos del Iberá</strong></a>, formada por artesanos que reciben capacitaciones y  asesoramiento para ofrecer sus productos a visitantes y participar de eventos de manera colectiva.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/El-borí-borí-de-Eulidia-1536x1024-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9860" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/El-borí-borí-de-Eulidia-1536x1024-1-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/El-borí-borí-de-Eulidia-1536x1024-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/El-borí-borí-de-Eulidia-1536x1024-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/El-borí-borí-de-Eulidia-1536x1024-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/El-borí-borí-de-Eulidia-1536x1024-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/El-borí-borí-de-Eulidia-1536x1024-1-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/El-borí-borí-de-Eulidia-1536x1024-1.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Cocina tradicional y típica. Imagen: Gran Parque Iberá.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">En materia educativa se abrieron tecnicaturas en varios pueblos, se realizó el <strong>Primer Congreso de Educación Ambiental </strong>de la provincia y se creó la primera cohorte de la carrera de guardaparques en la <a href="https://r.search.yahoo.com/_ylt=AwrFOC4hfD5qJwIADCur9Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3Ny/RV=2/RE=1783689506/RO=10/RU=https%3a%2f%2fwww.unne.edu.ar%2f/RK=2/RS=HAnrECDnYnqwxs4pZgcU9tkHVfk-" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Universidad Nacional del Nordeste</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En materia legislativa, <strong>Corrientes ha aumentado sus monumentos naturales a 11 al 202</strong>4, sancionado leyes de declaración de plaga a animales exóticos, ley de guardaparques y una ley de declaración de interés a la restauración de ecosistemas y recuperación de especies, la primera de ese estilo en Argentina. <strong>En los últimos años el número de visitantes ha superado los 60.000 turistas anuales, con amplio posicionamiento internacional en medios como National Geographic, NY Times, Netflix y BBC.</strong></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="9861" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/BF3A8848DNG-TERRIER-1536x1024-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9861" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/BF3A8848DNG-TERRIER-1536x1024-1-1024x683.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/BF3A8848DNG-TERRIER-1536x1024-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/BF3A8848DNG-TERRIER-1536x1024-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/BF3A8848DNG-TERRIER-1536x1024-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/BF3A8848DNG-TERRIER-1536x1024-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/BF3A8848DNG-TERRIER-1536x1024-1-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/BF3A8848DNG-TERRIER-1536x1024-1.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Cocina tradicional y típica. Imagen: Gran Parque Iberá.</em></figcaption></figure>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafíos y oportunidades</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">El camino recorrido ha sido también un aprendizaje permanente sobre los desafíos que implica sostener un proyecto de esta envergadura. Entre los principales retos que el Gran Parque Iberá debe seguir enfrentando se encuentran:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mantener los estándares de conservación en el largo plazo.</li>



<li>Elevar y consolidar la calidad de los servicios de turismo de naturaleza.</li>



<li>Transformar las prácticas productivas en las zonas de amortiguamiento.</li>



<li>Gestionar la coexistencia entre los predadores silvestres y el ganado doméstico.</li>



<li>Controlar las especies exóticas invasoras.</li>



<li>Asegurar la adaptación al cambio climático.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a estos desafíos, el proyecto abre también importantes oportunidades:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>Promover un turismo de alto valor </em></strong>basado en el avistamiento del yaguareté y la vida silvestre.</li>



<li><strong><em>Replicar el exitoso modelo de Iberá</em></strong> con adaptaciones a otros contextos culturales y ecológicos de la provincia y de la región.</li>



<li><strong><em>Posicionar a la Provincia de Corrientes como referente nacional e internacional</em></strong> en conservación de la naturaleza.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Lecciones aprendidas del Gran Parque Iberá</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La trayectoria del Gran Parque Iberá ofrece enseñanzas valiosas para quienes emprendan procesos similares de conservación y desarrollo territorial, algunos puntos sobresalientes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Aprender de los mejores desde el principio</strong>: contar con referentes y expertos desde las etapas iniciales es fundamental para sentar bases sólidas. La formación temprana del equipo con el conocimiento de quienes ya transitan el camino marca una diferencia significativa en los resultados.</li>



<li><strong>Aprender haciendo</strong>: la innovación surge desde el territorio. La práctica en el campo genera conocimiento genuino y soluciones creativas. La innovación real ocurre cuando los equipos trabajan directamente sobre los desafíos concretos del terreno, como lo demuestra la experiencia de rewilding, pionera en Corrientes.</li>



<li><strong>El modelo de gobernanza es clave:</strong> Una estructura institucional bien diseñada, con acuerdos claros entre actores públicos y privados, es indispensable para la continuidad y el éxito del proyecto. En Corrientes se creó el <strong>Comité Iberá, </strong>un organismo mixto que articula voluntades, acerca diferencias y construye una agenda común. </li>



<li><strong>Las comunidades son esenciales:</strong> Sin la participación activa y el compromiso de las comunidades locales, la conservación no es posible ni duradera. Las comunidades deben ser protagonistas del proceso: de ello dan cuenta las redes de artesanos y cocineros, las tecnicaturas, los centros culturales y los cientos de emprendedores que hoy viven del Iberá.</li>



<li><strong>La comunicación importa:</strong> desde el territorio hacia afuera. Es necesario construir una narrativa potente que parta de la identidad local. La campaña “Corrientes, Tierra de Yaguaretés — Corrientes vuelve a ser Corrientes” es un ejemplo de cómo una comunicación bien anclada en el territorio genera orgullo colectivo y fortalece el apoyo social al proyecto. </li>



<li><strong>Vincular la vida silvestre con la cultura e identidad local</strong>: Conectar la conservación con la identidad cultural de la provincia es una estrategia poderosa. Cuando la población local siente que los yaguaretés y la naturaleza son parte de su historia y de su orgullo regional, la apropiación del proyecto conservacionista se vuelve genuina y sostenible en el tiempo.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="688" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-3-1-1024x688.jpg" alt="" class="wp-image-9862" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-3-1-1024x688.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-3-1-300x202.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-3-1-768x516.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-3-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-3-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-3-1-48x32.jpg 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Ibera-3-1.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Avistaje de aves. Imagen: Gran Parque Iberá.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Un horizonte común con mirada al futuro</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>La pregunta ahora es, ¿cómo seguimos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">El Gran Parque Iberá se posiciona hoy como corazón y motor del corredor del yaguareté, desde las yungas del NOA hasta la selva misionera, convirtiéndose en fuente de animales para repoblar otras regiones y en ejemplo de gobernanza y políticas de conservación replicables.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lo que empezó como un sueño ambicioso —y para muchos, descabellado— se convirtió en una historia de éxito que combina biodiversidad, cultura, economía local y compromiso institucional. <strong>Una demostración de que cuando el Estado, la sociedad civil y las comunidades trabajan con una visión compartida, la naturaleza puede restaurarse, y con ella, la vida de quienes la habitan.</strong></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>(*) Marisi López es Coordinadora de Relaciones Públicas de la Fundación Rewilding Argentina. Además, en 2024 fue una de las funcionarias seleccionadas para ser parte de la sexta edición del Programa Embajadores de la Red de Innovación Local (RIL). Esta columna forma parte de una serie de artículos escritos por integrantes de su Red Alumni, que nuclea a todos los líderes que completaron el programa desde su creación en 2019.</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><em>Imagen: ilustración de +COMUNIDAD, con imágenes del Parque Iberá.</em></p>
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		<item>
		<title>El paso a paso de Amargosa para digitalizar y unificar su gestión ambiental </title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/gestion-ambiental-amargosa-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 16:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Gestión y Gobernanza]]></category>
		<category><![CDATA[Transformación Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Amargosa]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[américa latina]]></category>
		<category><![CDATA[Boletín Ideas & Inspiración]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[gestión ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Innovación Pública Local]]></category>
		<category><![CDATA[inteligencia artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligencia Artificial en Municipios]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaría Municipal de Agricultura y Medio Ambiente de Amargosa]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnología en Gestión Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[transformación digital]]></category>
		<category><![CDATA[Transparencia Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Verde Bot]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ante la dispersión de datos ambientales, esta ciudad brasileña desarrolló SEAMA Digital, una plataforma integrada que georreferencia denuncias, monitorea viveros y utiliza inteligencia artificial para mejorar la gestión ambiental. Un modelo de gestión preventiva y transparente que también puede replicarse en ciudades de pequeña y mediana escala.</p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/gestion-ambiental-amargosa-brasil/">El paso a paso de Amargosa para digitalizar y unificar su gestión ambiental </a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-5 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Gestión Ambiental</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Existe una versión en portugués de este artículo <a href="https://mascomunidad.org.ar/gestao-ambiental-amargosa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aquí</a>. </em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">En la gestión ambiental de muchos municipios como<strong> Amargosa</strong>, ubicado en el estado de Bahía, en Brasil, <strong>el desafío no es la falta de información, sino su organización. </strong>En esta ciudad de casi 40.000 habitantes, los datos sobre denuncias, fiscalizaciones, arbolado urbano y la producción del vivero municipal existían, pero estaban incomunicados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta fragmentación obligaba al gobierno local a actuar de forma reactiva ante las emergencias cotidianas. Entonces, para romper este ciclo reactivo, la <a href="https://amargosa.ba.gov.br/secretarias&amp;secretaria=agricultura-meioambiente" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Secretaría Municipal de Agricultura y Medio Ambiente</a> desarrolló <a href="https://seamadigital.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>SEAMA Digital</strong></a>. Una plataforma que propone recopilar la información del área en un mismo entorno digital. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“SEAMA Digital no fue pensado sólo como un sistema para registrar actividades, sino como una arquitectura de gestión ambiental, capaz de conectar el campo, el territorio, la fiscalización, la planificación, la transparencia y la toma de decisiones”, explica a +COMUNIDAD, <strong>Francelle Ferretti</strong>, secretaria Municipal de Medio Ambiente y Agricultura de Amargosa.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="846" height="1024" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-846x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-9833" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-846x1024.jpeg 846w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-248x300.jpeg 248w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-768x930.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-20x24.jpeg 20w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-30x36.jpeg 30w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-40x48.jpeg 40w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 846px) 90vw, 846px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Asistente SEAMA Digital.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Una arquitectura de gestión ambiental en cuatro niveles</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">El funcionamiento de SEAMA Digital se organiza a través de cuatro capas incrementales que transforman el dato crudo en decisiones de política pública:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Recolección de datos en campo. </strong>Los equipos municipales registran digitalmente actividades relacionadas por áreas verdes: inventario de árboles, órdenes de servicio, fiscalizaciones y / o infracciones ambientales entre otras.</li>



<li><strong>Organización de bases de datos estructuradas. </strong>Cada registro se integra en un historial único que permite dar seguimiento del historial: las reincidencias, los plazos, los sectores involucrados y la evolución de las demandas realizadas.</li>



<li><strong>Territorialización. </strong>Los datos recopilados se visualizan en un mapa interactivo para identificar las zonas con mayor concentración de conflictos ambientales.</li>



<li><strong>Inteligencia aplicada. </strong>El sistema genera indicadores de riesgo y alertas automáticas para priorizar las tareas de mantenimiento.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="829" height="1024" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-829x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-9834" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-829x1024.jpeg 829w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-243x300.jpeg 243w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-768x949.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-19x24.jpeg 19w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-29x36.jpeg 29w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-39x48.jpeg 39w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1.jpeg 1074w" sizes="auto, (max-width: 829px) 90vw, 829px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Información territorial. Imagen: SEAMA Digital.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Inteligencia Artificial al servicio del arbolado público</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La principal innovación de la plataforma es la incorporación de asistentes virtuales basados en inteligencia artificial. Uno de ellos es <strong>Verde Bot</strong>, un asistente técnico especializado en arbolado urbano, que ayuda a operarios a calcular el riesgo de caída de los árboles a partir de variables como especie, ubicación y condición fitosanitaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“En la práctica, el equipo puede consultar al agente sobre el historial de una demanda, revisar información de fiscalizaciones o verificar registros de infracciones ambientales. <strong>El agente de IA no reemplaza el análisis técnico de los servidores públicos; funciona como una capa de apoyo sobre los datos de la Secretaría</strong>&#8220;, aclara la ingeniera sanitaria y ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Además, agrega que el objetivo es “reducir el tiempo dedicado a buscar información en planillas, documentos, mensajes e informes dispersos, facilitando el acceso a la información y mejorando la capacidad de respuesta de la gestión pública&#8221;. <strong>De esa manera el área amplía la transparencia de la gestión ambiental.&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="330" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-9-1024x330.png" alt="" class="wp-image-9835" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-9-1024x330.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-9-300x97.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-9-768x248.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-9-1536x496.png 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-9-24x8.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-9-36x12.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-9-48x15.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-9.png 1587w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em><sup>Los servicios más comunes en la gestión ambiental de Amargosa. Imagen: SEAMA Digital.</sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafíos y limitaciones de estas innovaciones</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La secretaria Ferretti destaca que<strong> la gestión de las áreas verdes y del vivero municipal también dio un salto de calidad,</strong> pues el sistema permite realizar un seguimiento preciso de la producción de plantines. Esa información se expone a la ciudadanía a través de un panel público en internet, fortaleciendo la rendición de cuentas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El camino hacia la digitalización no estuvo exento de obstáculos. &#8220;El mayor desafío no fue únicamente tecnológico, sino también institucional. Crear un sistema es una etapa; lograr que se incorpore en la rutina del equipo es otra&#8221;, reflexiona la funcionaria. &#8220;Para que SEAMA Digital funcione, los registros deben realizarse de forma continua, estandarizada y con calidad. La tecnología sólo genera inteligencia cuando los datos se cargan correctamente&#8221;, advierte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En ese camino, cuenta que uno de los primeros desafíos fue estandarizar la información e integrar áreas que por años funcionaron de forma aislada. Luego remarca la existencia aún de limitaciones prácticas, como la conectividad en el campo que no siempre es la ideal para este trabajo de actualización de las bases de datos.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>De la reacción a la prevención: los impactos en el territorio</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La implementación de SEAMA Digital ha transformado la dinámica de trabajo de la Secretaría Municipal de Agricultura y Medio Ambiente, al permitir pasar de un esquema de respuesta ante emergencias a una planificación basada en datos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Los impactos de esta tecnología se consolidan en seis dimensiones clave:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Mayor organización de la información:</strong> unificación de registros de viveros, arbolado, fiscalizaciones e infracciones en un solo entorno digital.</li>



<li><strong>Visualización territorial:</strong> mapeo de conflictos ambientales para identificar las zonas que requieren mayor presencia del Estado o campañas de educación.</li>



<li><strong>Priorización técnica en campo:</strong> clasificación de riesgos fitosanitarios para organizar rutas de poda preventiva y evitar caídas de árboles.</li>



<li><strong>Control del ciclo forestal:</strong> seguimiento riguroso de la producción de plantines, riego, pérdidas y reforestación en el vivero municipal.</li>



<li><strong>Transparencia activa:</strong> acceso ciudadano a los datos de gestión a través del panel público, promoviendo el control social.</li>



<li><strong>Eficiencia administrativa:</strong> reducción del tiempo de búsqueda de información gracias al soporte de los asistentes de inteligencia artificial.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aprendizajes que pueden adoptar otras ciudades</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A pesar de los desafíos y limitaciones que presenta esta solución, Ferreti expresa que lo más importante ya ha comenzado: <strong>el cambio de método</strong>. La Secretaría aprende y empieza a trabajar con datos, mapas, registros estandarizados, indicadores, un panel público y el apoyo de la inteligencia artificial para mejorar su gestión ambiental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>La experiencia de Amargosa deja lecciones valiosas para otros municipios</strong> que deseen mejorar y modernizar su gestión ambiental. &#8220;El principal aprendizaje es que la transformación digital en esta temática debe pensarse como una arquitectura, no como una herramienta aislada&#8221;, destaca la funcionaria. Por último, añade: &#8220;No sirve de nada tener un sistema para el vivero, otro para la fiscalización, otro para los árboles, otro para las denuncias, si estas informaciones no dialogan entre sí. <strong>El valor reside en la conexión entre las capas</strong>&#8220;.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Para otros municipios, las lecciones que acerca Ferreti son:</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>La tecnología debe responder a un problema público concreto y no al revés.</li>



<li>La transformación digital debe pensarse como una arquitectura integrada. </li>



<li>La inteligencia artificial es un soporte técnico, no un reemplazo del criterio humano. </li>



<li>Los municipios pequeños y medianos tienen la capacidad de construir inteligencia pública aplicada </li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta nota forma parte del Boletín Ideas &amp; Inspiración de la Red de Innovación Local (RIL), donde cada mes se destacan casos innovadores de diferentes temáticas en ciudades de todo el mundo. ¿Te gustaría recibir, una vez al mes, soluciones locales como las de esta nota en tu correo? ¡Puedes </em></strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>suscribirte</em></strong></a><strong><em> de forma gratuita!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Redacción +COMUNIDAD</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><em>Imagen de portada: ilustración de RIL y +COMUNIDAD.</em></p>
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		<item>
		<title>O passo a passo de Amargosa para digitalizar e unificar sua gestão ambiental </title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/gestao-ambiental-amargosa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 16:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Gestión y Gobernanza]]></category>
		<category><![CDATA[Transformación Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Amargosa]]></category>
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		<category><![CDATA[Boletim Ideias & Inspiração]]></category>
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		<category><![CDATA[Transparência Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Verde Bot]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mascomunidad.org.ar/?p=9837</guid>

					<description><![CDATA[<p>Diante da dispersão de dados ambientais, esta cidade brasileira desenvolveu o SEAMA Digital, uma plataforma integrada que georreferencia denúncias, monitora viveiros e utiliza inteligência artificial para melhorar a gestão ambiental. Um modelo de gestão preventiva e transparente que também pode ser replicado em cidades de pequeno e médio porte. </p>
<p>La entrada <a href="https://mascomunidad.org.ar/gestao-ambiental-amargosa/">O passo a passo de Amargosa para digitalizar e unificar sua gestão ambiental </a> se publicó primero en <a href="https://mascomunidad.org.ar">+COMUNIDAD</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-6 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px"> Gestão Ambiental</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Existe uma versão em espanhol deste artigo <a href="https://mascomunidad.org.ar/gestion-ambiental-amargosa-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na gestão ambiental de muitos municípios, como <strong>Amargosa</strong>, localizada no estado da Bahia, <strong>o desafio não é a falta de informação, mas a sua organização.</strong> Nesta cidade de quase 40 mil habitantes, os dados sobre denúncias, fiscalizações, arborização urbana e a produção do viveiro municipal existiam, mas estavam desconectados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa fragmentação obrigava o governo local a atuar de forma reativa diante das emergências cotidianas. Para romper esse ciclo, a <a href="https://amargosa.ba.gov.br/secretarias&amp;secretaria=agricultura-meioambiente" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente</a> desenvolveu o <a href="https://seamadigital.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>SEAMA Digital</strong></a>, uma plataforma que propõe reunir as informações da área em um mesmo ambiente digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O SEAMA Digital não foi pensado apenas como um sistema para registrar atividades, mas como uma arquitetura de gestão ambiental, capaz de conectar o campo, o território, a fiscalização, o planejamento, a transparência e a tomada de decisões”, explica ao +COMUNIDAD<strong> Francelle Ferretti</strong>, secretária municipal de Meio Ambiente e Agricultura de Amargosa.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="846" height="1024" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-846x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-9839" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-846x1024.jpeg 846w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-248x300.jpeg 248w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-768x930.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-20x24.jpeg 20w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-30x36.jpeg 30w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1-40x48.jpeg 40w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-2-1.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 846px) 90vw, 846px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Assistente do SEAMA Digital. </sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma arquitetura de gestão ambiental em quatro níveis&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O funcionamento do SEAMA Digital está organizado em quatro camadas incrementais que transformam dados brutos em decisões de política pública:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Coleta de dados em campo.</strong> As equipes municipais registram digitalmente atividades relacionadas às áreas verdes: inventário de árvores, ordens de serviço, fiscalizações e infrações ambientais, entre outras.</li>



<li><strong>Organização de bases de dados estruturadas.</strong> Cada registro é integrado a um histórico único que permite acompanhar reincidências, prazos, setores envolvidos e a evolução das demandas.</li>



<li><strong>Territorialização.</strong> Os dados coletados são visualizados em um mapa interativo para identificar as áreas com maior concentração de conflitos ambientais.</li>



<li><strong>Inteligência aplicada.</strong> O sistema gera indicadores de risco e alertas automáticos para priorizar as tarefas de manutenção.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="829" height="1024" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-829x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-9840" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-829x1024.jpeg 829w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-243x300.jpeg 243w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-768x949.jpeg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-19x24.jpeg 19w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-29x36.jpeg 29w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1-39x48.jpeg 39w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Amargosa-Brasil-1-1.jpeg 1074w" sizes="auto, (max-width: 829px) 90vw, 829px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Informações territoriais. Imagem: SEAMA Digital.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Inteligência artificial a serviço da arborização urbana</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A principal inovação da plataforma é a incorporação de assistentes virtuais baseados em inteligência artificial. Um deles é o <strong>Verde Bot</strong>, um assistente técnico especializado em arborização urbana que ajuda as equipes a calcular o risco de queda das árvores a partir de variáveis como espécie, localização e condição fitossanitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Na prática, a equipe pode consultar o agente sobre o histórico de uma demanda, revisar informações de fiscalizações ou verificar registros de infrações ambientais.<strong> O agente de IA não substitui a análise técnica dos servidores públicos; ele funciona como uma camada de apoio sobre os dados da Secretaria”</strong>, esclarece a engenheira sanitária e ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, ela afirma que o objetivo é “reduzir o tempo dedicado à busca de informações em planilhas, documentos, mensagens e relatórios dispersos, facilitando o acesso à informação e melhorando a capacidade de resposta da gestão pública”. <strong>Dessa forma, a área amplia a transparência da gestão ambiental.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="330" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-1024x330.png" alt="" class="wp-image-9841" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-1024x330.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-300x97.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-768x248.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-1536x496.png 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-24x8.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-36x12.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10-48x15.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/image-10.png 1587w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em><sup>Os serviços mais comuns na gestão ambiental de Amargosa. Imagem: SEAMA Digital. </sup></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafios e limitações dessas inovações&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A secretária Ferretti destaca que <strong>a gestão das áreas verdes e do viveiro municipal também deu um salto de qualidade</strong>, pois o sistema permite acompanhar com precisão a produção de mudas. Essas informações são disponibilizadas à população por meio de um painel público na internet, fortalecendo a prestação de contas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caminho rumo à digitalização não esteve livre de obstáculos. “O maior desafio não foi apenas tecnológico, mas também institucional. Criar um sistema é uma etapa; conseguir incorporá-lo à rotina da equipe é outra”, reflete a gestora. “Para que o SEAMA Digital funcione, os registros precisam ser realizados de forma contínua, padronizada e com qualidade. A tecnologia só gera inteligência quando os dados são inseridos corretamente”, adverte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse processo, ela conta que um dos primeiros desafios foi padronizar as informações e integrar áreas que, durante anos, funcionaram de forma isolada. Também ressalta que ainda existem limitações práticas, como a conectividade em campo, que nem sempre é ideal para a atualização das bases de dados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Da reação à prevenção: os impactos no território&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação do SEAMA Digital transformou a dinâmica de trabalho da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, ao permitir a passagem de um modelo de resposta a emergências para um planejamento baseado em dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos dessa tecnologia se consolidam em seis dimensões-chave:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Maior organização das informações:</strong> unificação dos registros de viveiros, arborização, fiscalizações e infrações em um único ambiente digital.</li>



<li><strong>Visualização territorial:</strong> mapeamento de conflitos ambientais para identificar as áreas que demandam maior presença do Estado ou campanhas de educação ambiental.</li>



<li><strong>Priorização técnica em campo:</strong> classificação de riscos fitossanitários para organizar rotas de poda preventiva e evitar quedas de árvores.</li>



<li><strong>Controle do ciclo florestal:</strong> acompanhamento rigoroso da produção de mudas, irrigação, perdas e reflorestamento no viveiro municipal.</li>



<li><strong>Transparência ativa:</strong> acesso da população aos dados de gestão por meio do painel público, promovendo o controle social.</li>



<li><strong>Eficiência administrativa:</strong> redução do tempo de busca de informações graças ao suporte dos assistentes de inteligência artificial.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aprendizados que outras cidades podem adotar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos desafios e limitações apresentados pela solução, Ferretti afirma que o mais importante já começou: <strong>a mudança de método</strong>. A Secretaria está aprendendo a trabalhar com dados, mapas, registros padronizados, indicadores, um painel público e o apoio da inteligência artificial para melhorar sua gestão ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A experiência de Amargosa deixa lições valiosas para outros municípios</strong> que desejam aprimorar e modernizar sua gestão ambiental. “O principal aprendizado é que a transformação digital nessa área deve ser pensada como uma arquitetura, e não como uma ferramenta isolada”, destaca a gestora. E conclui: “Não adianta ter um sistema para o viveiro, outro para a fiscalização, outro para as árvores e outro para as denúncias, se essas informações não dialogam entre si. <strong>O valor está na conexão entre as camadas”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para outros municípios, as lições apontadas por Ferretti são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A tecnologia deve responder a um problema público concreto, e não o contrário.</li>



<li>A transformação digital deve ser pensada como uma arquitetura integrada.</li>



<li>A inteligência artificial é um suporte técnico, não um substituto do critério humano.</li>



<li>Municípios pequenos e médios têm capacidade de construir inteligência pública aplicada.</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta nota faz parte do Boletim Ideias &amp; Inspiração da Rede de Inovação Local (RIL), no qual, a cada mês, são destacados casos inovadores de diferentes temas em cidades de todo o mundo. Gostaria de receber, uma vez por mês, soluções locais como as apresentadas nesta reportagem diretamente no seu e-mail? <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Você pode se inscrever gratuitamente</a>!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong><em>Redação +COMUNIDAD</em></strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><em>Imagem de capa: ilustração da RIL e da +COMUNIDAD.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mi Jardín Sustentable: Vitacura transforma patios residenciales en refugios ecológicos</title>
		<link>https://mascomunidad.org.ar/vitacura-chile-mi-jardin-sustentable-refugios-ecologicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mas Comunidad]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 16:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Desarrollo Urbano y Hábitat]]></category>
		<category><![CDATA[Gestión y Gobernanza]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Plan de Infraestructura Verde y Biodiversidad de Vitacura]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidad]]></category>
		<category><![CDATA[Vitacura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>La comuna chilena impulsó un profundo cambio de paradigma cultural y estético a través de la Certificación de Jardines por la Biodiversidad, una iniciativa pionera en el país enmarcada en la estrategia Mi Jardín Sustentable. Mediante una auditoría científica codiseñada con la academia, este programa integra hasta el momento 58 patios y balcones privados a una red de corredores biológicos urbanos. Así, buscan demostrar que la resiliencia hídrica requiere transformar a los ciudadanos en agentes activos de adaptación climática.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-text-color has-background has-link-color wp-elements-7 wp-block-paragraph" style="color:#ffffff00;background-color:#ffffff00;font-size:1px">Mi Jardín Sustentable</p>



<p class="wp-block-paragraph">En 2022, la zona central de Chile enfrentaba una de sus mayores crisis hídricas tras 14 años de sequía consecutiva. En la comuna de Vitacura, perteneciente a la Región Metropolitana de Santiago, el desabastecimiento estuvo a pocas semanas de traducirse en cortes programados de agua potable para la población. Datos técnicos revelaron que <strong>el 71% del consumo de agua potable de la localidad provenía del sector residencial</strong>, impulsado por el riego de grandes extensiones de césped.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta problemática hídrica coincidía con una pérdida progresiva de biodiversidad urbana y la degradación de hábitats naturales, lo que redujo de forma drástica la presencia de fauna y flora nativa en la localidad. <strong>Al detectar que</strong> <strong>los jardines, patios y balcones privados representaban una superficie muy significativa del territorio</strong>, la gestión local identificó la necesidad urgente de transformar estos espacios en aliados de la sostenibilidad, modificando las pautas tradicionales de manejo de la vegetación.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a este escenario, en 2021 se lanzó el programa piloto<a href="https://sustentable.vitacura.cl/certificatujardin/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> “Certificación de Jardines por la Biodiversidad”</a>, una iniciativa pionera en el país enmarcada en la estrategia <strong>Mi Jardín Sustentable</strong>. El proyecto busca transicionar hacia una estética de bajo consumo hídrico mediante un sistema integral de auditorías residenciales, capacitación ciudadana y patrones de manejo respaldados por evidencia científica para convertir los entornos privados en refugios ecológicos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-2.jpg" alt="" class="wp-image-9826" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-2.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-2-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-2-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-2-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-2-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-2-48x32.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Ejemplo de jardín sustentable. Imagen: Municipalidad de Vitacura.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mi Jardín Sustentable, una metodología con base científica y comunitaria</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">El programa se articula de manera directa con el <a href="https://sustentable.vitacura.cl/wp-content/uploads/2024/07/Plan-de-Infraestructura-Verde_compressed.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Plan de Infraestructura Verde y Biodiversidad de Vitacura</strong></a>, un territorio de 28,9 kilómetros cuadrados y 97.000 habitantes. “Al detectar que más del 70% del consumo de agua potable de la comuna provenía del sector residencial, entendimos que el cambio debía ser no solo en las áreas verdes municipales, sino también dentro de los hogares”, explica a +COMUNIDAD <strong>Daniela Casanello</strong>, asesora de Áreas Verdes y Sustentabilidad de la Municipalidad de Vitacura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El diseño del programa requirió <strong>traducir el conocimiento académico y botánico complejo</strong> en herramientas sencillas, lúdicas y accesibles para la ciudadanía. Para lograrlo, la Municipalidad consolidó una alianza estratégica con el <strong>Centro de Ecología Aplicada y Sustentabilidad (</strong><a href="https://r.search.yahoo.com/_ylt=Awriqa0mijpqJQIA5ISr9Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3Ny/RV=2/RE=1783430950/RO=10/RU=https%3a%2f%2fwww.uc.cl%2funidades-academicas%2fcentro-de-ecologia-aplicada-y-sustentabilidad-capes%2f/RK=2/RS=Urn.EKqmS7Nwq_SpywWIQ4SpTKI-" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>CAPES</strong></a><strong>)</strong> y el <a href="https://www.instagram.com/jardinbotanicochagual/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Jardín Botánico Chagual</strong></a>. Según detalla Casanello, el proceso “fue un esfuerzo conjunto con la academia, con quienes codiseñamos una certificación de jardines utilizando a la Municipalidad como piloto”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La convocatoria se abrió de forma inclusiva para los vecinos y vecinas de la comuna, abarcando tanto a propietarios como a arrendatarios. Además, la plataforma extendió su alcance territorial al permitir que personas residentes fuera de Vitacura accedan libremente a los recursos educativos, cursos y manuales formativos dispuestos de forma virtual en la página web municipal.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1.jpg" alt="" class="wp-image-9827" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1-48x32.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>Ejemplo de jardín sustentable. Imagen: Municipalidad de Vitacura.</sup></em></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">El sistema de certificación residencial se organiza de manera secuencial a través de las siguientes tres etapas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Inscripción:</strong> vecinos se suman voluntariamente al programa y acceden a talleres prácticos, cursos específicos y material educativo diseñado por los expertos.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Autoevaluación: </strong>inscriptos miden las prácticas de manejo existentes en sus hogares mediante una plataforma digital simple. Si alcanzan un puntaje mínimo estipulado, quedan habilitados para solicitar una visita técnica presencial.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Seguimiento:</strong> personal técnico del municipio realiza inspecciones posteriores en el terreno para evaluar los avances y, cuando corresponde, otorgar una certificación de rango superior.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="463" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1-1024x463.png" alt="" class="wp-image-9828" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1-1024x463.png 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1-300x136.png 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1-768x348.png 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1-1536x695.png 1536w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1-24x11.png 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1-36x16.png 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1-48x22.png 48w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-1.png 1845w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sup><em>Mapa de Jardines por la Biodiversidad (</em><a href="https://www.google.com/maps/d/u/0/viewer?mid=1Ckl7AFJNBjTL3gXNr3zQdixzW63CR1I&amp;ll=-33.37865807966387%2C-70.59461803230494&amp;z=12" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>se puede explorar aquí</em></a><em>). Imagen: Municipalidad de Vitacura.</em></sup></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Evidencia y resultados medibles en el territorio</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">La combinación entre la regulación del espacio público y la apertura del programa residencial generó resultados cuantitativos verificables. En el sector privado, la asesora señala que <strong>“esta articulación entre academia, municipio y vecinos nos permite contar hoy con casi 58 hogares certificados”</strong>. Todos completaron el proceso oficial dentro de la comuna en sus tres niveles de avance: semilla, árbol y ecosistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Los efectos visibles en el entorno urbano validan el desempeño de la solución:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Intervención integral de <strong>256.000 metros cuadrados de superficies</strong> y áreas verdes públicas.</li>



<li>Consolidación de más de<strong> 43.000 metros cuadrados de jardines </strong>biodiversos.</li>



<li>Plantación de<strong> 4.400 árboles en calles y avenidas</strong>, complementados con la introducción de<strong> 194.000 arbustos y herbáceas nativas</strong>.</li>



<li>Reducción comprobada de aproximadamente un<strong> 45% en el consumo de agua</strong> en la totalidad de las áreas verdes públicas intervenidas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Además, Casanello señala que el monitoreo ecológico desarrollado durante los últimos dos años corrobora un <strong>incremento significativo de polinizadores e insectos benéficos en los corredores intervenidos. </strong>Este aumento es relevante porque estas especies funcionan como indicadores de la salud de los ecosistemas. Su presencia sugiere que los jardines ofrecen alimento y refugio para distintas variedades, lo que contribuye a recuperar la biodiversidad urbana. Al mismo tiempo, los polinizadores cumplen un rol clave en la reproducción de las plantas y ayudan a sostener el equilibrio ecológico local.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">En paralelo, los especialistas analizan las islas de calor urbano para establecer cómo la reconversión paisajística mitiga las temperaturas extremas sobre el suelo pavimentado. Esta red de corredores biológicos urbanos, que ya lleva cinco años construyéndose, <strong>posicionó a la comuna como finalista en los premios internacionales </strong><a href="https://aiph.org/latest-news/finalists-announced-for-the-aiph-world-green-city-awards-2026/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>AIPH World Green City Awards 2026</strong></a><strong>.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafíos y aprendizajes de Mi Jardín Sustentable</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">El obstáculo principal radica en la velocidad del cambio de paradigma cultural. Daniela Casanello explica que el mayor desafío ha sido enfrentar esa transformación en la comunidad, “lo cual requiere procesos de adopción que suelen ser lentos”. En la localidad, modificar hábitos arraigados requirió de procesos formativos continuos frente a la histórica preferencia por el césped tradicional de alto consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por otra parte, el aumento demográfico continuo dentro de los 28,9 kilómetros cuadrados de la comuna presiona constantemente los indicadores de espacio verde por habitante. <strong>Manuela Iglesias</strong>, encargada de Áreas Naturales y Biodiversidad, advierte que esta población en constante aumento desafía directamente los indicadores locales, obligando a una permanente optimización de los recursos hídricos y del suelo urbano disponible para mantener los parámetros de bienestar ambiental recomendados de nueve metros cuadrados por habitante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Respecto a los aprendizajes, Casanello refuerza la idea del liderazgo institucional: “Nuestra principal estrategia fue<strong> liderar con el ejemplo a través del espacio público</strong>. El hecho de que las áreas verdes municipales ya hubiesen comenzado su transformación bajo estos mismos lineamientos sustentables fue clave”. Al ver los resultados reales y atractivos en sus propias plazas y parques, l<strong>os vecinos comenzaron a comprender el valor de la propuesta y replicar estas prácticas en los jardines de sus casas.&nbsp;</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-3.jpg" alt="" class="wp-image-9829" srcset="https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-3.jpg 1024w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-3-300x200.jpg 300w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-3-768x512.jpg 768w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-3-24x16.jpg 24w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-3-36x24.jpg 36w, https://mascomunidad.org.ar/wp-content/uploads/2026/06/Vitacura-Chile-3-48x32.jpg 48w" sizes="auto, (max-width: 959px) 90vw, (max-width: 1279px) 63vw, 787px" /></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Condiciones para replicar experiencias como Mi Jardín Sustentable</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Casanello enfatiza la relevancia del ordenamiento institucional: “Para cualquier municipio de América Latina que busque replicar este modelo, el componente mínimo viable no es un programa aislado, sino la planificación estratégica.<strong> El primer paso fundamental es crear una hoja de ruta técnica e institucional; en nuestro caso, el Plan de Infraestructura Verde actúa como el gran paraguas normativo”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Disponer de este marco institucional consolidado ha garantizado a Vitacura que las metas socioambientales trasciendan los cambios de gestión política y se articulen de manera directa con el presupuesto municipal. Asimismo, la inserción en redes internacionales como ICLEI y el Pacto Global de Alcaldes por el Clima y la Energía facilita el intercambio de conocimientos y fortalece las capacidades técnicas locales para sostener la infraestructura ecológica urbana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">El reconocimiento internacional de Vitacura pone de manifiesto que la mitigación del cambio climático en las ciudades requiere un cambio metodológico profundo. Modificar la fisonomía urbana no depende exclusivamente de las grandes obras de infraestructura pública, sino de la capacidad institucional para involucrar a la ciudadanía en la gestión de sus propios entornos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Al transformar los patios privados en nodos de biodiversidad, los gobiernos locales pueden descentralizar la resiliencia hídrica y construir comunidades preparadas para los desafíos ambientales del futuro.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Esta nota forma parte del Boletín Ideas &amp; Inspiración de la Red de Innovación Local (RIL), donde cada mes se destacan casos innovadores de diferentes temáticas en ciudades de todo el mundo. ¿Te gustaría recibir, una vez al mes, soluciones locales como las de esta nota en tu correo? ¡Puedes </em></strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeIdBXi3WKRFDKYA8PyLSTGjQGyvZNcqr_TZ32ID22gTP52SA/viewform" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>suscribirte</em></strong></a><strong><em> de forma gratuita!</em></strong></h5>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Redacción +COMUNIDAD</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><em>Imagen de portada: ilustración de RIL y +COMUNIDAD.</em></p>
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